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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Imprensa no abismo

VAI, IMPRENSA, FELIZ PARA O ABISMO!!!

Revista Veja, sexta-feira, 8 de janeiro de 2010 | 17:47

Se os avestruzes escrevessem artigos - mulas e jumentos têm escrito
como nunca -, certamente criticariam os alienados de sua espécie com
uma comparação: “Esses aí parecem aqueles humanos jornalistas; diante
do perigo, preferem esconder a cabeça…” Como o leitor deve imaginar, a
história de que a ave enterra o cocuruto no chão quando ameaçada não
deve proceder, né? Sei lá, nunca li a respeito. Suponho que seja uma
tolice porque, fosse assim, não haveria mais avestruzes. Os
desengonçados certamente vieram ao mundo aparelhados com o tal
instinto de sobrevivência, que falta a boa parte da imprensa. Avestruz
é feio pra caramba, mas não é idiota.

Entre os grandes veículos, só O Globo e os principais jornais da TV
Globo deram o devido destaque à ameaça de censura à imprensa contida
no tal “decreto dos direitos humanos”, aquela peça notavelmente
autoritária que vale por uma espécie de miniconstituinte. O texto
resolveu cuidar de tudo: além da revanche contra os militares, da
extinção da propriedade privada e do cerceamento à imprensa, trata do
casamento gay, da descriminação do aborto, de quilombolas, pescadores,
hortas, viveiros, pomares… Em suma, meus caros leitores, pensem aí
numa palavra qualquer e acionem a tecla “localizar”. Se a procura der
negativa, é só questão de achar o sinônimo.

Trata-se de uma absoluta novidade jurídica - e, como diz certo clichê,
se é coisa que só dá no Brasil, não sendo jabuticaba, então é
besteira. O decreto, como demonstrei aqui, é uma peça notável de
proselitismo político, pautado pela extrema esquerda do PT. Os dois
setores mais visados por sugestões de caráter claramente punitivo são
a agroindústria E A “MÍDIA”.

Muito bem. E o que fazem setores da imprensa? O Estadão, por exemplo,
ignorou ontem o assunto na sua edição online. Não! Para ser preciso,
deu destaque a um manifesto de repúdio aos militares assinado pelo tal
Movimento Nacional de Direitos Humanos. O texto foi parar na edição
impressa. Na eletrônica de hoje, pode-se ler a reação da Secretaria
Nacional de Direitos Humanos às críticas recebidas pelo documento -
AQUELAS QUE FORAM IGNORADAS!!!

A Folha Online de ontem deu destaque às críticas que a Confederação
Nacional de Agricultura fez ao decreto. O texto está na edição
impressa, acompanhado de outros dois: um com as restrições da Igreja e
outro lembrando o descontentamento dos militares. Sobre a defesa óbvia
da censura e da punição às empresas de comunicação, não há uma
miserável palavra. NADA!!! É como se não existisse.

Mandam-me, aliás, trechos de um artigo publicado na Folha Online em
que alguém escreve algo assim: se os militares estão contra o decreto,
então é sinal de que ele é necessário. Seria alguém pontificando sobre
aquilo que não leu? É a hipótese benevolente. Pode ser que tenha lido.
E que concorde com tudo o que vai lá. É gente que usa a liberdade de
que dispõe para defender um documento que confere grandeza moral à
censura e que usa os “direitos humanos” para impor uma pauta
autoritária. Os nazistas fizeram assim: recorreram à tese da suposta
conspiração contra o estado para justificar a brutalidade anti-semita.
Autoritários não precisam de motivos, só de pretextos. Aos idiotas e
lesos, pretextos são suficientes. A seguir certa “sapiência” jurídica,
os descendentes da família real brasileira podem processar, sei lá, a
República por causa do golpe de 1889…

Imaginem tudo acontecendo conforme querem Dilma Rousseff, Franklin
Martins, Paulo Vannuchi, Tarso Genro e… LULA - AQUELE QUE SEMPRE SABE
DE TUDO. A imprensa será controlada por um “tribunal de ética” (num
artigo, José Dirceu perdeu o pudor de vez e chamou de “tribunal”)
formado pelo PT, conforme proposta aprovada na Confecom, e por um
tribunal dos direitos humanos, também controlado pelo partido. Eles
definirão o que pode e o que não pode ser escrito. Tudo depende do
Congresso, conforme deixei claro no primeiro artigo que escrevi sobre
o decreto. Mas isso é só um perigo adicional.

A despeito dos fatos, esses setores da imprensa preferem fazer de
conta que o decreto atinge os interesses de “ruralistas, católicos e
militares reacionários”. Não são dignos da liberdade de que desfrutam
— liberdade conquistada pela resistência democrática e que nada deve,
nem uma miserável vírgula, aos terroristas que tentaram implementar
uma ditadura comunista no país. Se não dispunham dos meios adequados e/
ou suficientes para lograr seus objetivos, isso só revela a sua
estupidez adicional, sem jamais enobrecer os seus propósitos.

Porque os idiotas não estão à altura dessa liberdade, há quem se
ofereça para dispor dela, solapando-a. Candidatam-se a áulicos do rei,
a serviçais do regime, a escribas do poder. Bem, se assim acontecer, o
vício já então adquirido certamente não lhes há de provocar qualquer
estranhamento. Acostumados a servir por vontade, nem irão perceber
que terão passado a servir por obrigação.

Boa parte da imprensa caminha feliz para o abismo, como aquela imagem
na carta de Tarô. E prefere acusar o “exagero” e a “paranóia” de quem
lhes causa o incômodo de chamar a coisa pelo nome que a coisa tem. Não
entendo rigorosamente nada de adivinhações. Católicos são
aborrecidamente racionais para se dedicar a essas coisas. Não tenho a
menor noção se, embora aparentemente negativa, a carta traz um bom
auspício. Uma coisa eu sei sem adivinhação nenhuma: a liberdade de
imprensa é o próximo alvo dos petistas. E a dita grande imprensa está
tomada de jornalistas que, na prática, indagam: “Liberdade pra quê?”

quinta-feira, 18 de junho de 2009

LUTO!

(Historiador do cotidiano)

Este blog esta de LUTO pela morte do diploma de jornalismo.

Está de LUTO por causa de uma das piores decisões do STF sob o comando daquele estúpido Gilmar Mendes.

ESTE BLOG DEFENDE A LUTA DOS JORNALISTAS PELA OBRIGATORIEDADE DO DIPLOMA !!!

Para saber mais:
Observatório da imprensa - http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=542DAC005
Correio Braziliense [1] - http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_18/2009/06/17/noticia_interna/id_sessao=18&id_noticia=119490/noticia_interna.shtml
Correio Braziliense [2] - http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_18/2009/06/18/noticia_interna/id_sessao=18&id_noticia=119773/noticia_interna.shtml
Correio Braziliense [3] - http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_18/2009/06/17/noticia_interna/id_sessao=18&id_noticia=119493/noticia_interna.shtml
Correio Braziliense [4] - http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_18/2009/06/17/noticia_interna/id_sessao=18&id_noticia=119452/noticia_interna.shtml

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Celulares e cancer

Celulares e câncer
Por que não abrir o jogo?

Por Alberto Dines em 07/10/2008

Está na capa da edição corrente da revista The Economist (27/9) exatamente nestes termos: "Celulares e câncer". Nas páginas internas, o texto intitulado "Loucura móvel" descreve a confusão em torno de um estudo multinacional que demorou seis anos para ser completado e custou 30 milhões de dólares.

Erros metodológicos atrasaram a montagem das conclusões e persiste a controvérsia. Aqueles que não acreditam nos efeitos perniciosos das irradiações eletromagnéticas já prepararam uma manchete: "Celulares não produzem tumor cerebral". O grupo adversário vai contra-atacar: "Uso intenso de celular aumenta o risco de tumores benignos".

Enquanto a controvérsia não é esclarecida, uma publicação responsável como a Economist não se omite e sente-se no dever de alertar o distinto público para a possibilidade de uma grave ameaça à saúde.

No verão setentrional, outro semanário – o francês L´Express – foi mais candente e mais longe em reportagem com 12 páginas e enorme chamada na capa: "Enquete sobre os verdadeiros perigos dos [telefones] portáteis" (17-23 de julho, 2008).

Quantas matérias têm sido publicadas no Brasil sobre o assunto?

Papel impresso

A resposta pode ser obtida por via indireta através de outra pergunta: "Qual é o produto eletrônico mais anunciado na mídia?". A indústria jornalística brasileira, como sempre, adota a tática do avestruz: omite-se e enfia a cabeça na areia. Prefere suprimir o debate, na esperança de que os malefícios causados pelo celular sejam desmentidos, do que oferecer às suas audiências um mínimo de informações.

Mesmo embargada pela mídia, a polêmica sobre a eventual periculosidade dos celulares corre solta nas reuniões de condomínio dos edifícios mais altos dos grandes centros urbanos. As operadoras de telefonia móvel, empenhadíssimas em ampliar o número de antenas, oferecem um bom retorno em troca de um pequeno espaço nos terraços para instalá-las.

De olho no equilíbrio das contas, os síndicos são os primeiros a abraçar a idéia. Convocadas a opinar pelas assembléias de moradores, as empresas que assessoram os condomínios não têm outra alternativa senão oferecer algum tipo de subsídio informativo a respeito da suposta periculosidade dos celulares. Estes subsídios vêm da internet, geralmente em língua estrangeira. Ou de moradores – médicos, físicos ou engenheiros eletrônicos.

Suicídio 1: para preservar o faturamento publicitário, nossa mídia foge ostensivamente da sua obrigação elementar – alertar e esclarecer.

Suicídio 2: antes que se esclareça a questão com pesquisas científicas confiáveis, a mídia resolveu apostar no celular como jornal-de-bolso, substituto da mídia impressa.

Papel impresso pode sujar as mãos, mas jamais foi denunciado como causador de doenças.

Extraído de: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=506IPB001

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Twitter

Extraído de: http://www.comunique-se.com.br/


Twitter: ferramenta útil também para os jornalistas

Escola de Comunicação

"O que você está fazendo?", A pergunta foi o ponto de partida para a criação, em 2006, do Twitter, servidor para microblogging que permite aos usuários o envio de atualizações de, no máximo, 140 caracteres.

A ferramenta, criada pela Obvious, não demonstrava grandes pretensões. Com atualizações via SMS, comunicador instantâneo, e-mail, site ou programa especializado, o Twitter começou somente com tarefas corriqueiras dos internautas. Aos poucos, novas utilidades foram criadas.
Exemplo recente disso foi a repercussão do assassinato da ex-primeira ministra do Paquistão Benazir Bhutto. As primeiras informações começaram a chegar pelo Twitter e rendeu um grande debate entre os internautas.


Dan York, do blog Disruptive Conversations, enumerou os 10 principais usos que ele faz do Twitter, como: fonte de notícias, rede de perguntas e respostas, ferramenta de interação, descontração e atualização, diário de viagens, diário de eventos, ferramenta para marketing/relações públicas, ferramentas de aprendizagem, diversão e, por último, nas próprias palavras dele, lição de humildade e brevidade, já que os 140 caracteres máximos, pedem objetividade e síntese.

O Twitter já virou tema de listas de discussões em muitos grupos. Alguns acreditam que a ferramenta trouxe uma novidade e também praticidade, mas outros afirmam que o Twitter não trouxe nada diferente de um blog convencional, e que não representa mudanças no trabalho dos jornalistas.

"Não vi nada demais na ferramenta, acho que está havendo um entusiasmo exagerado em relação ao Twitter", afirma o jornalista Alexandre Carvalho. Ele diz que a ferramenta pode ser melhorada com o tempo ou não, mas acredita que outras ferramentas podem fazer coisas muito parecidas com as que o Twitter faz.

Nas mãos dos jornalistas

O Twitter é usado por muitos na narração de eventos em tempo real. Marcelo Träsel, jornalista e professor da PUC-RS, usou o Twitter para fazer a cobertura de um evento da faculdade, com narrações em tempo real. "Os alunos gostaram muito. Ajudou, inclusive, as pessoas que estavam fazendo matérias sobre o evento", explica.

"O Twitter traz um fluxo de informações contínuas e curtas. O melhor é a velocidade, as respostas chegam muito rápido", analisa a estudante de jornalismo Gabriela Zago, que escreveu um artigo sobre a ferramenta para o Observatório da Imprensa.

Gabriela fez um mapeamento em seu blog com as utilizações do Twiiter pelo mundo, como o uso da ferramenta para acompanhar as prévias das votações de 2008 em Iowa, informações sobre a greve dos roteiristas dos EUA, cobertura dos incêndios na Califórnia em outubro de 2007, política no Quênia, entre outros.

Para Träsel, o Twitter não trouxe grandes novidades, mas simplificou uma ferramenta e a tornou eficiente. Na sua opinião, o Twitter apresenta duas diferenças principais dos blogs convencionais: dá vazão a idéias e pensamentos curtos e ainda divulga o blog convencional, já que dá espaço para isso.

No CES (Consumer Electronics Show), maior feira de tecnologia do mundo, muitos jornalistas fizeram a narração do evento pelo Twitter. Veículos como o New York Times, CNN, BBCBrasil e IG usam a ferramenta para divulgar suas atualizações.

Outra novidade, fruto do Twitter, é o ReportTwitters, site que reúne jornalistas que usam a ferramenta para encontrar fontes e divulgar atualizações.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Crítica da mídia: 10 impasses

(Historiador do cotidiano)

Análise do artigo “dez impasses para uma efetiva crítica da mídia no Brasil” foi apresentado pelo então doutorando Rogério Christofoletti no Intercom 2003, em Belo Horizonte. O original pode ser acessado através deste link:
http://reposcom.portcom.intercom.org.br/bitstream/1904/4395/1/NP2CHRISTOFOLETTI.pdf

A peça trata sobre dez pontos considerados fundamentais que impedem um progresso ético das mídias brasileiras (apesar de, aparentemente, não ser um quadro isolado ao Brasil).

Como abertura, o autor cita Ciro Marcondes Filho: “Uma sociedade sem crítica é uma sociedade morta”.

O jornalista começa citando o caso do suicídio de um policial militar de São Paulo, transmitido ao vivo pela Rede Record (sim, aquela mesma de evangélicos, que abordou a espetacularização do sofrimento humano ao limite).

Dos dez impasses, o primeiro citado é a “concentração e oligopólio” dos veículos de comunicação. Ora, no Brasil cerca de sete grupos controlem mais de 80% do que é visto, ouvido e lido pelos brasileiros. É uma situação crítica pois demonstra uma mídia presa à poucas opiniões, sem poder fugir das linhas editoriais impostas pelos pagadores de salários gordos. Como demonstrativo, o autor cita que no Brasil existiam em 2003 cerca de 41,1 milhões de domicílios com aparelhos de televisão, o que supera por larga margem o número de domicílios com refrigeradores.

O segundo impasse é a “propriedade cruzada e domínio de conteúdo”, que aborda a questão que uma família (ou grupo) pode ser proprietária de diversos veículos de comunicação. Ou seja: quem tem uma concessão de televisão, tem também uma de rádio, tem um jornal impresso, um portal de notícias, e assim por diante. Então não são produzidas informações novas, pelo contrário, os brasileiros são apenas bombardeados com a repetição de conteúdos para que essa massificação faça com que ele aceite sem questionar.

Impasse terceiro, o “coronelismo eletrônico”, é - para o autor - um sério agravante pois ele explica que as concessões de televisão e rádio (sim, você precisa de uma concessão federal para ter algum dos dois veículos) são, em sua maioria, fornecidas apenas a políticos. Assim, nada mais seria que a extensão da influência do curral eleitoral desses políticos para os meios eletrônicos de divulgação de notícias de interesses dos políticos, não dos cidadãos.

Quarto item, ou impasse, é o “dial restrito” que se configura em quase nenhuma brecha para ingresso de novos veículos na exploração do negócio da comunicação, assim o lobbie exercido pelas grandes emissoras de rádio e televisão faz o espectro midiático tornar-se quase exclusividade para rádios e televisões comerciais de grande porte.

Quinto impasse, as “concessões infinitas”, é um ponto complicado pois mostra que as concessões federais às mídias (rádio e televisão) deveriam ser suspensas pois as mídias não estariam cumprindo as contrapartidas de qualidade e conteúdo exigidas por lei. Mas como os veículos midiáticos têm grande poder de penetração, e estão concentrados nas mãos de grupos com influência política (quando não na mão dos próprios políticos), praticamente inexiste no Brasil a cassação de concessões, o que praticamente inviabiliza o controle social da qualidade midiática.

Lei de imprensa caduca”, o sexto impasse, aborda o ponto que a “Lei de imprensa” (Lei federal 5.250/67) foi extremamente importante mas com a rápida reconfiguração das comunicações, a lei tornou-se obsoleta e com definições e ações que já não podem ser consideradas atuais. Assim torna-se patente a necessidade de novas leis que regulem os abusos da imprensa, mas tais projetos de lei sequer saem do Congresso Nacional pois ficam retidas em comissões - compostas de políticos donos de concessões de rádio e televisão - que dificultam a todos custo que tais leis sejam aprovadas.

Inoperância dos conselhos de comunicação” é o sétimo impasse - ou melhor, sétima lástima jornalística - pois demonstra a falta de organização dos jornalistas em criar, desenvolver e manter organizações de classe que sejam eficientes, que combatam desvios éticos da profissão, e que defendam os interesses midiáticos da população brasileira.

Já o oitavo impasse, “arcaísmo no empresariado” demonstra claramente que os empresários brasileiros da área de comunicação pouco se importam com mudanças no setor já que estas podem vir a desbalancear o equilíbrio de poder que os barões da mídia possuem. Entre outros comportamentos, o empresariado acredita não precisar dar satisfações públicas do seu negócio, o que inclui explicitar sua política editorial, fator que poderia levar ao esclarecimento da população brasileira sobre o posicionamento - nem sempre claro - dos veículos midiáticos.

O nono impasse - “categoria não pode cassar profissionais faltosos” - é uma herança também do sétimo. Na falta de órgão jornalístico com competências legais para cassar licenças de profissionais antiéticos, a sociedade fica refém de jornalistas cada vez mais desinformadores.

O último mas não menos importante, “autismo na sociedademostra que não apenas os jornalistas são desorganizados e não há incentivo do governo em organizar associações fortes, mas demonstra um problema maior: a sociedade é ineficaz (beirando a incapacidade) de criticar suas mídias e assumir posturas de negação daquelas desinformações veiculadas.

A sociedade brasileira simplesmente não critica o que assiste, ouve ou lê. Aceita passivamente todo aquele conteúdo sem qualquer tipo de questionamento.

O autor conclui seu artigo mostrando que há uma tímida iniciativa pública para analisar e promover uma mídia mais comprometida com a população, como os sítios na internet: Monitor de Mídia, Observatório da Imprensa, Instituto Gutemberg e SOS Imprensa.

A crítica dos media* precisa ser entendida não como pichação deliberada, censura, mutilação ou depredação de conteúdos e programações. A crítica não é modelo, é método, instrumento. Conjunto de dispositivos sem os quais se dissolvem os critérios para uma leitura mais aprofundada da realidade. Se os meios de comunicação refletem a vida contemporânea e dela fazem parte, criticá-los é focar a própria vitrine das atividades humanas”, encerra o autor; e este jornalista assina embaixo.


* (profissionais que fazem a mídia, e seus veículos)

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Sobre a (não) enaltação da polícia brasileira

(Historiador do cotidiano) Policiais são assassinados todos os dias por bandidos que escapam impunes!


Fotos: policiais assassinados fria e brutalmente por bandidos - e a ONGs de direitos humanos só defendem os bandidos. Imagens extraídas da Folha Online.

A situação no Brasil está negra! Ou afro-brasileira, como preferirem... a violência ocupa as ruas e a população comemora carnaval!

Nas mesmas ruas que arrastaram um garoto de 6 anos, no Rio, tinham festejos de carnaval! É um absurdo isso, mas é porque a população não tem vergonha na cara. E como vai ter vergonha se não sabe nem o porquê de ter vergonha afinal, aqui e ai onde você mora, falta educação. A população não é burra - apesar de aparentar - mas é desinformada. Ninguém sabe seus direitos ou sequer entende a importância e a força de uma sociedade civil organizada.

E nesse interim de pessoas analfabetas e semi-analfabetas (mas não se enganem: as letradas - com até mestrado e doutorado - também não exergam mais do que uma palmo à sua frente), temos uma GUERRA CIVIL ocorrendo no Rio de Janeiro e em dezenas, até centenas, de outras cidades brasileiras. E os bandidos estão cada vez mais eficientes: utilizam da propaganda ideológica, conceitos de guerra de guerrilhas, operações assimétrias e operações psicológicas. Eles têm até centros de logística! É uma estrutura impressionante... mas usada para o mal!

Carros da polícia são destroçados por bandidos safados que saem pelas ruas livres, e protegidos por ONGs de direitos humanosA população deveria linchar cada bandido que encontrasse na rua! Matar mesmo! Que absurdo é esse que nós - pessoas de bem - não podemos andar armados e se fizermos algo, vamos imediatamente presos além das centenas de Organizações Não-Governamentais (ONGs) que são mantidas por recursos ($) vindos do tráfico de drogas só fazem proteger os bandidos. Se a polícia (ou um cidadão de bem) mata um bandido, pode se preparar porque lá vem centenas de ONGs safadas de direitos humanos defender os "coitadinhos". Coitadinhos como os que arrastaram um menino de 6 anos pelas ruas do Rio de Janeiro, pendurado do lado de fora de um carro, sendo despedaçado e trucidado.

E a polícia? Eu tenho pena dos policiais. Eles deveriam ser homenageados! Os caras são mal pagos e estão num serviço perigosíssimo. E sabem qual apoio a população de nosso país dá à polícia? Nenhum. Nenhunzinho.

Sabe qual é o problema? A nossa imprensa - que não vale lá essas coisas todas - fica com ressentimentos idiotas e ultrapassados sobre o governo militar (1964 - 1985) e pensa que qualquer pessoa fardada é uma ameaça.

Quais as conseqüência? Uma polícia mal vista pela população, com um contingente reduzido, e que poderia fazer muito muito mais pela população se as próprias pessoas ajudassem a polícia!

Mas aqui ninguém preza a polícia que tem. O Fantástico e outras inutilidades televisivas mostram "documentários" como o tal do "Falcão - meninos do tráfico" (algo assim). Mas vá ao cinema... Hollywood mostra filmes como "Swat" (special weapons and tatics - uma unidade operacional de elite da polícia estadunidense) e "Miami Vice", dois filmes recentes - para citar apenas dois - que colocam as forças de segurança estadunidenses na mais alta categoria. Você sai de um filme desses empolgado, até com vontade de ser policial!

Vamos ver mais alguns títulos em cartaz... "A conquista da honra" (é sobre os esforços de guerra estadunidenses), "Cartas de Iwo Jima" (sobre os esforços de guerra japonses para a defesa de um importante ponto), "Deja vú" (que mostra a cooperação entre agências estadunidenses ATF e FBI na solução de um crime), "Os infiltrados" (que de uma forma ou outra mostra a eficiência da polícia em capturar um grande traficante), "O mestre das armas" (enaltecendo o espírito de combate e honra da população chinesa). Isso só para falar os atuais, sem lembrarmos de filmes antigos.

Se nós respeitássemos nossa polícia como os gringos fazem com suas forças de segurança, se fizéssemos só isso, já estaríamos contribuindo enormemente para nossa própria segurança.

Mais um pai de família, um homem que nos defende desses safados desses bandidos, foi ASSASSINADO BRUTALMENTE POR BANDIDOS
Faça sua parte! Não pergunte o que sua nação pode fazer por ti, mas sim o que você pode fazer pela sua Nação!

Faça sua parte!