(Historiador do cotidiano)
Outro dia, conversando com um enorme amigo meu, levantamos a questão que fé é um dom de Deus e eu, num momento de arvoração, perguntei-lhe "se a fé é um dom de Deus, por que nem todo mundo recebe esse dom?". Nenhum dos dois tinha resposta à época.
Hoje ele me procurou e comentou que havia postado algumas coisas sobre o tema. Resolvi ler e concordo com muito do que ele escreveu. Mas quanto à resposta da minha pergunta, quero acreditar em algo mais simples:
Eu acredito que, se a fé é um dom de Deus, todos nós recebemos esse dom! Apenas algumas pessoas se permitiram ouvir o que seus corações falam, enquanto outras optaram por silenciar o coração para - erroneamente - darem preferência à razão.
Resultado? Pessoas sem fé, sem a orientação divina, fazem inúmeras besteiras. A fé é nosso caminho. Se a vida é uma estrada, não devemos acreditar que a felicidade é o destino, ela é o caminho. E a forma (a melhor delas, em minha opinião) de se manter no caminho correto.
Mas enfim... livre-arbítrio! Cada qual sabe o que faz com a sua vida, só espero que façamos todos apenas coisas agradáveis aos olhos de Deus.
Abraços, e uma excelente semana pra você! Fica com Deus!!!
Jornalistas não são meros investigadores da realidade que passam esse conteúdo apenas em forma de notícias e reportagens para a população. O jornalista caracteriza-se também pela imortalização - nas páginas do seu veículo midiático - como um historiador. Mas não um historiador de grandes eventos da humanidade e sim, essencialmente, um historiador do cotidiano. Seja, então, muito bem vindo, meu caro leitor!
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domingo, 26 de setembro de 2010
domingo, 2 de agosto de 2009
Frase do dia
"Suportemos com paciência as demoras de Deus"
Essa foi a principal frase do sermão de hoje, na missa. Acredito que não preciso entrar em detalhes, mas vamos lá:
Nós todos somos muito materialistas. Não sequer de bens, mas de matéria mesmo! Enquanto que o bem maior é a graça de Deus. E o que acontece? A maior parte de nós vê a vida passando, e com a idade ensina a ter paciência, mas mesmo assim mantemos aquela postura de quando adolescentes (ou mesmo crianças) de querer tudo na hora, sempre pra ontem.
O padre ressaltou que o tempo de Deus é diferente do nosso. Enquanto pensamos com nossas cabecinhas pequenas, sempre no dia de amanhã... Ele pensa na eternidade. E Ele sabe o que é melhor para cada um de nós.
Eu mesmo confesso que, apesar de ser um poço de paciência, eu muitas vezes sou impaciente e tento fazer as coisas pra ontem. Tenho certeza que esse sermão serve pra mim e para muitos de vocês, queridos leitores.
Temos que ter paciência e respeitarmos as decisões Dele.
"Suportemos com paciência as demoras de Deus"
Com certeza temos todos muito a refletir. Lhe desejo uma excelente semana e que Deus lhe abençoe!
Essa foi a principal frase do sermão de hoje, na missa. Acredito que não preciso entrar em detalhes, mas vamos lá:
Nós todos somos muito materialistas. Não sequer de bens, mas de matéria mesmo! Enquanto que o bem maior é a graça de Deus. E o que acontece? A maior parte de nós vê a vida passando, e com a idade ensina a ter paciência, mas mesmo assim mantemos aquela postura de quando adolescentes (ou mesmo crianças) de querer tudo na hora, sempre pra ontem.
O padre ressaltou que o tempo de Deus é diferente do nosso. Enquanto pensamos com nossas cabecinhas pequenas, sempre no dia de amanhã... Ele pensa na eternidade. E Ele sabe o que é melhor para cada um de nós.
Eu mesmo confesso que, apesar de ser um poço de paciência, eu muitas vezes sou impaciente e tento fazer as coisas pra ontem. Tenho certeza que esse sermão serve pra mim e para muitos de vocês, queridos leitores.
Temos que ter paciência e respeitarmos as decisões Dele.
"Suportemos com paciência as demoras de Deus"
Com certeza temos todos muito a refletir. Lhe desejo uma excelente semana e que Deus lhe abençoe!
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terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Pai nosso!
Pai nosso
Que estais no céu
Santificado seja Vosso nome
Venha à nós o Vosso reino
Seja feita a Vossa vontade
Assim na Terra como no céu
O pão nosso de cada dia
Nos dai hoje
Perdoai-nos as nossas ofensas
Assim como nós perdoamos
A quem nos tem ofendido
E não nos deixeis cair em tentação
Mas livra-nos do mal
Amém!
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Compaixão reduz estresse
Extraído de: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lavanguardia/2007/09/13/ult2684u355.jhtm
03/set/2007
Entrevista com o Dalai Lama: "A prática da compaixão beneficia a saúde porque diminui o estresse"
Xavier Mas de Xaxàs e Joaquín Luna
Em Barcelona
Tenzin Gyatso, o 14º Dalai Lama, líder espiritual do budismo tibetano e prêmio Nobel da paz, recebeu "La Vanguardia" antes de dar uma conferência no Palau Sant Jordi sobre a felicidade, a necessidade de amor e a compaixão. A China ocupou violentamente o Tibete em 1959 e desde então o Dalai Lama vive no exílio em Dharmsala, nas encostas do Himalaia indiano. As negociações para uma solução de acordo com Pequim estão estagnadas há dois anos. Ele não exige a independência, mas uma autonomia que mantenha a cultura tibetana e a religião budista sem ingerências da China.
Dalai Lama defende educação secular para "unir pessoas de diferentes religiões"
La Vanguardia - Os países ocidentais fazem o suficiente para incluir os ensinamentos cívicos do budismo em seus programas educacionais?
Dalai Lama - Há ensinamentos como a felicidade, o amor, a tolerância e a compaixão que são comuns a todas as religiões. Em todo caso, a educação deve ser secular. Não deve ser religiosa, para que assim possa unir pessoas de diferentes religiões. Os códigos morais se dão à margem das religiões. Baseiam-se no senso comum e também na ciência.
LV - Como o senhor explica que a cada dia haja mais cientistas que se inclinam pelo budismo?
Dalai Lama - Está demonstrado cientificamente que a prática da compaixão beneficia a saúde porque reduz o estresse. Não se trata de falar sobre Deus e a reencarnação, mas de buscar em nosso interior e sermos compassivos. Ajuda a baixar a pressão arterial e nossa saúde melhora. Precisamos de um programa educacional desde o jardim-de-infância até a universidade, que alerte sobre a importância da bondade.
LV - Como caminho para a paz?
Dalai Lama - Para promover a paz mundial devemos insistir na bondade, porque a paz só chegará através da paz interior. É preciso ensinar aos jovens que os conflitos só poderão ser solucionados mediante o diálogo. Isso quer dizer a não-violência. Portanto, creio que os governos devem se esforçar mais para divulgar a educação da bondade.
LV - Existe no Ocidente uma atitude acomodada em relação às religiões, de maneira que apanhamos o que é mais fácil de cada uma?
Dalai Lama - É importante manter as tradições. O budismo pertence à Ásia. Mas certas pessoas ocidentais acham mais interessante o budismo. Em geral, é preferível que cada indivíduo mantenha sua tradição religiosa. É possível escolher aspectos de várias religiões em nível superficial, mas é impossível em um nível mais profundo.
LV - É possível retomar as negociações com a China para solucionar o problema tibetano?
Dalai Lama - Apesar de que a cada dia a situação no interior do Tibete é mais grave por culpa da opressão chinesa, estamos comprometidos com uma solução que não inclua a independência, mas uma ampla autonomia, semelhante à que vocês desfrutam aqui na Catalunha, dentro do âmbito da democracia e do Estado de direito. Depende deles. Esperamos que se manifestem.
LV - O catolicismo cresce na China graças a um entendimento de fato entre o governo e o Vaticano. Essa seria uma via para o Tibete?
Dalai Lama - Nossa situação é diferente. O problema do catolicismo na China é sua submissão ao Vaticano. O problema tibetano não tem a ver com uma instituição religiosa. É um problema histórico. Durante mil anos o Tibete e a China tiveram nomes diferentes. Não existe um nome para englobar a China e o Tibete. Nós, tibetanos, somos diferentes. Os chineses dizem que o Tibete faz parte da China, mas não é verdade. Os tibetanos não nos sentimos chineses. Mas o passado é passado, e o que importa agora é o futuro. Estamos de acordo que o Tibete permaneça dentro da República Popular, mas queremos que nossos recursos naturais e o desenvolvimento nos beneficiem mais. Também exigimos o respeito à nossa cultura, nossa língua e literatura. Além disso, o budismo tibetano representa a mais rica tradição budista. Por tudo isso devemos ter uma autonomia com conteúdo, não como a que outras províncias chinesas têm hoje. Essa é a chave, os direitos de 6 milhões de pessoas, e não o retorno do Dalai Lama. Não quero recuperar os títulos que tinha antes de 1959. Sou apenas um simples monge budista.
LV - O senhor acredita que os Jogos Olímpicos de Pequim possam favorecer a causa tibetana?
Dalai Lama - Alguns amigos nos dizem que os jogos são uma boa oportunidade para abrir a China e conseguir mais liberdade. Mas não tenho certeza. Por exemplo, vejo que há alguns meses se prometeu livre acesso à imprensa internacional, mas agora há mais restrições.
LV - O senhor considera que a comunidade internacional deveria pressionar mais Pequim sobre a situação do Tibete?
Dalai Lama - Há países como os EUA e instituições como o Parlamento Europeu que, quando têm a oportunidade, manifestam ao governo chinês suas preocupações sobre o Tibete, especialmente sobre os direitos humanos e a liberdade religiosa.
LV - O senhor acredita que a ONU não faz o suficiente para defender o Tibete?
Dalai Lama - No início dos anos 50 apelamos à ONU. Voltamos a fazê-lo em 1959. Conseguimos apoios suficientes para aprovar três resoluções (1959, 1961 e 1965). Nos anos 70, porém, entendemos que era mais prático tratar diretamente com a China. Tenho uma visão crítica da ONU.
LV - Acredita que é inútil para a causa tibetana?
Dalai Lama - Inútil é uma palavra forte demais, mas responde aos interesses dos governos. Além disso, aprovou três resoluções, e do ponto de vista moral tem certa responsabilidade.
LV - A religião se transformou no Iraque em uma força violenta?
Dalai Lama - Algumas pessoas do mundo árabe vêem com suspeita e desconfiança a influência da modernidade ocidental. A principal causa da guerra no Iraque e dos atentados de 11 de Setembro é a desconfiança. O mundo árabe esteve um pouco isolado durante séculos. Ao contrário da Índia ou da Indonésia, onde houve uma longa tradição de convivência religiosa. Com relação ao Iraque e ao Afeganistão, os EUA tentaram levar para lá a democracia, mas viram que era complexo demais. Diante desse fracasso, os cidadãos se encheram de emoção, de emoção demais, e é por isso que, em nome da religião, xiitas e sunitas se matam. É terrível, mas quando há tanta emoção é muito fácil manipular apelando para a religião.
LV - O povo tibetano aceitaria uma solução imposta de fora?
Dalai Lama - Se os chineses impuserem a democracia no Tibete, serão recebidos de braços abertos. A democracia é o futuro do Tibete. Há seis anos temos um Parlamento e um governo no exílio, com um primeiro-ministro. Desde então eu estou semi-aposentado.
LV - É difícil conciliar ser um homem de Estado e um homem de fé?
Dalai Lama - Absolutamente. Creio na separação entre a religião e o Estado. Antes eles estavam unidos no Tibete, mas não é bom. A liberdade tibetana, porém, está muito ligada à religião, pois sem liberdade não se pode praticar o budismo. A luta pela liberdade do Tibete faz parte de minha prática religiosa.
LV - Na medida em que o senhor envelhece, aumenta a saudade de Lhasa? Não seria ruim não poder regressar?
Dalai Lama - Não muito. De verdade. Não é tão importante. O importante é a liberdade.
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
Visite o site do La Vanguardia - http://www.lavanguardia.es/
03/set/2007
Entrevista com o Dalai Lama: "A prática da compaixão beneficia a saúde porque diminui o estresse"
Xavier Mas de Xaxàs e Joaquín Luna
Em Barcelona
Tenzin Gyatso, o 14º Dalai Lama, líder espiritual do budismo tibetano e prêmio Nobel da paz, recebeu "La Vanguardia" antes de dar uma conferência no Palau Sant Jordi sobre a felicidade, a necessidade de amor e a compaixão. A China ocupou violentamente o Tibete em 1959 e desde então o Dalai Lama vive no exílio em Dharmsala, nas encostas do Himalaia indiano. As negociações para uma solução de acordo com Pequim estão estagnadas há dois anos. Ele não exige a independência, mas uma autonomia que mantenha a cultura tibetana e a religião budista sem ingerências da China.
Dalai Lama defende educação secular para "unir pessoas de diferentes religiões"
La Vanguardia - Os países ocidentais fazem o suficiente para incluir os ensinamentos cívicos do budismo em seus programas educacionais?
Dalai Lama - Há ensinamentos como a felicidade, o amor, a tolerância e a compaixão que são comuns a todas as religiões. Em todo caso, a educação deve ser secular. Não deve ser religiosa, para que assim possa unir pessoas de diferentes religiões. Os códigos morais se dão à margem das religiões. Baseiam-se no senso comum e também na ciência.
LV - Como o senhor explica que a cada dia haja mais cientistas que se inclinam pelo budismo?
Dalai Lama - Está demonstrado cientificamente que a prática da compaixão beneficia a saúde porque reduz o estresse. Não se trata de falar sobre Deus e a reencarnação, mas de buscar em nosso interior e sermos compassivos. Ajuda a baixar a pressão arterial e nossa saúde melhora. Precisamos de um programa educacional desde o jardim-de-infância até a universidade, que alerte sobre a importância da bondade.
LV - Como caminho para a paz?
Dalai Lama - Para promover a paz mundial devemos insistir na bondade, porque a paz só chegará através da paz interior. É preciso ensinar aos jovens que os conflitos só poderão ser solucionados mediante o diálogo. Isso quer dizer a não-violência. Portanto, creio que os governos devem se esforçar mais para divulgar a educação da bondade.
LV - Existe no Ocidente uma atitude acomodada em relação às religiões, de maneira que apanhamos o que é mais fácil de cada uma?
Dalai Lama - É importante manter as tradições. O budismo pertence à Ásia. Mas certas pessoas ocidentais acham mais interessante o budismo. Em geral, é preferível que cada indivíduo mantenha sua tradição religiosa. É possível escolher aspectos de várias religiões em nível superficial, mas é impossível em um nível mais profundo.
LV - É possível retomar as negociações com a China para solucionar o problema tibetano?
Dalai Lama - Apesar de que a cada dia a situação no interior do Tibete é mais grave por culpa da opressão chinesa, estamos comprometidos com uma solução que não inclua a independência, mas uma ampla autonomia, semelhante à que vocês desfrutam aqui na Catalunha, dentro do âmbito da democracia e do Estado de direito. Depende deles. Esperamos que se manifestem.
LV - O catolicismo cresce na China graças a um entendimento de fato entre o governo e o Vaticano. Essa seria uma via para o Tibete?
Dalai Lama - Nossa situação é diferente. O problema do catolicismo na China é sua submissão ao Vaticano. O problema tibetano não tem a ver com uma instituição religiosa. É um problema histórico. Durante mil anos o Tibete e a China tiveram nomes diferentes. Não existe um nome para englobar a China e o Tibete. Nós, tibetanos, somos diferentes. Os chineses dizem que o Tibete faz parte da China, mas não é verdade. Os tibetanos não nos sentimos chineses. Mas o passado é passado, e o que importa agora é o futuro. Estamos de acordo que o Tibete permaneça dentro da República Popular, mas queremos que nossos recursos naturais e o desenvolvimento nos beneficiem mais. Também exigimos o respeito à nossa cultura, nossa língua e literatura. Além disso, o budismo tibetano representa a mais rica tradição budista. Por tudo isso devemos ter uma autonomia com conteúdo, não como a que outras províncias chinesas têm hoje. Essa é a chave, os direitos de 6 milhões de pessoas, e não o retorno do Dalai Lama. Não quero recuperar os títulos que tinha antes de 1959. Sou apenas um simples monge budista.
LV - O senhor acredita que os Jogos Olímpicos de Pequim possam favorecer a causa tibetana?
Dalai Lama - Alguns amigos nos dizem que os jogos são uma boa oportunidade para abrir a China e conseguir mais liberdade. Mas não tenho certeza. Por exemplo, vejo que há alguns meses se prometeu livre acesso à imprensa internacional, mas agora há mais restrições.
LV - O senhor considera que a comunidade internacional deveria pressionar mais Pequim sobre a situação do Tibete?
Dalai Lama - Há países como os EUA e instituições como o Parlamento Europeu que, quando têm a oportunidade, manifestam ao governo chinês suas preocupações sobre o Tibete, especialmente sobre os direitos humanos e a liberdade religiosa.
LV - O senhor acredita que a ONU não faz o suficiente para defender o Tibete?
Dalai Lama - No início dos anos 50 apelamos à ONU. Voltamos a fazê-lo em 1959. Conseguimos apoios suficientes para aprovar três resoluções (1959, 1961 e 1965). Nos anos 70, porém, entendemos que era mais prático tratar diretamente com a China. Tenho uma visão crítica da ONU.
LV - Acredita que é inútil para a causa tibetana?
Dalai Lama - Inútil é uma palavra forte demais, mas responde aos interesses dos governos. Além disso, aprovou três resoluções, e do ponto de vista moral tem certa responsabilidade.
LV - A religião se transformou no Iraque em uma força violenta?
Dalai Lama - Algumas pessoas do mundo árabe vêem com suspeita e desconfiança a influência da modernidade ocidental. A principal causa da guerra no Iraque e dos atentados de 11 de Setembro é a desconfiança. O mundo árabe esteve um pouco isolado durante séculos. Ao contrário da Índia ou da Indonésia, onde houve uma longa tradição de convivência religiosa. Com relação ao Iraque e ao Afeganistão, os EUA tentaram levar para lá a democracia, mas viram que era complexo demais. Diante desse fracasso, os cidadãos se encheram de emoção, de emoção demais, e é por isso que, em nome da religião, xiitas e sunitas se matam. É terrível, mas quando há tanta emoção é muito fácil manipular apelando para a religião.
LV - O povo tibetano aceitaria uma solução imposta de fora?
Dalai Lama - Se os chineses impuserem a democracia no Tibete, serão recebidos de braços abertos. A democracia é o futuro do Tibete. Há seis anos temos um Parlamento e um governo no exílio, com um primeiro-ministro. Desde então eu estou semi-aposentado.
LV - É difícil conciliar ser um homem de Estado e um homem de fé?
Dalai Lama - Absolutamente. Creio na separação entre a religião e o Estado. Antes eles estavam unidos no Tibete, mas não é bom. A liberdade tibetana, porém, está muito ligada à religião, pois sem liberdade não se pode praticar o budismo. A luta pela liberdade do Tibete faz parte de minha prática religiosa.
LV - Na medida em que o senhor envelhece, aumenta a saudade de Lhasa? Não seria ruim não poder regressar?
Dalai Lama - Não muito. De verdade. Não é tão importante. O importante é a liberdade.
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
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terça-feira, 28 de agosto de 2007
Sobre debates religiosos
(Historiador do cotidiano)
De acordo com a 3ª lei de Newton, "uma ação gera uma reação de mesma forma em sentido contrário".
Ou seja, respondemos ao que o mundo nos dá - ou mesmo o mundo responde ao que damos a ele.
Sempre tive muito respeito pelas religiões (catolicismo / cristianismo, protestantismo, budismo, espiritismo, etc), desde que não sejam seitas ou distorções de doutrinas de paz. Mas ultimamente tenho batido de frente com os protestantes.
Enquanto católico, tenho minha Fé e minhas convicções. Uma delas é o livre-arbítrio.
Aparentemente os protestantes não respeitam meu livre-arbítrio de ser católico/cristão. Então realmente tenho mostrado a eles que várias coisas que eles falam é bobagem e mais bobagem.
Um exemplo patente foi um idiota que veio me dizer que a Santa Inquisição foi criada para queimar protestantes que liam a Bíblia. ISSO É MENTIRA ! A Santa Inquisição foi criada 340 anos antes da Bíblia ser traduzida. 340 anos antes !!!
Mas quanto às outras religiões? Respeito profundamente. Toda a minha raiva é apenas reflexo do que eles (os protestantes) vieram me ofender e ofender minha Fé.
Então, peço a todos vocês, queridos leitores: respeitem o livre-arbítrio do próximo até o ponto que ele não interfira no seu próprio livre-arbítrio, e vice-versa!
Abraços
De acordo com a 3ª lei de Newton, "uma ação gera uma reação de mesma forma em sentido contrário".
Ou seja, respondemos ao que o mundo nos dá - ou mesmo o mundo responde ao que damos a ele.
Sempre tive muito respeito pelas religiões (catolicismo / cristianismo, protestantismo, budismo, espiritismo, etc), desde que não sejam seitas ou distorções de doutrinas de paz. Mas ultimamente tenho batido de frente com os protestantes.
Enquanto católico, tenho minha Fé e minhas convicções. Uma delas é o livre-arbítrio.
Aparentemente os protestantes não respeitam meu livre-arbítrio de ser católico/cristão. Então realmente tenho mostrado a eles que várias coisas que eles falam é bobagem e mais bobagem.
Um exemplo patente foi um idiota que veio me dizer que a Santa Inquisição foi criada para queimar protestantes que liam a Bíblia. ISSO É MENTIRA ! A Santa Inquisição foi criada 340 anos antes da Bíblia ser traduzida. 340 anos antes !!!
Mas quanto às outras religiões? Respeito profundamente. Toda a minha raiva é apenas reflexo do que eles (os protestantes) vieram me ofender e ofender minha Fé.
Então, peço a todos vocês, queridos leitores: respeitem o livre-arbítrio do próximo até o ponto que ele não interfira no seu próprio livre-arbítrio, e vice-versa!
Abraços
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