sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Frase do dia

"Você é a média das cinco pessoas com as quais passa mais tempo."
"You are the average of the five people you spend the most time with." ~ Jim Rohn

Quando o novo ano se aproxima, costumamos decidir o que vamos mudar, em nossas vidas. Se fizermos do modo certo, conseguimos. Caso contrário, repetimos os mesmos desejos no ano seguinte.

Sempre perguntam como criar um ano maravilhoso. Entre as sugestões que já li, uma que vale a pena destacar: disse que você deve cercar-se de pessoas que sejam positivas e que apóiem seus sonhos, sua vontade de mudar e realizar.

Por quê? Porque nossa força, nossa felicidade e nossa completude residem sempre nas pessoas que nos cercam e com as quais dividimos nossa vida. Se você escolher a pessoa errada para dividir sua vida, seus sonhos e seus projetos, ficará tudo igual. Porque o futuro só muda para quem quer mudar o futuro, caso contrário será apenas uma eterna repetição do presente. Com mais cabelos brancos, mas ainda assim, uma repetição.

Você é a média das pessoas com as quais passa mais tempo. Como são? Olhe para elas, porque é assim que você será, no futuro. Somos a média emocional, financeira, espiritual e de qualidade de vida das cinco pessoas com as quais passamos mais tempo. Se você tem que ficar ao lado de uma delas, negativa, tente compensar com outras quatro, positivas. Isso já ajuda muito!

Agora, pense comigo e responda francamente:
Quais serão as pessoas das quais você vai aproximar-se, este ano? Quais serão aquelas das quais você, lenta e gentilmente, vai se afastar?

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Vinganca ou maluquice?

Vingança ou maluquice?

(escrito por: Alexandre Garcia)

O País viveu em paz por 30 anos, até que a dupla Genro/Vanucci resolveu desenterrar o passado.


Os militares não queriam o poder. Pressionados pelas ruas, pelos meios
de informação, derrubaram Goulart e acabaram ficando 30 anos. Quando
derrubaram o presidente, já havia grupos treinados em Cuba, na China e
União Soviética para começar por aqui uma revolução socialista. Com a
contra-revolução liderada pelos militares, esses grupos se
reorganizaram para a resistência armada. E o governo se organizou para
combatê-los. Houve uma guerra interna de que os brasileiros, em geral,
não tomaram conhecimento porque enquanto durou, quase 20 anos, houve
um total de 500 mortos - número que o trânsito, hoje, ultrapassa em
menos de uma semana. Numa estratégia elaborada pela dupla Geisel-
Golbery, planejou- se então devolver o poder aos civis de forma
“lenta, gradual e segura”. E, como coroamento do processo, o governo
fez aprovar no Congresso, em 1979, a Lei da Anistia, bem mais
abrangente que a defendida pela oposição. Uma lei que pacificasse o
país, no novo tempo de democracia que se iniciava. Uma anistia “ampla,
geral e irrestrita”. Que institucionalizasse o esquecimento, a pá-de-
cal, pelos crimes cometidos por ambos os contendores, na suja guerra
interna. Incluíam-se os que mataram, assaltaram, jogaram bombas,
roubaram - de um lado - e os que mataram e torturaram do outro. A
Nação inteira respirou aliviada quando o Congresso aprovou o projeto
do governo e os banidos e asilados começaram a voltar, entre eles o
mais famoso de todos, Fernando Gabeira, que havia sequestrado, junto
com Franklin Martins, o embaixador americano. E o Brasil viveu em paz
por 30 anos, elegendo presidentes, descobrindo escândalos de
corrupção, ganhando copas do mundo. Até que a dupla Tarso Genro,
ministro da Justiça, e seu secretário de Direitos Humanos, Paulo
Vanucchi, resolveram desenterrar o passado para se vingar de supostos
algozes de seus companheiros de esquerda revolucionária. Criaram um
órgão para isso. Puseram tudo num decreto, e passaram para o Gabinete
Civil, da Ministra Dilma. De lá, o calhamaço foi para a assinatura do
presidente Lula, envolvido, na Dinamarca, com a empulhação do
“aquecimento global”. Lula alega que assinou sem ver. E eu fico
curioso por saber se a assinatura tem valor, porque aqui no Brasil
havia um presidente em exercício, José Alencar. O ministro Nélson
Jobim, surpreendido com a unilateralidade do decreto, pediu demissão.
E os três comandantes militares se solidarizaram com o ministro. Até
que se revolva o impasse, está no ar a primeira crise militar do
governo Lula. O decreto cria um órgão para estudar a revogação da
pacificadora Lei de Anistia. Orienta a punição dos torturadores mas
não dos sequestradores, assassinos e terroristas. Preserva, assim,
soldados da guerra revolucionária como os ministros Dilma, Franklin e
Minc. E vai atrás de coronéis da reserva. Baseia-se na Constituição,
que considera tortura crime imprescritível; omite que terrorismo
também é imprescritível, pela Constituição. E esquece o princípio de
Direito pelo qual a lei só retroage para beneficiar o réu, não para
condená-lo. A Lei de Anistia é de 1979 e a Constituição de 1988. Por
que agitar um país pacificado? Vingança ou maluquice mesmo?

Alexandre Garcia é jornalista -

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Deficit de atencao

Déficit de atenção

(escrito por: Dora Kramer)

A confusão quase-crise entre os ministérios da Justiça e Defesa -leia-
se Forças Armadas-, que fechou 2009 e reabriu a recorrente questão
sobre a punição aos crimes contra a vida cometidos durante a ditadura,
exibiu a face contraproducente do modo espetáculo de Luiz Inácio da
Silva governar o Brasil.

Isso partindo da premissa de que o presidente da República falou a
verdade quando disse que assinou decreto de criação do Programa
Nacional de Direitos Humanos sem conhecer seu conteúdo. Grave em si, o
fato não é incomum.

O antecessor de Lula mesmo, Fernando Henrique Cardoso, bem mais afeito
à leitura e interesse por detalhes, assinou sem ler um decreto que
poderia manter documentos oficiais sob sigilo eterno. O ex-presidente
justificou que assinou "como rotina" e atribuiu a falha a um descuido
burocrático ou a má-fé de "alguém" a quem não denominou. Ou não
identificou.

Quem conhece a sistemática do Palácio sabe como as coisas funcionam:
"No fim do expediente entra no gabinete presidencial um chefe da Casa
Civil com a papelada para o presidente assinar antes de enviar os atos
à publicação no Diário Oficial. Em geral, enquanto conversam o
presidente assina os documentos não necessariamente mediante exame",
descreve o deputado Raul Jungmann, presidente da Frente Parlamentar de
Defesa Nacional e ministro da Reforma Agrária no governo FH.

Daí não ser de todo inverossímil, desta vez, a versão de que Lula não
sabia que o decreto tratava entre outras coisas da possibilidade da
revisão da Lei da Anistia e de tolices revanchistas como a retirada
dos nomes de presidentes do regime militar de pontes, rodovias,
praças, ruas e prédios públicos.

Um contrassenso até em face das repetidas referências elogiosas que o
presidente faz às realizações e até ao modelo administrativo desses
governos.

Mais difícil de acreditar é que o presidente Lula ignorasse os termos
do acordo que, segundo o ministro da Defesa, Nelson Jobim, foi dura e
intensamente negociado entre a sua pasta, os comandantes das três
Forças, os primeiros escalões do Exército, Marinha e Aeronáutica, e o
Ministério da Justiça, na figura do secretário nacional de Direitos
Humanos, Paulo Vannuchi.

Se de fato ignorava, de duas uma: ou o presidente foi induzido ao erro
pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ou errou em decorrência
de seu déficit de atenção em relação aos assuntos de governo que não
se relacionem diretamente com embates de natureza político-eleitoral
ou com o culto à sua personalidade.

Não é crível que um assunto que no ano passado havia feito explodir
divergências públicas, entre os mesmos personagens e arquivado por
ordem de Lula, não estivesse sendo acompanhado pelo presidente.

Em qualquer das duas hipóteses houve quebra de confiança. Ou da
ministra para com o presidente ou de Lula em relação às Forças
Armadas, uma instituição pautada pelo princípio da disciplina e da
hierarquia.

Pelo acerto, a Comissão da Verdade, na expressão do deputado Jungmann,
uma espécie de "CPI da ditadura", investigaria os crimes cometidos
durante o período autoritário levando em conta não apenas as ações dos
militares, mas também os atos dos integrantes da resistência pela vida
da luta armada.

O texto apresentado e assinado pelo presidente Lula, no entanto, só
fazia referência a investigações aos crimes cometidos pelo "aparelho
de Estado", vale dizer, os militares e os civis que serviram como
braços auxiliares.

Se a ideia foi criar uma dificuldade para dirimi-las no decorrer de
uma negociação posterior, quando o projeto de lei chegasse ao
Congresso, por exemplo, foi uma péssima ideia.

Não pela essência, dado que o direito de um país à sua memória é
sagrado e que, mais dia menos dia, o Brasil terá de enfrentar a
questão. A tortura e o terror universalmente não se submetem a
legislações específicas, são atos condenados em tratados
internacionais dos quais o Brasil é signatário.

O problema foi a forma. Se já é difícil fazer com que os militares
concordem em criar uma instância para o reexame de crimes que podem
"tragar" a instituição para um passado com o qual a maioria não guarda
a menor relação, impossível é fazê-los aceitar a quebra da palavra
empenhada.

Se as coisas se passaram realmente conforme o relato que fez o
ministro da Defesa e os comandantes das três Forças protestarem por
meio dos pedidos de demissão, houve quebra grave de confiança e não é
assim que se conduzem negociações nesse meio. Não foi assim que se
conduziu a campanha que resultou na anistia e abriu caminho para a
redemocratização.

Se com o Congresso e com a opinião pública a força da popularidade
presidencial se sobrepõe ao valor da palavra dita e a reticência é
admitida, com as Forças Armadas o "sim" e o "não" são limites
intransponíveis de uma linha a ser defendida a qualquer custo.

Não por veleidades antidemocráticas, mas pelo temor da desmoralização

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Imprensa no abismo

VAI, IMPRENSA, FELIZ PARA O ABISMO!!!

Revista Veja, sexta-feira, 8 de janeiro de 2010 | 17:47

Se os avestruzes escrevessem artigos - mulas e jumentos têm escrito
como nunca -, certamente criticariam os alienados de sua espécie com
uma comparação: “Esses aí parecem aqueles humanos jornalistas; diante
do perigo, preferem esconder a cabeça…” Como o leitor deve imaginar, a
história de que a ave enterra o cocuruto no chão quando ameaçada não
deve proceder, né? Sei lá, nunca li a respeito. Suponho que seja uma
tolice porque, fosse assim, não haveria mais avestruzes. Os
desengonçados certamente vieram ao mundo aparelhados com o tal
instinto de sobrevivência, que falta a boa parte da imprensa. Avestruz
é feio pra caramba, mas não é idiota.

Entre os grandes veículos, só O Globo e os principais jornais da TV
Globo deram o devido destaque à ameaça de censura à imprensa contida
no tal “decreto dos direitos humanos”, aquela peça notavelmente
autoritária que vale por uma espécie de miniconstituinte. O texto
resolveu cuidar de tudo: além da revanche contra os militares, da
extinção da propriedade privada e do cerceamento à imprensa, trata do
casamento gay, da descriminação do aborto, de quilombolas, pescadores,
hortas, viveiros, pomares… Em suma, meus caros leitores, pensem aí
numa palavra qualquer e acionem a tecla “localizar”. Se a procura der
negativa, é só questão de achar o sinônimo.

Trata-se de uma absoluta novidade jurídica - e, como diz certo clichê,
se é coisa que só dá no Brasil, não sendo jabuticaba, então é
besteira. O decreto, como demonstrei aqui, é uma peça notável de
proselitismo político, pautado pela extrema esquerda do PT. Os dois
setores mais visados por sugestões de caráter claramente punitivo são
a agroindústria E A “MÍDIA”.

Muito bem. E o que fazem setores da imprensa? O Estadão, por exemplo,
ignorou ontem o assunto na sua edição online. Não! Para ser preciso,
deu destaque a um manifesto de repúdio aos militares assinado pelo tal
Movimento Nacional de Direitos Humanos. O texto foi parar na edição
impressa. Na eletrônica de hoje, pode-se ler a reação da Secretaria
Nacional de Direitos Humanos às críticas recebidas pelo documento -
AQUELAS QUE FORAM IGNORADAS!!!

A Folha Online de ontem deu destaque às críticas que a Confederação
Nacional de Agricultura fez ao decreto. O texto está na edição
impressa, acompanhado de outros dois: um com as restrições da Igreja e
outro lembrando o descontentamento dos militares. Sobre a defesa óbvia
da censura e da punição às empresas de comunicação, não há uma
miserável palavra. NADA!!! É como se não existisse.

Mandam-me, aliás, trechos de um artigo publicado na Folha Online em
que alguém escreve algo assim: se os militares estão contra o decreto,
então é sinal de que ele é necessário. Seria alguém pontificando sobre
aquilo que não leu? É a hipótese benevolente. Pode ser que tenha lido.
E que concorde com tudo o que vai lá. É gente que usa a liberdade de
que dispõe para defender um documento que confere grandeza moral à
censura e que usa os “direitos humanos” para impor uma pauta
autoritária. Os nazistas fizeram assim: recorreram à tese da suposta
conspiração contra o estado para justificar a brutalidade anti-semita.
Autoritários não precisam de motivos, só de pretextos. Aos idiotas e
lesos, pretextos são suficientes. A seguir certa “sapiência” jurídica,
os descendentes da família real brasileira podem processar, sei lá, a
República por causa do golpe de 1889…

Imaginem tudo acontecendo conforme querem Dilma Rousseff, Franklin
Martins, Paulo Vannuchi, Tarso Genro e… LULA - AQUELE QUE SEMPRE SABE
DE TUDO. A imprensa será controlada por um “tribunal de ética” (num
artigo, José Dirceu perdeu o pudor de vez e chamou de “tribunal”)
formado pelo PT, conforme proposta aprovada na Confecom, e por um
tribunal dos direitos humanos, também controlado pelo partido. Eles
definirão o que pode e o que não pode ser escrito. Tudo depende do
Congresso, conforme deixei claro no primeiro artigo que escrevi sobre
o decreto. Mas isso é só um perigo adicional.

A despeito dos fatos, esses setores da imprensa preferem fazer de
conta que o decreto atinge os interesses de “ruralistas, católicos e
militares reacionários”. Não são dignos da liberdade de que desfrutam
— liberdade conquistada pela resistência democrática e que nada deve,
nem uma miserável vírgula, aos terroristas que tentaram implementar
uma ditadura comunista no país. Se não dispunham dos meios adequados e/
ou suficientes para lograr seus objetivos, isso só revela a sua
estupidez adicional, sem jamais enobrecer os seus propósitos.

Porque os idiotas não estão à altura dessa liberdade, há quem se
ofereça para dispor dela, solapando-a. Candidatam-se a áulicos do rei,
a serviçais do regime, a escribas do poder. Bem, se assim acontecer, o
vício já então adquirido certamente não lhes há de provocar qualquer
estranhamento. Acostumados a servir por vontade, nem irão perceber
que terão passado a servir por obrigação.

Boa parte da imprensa caminha feliz para o abismo, como aquela imagem
na carta de Tarô. E prefere acusar o “exagero” e a “paranóia” de quem
lhes causa o incômodo de chamar a coisa pelo nome que a coisa tem. Não
entendo rigorosamente nada de adivinhações. Católicos são
aborrecidamente racionais para se dedicar a essas coisas. Não tenho a
menor noção se, embora aparentemente negativa, a carta traz um bom
auspício. Uma coisa eu sei sem adivinhação nenhuma: a liberdade de
imprensa é o próximo alvo dos petistas. E a dita grande imprensa está
tomada de jornalistas que, na prática, indagam: “Liberdade pra quê?”

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Rituais

(Historiador do cotidiano)

Todos nós temos ritos e rituais. Para as mais diversas coisas. Sejam os procedimentos que você adota antes de tomar banho, antes de sair na rua dirigindo ou até mesmo antes de dormir. Tem quem chame de "manias", outros de "costumes", mas no final das contas todos esses procedimentos são rituais pessoais, que cada qual faz à sua maneira e com ações diferentes das outras pessoas.

Recentemente passamos por um ritual que é quase padrão para, pelo menos, nós brasileiros: o ano novo, ou melhor, as promessas de ano novo! Céus... Acho que 99% das pessoas fez promessas para o ano novo, e esse ritual decorre de outro (às vezes) assustador: a retrospectiva do ano que passou.

Eu também tenho meus rituais de análise. Um deles consiste em, no aeroporto (ou rodoviária) após uma viagem e enquanto espero o veículo que me levará para casa - e quando chego com tempo, ao invés das funcionárias chamando meu nome no altofalante - gosto de analisar como foi a viagem, as coisas boas e não tão boas que aconteceram, como fazer da próxima vez pra ser melhor, o que esqueci de levar, o que levei que não deveria, ente outras coisas.

Neste exato momento, sentado na sala de espera do aeroporto, penso sobre minha estadia em Salvador. Foram poucos dia, e faziam anos que não pisava em tal cidade. Confesso que novamente não gostei da insegurança nas ruas e áreas históricas da cidade.

Mas enfim, no meu ritual de análise pós-viagem, cheguei à conclusão que se alguém for viajar para Salvador e me perguntar o que levar, sem pestanejar responderei: "leve paciência". Porque, falando sério, ô cidadezinha em que nada funciona direito! É tudo MUIIIIITO lento! Chega a dar agonia! Até o aeroporto que deveria ser diferente, chega a ser pior!

Mas enfim, e você? Quais os seus rituais? O que você faz antes, durante e depois de qualquer ação, contanto que seja padronizado? Quais os seus rituais? Como você age no seu cotidiano? Quais são os seus rituais?

Se você começar a prestar atenção nos seus rituais, aprenderá muito mais sobre você mesmo e seu crescimento humano será muiiiito maior.

Então me responda francamente:
Quais os seus rituais?

A receita do ano novo

"Tudo está conectado. Nada consegue mudar por si só."
Everything is connected. No one thing can change by itself" ~Paul Hawken



A RECEITA DO NOVO ANO

O ano novo é sempre parte do nosso passado vivido com parte do nosso futuro imaginado. O que o torna igual ao anterior são as coisas que não faremos. O que o torna diferente são as ações que incluímos na receita que irá ao forno da vida.

Agir não garante que as coisas melhorem, mas para que as coisas melhorem temos que agir. É nessa estranha, e aparente confusa lógica, que residem seus desejos de um ano novo especial. E os meus.

Nosso passado e futuro estão conectados. As pessoas de nossa vida estão conectadas. Nossas ações, ou inações, estão conectadas. Por isso, ao melhorar uma área qualquer de sua vida, você melhora automaticamente centenas de outras. Porque como diz Paul Hawken, "tudo está conectado. Nada consegue mudar por si só".

Agora, pense comigo e responda francamente:
Que pequenas mudanças você AGIRÁ para que aconteçam em sua vida hoje?

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Receita de ano novo

(Carlos Drummond de Andrade)

RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

(Carlos Drummond de Andrade)

Frase do dia

"Não há ninguém mais bobo do que um esquerdista sincero. Ele não sabe nada. Apenas aceita o que meia dúzia de imbecis lhe dão para dizer."

(Nelson Rodrigues)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

WTF???

Extraído de: http://ccgeneralsbr.queroumforum.com/viewtopic.php?t=3

WTF??? Siglas e gírias gringas utilizadas em jogos online

Para os que sempre quiseram saber o que significam aquelas gírias, siglas que vemos tanto no Generals online e em outros jogos online, aqui vão algumas siglas e gírias para poder matar a curiosidade e poder entender muita coisa que até agora eram novidades!

afk = away from keyboard
aka = also know as
bbl = be back later
BO = Build Order (Ordem de Construção)
brb = be right back
BS = Bullshit (Bobagem, besteira)
BT = Box Trick
Bunker Noob: Jogador defensivo que enche de estruturas defensivas
c u = See You :þ
cba = cant be arsed (ou I am too lazy)
Clanmate (OU Clanm8) = Mesma coisa que mate porém este tbm faz parte do mesmo clã que vc
DC = Disconnect
Dodger = Jogador que foge, tem medo de partidas (dodge = fuga)
FF = Force Fire ( Forçar fogo, ctrl + clique)
ffa = free for all
ffg = For Fun Game
ffs = for fucking sake
ftw = for the win
fu = Fuck You
GG = Good Game
GJ = Good Job
GL = good luck
HF = Have Fun
idk = I Dont Know
IGTBYRG = I'm going to bash you real good
imba = Imbalanced
imho = In my humble opinion
imo = In My Opinion
j/k = Just Kidding (brincadeirinha)
leet (l337) = Mesma coisa que Uber
Lmao = Laught My as Off
lol = Laughing out loud
Macro (Macromanagement) = Controle das estruturas, grana... é saber ter controle total do mapa e não deixar a grana disparar...)
mate ( ou m8 ) = Como um grande amigo, amigo do peito
Micro (Micromanagement) = Controle de unidades, mapa...
MM = Missmatch (Aquela tela de erro de sincronismo)
Newbie = jogador que está iniciando, novato... é diferente de NOOB
no fw = Não é permitido estar com firewall ativado!
No Re = (Sem revanche - No rematch)
no sw = Não é permitido construir Superarmas (SuperWeapons)
Noob = Alguém que esteja jogando a um bom tempo porém ainda joga como um newbie
Noobash = Jogador que joga contra NOOBS
np = No Problems
ofc = of course
OMFG = Oh my Fucking God
OMG = Oh my God
OP = Overpowered (Mais poderoso)
owned = derrotado facilmente ou rapidamente
plz = please
Pro = Todos pensam que é PROFESIONAL/PROFISSIONAL qdo na verdade está enganado. PRO é uma pessoa sem vida, que não come, estuda, trabalha nem dorme :þ
pwned = mesma coisa que owned
rofl = Rolling on Floor Laughing (Mas o correto é rotfl = rolling on The Floor Laughing)
rules = regras
Rush = Ataque relâmpago, atacar o inimigo de surpresa
Spam = Muito de alguma coisa huehuehu (Um Tank Spam seria um ataque com trocentos tanks)
sry = Sorry
Statslooker = É o que se diz ao pé da letra: Jogador que olha o status do oponente pra decidir se vai ou não jogar!
stfu = Shut the fuck up
tbh = To Be honest
Thx = Mesma coisa q Tx
Tx = Thanks
TY = Thank you
Uber = Melhor que PRO, talvez uma lenda?
WP = Well played
wtf = what the fuck
y = Why?

------

Siglas pras partidas jogadas:

AD = Arm Dealer (Fabrica do ELG)
AF = Air Field (Base Aérea)
AF ou Pizza = Armored Fury (Melhor mapa ^^)
BM = Battlemaster ou Black Market
C = China
CC = Centro de Comando
FB = Flash Bang
FE = Fallen Empire
G = GLA
Gatt = Gatling Tank
JK = Jarmen Kell
MD = Missile Defender (bazuqueiro do EUA)
Nook = Chinook
Over/OL = Overlord Tank
Pala = Paladin
Prop = Central de Propaganda (China)
R = Random
Rax = Barracks = Quartel ;]
RG = Red Guard (Guardas Vermelhos da China)
Rockvee = Jipe do EUA com bazuqueiro
RPG = Bazuqueiro do ELG
TC = Troop Crawler
TD = Tournament Desert
TF = Twilight Flame
TH = Tank Hunter (bazuqueiro)
TI ou Island = Tournament Island
TT = Tech Terror (Técnico com terroristas)
U = USA
Vee = Jipe do EUA
WF = War Factory

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Filhos-da-puta versus Militares

É o segundo texto que colo aqui sobre a mini-revolução que está acontecendo nos bastidores do poder.

A confusão é bem simples: um FILHO DA PUTA ligado aos "direitos humanos" (sabe aqueles merdas que ficam só defendendo bandidos!) ficam com revanchismo e sacaneando as Forças Armadas. Eles estão cutucando a onça com vara curta, cada vez menor.

O palhaço-mor, o maior filho da puta, é um comunista safado, com status de ministro, chamado Paulo Vannuchi. Alguém por favor retire esse safado e idiota do Vannuchi do cargo/poder que ele tem!

A Lei da Anistia vale para todos. Não cabe mais enfiar o dedo nessa ferida, e se forem fazer isso, que mostrem também as centenas de assassinatos, bombas, etc e tal que os filhos-das-putas (os comunistas) praticaram!

Mas vamos à notícia:

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Extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,projeto-que-revoga-lei-de-anistia-fez-jobim-ameacar-se-demitir,488397,0.htm

Projeto que revoga Lei de Anistia fez Jobim ameaçar se demitir
Ministro vê revanchismo na proposta de Vannuchi e fecha acordo com Lula antes de projeto ir ao Congresso
Christiane Samarco e Eugênia Lopes, de O Estado de S. Paulo


BRASÍLIA - A terceira versão do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), que se propõe a criar uma comissão especial para revogar a Lei de Anistia de 1979, provocou uma crise militar na véspera do Natal e levou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a escrever uma carta de demissão e a procurar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 22, na Base Aérea de Brasília, para entregar o cargo.

Solidários a Jobim, os três comandantes das Forças Armadas (Exército, Aeronáutica e Marinha) decidiram que também deixariam os cargos, se a saída de Jobim fosse consumada.

Na avaliação dos militares e do próprio ministro Jobim, o PNDH-3, proposto pelo ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e lançado no dia 21 passado, tem trechos "revanchistas e provocativos".

Ao final de três dias de tensão, o presidente da República e o ministro da Defesa fizeram um acordo político: não se reescreve o texto do programa, mas as propostas de lei a enviar ao Congresso não afrontarão as Forças Armadas e, se for preciso, a base partidária governista será mobilizada para não aprovar textos de caráter revanchista.

Os comandantes militares transformaram Jobim em fiador desse acordo, mas disseram que a manutenção da Lei de Anistia é "ponto de honra". As Forças Armadas tratam com "naturalidade institucional" o fato de os benefícios da lei e sua amplitude estarem hoje sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF) - isso é decorrente de um processo legal aberto na Justiça Federal de São Paulo contra os ex-coronéis e torturadores Carlos Alberto Brilhante Ustra e Aldir dos Santos Maciel, este já falecido.

Além da proposta para revogar a Lei de Anistia, que está na diretriz que fala em acabar com "as leis remanescentes do período 1964-1985 que sejam contrárias à garantia dos Direitos Humanos", outro ponto irritou os militares e, em especial, o ministro Jobim.

Ele reclamou com Lula da quebra do "acordo tácito" para que os textos do PNDH-3 citassem as Forças Armadas e os movimentos civis da esquerda armada de oposição ao regime militar como alvos de possíveis processos "para examinar as violações de Direitos Humanos praticadas no contexto da repressão política no período 1964-1985".

Jobim foi surpreendido com um texto sem referências aos grupos da esquerda armada. Os militares dizem que se essas investigações vão ficar a cargo de uma Comissão da Verdade, então todos os fatos referentes ao regime militar devem ser investigados.

"Se querem por coronel e general no banco dos réus, então também vamos botar a Dilma e o Franklin Martins", disse um general da ativa ao Estado, referindo-se à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e ao ministro de Comunicação de Governo, que participaram da luta armada. "Não me venham falar em processo para militar pois a maioria nem está mais nos quartéis de hoje", acrescentou o general.

Os militares também consideram "picuinha" e "provocação" as propostas do ministro Vannuchi incluírem a ideia de uma lei "proibindo que logradouros, atos e próprios nacionais e prédios públicos recebam nomes de pessoas que praticaram crimes de lesa-humanidade". "Estamos engolindo sapo atrás de sapo", resumiu o general, que pediu anonimato por não poder se manifestar.

A decisão de Jobim entregar o cargo foi decidida no dia 21 e teve, inicialmente, o apoio solidário dos comandantes Juniti Saito (Aeronáutica) e Enzo Peri (Exército). Consultado por telefone, porque estava no Rio, o comandante da Marinha, o almirante Moura Neto, também aderiu. Diante da tensão, o presidente Lula acertou que se encontraria com Jobim na Base Aérea de Brasília, às 16h30, na volta da viagem ao Rio, onde foi inaugurar casas populares no complexo do Alemão e visitou obras do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento).

Na conversa, Lula rejeitou a entrega da carta de demissão e disse que contornaria politicamente o problema. Pediu que o ministro garantisse aos comandantes militares que o Planalto não seria porta-voz de medidas que revogassem a Lei de Anistia.

Os militares acataram a decisão, mas reclamaram com Jobim da posição "vacilante" do Planalto e do "ambiente de constantes provocações" criado pela secretaria de Vannuchi e o ministro Tarso Genro (Justiça). Incomodaram-se também com o que avaliaram como "empenho eleitoral excessivo" da ministra Dilma no apoio a Vannuchi.

"Lula age assim: empurra a crise com a barriga e a gente nunca sai desse ambiente de ameaça", protestou um brigadeiro em entrevista ao Estado.

Na visão das Forças Armadas, a cerimônia de premiação de vítimas da ditadura, no dia 21, foi "uma armação" para constranger os militares, tendo Dilma como figura central, não só por ter sido torturada, mas por ter chorado e escolhido a ocasião para exibir o novo visual de cabelos curtíssimos, depois da quimioterapia para tratamento de um câncer linfático.


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Jobim põe cargo à disposição

Extraído agora de: http://www.claudiohumberto.com.br/ na parte "A coluna nos jornais"

29/12/2009
Jobim põe cargo à disposição
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e os comandantes das três Forças colocaram os cargos à disposição após o secretário de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, exigir a presença de Jobim na cerimônia do Programa Nacional de Direitos Humanos, semana passada. Teria ameaçado chamar os militares de “covardes”. O presidente Lula teve de intervir para evitar uma possível crise.

Passado é passado
Jobim disse ao presidente que não iria ao evento para ser coerente com sua opinião de não falar e esquecer o passado.

Solidariedade
O brigadeiro Juniti Saito (Aeronáutica) e o general Enzo Peri (Exército) prestaram imediata solidariedade ao ministro Jobim.

Emergência
O almirante Moura Neto (Marinha), que estava no Rio, foi chamado às pressas para discutir como agir em caso de referência aos militares.

Silêncio
O secretário de Direitos Humanos, que tem status de ministro, não respondeu até o fechamento da coluna.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Militares nunca mais!

Militares no poder, nunca mais!
(Anselmo Cordeiro - Net 7 Mares)

(texto atribuído erradamente a Millor Fernandes, atribuição equivocada, vez que Millor, que combatia o regime militar no seu semanário "O Pasquim", jamais poderia tê-lo escrito ainda que em termos irônicos).

Militar no poder, nunca mais. Só fizeram lambanças.

Tiraram o cenário bucólico que havia na Via Dutra de uma só pista, que foi duplicada e recebeu melhorias; acabaram aí com as emoções das curvas mal construídas e os solavancos estimulantes provocados pelos buracos na pista. Não satisfeitos, fizeram o mesmo com a rodovia Rio-Juiz de Fora, sem contar a mania de abrir novas estradas de norte a sul e de leste a oeste, o que deixou os motoristas atarantados e perdidos, sem saber qual caminho tomar para chegar ao destino.

Com a construção da ponte Rio-Niterói, acabaram com o sonho de crescimento da pequena Magé, cidade nos fundos da Baía de Guanabara, que era caminho obrigatório dos que vinham do sul, passando pelo Rio, em direção às cidades litorâneas do sudeste acima do Rio e nordeste, contornando a baía num percurso de mais de 100 km. Encurtaram o tempo de viagem entre Rio e Niterói, é verdade, mas acabaram com aquela gostosa espera pela barcaça que levava meia dúzia de carros de um lado a outro da baía.

Criaram esse maldito Proálcool, com o medo infundado de que o petróleo vai acabar um dia. E, para apressar logo o fim do chamado "ouro negro", deram um impulso gigantesco à Petrobras, que passou a extrair petróleo 10 vezes mais (de 75 mil barris diários, passou a produzir 750 mil); mas nem isso adiantou nada, porque, com o álcool mais barato que a gasolina, permaneceu o fedor de bêbado que os carros passaram a ter com o uso do inventado combustível.

Enfiaram o Brasil numa disputa estressante, levando-o da posição de 45ª economia do mundo para a posição de 8ª, trazendo com isso uma nociva onda de inveja mundial.

Tiraram o sossego da vida ociosa de 13 milhões de brasileiros, que, com a gigantesca oferta de emprego em milhares de obras, ficaram sem a desculpa do "estou desempregado".

Em 1971, no governo militar, o Brasil alcançou a posição de segundo maior construtor de navios no mundo, o que veio a ser outra desgraça, porque, além de atrair mais inveja, infernizou a vida dos que moravam perto dos estaleiros, com aquela barulheira da construção desenfreada.

Com gigantesca oferta de empregos, baixaram consideravelmente os índices de roubos e assaltos. Ora! Sem aquela emoção de estar na iminência de sofrer um assalto, os nossos passeios perderem completamente a graça.

Alteraram profundamente a topografia do território brasileiro com a construção de hidrelétricas gigantescas (Tucuruí, Ilha Solteira, Jupiá e Itaipu), o que obrigou as nossas crianças a aprenderem sobre essas bobagens de nomes esquisitos. Por causa disoo, o Brasil, que antes vivia o romantismo do jantar à luz de velas ou de lamparinas, teve que tolerar a instalação de milhares de torres de alta tensão espalhadas pelo seu território, para levar energia elétrica a quem nunca precisou disso.

Implementaram os metrôs de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza, deixando tudo pronto para o início das obras e, com elas, atazanar a vida dos cidadãos e o trânsito nestas cidades.

Inconseqüentes, injustos e perversos, esses militares baniram do Brasil pessoas bem intencionadas, que queriam implantar aqui um regime político que fazia a felicidade dos russos, cubanos e chineses, em cujos países as pessoas se reuniam em fila nas ruas apenas para bater-papo, e ninguém pensava em sair a passeio para nenhum outro país.

Foram demasiadamente rigorosos com os simpatizantes daqueles regimes, só porque esses, que os milicos, em flagrante exagero, chamavam de terroristas, soltaram uma "bombinha de São João" no aeroporto de Guararapes, onde alguns inocentes morreram de susto apenas.

Os militares são muito estressados. Fizeram tempestade em copo d'água só por causa de alguns assaltos a bancos, seqüestros de diplomatas... ninharias que qualquer delegado de polícia resolve.

Tiraram-nos o interesse pela Política, vez que os deputados e senadores daquela época não nos brindavam com esses deliciosos escândalos que fazem a alegria da gente hoje.

Para piorar a coisa, se tudo isso ainda é pouco, ainda criaram o MOBRAL, que ensinou milhões a ler e escrever, aumentando mais ainda o poder dos empregados contra os seus patrões.

Nem o homem do campo escapou, porque criaram para ele o FUNRURAL, tirando do pobre coitado a doce preocupação que ele tinha com o seu futuro. Era tão bom imaginar-se velhinho, pedindo esmolas para sobreviver.

Outras desgraças criadas pelos militares:

Trouxeram a TV a cores para as nossas casas, pelas mãos de um Oficial do Exército, formado pelo Instituto Militar de Engenharia, que, por falta do que fazer, inventou o sistema PAL-M.

Criaram ainda a EMBRATEL; TELEBRÁS; ANGRA I e II; INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM e mais um penca de instituições, cujo amontoado de siglas nos levou a confundir nomes.

Todo esse estrago e muito mais, os militares fizeram em 22 anos de governo. Com isso, ganharam o quê? Inexplicavelmente nada. Todos os Generais-Presidentes foram para casa, levando apenas o soldo do posto. Se tivessem ficado ricos, um pouquinho que fosse, ainda dava para entender essa quantidade absurda de obras. O último deles, um tal Figueiredo, que sofria de um mal na coluna, teve que se valer de amigos para pagar tratamento com especialista. Ora! Então essa zoeira toda de obras foi só para complicar a vida simples das pessoas.

Depois que entregaram o governo aos civis, estes, nos vinte anos seguintes, não fizeram nem 10% dos estragos que os militares fizeram.
Graças a Deus! Ainda bem que os militares não continuaram no poder!!

Tem muito mais coisas horrorosas que eles, os militares, criaram, mas o que está escrito acima é o bastante para dizermos: "Militar no poder, nunca mais!".

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Frase do dia

"Software é o que você xinga, hardware é o que você chuta"

sábado, 12 de dezembro de 2009

Enxaqueca?

Extraído de: http://odia.terra.com.br/portal/cienciaesaude/html/2009/12/sexo_exercicios_e_bom_sono_afastam_crises_de_enxaqueca_51923.html

CIÊNCIA & SAÚDE


Sexo, exercícios e bom sono afastam crises de enxaqueca

Rio - Doença que afeta 15% da população mundial, a enxaqueca não é tratada de forma adequada. Dados da Organização Mundial de Saúde apontam que mais de 50% dos portadores do mal precisam de tratamento preventivo, mas menos de 8% o recebem. Remédios específicos, aliados a exercícios físicos, sexo e sono regular são indicados na prevenção da enfermidade.

De acordo com o neurologista Abouch Krymchantowski, da Sociedade Brasileira de Cefaleia, pessoas que sofrem de enxaqueca devem ser medicadas com pequenas doses de remédios não-analgésicos, como os utilizados no tratamento de depressão, pressão alta e tonteira. Ele explica que o medicamento equilibra os neurotransmissores do cérebro afetados com a doença.

“Hábitos saudáveis, como prática de exercícios físicos e sexo, além de boa alimentação e regularidade no sono são fundamentais porque aumentam a endorfina no cérebro, o que ajuda no controle da doença”, explica Abouch.

O neurologista alerta ainda que muitos médicos fazem o diagnóstico errado da doença e isso atrapalha o início do tratamento. Os sintomas da enxaqueca, segundo ele, são dores de um lado da cabeça que pioram com esforço físico, além de enjoo e sensibilidade à luz, ao cheiro e ao barulho. “Se for bem feito, em três anos o tratamento preventivo consegue controlar a doença”, disse.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O que os homens odeiam numa mulher

O que os homens odeiam numa mulher:

A segunda mãe
Não adianta lutar contra a natureza: mãe é mãe, e sempre é a número 1. Não caia na bobeira de querer encarar o lugar da mamãe, ela é uma entidade sagrada. Mulher e namorada estão mais para simples seres mortais.

A perseguidora
Você é daquelas que liga de meia em meia hora só para falar um "oi"? Quer que ele esteja presente em sua vida 24 horas todos os dias? Não caia nessa cilada. Os homens gostam de cultivar os seus espaços.

A espiã
Fazer o estilo mulher espiã não deixa os homens muito felizes. Uma mulher que vasculha gavetas e armários em busca de segredos antigos; ouve recados no celular e procura números não familiares na conta telefônica pode estar cavando o fim de seu relacionamento.

A rival
Se seu namorado ou marido tem uma amiga fiel não adianta querer rivalizar com ela, com certeza você sairá perdendo nessa queda de braço.

A desesperada
Quer afastar um namorado em pouco tempo? É só desatar a falar feito uma maluca, sem controle.

As que não colocam a mão no bolso
Já foi o tempo em que as princesas ficavam olhando enquanto os homens abriam suas carteiras e pagavam todas as contas. Dividir, ou pelo menos fazer essa sugestão, é uma maneira de mostrar que você não está à procura de um milhonário.

A mulher "Excel"
Sabe aquelas mulheres que fazem tabelas para tudo: quantas calorias podem ser consumidas no dia; como será a rotina diária; quais os horários mais apropriados para fazer sexo. Organização é bom, mas o excesso pode fazer de você uma chata.

As extrovertidas
Os homens ficam assustados quando se deparam com mulheres que abraçam, beijam, falam alto e são chegadas a dar shows em todos os lugares.

A anti-amigos
É aquela que acompanha sempre o namorado ou marido, mas nunca consegue se integrar à turma. Age como se fosse um simples apêndice e não faz a mínima questão de ser simpática ou manter algum tipo de conversa com os amigos do seu par.

A que leva sempre uma companhia
Levar sempre a irmã ou uma amiga para encontros amorosos não é uma boa idéia. Lembre-se: seu namorado não é um guia de excursão de moças.

As ciumentas
Cismar com aquela prima bonitona ou ficar chateada só porque vocês encontraram na noite uma ex dele não é uma postura muito inteligente. Um pouquinho de ciúmes não faz mal a ninguém, mas o exagero pode fazer de você uma neurótica.

Aquelas que não se cuidam
Esquecer de depilar as axilas ou deixar de lado o bom e velho desodorante brocham qualquer clima romântico. Portanto, mãos à obra. Não precisa perder todo o seu tempo arrumando-se, mas pequenos detalhes são fundamentais.

As que se cuidam exageradamente
Uma hora no banho, uma para fazer a maquiagem e mais uma para escolher o vestido. Não há homem que tenha paciência para agüentar essa maratona exagerada de cuidados femininos.

Aquelas que criticam
O rapaz tem aquele velho sofá que ele ganhou da mãe e gosta tanto, mas você teima em falar mal e ficar dizendo que ele deve jogar fora e comprar um que você viu em uma loja da moda. Desista, isso só vai fazer que ele troque mesmo é de namorada e fique com o sofá velho

A que odeia futebol
Alguns homens adoram futebol e nada vai impedir que eles vejam seu joguinho no domingo à tarde. Uma mulher que fica falando mal de futebol o tempo inteiro pode estar cultivando um inimigo dentro de casa.

A que quer discutir a relação
A famosa Dr é uma das grandes ciladas femininas. Os homens odeiam falar a todo momento sobre seus sentimentos. Se quer ir longe no seu relacionamento, discuta-o em conta-gotas.

As que estão sempre prontas para o casamento
Se você conheceu um homem e já começa a falar em festa de casamento, filhos e família, pode estar cavando sua solteirice eterna.

A auto-suficiente
Os homens são estranhos, ao mesmo tempo que não querem mulheres que precisam deles o tempo inteiro, ficam inseguros quando elas são completamente auto-suficientes. Vai entender?

A chantagista
Um dos tipinhos mais odiados. Gostam de se fazer de vítimas e fazem chantagens emocionais o tempo inteiro.

As que bancam as santinhas
Elas só transam com a luz apagada e fazem cara de nojo quando o namorado propõe alguma ousadia na cama. Bancar a freira pode fazer com que você fique anos e anos sem desfrutar os prazeres do sexo.

As que fazem o homem de escravo
Eletricista, encanador, mensageiro, motorista e amante. Algumas mulheres esperam tudo isso de seus namorados e maridos. Eles, no entanto, não estão dispostos a exercer tantas funções na sua vida.

As que vivem de comparações
"Meu ex fazia isso". "Nós sempre jantávamos aqui". "Essa era a cor predileta de fulaninho". Fazer comparações entre o atual e o ex não vai agradar nem o pouco quem ocupa seu coração no momento.

As que perguntam: com quantas você já transou?
Há mulheres que precisam saber com quantas mulheres seu namorado já transou. Quem foi a melhor. Qual o orgasmo mais intenso. Deixe disso, essas perguntas só expressam a sua insegurança.

Enfim, depois dizem que os homens é que são difíceis, complicados, cheios de manias, etc.... Vai saber......


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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Sobre o fracasso

"Fracasso não é cair. Fracasso é não levantar."

('What we call failure is not the falling down, but the staying down..
Autor: Bob Proctor)

Agora, pense comigo e responda francamente:


Qual a primeira coisa a fazer, depois da queda?

Cair não é culpa sua. Cair é o único modo de chegar ao seu destino, seja qual for. Alguns tombos são leves, outros pesados. Alguns você "tira de letra". Outros, não. Ainda assim, levante-se e ande.

Alguns tombos são causados por problemas externos, outros por nossa própria arrogância e descuido. Vezes sem conta podemos ir ao chão, derrubados por razões que acreditamos totalmente injustas. Ainda assim, levante-se e ande.

Pouco importa a reação dos outros. O mundo sempre ri das quedas alheias. E sempre se assombra quando aquele que caiu levanta-se, e anda. É natural. É normal. Mas não é por sua causa. É apenas institivo e sem nenhuma conexão com juízos de valor. Porque seu valor sempre sobe quando você, ao contrário de todas as apostas, continua a avançar.

Exatamente por isso, levante-se e ande. Cada vez que você levantar-se, seu valor aumenta. E aumenta muito. Seu valor será calculado pelo mundo na exata medida do número de vezes em que você, apesar de todas as quedas, levantar-se e continuar a andar. Como diz Bob Proctor, "fracasso não é cair. Fracasso é não levantar".

Por isso, em qualquer área da vida, ao cair, faça simplesmente isso: levante-se e ande.

Impressione o mundo e todas as apostas feitas contra você. Levante-se AGORA!


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domingo, 29 de novembro de 2009

Ponto de vista...

(Historiador do cotidiano)

Estava assistindo agora há pouco o filme "Guru do amor" (the love guru) na televisão, com o comediante Mike Myers, de 2008. Ri muito, muito mesmo com o filme. Mas teve uma cena que merece destaque:

Em praticamente todos os filmes do Mike Myers, quando termina o filme começam a passar algumas cenas de erros de gravações (os famosos "bloopers", experimente digitar isso no youtube junto com o nome do teu filme predileto). Nesse filme Mike Myers contracena com Verne Troyer, o anãozinho que já tinha feito parceria com ele nos filmes "Austin Powers" no então papel de mini-me.

No final do filme, quando termina, mostra uma cena em que o diretor pede para o cinegrafista para aproximar a imagem (eles estão filmando o Verne Troyer com algumas pessoas por trás) porque só estão conseguindo ver bundas. Verne, com um ar sarcástico, diz: "Agora vocês sabem como é!". E risos, muitos risos...

Se quiser assistir essa cena no Youtube, o link é: http://www.youtube.com/watch?v=ShE4yCWLJFI

Abraços, desejo um excelente domingo, e uma semana ainda melhor!


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Frase do dia

"Monstros e fantasmas existem sim. Eles vivem dentro de nós, e às vezes deixamo-os vencerem"
(Stephen King, extraído do episódio de "Criminal Minds" de hoje)

Ou seja, não basta lutarmos contra o que há lá fora. Também há coisas dentro de nós que devemos lutar. É uma eterna guerra na qual às vezes levamos uma bala perdida.

E você, tem lutado contra seus monstros e fantasmas interiores?


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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Exercício das Forças Armadas brasileiras preocupa Paraguai

Exercício das Forças Armadas brasileiras preocupa Paraguai

Escrito por Defesa Brasil
Seg, 16 de Novembro de 2009 09:30

Militares simularão ocupação de uma usina elétrica binacional; manobras já estavam previstas há meses.

RICARDO BONALUME NETO

A coincidência entre o apagão de terça-feira passada e o início hoje de um grande exercício militar no sul do Brasil que inclui a ocupação de uma usina hidrelétrica "binacional" despertou temores no Paraguai de que o objetivo do exercício seria simular uma eventual tomada da usina de Itaipu.

"Brasil prepara simulacro de guerra dirigido ao Paraguai", dizia um título na primeira página de anteontem do jornal paraguaio "ABC Color".

"O exercício se anuncia umas 72 horas logo depois que um apagão por falhas não esclarecidas em Itaipu deixou no escuro seis grandes Estados brasileiros e arrastou todo o Paraguai", escreveu o jornal. Na verdade, a operação está planejada faz vários meses; uma manobra deste tamanho não se improvisa em apenas uma semana.

A Operação Laçador é o maior exercício militar da América Latina. A manobra coordenada pelo Comando militar do Sul envolve mais de 8.000 homens das três forças e inclui 13 navios, dois submarinos e 53 aeronaves da FAB.

O cenário envolve a disputa por energia, tanto hidrelétrica como de petróleo. A "guerra" é entre o país "verde" -representado por Paraná, Santa Catarina e parte do Rio Grande do Sul- e o "amarelo" -boa parte do resto do RS. Justamente para evitar interpretações diplomaticamente sensíveis, o exercício será longe de fronteiras.

A "guerra" começa com os "amarelos" invadindo campos de petróleo em torno de Rio Grande (RS) pertencentes aos "verdes", cuja missão é retomá-los, e também ocupar a usina "binacional", representada pela usina de Itá, no rio Uruguai, em Santa Catarina, na divisa com o Rio Grande do Sul.

Militares de várias partes do Brasil vão integrar a operação. São as principais unidades do Exército que estariam envolvidas em uma ação real de pronto emprego, como a retomada de uma hidrelétrica.

Fonte: Folha de São Paulo

domingo, 15 de novembro de 2009

6 verdades que eu tinha esquecido...

1ª Verdade:






Ninguém consegue tocar em todos os dentes da boca com a língua.














2ª Verdade:






Todo idiota, depois de ler a 1ª verdade, tenta tocar com a língua em todos os dentes que tem na boca.













3ª verdade:






Descobre que a 1ª verdade é mentira.















4ª Verdade:






Começa a sorrir, porque concorda que é idiota.















5ª Verdade:






Tá pensando pra quem vai enviar essas verdades.













6ª Verdade:






E continua com o sorriso de idiota na cara?



















Fala sério, vc tocou a língua nos dentes, né?





KKKKKKKKKKKKKK






EU TAMBÉM! ! ! ..













KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK, essa foi boooooooooooooa

Agora pega outro...
















PRECISAMOS RIR MAIS, PARA DEIXARMOS NOSSO MUNDO MAIS NA PAZ.

Faça a sua parte.

sábado, 14 de novembro de 2009

Multímidia (nos dias de hoje)

(Historiador do cotidiano)

Esse interdisciplinaridade dos meios de comunicação, comum e displicentemente chamada apenas de "multimídia", me surpreende cada vez mais a cada dia. Sério mesmo.

Enquanto ontem precisávamos escrever uma carta (procurar papel, caneta, depois correr atrás de envelope, e finalmente postar no correio), hoje com alguns poucos cliques temos o mundo em nossas mãos.

Só para dar um exemplo: estava agora há pouco assistindo uma reportagem no canal (televisão por assinatura) NatGeo, que passava uma reportagem sobre a vida à bordo de porta-aviões. O da matéria era o USS Nimitz. Uma loucura o dia a dia dos militares num navio-aeródromo.

Mas enfim, eu estava assistindo a reportagem e num dado ponto um dos pilotos informou que o codinome dele é "Dahigi", mas que não podia explicar. Prontamente abri o mais famoso serviço de buscas da internet e fiz o que sempre sugiro às pessoas: "google it!". Googlei o termo em questão.

Em milésimos de segundos me apareceu um tal de dicionário urbano ("Urban dictinary" - disponível em: http://www.urbandictionary.com/) o qual explica que "dahigi" é simplesmente um acrônimo para a expressão "Don't Ask How I Got It".

Interessante o significo? Sim. Mas mais que isso, o que realmente importa aqui é o trâmite da informação. Alguém do outro lado do planeta gravou um vídeo, que foi enviado por satélite, aí a operadora local descodificou ele e enviou pelo sinal da televisão, eu assisti na televisão, abrir um navegador, procurei no google e olhei a definição no "urban dictonary", e finalmente mistério resolvido.

E ninguém sabe o que terá sido inventado daqui há 10 anos!

Ufa, só tenho uma palavra para expressar a situação comunicacional que nós, meros humanos, nos encontramos hoje: "Uau!"

Abraços, e excelente domingo para você!


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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Apagão

Descobriram finalmente o que causou o apagão que deixou 1/3 do Brasil às escuras:

Alguém chegou pro estagiário lá em Itaipu e disse "desliga tudo quando sair"!









































kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

É piada viu! Se algum(a) estagiário(a) ler isto e se ofender, relaxe, é apenas uma brincadeira. Eu também já fui estagiário e sei como é a vida num estágio. rs rs rs

Abraços, e um excelente final de semana pra ti.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Fracassos x Desculpas

"99% dos fracassos vêm de pessoas que têm o hábito de dar desculpas."

("99% of all failures come from people who have a habit of making excuses." - George Washington Carver)

Agora, pense comigo e responda francamente:

O QUE VOCÊ PROMETEU QUE NÃO ENTREGARÁ?

Desculpas, especialmente as desculpas lógicas, são perfeitas para acabar com você. Não me refiro a desculpas extraordinárias, que serão deletadas da mente dos outros, cedo ou tarde. O problema é quando repetimos constantemente as mesmas desculpas até que nós mesmos passamos a acreditar nelas.

Se você não chega no horário, sempre por um bom motivo, vai erodir a confiança de outras pessoas em seu senso de previsão, compromisso e execução. Se você promete entregar projetos em uma dada época e não os entrega, sempre por um bom motivo, vai erodir a confiança de outras pessoas em seu compromisso com os resultados.Se você promete que agirá diferente para seu marido, ou esposa e não cumpre a palavra, sempre por um bom motivo, vai erodir a confiança da outra pessoa naquilo que você sente por ela.

Você será desculpado uma, duas... dez vezes. Até que um dia a água do copo transbordará, e você dará uma outra ótima desculpa para explicar seu fracasso, originalmente causado pelos atrasos constantes, falta de entregar o que prometeu ou falta de compromisso com sua palavra. Um dia, nem você mesmo confiará naquela pessoa que olha no espelho.

Que desculpas sua mente está criando neste momento, mas que você NÃO aceitará? Faça o que for necessário para recuperar a confiança de outros sobre você, ou de você sobre você!


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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Tentações

(Historiador do cotidiano)

Eu já devia ter postado isso semana passada, mas fiquei na dúvida. Com o sermão de ontem eu tive certeza, então lá vai:

Resistir às tentações

As pessoas às vezes acham que resistir a uma tentação é simplesmente evitar ter contato com ela. Isso pode até ser, mas na MINHA opinião a maior resistência é você enfrentar uma tentação e resistir a ela.

Por exemplo os chocólatras: Existem pessoas com deficiências sentimentais que descontam seus problemas nos chocolates. Essas pessoas dizem que para evitar o vício precisam que ninguém passe com chocolates perto delas. Mas que absurdo! Quer dizer que temos que erradicar o chocolate do mundo porque umas pessoas não conseguem se controlar? O autocontrole é fundamental. Não podemos culpar o mundo pelas nossas fraquezas, temos que sermos fortes e as enfrentarmos.

Outro exemplo é o das pessoas sem paciência: As pessoas se estressam com algumas coisas, e simplesmente explodem. Essas pessoas não sabem se controlar e colocam a culpa nas coisas ou pessoas. "Ah, se você não me pertubar eu não ficarei estressado", é uma argumentação comum dessas pessoas. Ora bolas, quer dizer que a partir de agora vamos erradicar todas as pertubações do mundo? Quem me dera que não existisse mais chateação, mas é a mesma coisa do chocolate: O autocontrole é fundamental. Não podemos culpar o mundo pelas nossas fraquezas, temos que sermos fortes e as enfrentarmos.

E agora vamos ao mais importante: as tentações da Fé! Um padre que gosto muito uma vez falou que "estamos numa guerra contra o mal, e de vez em quando levamos uma bala perdida!". Foi nesse sermão dele que eu despertei para o texto desse artigo: As tentações, as dificuldades, os infortúnios existem. E não podemos culpar os outros pelas nossas fraquezas, temos que levantar, sacudir a poeira, enfrentar e seguir em frente!

As tentações existem. As da fé são as piores, mas cabe a nós enfrentarmos a situação. E observem que "enfrentar" não significa "brigar" ou "discutir", significa não culpar os outros pelas nossas fraquezas.

Força não é uma coisa que se ganha como presente, é uma coisa que se desenvolve na loooooonga caminhada da vida.

E você, como tem agido diante dos infortúnios?








Desejo a ti uma excelente semana, com muita saúde, paz, amor e fé. Fique com Deus!

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domingo, 1 de novembro de 2009

Perguntas versus respostas

"Você só tem respostas das perguntas que faz..."
(Aldo Novak)

Agora, pense comigo e responda francamente:
VOCÊ ESTÁ FAZENDO AS PERGUNTAS CERTAS?

Podemos passar pela vida como sonâmbulos, levantando com o relógio, enviando mensagens de texto, assistindo ao telejornal ou a novela, cuidando das crianças, tomando o remédio e, de repente, 80 anos se passaram e podemos nos perguntar: "Ei, para onde foram todos aqueles anos?"

Milhares de coisas na vida estão sempre no automático. Precisamos disso para sobreviver. Tanto faz se alguns milhões de anos no passado precisávamos correr atrás da comida e hoje precisamos ir ao supermercado. Ainda temos que fazer milhões de operações mentais por dia (cerca de 50 mil) simplesmente para existirmos.

Mas você não quer apenas existir, ou não estaria lendo isso. Porque textos como este são para quem quer pensar, escolher e viver de modo d iferente. Então, desafio você a questionar, perguntar, confrontar as respostas prontas. Não tenha medo. E não acredite em quem diz que você deve acreditar cegamente em qualquer coisa. Geralmente, quem diz isso quer manipular você. Ao contrário. Questione. Pergunte. Viva. Ligue este verdadeiro supercomputador que está sobre os ombros.

Se você começar a fazer as perguntas certas, começará a ter as respostas certas. Algumas, assustadoramente certas. É assim que a vida funciona. Porque você só tem respostas das perguntas que faz. .

Que respostas você busca? Que perguntas você fará?


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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Videoclipe em navio da Marinha do Brasil

(Historiador do cotidiano)

Olá queridos leitores, hoje venho fazer um convite um pouco diferente. Recebi por e-mail o link de um belíssimo videoclipe gravado à bordo da Fragata F-46 Greenhalgh, da nossa gloriosa Marinha do Brasil, do cantor Fernando Cester.



Caso não consigam abrir, o link direto (youtube) é: http://www.youtube.com/watch?v=vhKaff5AGKM

Espero que gostem tanto quanto eu.

Abraços, e uma ótima semana!


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sábado, 17 de outubro de 2009

Radio waves that see through walls

Radio waves that see through walls
October 14, 2009

Salt Lake City -- University of Utah engineers showed that a wireless network of radio transmitters can track people moving behind solid walls. The system could help police, firefighters and others nab intruders, and rescue hostages, fire victims and elderly people who fall in their homes. It also might help retail marketing and border control.

"By showing the locations of people within a building during hostage situations, fires or other emergencies, radio tomography can help law enforcement and emergency responders to know where they should focus their attention," Joey Wilson and Neal Patwari wrote in one of two new studies of the method.

Both researchers are in the university's Department of Electrical and Computer Engineering Patwari as an assistant professor and Wilson as a doctoral student.

Their method uses radio tomographic imaging (RTI), which can "see," locate and track moving people or objects in an area surrounded by inexpensive radio transceivers that send and receive signals. People don't need to wear radio-transmitting ID tags.

One of the studies – which outlines the method and tests it in an indoor atrium and a grassy area with trees – is awaiting publication soon in IEEE Transactions on Mobile Computing, a journal of the Institute of Electrical and Electronics Engineers.

The study involved placing a wireless network of 28 inexpensive radio transceivers – called nodes – around a square-shaped portion of the atrium and a similar part of the lawn. In the atrium, each side of the square was almost 14 feet long and had eight nodes spaced 2 feet apart. On the lawn, the square was about 21 feet on each side and nodes were 3 feet apart. The transceivers were placed on 4-foot-tall stands made of plastic pipe so they would make measurements at human torso level.

Radio signal strengths between all nodes were measured as a person walked in each area. Processed radio signal strength data were displayed on a computer screen, producing a bird's-eye-view, blob-like image of the person.

A second study detailed a test of an improved method that allows "tracking through walls." That study has been placed on arXiv.org, an online archive for preprints of scientific papers. The study details how variations in radio signal strength within a wireless network of 34 nodes allowed tracking of moving people behind a brick wall.

The method was tested around an addition to Patwari's Salt Lake City home. Variations in radio waves were measured as Wilson walked around inside. The system successfully tracked Wilson's location to within 3 feet.

The wireless system used in the experiments was not a Wi-Fi network like those that link home computers, printers and other devices. Patwari says the system is known as a Zigbee network – the kind of network often used by wireless home thermostats and other home or factory automation.

Wilson demonstrated radio tomographic imaging during a mobile communication conference last year, and won the MobiCom 2008 Student Research Demo Competition. The researchers now have a patent pending on the method.

"I have aspirations to commercialize this," says Wilson, who has founded a spinoff company named Xandem Technology LLC in Salt Lake City.

The research was funded by the National Science Foundation.

How It Works

Radio tomographic imaging (RTI) is different and much less expensive than radar, in which radar or radio signals are bounced off targets and the returning echoes or reflections provide the target's location and speed. RTI instead measures "shadows" in radio waves created when they pass through a moving person or object.

RTI measures radio signal strengths on numerous paths as the radio waves pass through a person or other target. In that sense, it is quite similar to medical CT (computerized tomographic) scanning, which uses X-rays to make pictures of the human body, and seismic imaging, in which waves from earthquakes or explosions are used to look for oil, minerals and rock structures underground. In each method, measurements of the radio waves, X-rays or seismic waves are made along many different paths through the target, and those measurements are used to construct a computer image.

In their indoor, outdoor and through-the-wall experiments, Wilson and Patwari obtained radio signal strength measurements from all the transceivers – first when the rectangle was empty and then when a person walked through it. They developed math formulas and used them in a computer program to convert weaker or "attenuated" signals – which occur when someone creates "shadows" by walking through the radio signals – into a blob-like, bird's-eye-view image of that person walking.

RTI has advantages. "RF [radio frequency] signals can travel through obstructions such as walls, trees and smoke, while optical and infrared imaging systems cannot," the engineers wrote. "RF imaging will also work in the dark, where video cameras will fail."

Even "where video cameras could work, privacy concerns may prevent their deployment," Wilson and Patwari wrote. "An RTI system provides current images of the location of people and their movements, but cannot be used to identify a person."

Would bombardment by radio waves pose a hazard? Wilson says the devices "transmit radio waves at powers 500 times less than a typical cell phone."

"And you don't hold it against your head," Patwari adds.

Radio 'Eyes' to the Rescue

Patwari says the system still needs improvements, "but the plan is that when there is a hostage situation, for example, or some kind of event that makes it dangerous for police or firefighters to enter a building, then instead of entering the building first, they would throw dozens of these radios around the building and immediately they would be able to see a computer image showing where people are moving inside the building."

"They are reusable and you can pick them up afterwards," he says.

The technique cannot distinguish good guys from bad guys, but at least will tell emergency personnel where people are located, he adds.

Patwari says radio tomography probably can be improved to detect people in a burning building, but also would "see" moving flames. "You may be able to look at the image and say this is a spreading fire and these are people," says Patwari.

Wilson believes radio imaging also could be used in "a smarter alarm system. ... What if you put radios in your home [built into walls or plugged into outlets] and used tomography to locate people in your home. Not only would your security system be triggered by an intrusion, but you could track the intruder online or over your phone."

Radio tomography even might be used to study where people spend time in stores.

"Does a certain marketing display get people to stop or does it not?" Wilson asks. "I'm thinking of retail stores or grocery stores. They spend a lot of money to determine, 'Where should we put the cereal, where should we put the milk, where should we put the bread?' If I can offer that information using radio tomographic imaging, it's a big deal."

Radio image tracking might help some elderly people live at home. "The elderly want to stay in their homes but don't want a camera in their face all day," Wilson says. "With radio tomographic imaging, you could track where they are in their home, did they get up at the right time, did they go to the medicine cabinet, have they not moved today?"

Wilson says a computer monitoring the radio images might detect an elderly person falling down the stairs based on the unusually fast movement.

He says radio tracking also might be a relatively inexpensive method of border security, and would work in dark and fog unlike cameras.

Another possible use: automatic control of lighting, heating and air conditioning in buildings, says Wilson. Radio tracking might even control sound systems so that the best sound is aimed where people are located, as well as noise cancellation systems which could be aimed automatically at noise sources, Patwari says.

SOURCE: University of Utah

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

(Historiador do cotidiano)

Jô Soares hoje está impagável!!!
auhsuahsuahsuahsuahsuahsuahsauhsauhsua

Dois profissionais da comunicação falando sobre um show. O Luiz Vieira e Maurício Menezes. Muito muito engraçado, pena que acabou.

Abraços, e uma excelente sexta-feira pra ti!

domingo, 4 de outubro de 2009

Raiva - O maior mal da nossa época

(Historiador do cotidiano)

Tenho refletido sobre isso. Muito. Tenho várias teorias sobre os principais males da humanidade. Já pensei em depressão, em falta de fé, falta de autoconfiança, em pessimismo. Nossa... pessimismo é uma das coisas que mais odeio.

Mas o mal da humanindade, o maior maior, é exatamente esse: o ódio, a raiva.

Todos temos raiva. E cada vez mais. Duvida? Vamos fazer uma pequena lista aqui então, com coisas cotidianas que nos aborrecem:

(o texto pode parecer meio machista mas, às meninas que lerem isso, peço gentilmente que façam a comparação com coisas que os homens fazem e vocês odeiam)

EM CASA:
A forma como a cama é arrumada, a disposição dos produtos de higiene na pia do banheiro (aquele amontoado de coisas femininas que ocupam todo espaço), calcinhas penduradas no chuveiro, manias paranóicas de arrumação, implicâncias em relação ao que você come ou deixa de comer, manias de interromper enquanto você fala (e você não faz isso com ela), a forma de estacionar o carro, o tempero da comida...

NO TRÂNSITO:
Pessoas lentas que atrapalham o trânsito, carros que emparelham com outros e ninguém passa, mulheres que dirigem de forma distraída, filhinhos-de-papai que pensam que estão em competições de velocidade, pessoas que saem da faixa da direita para esquerda (para pegar um retorno e cortam todo mundo, em baixíssima velocidade), pessoas que quando abre o semáforo elas não saem, pessoas que param em faixas que são livres para girar, pessoas que entram na sua frente sem prestarem atenção...

ESTACIONANDO:
Aquele filho da puta que sempre entra na vaga que você estava de olho...

NO TRABALHO:
Chefe chato e orgulhoso (que lhe aperta só por causa das vaidades dos prazos e idéias dele), chefe incompetente (que você prepara o relatório em 2 dias e ele leva 2 semanas para ler), chefe viajador (que vive viajando e deixa você sozinho no escritório para fazer as tarefas dele), chefe vibrador (que topa tudo, se engaja e tudo, e te sobrecarrega de tarefas), chefe frouxo (que não tem coragem de tomar decisões), colegas inúteis que passam o dia no telefone ou andando (e as tarefas deles sobram pra ti), colegas que só sabem reclamar do statos quo, colegas mal educados, colegas que lhe causam assédio moral, colegas frouxos, colegas que lhe pertubam e tiram sua paciência diversas vezes por dia, colegas que você fica agoniado de tanto eles serem puxas-sacos, colegas que se sentem chefes e ficam distribuindo tarefas, subordinados incompetentes, subordinados mestres dos magos (que você não consegue encontrar; que quando você procura ele sumiu), subordinados indisciplinados, subordinados insubordinados, subordinados frouxos, pilhas de papéis que não páram de crescer, relatórios ping-pong (aqueles que vão pro chefe e voltam para serem mudados apenas vírgulas e outras besteiras), e por aí vai...

E cada qual tem suas peculiaridades... poderia citar aqui aborrecimentos na academia, no elevador, no bar, no shopping, no clube, assistindo televisão, caminhando, almoçando, jantando... A todo instante passamos por coisas que nos aborrecem, umas mais e outras menos. O problema é que esses pequenos aborrecimentos vão acumulando, mais e mais. E como reagimos a isso? Perpetuamos o ciclo de raiva, passamos adiante todo o aborrecimento, descontamos em alguém como se isso fosse melhorar nosso humor. Não melhora, e ainda destrói o bom humor das outras pessoas. E essa pessoa vai descontar em outra, e assim sucessivamente!

O que resulta? Ódio perpetuado. Raiva transmitida indiscriminadamente. Isso resolve? Não. Não resolve porra nenhuma.

Então como devemos reagir a esse ciclo de raiva? Existem várias soluções, mas a que eu mais gosto é ignorar. Sério, se alguém vem com algo que vai me aborrecer, eu tento simplesmente "cagar" para a situação.

Quanto menos nos importamos com aborrecimentos e raivas, menos nos contagiamos com esse tipo de sentimento negativo. Se interrompemos o ciclo de ódio, ele não se perpetua, e assim menos pessoas serão contagiadas de forma negativa.

Quem ganha? Todo mundo! Temos que sair por aí espalhando alegria, fé e bom humor! Mas enquanto não conseguimos, por quê não evitar que as pessoas lhe contagiem com coisas negativas? E evitar que você piore o universo levando isso adiante?

Da próxima vez que tiver um aborrecimento, dê um sorriso! Ser feliz vale à pena!

Abraços, e uma excelente semana pra ti!!!


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sábado, 3 de outubro de 2009

Você está no calabouço?

"As três coisas que mais buscamos na vida - felicidade, liberdade e paz de espírito - são sempre conseguidas quando as damos para outra pessoa"

(The three things we crave most in life --happiness, freedom, and peace of mind --are always attained by giving them to someone else. Conway)

Em tudo na vida, sempre obtemos mais daquilo que damos. Parece ilógico, ou contra-intuitivo, mas é assim que funciona. Pense comigo: em uma penitenciária, os prisioneiros tem que passar todos os dias trancados, longe do mundo e cercados de problemas. Mas quem também tem que passar por isso? Os carcereiros.

Sim, eles são livres para mudar de profissão, mas alguém tem que manter os presos trancafiados. E essa pessoa também fica presa. Irônico, não?

E você? Tem sido carcereiro, ou carcereira de alguém? então lembre-se: você está nas mesmas grades. No mesmo calabouço. Tanto faz de que lado das grades está, ainda está lá, preso junto com aquele que você prende. Quando você dá liberdade para as pessoas, quando você dá paz de espírito para elas e quando dá felicidade, elas tendem a dar o mesmo para você.

Se não derem, você se aproximará de quem dá

Para quem você dará liberdade, felicidade e paz de espírito hoje?


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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Só há espetáculo quando há platéia

"Só há espetáculo quando há platéia."

Agora, pense comigo e responda francamente: ISSO ACONTECE EM SUA VIDA?

Há dias em que a você pensa: por que aquela pessoa se comporta daquele jeito comigo? Por que ela faz aquilo?

Talvez sejam seus pais. Talvez um chefe. Talvez um cliente. Pode ser seu marido, ou esposa. Seja como for, as pessoas sempre "dão show" quando há alguem para participar. Se um familiar se comporta de modo grosseiro com você, experimente tornar-se a neutralidade em forma de gente. Simplesmente pare de reagir ao ataque. Aceite. Tudo aquilo a que você resiste, persiste.

Como nas artes marciais, usamos sempre a força do oponente contra ele próprio. Se você dá atenção aos ataques verbais, de quem quer que seja, se torna imediatamente "platéia". E ele - ou ela - sente a necessidade de fazer seu show.

Lembre-se, também, que muitas pessoas dão seus shows simplesmente porque foi assim que elas aprenderam a relacionar-se. É um script que está fortemente enraizado em suas mentes.

Não raro, tais pessoas querem se aproximar, fazer contato, mas como são inábeis, usam o pseudo contato. Brigam, discutem, criticam e dão bronca apenas porque não sabem como se aproximar de você. Olhe, escute, mas não permita que tais shows entrem em sua mente. E, quando puder, afaste-se. Lembre-se: só há espetáculo quando há platéia.

Há alguém preparando seu show para você hoje? Não aplauda, não vaie. Apenas dê um sorriso e, quando o espetáculo acabar, saia do auditório. E não comente com ninguém!


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Oficina ou o que?

(Historiador do cotidiano, via celular)

Algumas vezes as pessoas me surpreendem. Como conseguem ser tão sem noção?

Querido leitor, pense numa oficina! Uma oficina mecânica, de carros. Pense numa oficina bem normal. Pensou em que? Em gente de macacão? Em graxa e óleo? Em gente que não tem frescuras? Em clientes de calça jeans e camiseta?

Agora pense numa mulher - cliente - numa oficina. Qual é a maior reclamação que elas fazem? Que sempre são tratadas como idiotas pelos mecânicos.

Oficina é oficina, não importa qual o padrão social dos clientes.

Enfim... Estou eu aqui, observando a manutenção, e chega uma mulher - uma dondoca - com vestido de seda e colar de pérolas! Estacionou perto do meu, e foi falar com o mecânico. Este, por sua vez, tratou-a como idiota, explicando as coisas como se ela fosse uma criança.

Primeiro ponto: quem é, em sã consciência, que vai de colar de pérolas para uma oficina?

Mas enfim, a questão aqui é simples: se as pessoas reclamam dos estereotipos que possuem, por quê não fazem nada para mudá-los?

E você, o que está fazendo para mudar o estereotipo que as pessoas possuem de você? Ou você simplesmente não liga para o que pensam as outras pessoasp?


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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Golpe em Honduras? Segundo quem?

À luz da Constituição, não houve golpe em Honduras

Golpe semântico

À luz da Constituição, não houve golpe em Honduras
POR LIONEL ZACLIS (*
In: www.conjur.com.br

Embora a mídia venha se referindo à substituição do presidente da
República de Honduras como um golpe, parece que ninguém, até
agora, fez um estudo mais aprofundado dos fatos ali ocorridos à luz
da Constituição, e sob a ótica das medidas judiciais levadas a efeito.
Pelo menos, ainda não deparei com uma análise mais aprofundada no
que tange à aderência daqueles fatos às regras de um Estado de
Direito. Trata-se de algo que não tem provocado interesse, seja por
parte da mídia, seja por parte dos juristas.
Analisada a questão do ponto de vista jurídico, distante dos
interesses político-ideológicos, a conclusão a que se chega é a de que
esse pequeno país da América Central tem sido punido por cumprir as
normas constitucionais ali imperantes. Se boas ou ruins, é tema que
não vem à baila neste momento.
É alarmante o poder da desinformação. Mercê de inversão semântica,
característica da novilíngua que se espalha de modo avassalante,
está-se conseguindo alterar o significado da expressão “golpe de
Estado”, de tal modo a atribuir-lhe sentido oposto ao que lhe é
próprio. Sempre se entendeu “golpe de Estado” como tomada do
poder governamental pela força e sem a participação do povo, ou o
ato pelo qual um governo tenta manter-se no poder, pela força, além
do tempo previsto.
Agora, contudo, passou a atribuir-se tal denominação ao processo de
troca do governante de acordo com a Constituição vigente no país, e
realizado com o propósito de preservá-la. Se não há má-fé nessa
inversão semântica, tal atitude só pode resultar de ignorância dos
fatos efetivamente ocorridos.
De acordo com a Constituição de Honduras, o mandato presidencial
tem o prazo máximo de quatro anos (artigo 237), vedada
expressamente a reeleição. Aquele que violar essa cláusula, ou
propuser-lhe a reforma, perderá o cargo imediatamente, tornando-se
inabilitado por dez anos para o exercício de toda função pública. A
Constituição é expressa nesse sentido: “Articulo 239. El ciudadano
que haya desempeñado la titularidad del Poder Ejecutivo no podrá ser
Presidente o Designado. El que quebrante esta disposición o
proponga su reforma, asi como aquellos que lo apoyen directa o
indirectamente, cesarán de inmediato em el desempeño de sus
respectivos cargos, y quedarán inhabilitados por diez años para el
ejercicio de toda función pública”.
Assim, em razão da vacância do cargo de presidente da República,
assume seu lugar o presidente do Congresso Nacional, e, na falta
deste, o presidente da Corte Suprema de Justiça, sempre pelo tempo
que faltar para concluir o período constitucional (art. 242).
É tão grande a preocupação dos hondurenhos em impedir o retorno
do caudilhismo que o artigo 42, 5, dispõe a respeito da perda da
cidadania por parte daqueles que incitarem, promoverem ou
apoiarem o continuísmo ou a reeleição do presidente da República,
após prévia sentença condenatória proferida pelo tribunal
competente.
Por seu turno, o Poder Legislativo é exercido por um Congresso de
Deputados, eleitos pelo voto direto, cabendo-lhe, entre outras
atribuições, a declaração da existência de motivo para instauração de
processo contra o presidente da República e outras autoridades
(artigo 205, 15), assim como a aprovação ou reprovação da conduta
administrativa do Poder Executivo e de outros órgãos e instituições
descentralizadas (artigo 205, 20).
É importante salientar que as reformas da Constituição só podem ser
realizadas pelo Congresso de Deputados, com o voto favorável de 2/3
da totalidade de seus membros, devendo as novas disposições ser
ratificadas pela subsequente legislatura ordinária, por igual quorum,
para que possam entrar em vigor (art. 373).
Finalmente, à Suprema Corte cabe conhecer dos delitos oficiais e
comuns dos altos funcionários da República, quando o Congresso
Nacional houver declarado a existência de motivo para a instauração
do processo (artigo 319, 2), assim como declarar a existência ou não
de motivo para a instauração de processo contra os funcionários e
empregados que a lei determinar (artigo 319, 5), e, ainda, requisitar
o auxílio da Força Pública para o cumprimento das suas decisões.
O Chefe das Forças Armadas é eleito pelo Congresso Nacional,
conforme proposta do Conselho Superior das Forças Armadas, com
mandato de cinco anos, e somente pode ser removido do cargo pelo
voto de 2/3 da totalidade dos Deputados, quando haja dado motivo à
instauração de processo, e nos demais casos previstos na Lei
Orgânica das Forças Armadas (art. 279).
Por força do disposto no artigo 374 da Constituição, em nenhuma
hipótese poderão reformar-se as disposições que dispõem, entre
outros, sobre o período presidencial e a proibição para exercer
novamente a Presidência da República, imposta a quem, a qualquer
título, a tenha exercido anteriormente. E, à evidência, em nenhuma
hipótese poderão ser reformadas essas cláusulas pétreas.
Muito bem. Em 23 de março de 2009, o presidente Zelaya baixou o
Decreto Executivo PCM-05-2009, estabelecendo a realização de uma
consulta popular sobre a convocação de uma assembléia nacional
constituinte para deliberar a respeito de uma nova carta política.
Em face disso, em 8 de maio de 2009, o Ministério Público promoveu,
perante o “Juzgado de Letras Del Contencioso Administrativo” de
Tegucigalpa (Proc. 151/09), uma ação judicial contra o Estado de
Honduras, representado pela Procuradoria-Geral da República,
pleiteando a declaração de nulidade do decreto em foco. E, como
tutela antecipatória, requereu-lhe a suspensão dos efeitos, sob o
fundamento de que produziria danos e prejuízos ao sistema
democrático do país, de impossível ou difícil reparação, e em
flagrante infração às normais constitucionais e às demais leis da
República, isso para não falar dos prejuízos econômicos à sociedade e
ao Estado, tendo em vista a dimensão nacional da consulta.
A tutela antecipatória foi deferida pelo juiz competente em 27 de
maio de 2009, com fundamento no art. 121 da Lei de Jurisdição do
Contencioso Administrativo (Lei 189/87), que afirma: “Proceder-se-á
à suspensão quando a execução puder ocasionar danos ou prejuízos
de reparação impossível ou difícil”, complementada, com efeitos
declaratórios, em 29 de junho seguinte.
Em 3 de junho, o Juizado proibiu o presidente Zelaya de continuar a
consulta. Contra essa decisão, impetrou ele um Recurso de Amparo
— similar ao nosso Mandado de Segurança — perante a Corte de
Apelações do Contencioso Administrativo, o qual foi rejeitado em 16
de junho, sob os fundamentos de não ter sido interposto o recurso
cabível dentro do prazo legal, e de faltar legitimação ativa ao
impetrante, porquanto, no Contencioso Administrativo, compõe a
lide, no pólo passivo, o Estado de Honduras, representado pela
Procuradoria-Geral da República, e não a pessoa física do presidente.
Assim, o Juizado do Contencioso Administrativo expediu, no dia 18 de
junho, uma segunda ordem contra o presidente, tendo uma terceira
sido expedida nesse mesmo dia. Em outras palavras, encontrava-se
ele plenamente advertido de sua conduta tida como ilegal, sendo
certo que já havia um processo instaurado contra si por flagrante
desacato à Constituição e às reiteradas ordens judiciais.
4
Em virtude dessa desobediência, o promotor-geral da República
ofereceu, perante a Suprema Corte, denúncia criminal contra o
presidente Zelaya, sustentando configurar sua conduta crimes de
atentado contra a forma de governo, de traição à pátria, de abuso de
autoridade e de usurpação de funções, em prejuízo da administração
pública e do Estado. A Suprema Corte aceitou a denúncia em 26 de
junho, com fundamento no art. 313 da Constituição e designou um
magistrado para instruir o processo. Em consequência disso, decretou
a prisão preventiva do denunciado, com o que foi expedido mandado
de captura, cujo cumprimento ficou a cargo do chefe do Estado Maior
das Forças Armadas.
No mesmo dia, o Juizado de Letras do Contencioso Administrativo
deu ordem às Forças Armadas para suspender a consulta pretendida
pelo presidente Zelaya e tomar posse de todo o material que nela
seria utilizado. O presidente Zelaya, então, ordenou ao chefe do
Estado Maior das Forças Armadas que distribuísse o material eleitoral
de qualquer modo, porém o último, invocando a ordem judicial, se
negou a fazê-lo, ao que foi destituído, tendo, em seguida, impetrado
junto à Suprema Corte um recurso de amparo para ser reconduzido
ao cargo.
Em 25 de junho, a Suprema Corte julgou os Recursos de Amparo
881-09 e 883-09, que haviam sido impetrados, respectivamente, pelo
chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas e pelo promotor
especial para a Defesa da Constituição, voltando-se ambos contra o
ato de destituição do chefe do Estado Maior. A Suprema Corte
acolheu-os e, em consequência, cassou o ato do presidente Zelaya,
sob o fundamento de que a remoção do chefe do Estdo Maior das
Forças Armadas constitui ato privativo do Congresso Nacional, nos
termos do artigo 279 da Constituição.
Finalmente, em 29 de junho, a Suprema Corte, por unanimidade,
decidiu remeter o processo contra o presidente Zelaya ao Juzgado de
Letras Penal Unificado porque ele “já não ostentava o cargo de alto
funcionário do Estado”, em face de sua substituição operada pelo
Poder Legislativo, de acordo com a Constituição.
Assim sendo, para que se possa aquilatar com isenção o que vem
sucedendo em Honduras, do ponto de vista eminentemente jurídico,
ou seja, para se concluir se realmente houve um “golpe” ou, ao
contrário, legítima deposição, mediante observância das regras
constitucionais, torna-se imprescindível examinar, à luz do Direito,
os
fatos acima narrados.
É o que procuraremos fazer, de modo sintético, fixando, de início,
determinados fatos incontestáveis:
- a Constituição prevê que a mera tentativa, por parte de todo e
qualquer servidor público, de alterar o sistema de eleição do
presidente da República implica imediata perda do cargo (artigo 239
e alínea);
- são intangíveis as disposições constitucionais concernentes, inter
alia, ao período presidencial e à proibição de que alguém seja
presidente da República por mais de um mandato (art. 374);
- o presidente da República baixou um decreto propondo a realização
de uma consulta sobre a convocação de uma assembleia constituinte,
sendo público e notório o propósito de alterar a cláusula pétrea que
proíbe um novo mandato;
- o presidente da República não obedeceu a decisão do juiz
competente, confirmada em segunda instância, que suspendeu a
execução do decreto;
- o presidente da República destituiu o chefe do Estado Maior das
Forças Armas, quando, por força do artigo 279, apenas o Congresso
de Deputados pode fazê-lo;
- a Suprema Corte acolheu a denúncia formulada pelo Ministério
Público, decretando a prisão preventiva do presidente da República;
- com a vacância do cargo, este foi preenchido pelo presidente do
Congresso Nacional, de acordo com o disposto no artigo 242 da
Constituição;
- houve respeito ao princípio do devido processo legal, pelo menos
quanto ao seu conteúdo mínimo (contraditório, juiz natural,
motivação das decisões, prova lícita, etc).
Ora, se todas as afirmações acima feitas são verdadeiras — e nada
até agora indica o contrário —, tudo aponta no sentido de terem sido
obedecidas as regras constitucionais e legais para a deposição do
chefe do Poder Executivo. O artigo 239 dispõe que a perda do cargo é
imediata, isto é, ela deve ocorrer por meio de tutela de urgência, sem
maiores delongas, mediante aplicação direta da norma constitucional,
que, auto-aplicável, dispensa lei para adquirir eficácia.
É certo que as Forças Armadas, ao executarem o mandado de prisão,
extrapolaram os limites aos quais se deviam circunscrever, ao
expulsarem do país o presidente Zelaya. No entanto, embora esse
excesso configure uma nítida e inadmissível ilegalidade, não tem, à
evidência, o condão de contaminar o processo constitucional da
substituição presidencial, de modo a convertê-lo num “golpe de
Estado”.
Por conseguinte, abstraído o lamentável e condenável episódio da
expulsão, cabe a pergunta: onde estaria o tão decantado “golpe de
Estado”? Só na cabeça de prestidigitadores sempre desejosos de
transformar o quadrado em redondo, e o preto em branco, e que, por
meio da franca adoção de uma “novilíngua jurídica”, pretendem, à
viva força, incutir no espírito alheio que a obediência à Constituição
e
às leis que governam os Estados de Direito configura “golpe de
Estado”. Isso porque, embora não o declarem abertamente, têm para
si que Estado de Direito não passa de mera “ilusão burguesa”.
Mas, se isso pode adquirir foros de verdade, cabe, em contrapartida,
por exigência de um mínimo de lógica, indagar sobre como deveriam
ser classificados os que, eleitos sob a égide de uma Constituição que
juraram defender, passam a usar o cargo como gazua para arrombála,
com o propósito de perpetuar-se no poder, metamorfoseando-se
em caudilhos e caudilhotes com vestes de “democratas”. Qual seria o
título a eles mais adequado ? O de “Defensores do Povo”, cujos
interesses só eles, na sua onisciência, conseguem detectar, ou o de
“Defensores da Democracia”, de acordo com sua particular visão
desse conceito, ou, ainda, de “Duces” ou “Fuhrers”?
Antes de responder a essa pergunta, é mister, no entanto, não
esquecer de que a eleição pelo povo é apenas um vestibular, no qual
não se encerram outras tantas exigências dessa “escola” que se
chama Democracia. O eleito pelo povo há que respeitar a
Constituição e as leis do país, e não destruí-las aproveitando-se do
poder de que se investiu mercê da eleição. Eleição pelo povo não
significa, por si só, alvará pleno para que o eleito possa fazer tudo
que bem entender, inclusive destruir a ordem constitucional e, em
consequência, a democracia, sob cuja égide se elegeu.
Outra expressão também trabalhada pela novilíngua e que entrou na
moda consiste em chamar o atual governo hondurenho de “governo
de facto”, com o nítido propósito de contrapô-lo ao “governo de jure”.
Mas, se a investidura do governo substituto seguiu os trâmites
previstos na Constituição, por que “governo de facto”? Se não for
má-fé, ou ignorância dos fatos, talvez isso deva ser debitado à
retirada do ensino do latim em nossas escolas.
Diz-se ainda ter havido um golpe militar “com apoio do Ministério
Público, da Suprema Corte e do Congresso Nacional”. Ora, o que
exsurge do relato dos fatos é exatamente o contrário, ou seja, a
Suprema Corte é quem decidiu pelo afastamento do presidente,
fazendo-o a requerimento do Ministério Público, com a aprovação do
Congresso, tendo a força militar sido requisitada pelo Poder
Judiciário, nos termos do artigo 313 da Constituição, para o fim de
fazer cumprir a ordem judicial.
Se a deposição de um presidente é decretada pela Suprema Corte de
um país soberano, em que se baseiam outros países para arrogar-se
o direito de, certamente sem ao menos terem examinado os fatos
com a necessária atenção, desrespeitar o Poder Judiciário e a própria
soberania do país no qual ocorreu a deposição, qualificando de
“golpe” os atos praticados conforme a Constituição? É interessante
notar como certas figuras, de tão acostumadas a desrespeitar o seu
próprio Estado de Direito sem que nada lhes aconteça, não
conseguem se dar conta de que, em outros países, ainda que
insignificantes em termos territoriais, possa haver cidadãos menos
frouxos, com coragem e vontade política suficiente para fazer vingar
as instituições e as leis ali imperantes.
Por outro lado, o fato de em Honduras a deposição do presidente não
ser feita por meio de impeachment, tal como no Brasil ou nos EUA,
em nada altera a questão, porquanto a questão relevante consiste
em verificar se o processo constitucionalmente previsto para tal fim
em cada país foi respeitado, até porque cabe a cada país escolher,
para o fim de que se trata, a sistemática e o conjunto de normas que
melhor se adapte às suas características político-jurídicas.
Precisamos pensar com nossos próprios neurônios e procurarmos a
verdade, ainda que isso possa ser cansativo e consumir tempo. Do
contrário, os verdadeiros democratas, os que prezam o Estado de
Direito, constatarão que será muito tarde “quando a ficha lhes cair”.
______
(*) LIONEL ZACLIS é doutor e mestre em Direito pela USP e sócio de
Barretto
Ferreira Kujawski, Brancher e Gonçalves (BKBG) - Sociedade de
Advogados,
responsável pelo Departamento de Recuperação de Empresas, Insolvência
e
Direitos dos Credores. In: www.conjur.com.br