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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Tem algo errado!

(Historiador do cotidiano)

TEM ALGO ERRADO!

E tem mesmo! Cada vez mais vejo pessoas (inclusive eu mesmo me peguei hoje nesse sentimento) de "poxa, ainda falta muito tempo para o final de semana!". Plena segunda-feira e eu (e mais um zilhão de brasileiros) está se perguntando a mesma coisa. Então sim, tem algo errado!

Eu adoro meu trabalho. Sério! E sei de outras pessoas que têm o mesmo tipo de pensamento e também adoram seus trabalhos. O que está acontecendo?

Acredito - e isso é minha bem pessoal opinião - que há cada vez mais uma inversão de valores. Não que devamos deixar de trabalhar, e eu sei que nunca um trabalho será apenas 100% coisas boas. Mesmo assim trabalhar costuma ser bom, então por quê a ânsia pelo final de semana? E por quê a DDD (depressão-de-domingo) tão grande, quando o final de semana está terminando?

Acredito - e novamente é minha bem pessoal opinião - que as pessoas vêem o trabalho mais como obrigação do que como opção. Sim, nós temos sim a opção de mudarmos de emprego, até mesmo de carreira, se quisermos. E eu não falo em poder, falo em querer, porque quem quer de verdade consegue.

É a hora de quebrarmos paradigmas e barreiras. Acredito que é a hora de passarmos a viver cada segundo de nossas vidas como se fosse o último. Porque no instante que passarmos a valorizar cada segundo, a vida simplesmente muda! Passamos a nos preocupar menos com besteiras, e passamos a viver o que realmente importa: nossa própria vida!

Então VIVA A VIDA! Aproveite cada segundo como se fosse o último, e páre de achar que a vida só acontece nos finais de semana. Ninguém é perfeito, e você também não. Então aceite suas imperfeições, e as das pessoas que lhe cercam, e viva feliz!

A todos os meus (04) leitores, desejo uma excelente semana! E que fiquem com Deus!


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domingo, 4 de outubro de 2009

Raiva - O maior mal da nossa época

(Historiador do cotidiano)

Tenho refletido sobre isso. Muito. Tenho várias teorias sobre os principais males da humanidade. Já pensei em depressão, em falta de fé, falta de autoconfiança, em pessimismo. Nossa... pessimismo é uma das coisas que mais odeio.

Mas o mal da humanindade, o maior maior, é exatamente esse: o ódio, a raiva.

Todos temos raiva. E cada vez mais. Duvida? Vamos fazer uma pequena lista aqui então, com coisas cotidianas que nos aborrecem:

(o texto pode parecer meio machista mas, às meninas que lerem isso, peço gentilmente que façam a comparação com coisas que os homens fazem e vocês odeiam)

EM CASA:
A forma como a cama é arrumada, a disposição dos produtos de higiene na pia do banheiro (aquele amontoado de coisas femininas que ocupam todo espaço), calcinhas penduradas no chuveiro, manias paranóicas de arrumação, implicâncias em relação ao que você come ou deixa de comer, manias de interromper enquanto você fala (e você não faz isso com ela), a forma de estacionar o carro, o tempero da comida...

NO TRÂNSITO:
Pessoas lentas que atrapalham o trânsito, carros que emparelham com outros e ninguém passa, mulheres que dirigem de forma distraída, filhinhos-de-papai que pensam que estão em competições de velocidade, pessoas que saem da faixa da direita para esquerda (para pegar um retorno e cortam todo mundo, em baixíssima velocidade), pessoas que quando abre o semáforo elas não saem, pessoas que param em faixas que são livres para girar, pessoas que entram na sua frente sem prestarem atenção...

ESTACIONANDO:
Aquele filho da puta que sempre entra na vaga que você estava de olho...

NO TRABALHO:
Chefe chato e orgulhoso (que lhe aperta só por causa das vaidades dos prazos e idéias dele), chefe incompetente (que você prepara o relatório em 2 dias e ele leva 2 semanas para ler), chefe viajador (que vive viajando e deixa você sozinho no escritório para fazer as tarefas dele), chefe vibrador (que topa tudo, se engaja e tudo, e te sobrecarrega de tarefas), chefe frouxo (que não tem coragem de tomar decisões), colegas inúteis que passam o dia no telefone ou andando (e as tarefas deles sobram pra ti), colegas que só sabem reclamar do statos quo, colegas mal educados, colegas que lhe causam assédio moral, colegas frouxos, colegas que lhe pertubam e tiram sua paciência diversas vezes por dia, colegas que você fica agoniado de tanto eles serem puxas-sacos, colegas que se sentem chefes e ficam distribuindo tarefas, subordinados incompetentes, subordinados mestres dos magos (que você não consegue encontrar; que quando você procura ele sumiu), subordinados indisciplinados, subordinados insubordinados, subordinados frouxos, pilhas de papéis que não páram de crescer, relatórios ping-pong (aqueles que vão pro chefe e voltam para serem mudados apenas vírgulas e outras besteiras), e por aí vai...

E cada qual tem suas peculiaridades... poderia citar aqui aborrecimentos na academia, no elevador, no bar, no shopping, no clube, assistindo televisão, caminhando, almoçando, jantando... A todo instante passamos por coisas que nos aborrecem, umas mais e outras menos. O problema é que esses pequenos aborrecimentos vão acumulando, mais e mais. E como reagimos a isso? Perpetuamos o ciclo de raiva, passamos adiante todo o aborrecimento, descontamos em alguém como se isso fosse melhorar nosso humor. Não melhora, e ainda destrói o bom humor das outras pessoas. E essa pessoa vai descontar em outra, e assim sucessivamente!

O que resulta? Ódio perpetuado. Raiva transmitida indiscriminadamente. Isso resolve? Não. Não resolve porra nenhuma.

Então como devemos reagir a esse ciclo de raiva? Existem várias soluções, mas a que eu mais gosto é ignorar. Sério, se alguém vem com algo que vai me aborrecer, eu tento simplesmente "cagar" para a situação.

Quanto menos nos importamos com aborrecimentos e raivas, menos nos contagiamos com esse tipo de sentimento negativo. Se interrompemos o ciclo de ódio, ele não se perpetua, e assim menos pessoas serão contagiadas de forma negativa.

Quem ganha? Todo mundo! Temos que sair por aí espalhando alegria, fé e bom humor! Mas enquanto não conseguimos, por quê não evitar que as pessoas lhe contagiem com coisas negativas? E evitar que você piore o universo levando isso adiante?

Da próxima vez que tiver um aborrecimento, dê um sorriso! Ser feliz vale à pena!

Abraços, e uma excelente semana pra ti!!!


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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Como as coisas mudam, e rapido

(Historiador do cotidiano)

Temos falsas ilusões do mundo que nos cerca. Sempre. Por mais que acreditávamos ter certeza de algo, essa certeza se mostra ser qualquer coisa menos o que pensávamos.

Mas enfim, está bom de filosofia. O artigo de hoje é para comentar como somos, como mudamos. As coisas mudam muito rápido. Lembro-me de há alguns meses atrás desejar ardentemente (quase literalmente) um daqueles ventiladores de pilha que você pendura no boné. Eu saia na rua e pensava "ô calor da porra!". E hoje? Hoje ventilador nem pensar, eu queria era mais um agasalho, algo bem quente. O pensamento de hoje era "ô frio da porra!". Ontem eu estava era desejando um aquecedor de orelhas (tipo um fone de ouvido).

Como a vida muda rápido...

Tem coisas que eu espero que durem para sempre... sentimentos, convicções, ações, atitudes... mas cada vez menos me importo com outras coisas.

A vida muda muito, e às vezes muito rápido. E não existe uma fórmula mágica para superar isso, eu posso apenas dar uma dica (conforme meu bem particular ponto de vista): quanto menos você se importar com as mudanças, mais feliz será.

Não que você não vá fazer o que for necessário para consertar sua vida após as mudanças, óbvio que vai. É importante fazer alguma coisa. Só não pode arrancar os cabelos.

E você? O que você vai fazer com suas mudanças? A decisão só cabe a uma única pessoa: você mesmo!

E aí, o que você decide?

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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Infarto feliz

DOZE CONSELHOS PARA TER UM INFARTO FELIZ!!!

(Por: Dr. Ernesto Artur - Cardiologista)

Quando publiquei estes conselhos 'amigos-da-onça' em meu site, recebi uma enxurrada de e-mails, até mesmo do exterior, dizendo que isto lhes serviu de alerta, pois muitos estavam adotando esse tipo de vida inconscientemente.

1. Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.

2. Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos.

3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde.

4. Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.

5. Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios, etc.

6. Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranqüila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.

7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro.

8. Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro. (e ferro , enferruja!!. .rs)

9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado.
Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.

10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dor de estômago, tome logo estimulantes, energéticos e anti-ácidos. Eles vão te deixar tinindo.

11. Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.

12. E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto é para crédulos e tolos sensíveis.

Repita para si: Eu não perco tempo com bobagens.

OS ATAQUES DE CORAÇÃO
Uma nota importante sobre os ataques cardíacos:

Há outros sintomas de ataques cardíacos, além da dor no braço esquerdo(direito).
Há também, como sintomas vulgares, uma dor intensa no queixo, assim como náuseas e suores abundantes.
Pode-se não sentir nunca uma primeira dor no peito, durante um ataque cardíaco.
60% das pessoas que tiveram um ataque cardíaco enquanto dormiam, não se levantaram. Mas a dor no peito, pode acordá-lo dumsono profundo.Se assim for, dissolva imediatamente duas Aspirinas na boca e engula-as com um bocadinho de água. Ligue para Emergência (193 ou 190) e diga ''ataque cardíaco'' e que tomou 2 Aspirinas.
Sente-se numa cadeira ou sofá e force uma tosse, sim forçar a tosse pois ela fará o coração pegar no tranco; tussa de dois em dois segundos, até chegar o socorro.. NÃO SE DEITE !!!!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Vou viver sozinho

Extraído de: http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=1703

Cansei desse tumulto do cotidiano, acho que vou viver um pouco sozinho. Afinal, a maioria do tempo estamos irritados com o estresse e a pressão da vida na sociedade, às vezes dá vontade de chutar o balde e abandonar tudo para escalar uma montanha, devassar uma floresta e viver sozinho como um eremita!

(clique nas imagens para vê-las em tamanho maior)












segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Estresse

Dicas para lidar com o estresse

1. Converse sobre seus problemas com um confidente. Isto ajuda a aliviar a tensão e a esclrecer o que pode ser a causa do estresse;

2. Quando você se encontrar numa situação problemática, pare um pouco de pensar no problema para readquirir o controle... dê um passeio, conte até dez, assista um filme. Faça algo que permita sair da rotina, e esteja preparado para voltar e lidar com o problema que o aflinge. Não tome decisão em estado de muita tensão;

3. Se você perceber que usa a raiva como maneira freqüente de responder às situações desagradáveis, tente conter o impulso descarregando seu ótimo através de alguma atividade física como: correr, jardinagem, fazer limpeza em casa, jogar ou dar uma simples caminhada;

4. Ocasionalmente, ceda! Se vocÊ estiver freqüentemente entrando em discussões e sentindo-se obstinado, tente admitir a possibilidade de que você pode estar errado, e se isso não for de todo possível, tente mais uma vez ouvir as outras pessoas, calmamente. Prcoreu encarar as situações com maturidade;

5. Faça algo pelos outros. Se estiver percebendo que sua atenção está focada em seus próprios problemas tente desviá-la para outra pessoa ou coisa: faça caridade, ouça os problemas de um companheiro de trabalho, procure ajudar alguém;

6. Faça uma coisa de cada vez. Sente-se e escreva coisas que tem que fazer. Faça uma lista de prioridades, realizando uma tarefa de cada vez;

7. Evite a imagem de "super herói". Muitas pessoas esperam muito delas mesmas e se preocupam constantemente porque pensam que não estão conseguindoo quanto deveriam conseguir. Apesar da perfeição ser o ideal, você está se convidando a falhar desde que é impossível conviver com essa expectativa irracional;

8. Controle seu criticismo. Geralmente, por causa das nossas necessidades e imperfeições esperamos muito dos outros e daí nos sentimos frustrados ou desapontados quando não correspondem às nossas expectativas;

9. Faça sempre recreações. Muitas pessoas levam a vida muito à sério, não se permitindo tempo para exercícios regulares ou passatempos. Dance, namore mais, páre para ver o pôr do sol ou o amenhecer. São coisas que fazem bem ao corpo e à alma;

10. Melhore sua conversa consigo mesmo. Seja mais otimista. Sonhe e acredite nos seus sonhos;

11. Não fume. Não beba álcool em excesso. Procure ter uma alimentação saudável;

12. Não se auto-medique. É preciso aprender a lidar com as causas do estresse enão fugir dele;

13. Procure ajuda especializada quando perceber que não está conseguindo superar sozinho as dificuldades.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Compaixão reduz estresse

Extraído de: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lavanguardia/2007/09/13/ult2684u355.jhtm

03/set/2007
Entrevista com o Dalai Lama: "A prática da compaixão beneficia a saúde porque diminui o estresse"

Xavier Mas de Xaxàs e Joaquín Luna
Em Barcelona

Tenzin Gyatso, o 14º Dalai Lama, líder espiritual do budismo tibetano e prêmio Nobel da paz, recebeu "La Vanguardia" antes de dar uma conferência no Palau Sant Jordi sobre a felicidade, a necessidade de amor e a compaixão. A China ocupou violentamente o Tibete em 1959 e desde então o Dalai Lama vive no exílio em Dharmsala, nas encostas do Himalaia indiano. As negociações para uma solução de acordo com Pequim estão estagnadas há dois anos. Ele não exige a independência, mas uma autonomia que mantenha a cultura tibetana e a religião budista sem ingerências da China.

Dalai Lama defende educação secular para "unir pessoas de diferentes religiões"

La Vanguardia - Os países ocidentais fazem o suficiente para incluir os ensinamentos cívicos do budismo em seus programas educacionais?
Dalai Lama - Há ensinamentos como a felicidade, o amor, a tolerância e a compaixão que são comuns a todas as religiões. Em todo caso, a educação deve ser secular. Não deve ser religiosa, para que assim possa unir pessoas de diferentes religiões. Os códigos morais se dão à margem das religiões. Baseiam-se no senso comum e também na ciência.

LV - Como o senhor explica que a cada dia haja mais cientistas que se inclinam pelo budismo?
Dalai Lama - Está demonstrado cientificamente que a prática da compaixão beneficia a saúde porque reduz o estresse. Não se trata de falar sobre Deus e a reencarnação, mas de buscar em nosso interior e sermos compassivos. Ajuda a baixar a pressão arterial e nossa saúde melhora. Precisamos de um programa educacional desde o jardim-de-infância até a universidade, que alerte sobre a importância da bondade.

LV - Como caminho para a paz?
Dalai Lama - Para promover a paz mundial devemos insistir na bondade, porque a paz só chegará através da paz interior. É preciso ensinar aos jovens que os conflitos só poderão ser solucionados mediante o diálogo. Isso quer dizer a não-violência. Portanto, creio que os governos devem se esforçar mais para divulgar a educação da bondade.

LV - Existe no Ocidente uma atitude acomodada em relação às religiões, de maneira que apanhamos o que é mais fácil de cada uma?
Dalai Lama - É importante manter as tradições. O budismo pertence à Ásia. Mas certas pessoas ocidentais acham mais interessante o budismo. Em geral, é preferível que cada indivíduo mantenha sua tradição religiosa. É possível escolher aspectos de várias religiões em nível superficial, mas é impossível em um nível mais profundo.

LV - É possível retomar as negociações com a China para solucionar o problema tibetano?
Dalai Lama - Apesar de que a cada dia a situação no interior do Tibete é mais grave por culpa da opressão chinesa, estamos comprometidos com uma solução que não inclua a independência, mas uma ampla autonomia, semelhante à que vocês desfrutam aqui na Catalunha, dentro do âmbito da democracia e do Estado de direito. Depende deles. Esperamos que se manifestem.

LV - O catolicismo cresce na China graças a um entendimento de fato entre o governo e o Vaticano. Essa seria uma via para o Tibete?
Dalai Lama - Nossa situação é diferente. O problema do catolicismo na China é sua submissão ao Vaticano. O problema tibetano não tem a ver com uma instituição religiosa. É um problema histórico. Durante mil anos o Tibete e a China tiveram nomes diferentes. Não existe um nome para englobar a China e o Tibete. Nós, tibetanos, somos diferentes. Os chineses dizem que o Tibete faz parte da China, mas não é verdade. Os tibetanos não nos sentimos chineses. Mas o passado é passado, e o que importa agora é o futuro. Estamos de acordo que o Tibete permaneça dentro da República Popular, mas queremos que nossos recursos naturais e o desenvolvimento nos beneficiem mais. Também exigimos o respeito à nossa cultura, nossa língua e literatura. Além disso, o budismo tibetano representa a mais rica tradição budista. Por tudo isso devemos ter uma autonomia com conteúdo, não como a que outras províncias chinesas têm hoje. Essa é a chave, os direitos de 6 milhões de pessoas, e não o retorno do Dalai Lama. Não quero recuperar os títulos que tinha antes de 1959. Sou apenas um simples monge budista.

LV - O senhor acredita que os Jogos Olímpicos de Pequim possam favorecer a causa tibetana?
Dalai Lama - Alguns amigos nos dizem que os jogos são uma boa oportunidade para abrir a China e conseguir mais liberdade. Mas não tenho certeza. Por exemplo, vejo que há alguns meses se prometeu livre acesso à imprensa internacional, mas agora há mais restrições.

LV - O senhor considera que a comunidade internacional deveria pressionar mais Pequim sobre a situação do Tibete?
Dalai Lama - Há países como os EUA e instituições como o Parlamento Europeu que, quando têm a oportunidade, manifestam ao governo chinês suas preocupações sobre o Tibete, especialmente sobre os direitos humanos e a liberdade religiosa.

LV - O senhor acredita que a ONU não faz o suficiente para defender o Tibete?
Dalai Lama - No início dos anos 50 apelamos à ONU. Voltamos a fazê-lo em 1959. Conseguimos apoios suficientes para aprovar três resoluções (1959, 1961 e 1965). Nos anos 70, porém, entendemos que era mais prático tratar diretamente com a China. Tenho uma visão crítica da ONU.

LV - Acredita que é inútil para a causa tibetana?
Dalai Lama - Inútil é uma palavra forte demais, mas responde aos interesses dos governos. Além disso, aprovou três resoluções, e do ponto de vista moral tem certa responsabilidade.

LV - A religião se transformou no Iraque em uma força violenta?
Dalai Lama - Algumas pessoas do mundo árabe vêem com suspeita e desconfiança a influência da modernidade ocidental. A principal causa da guerra no Iraque e dos atentados de 11 de Setembro é a desconfiança. O mundo árabe esteve um pouco isolado durante séculos. Ao contrário da Índia ou da Indonésia, onde houve uma longa tradição de convivência religiosa. Com relação ao Iraque e ao Afeganistão, os EUA tentaram levar para lá a democracia, mas viram que era complexo demais. Diante desse fracasso, os cidadãos se encheram de emoção, de emoção demais, e é por isso que, em nome da religião, xiitas e sunitas se matam. É terrível, mas quando há tanta emoção é muito fácil manipular apelando para a religião.

LV - O povo tibetano aceitaria uma solução imposta de fora?
Dalai Lama - Se os chineses impuserem a democracia no Tibete, serão recebidos de braços abertos. A democracia é o futuro do Tibete. Há seis anos temos um Parlamento e um governo no exílio, com um primeiro-ministro. Desde então eu estou semi-aposentado.

LV - É difícil conciliar ser um homem de Estado e um homem de fé?
Dalai Lama - Absolutamente. Creio na separação entre a religião e o Estado. Antes eles estavam unidos no Tibete, mas não é bom. A liberdade tibetana, porém, está muito ligada à religião, pois sem liberdade não se pode praticar o budismo. A luta pela liberdade do Tibete faz parte de minha prática religiosa.

LV - Na medida em que o senhor envelhece, aumenta a saudade de Lhasa? Não seria ruim não poder regressar?
Dalai Lama - Não muito. De verdade. Não é tão importante. O importante é a liberdade.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
Visite o site do La Vanguardia - http://www.lavanguardia.es/

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Perfeccionismo?

(Historiador do cotidiano)

Sobre perfeccionismo, segue abaixo mensagem que enviei em resposta a um verdadeiro amigo, que é (sofre de) perfeccionismo. Espero que você possa sentir-se também como destinatário(a) da minha carta.

Abraços, e lhe desejo uma excelente semana!

Carta a um amigo perfeccionista:
"Olá meu amigo,

Muito interessante sua carta. Eu era muito perfeccionista, acredito que até mais que você.

Mas enfim... durante minha jornada para me formar jornalista, certa vez me peguei - aliás, um professor - perdendo tempo com miúcias de uma diagramação. Ele perguntou porquê eu demorava tanto e afirmei que por perfeccionismo. Ele foi categórico: "se é para ser perfeccionista, não presta para ser jornalista".

De certa forma, acredito que ele está certo. Nunca conseguimos sermos perfeitos, mas temos que nos esforçar ao máximo. Quando vou viajar, estou completamente ciente que sempre esqueço de levar alguma coisa, por mais que eu faça mil listas , verifique-as e reverifique-as.

Por isso quando esqueço algo, fico despreocupado.
Salvo engano, foi Sun Tzu que afirmou - há mais de 2.500 anos - que "se algo depende de mim, farei; se não depende, não me preocuparei".

Então sempre tento evitar a "lei de murphy", e dou o melhor de mim. Se eu não tiver tempo ou habilidades para deixar o projeto perfeito, então farei minha parte o melhor possível.


Mas, me estressar?
Jamais!
(ou quase jamais, às vezes - acho que por causa do meu signo - tenho impressão de carregar o mundo nas costas... rs rs rs)

Se me permite uma sugestão, reavalie seu perfeccionismo. Às vezes as coisas improvisadas ou feitas de primeira são as mais autênticas e saborosas.

Abraços sinceros de um amigo ex-perfeccionista
:-)

PS: Ah, e deixar de ser perfeccionista não fará os trabalhos deixarem de ser excelentes, você apenas muda a abordagem que você dá a eles!"



E você: concorda ou discorda? Por que? Comente!

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Guerra de nervos no trabalho

(Historiador do cotidiano)

Guerra de nervos no trabalho
Frustração, irritação, uso de drogas e passividade durante o tempo livre podem ser sinal de estresse ocupacional; as conseqüências para a saúde se tornam mais dramáticas com o envelhecimento.

(por Anna-Marie Metz e Heinz-Jürgen Rothe)

Se interessou? Leia a matéria completa aqui: http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/guerra_de_nervos_no_trabalho.html