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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Vinganca ou maluquice?

Vingança ou maluquice?

(escrito por: Alexandre Garcia)

O País viveu em paz por 30 anos, até que a dupla Genro/Vanucci resolveu desenterrar o passado.


Os militares não queriam o poder. Pressionados pelas ruas, pelos meios
de informação, derrubaram Goulart e acabaram ficando 30 anos. Quando
derrubaram o presidente, já havia grupos treinados em Cuba, na China e
União Soviética para começar por aqui uma revolução socialista. Com a
contra-revolução liderada pelos militares, esses grupos se
reorganizaram para a resistência armada. E o governo se organizou para
combatê-los. Houve uma guerra interna de que os brasileiros, em geral,
não tomaram conhecimento porque enquanto durou, quase 20 anos, houve
um total de 500 mortos - número que o trânsito, hoje, ultrapassa em
menos de uma semana. Numa estratégia elaborada pela dupla Geisel-
Golbery, planejou- se então devolver o poder aos civis de forma
“lenta, gradual e segura”. E, como coroamento do processo, o governo
fez aprovar no Congresso, em 1979, a Lei da Anistia, bem mais
abrangente que a defendida pela oposição. Uma lei que pacificasse o
país, no novo tempo de democracia que se iniciava. Uma anistia “ampla,
geral e irrestrita”. Que institucionalizasse o esquecimento, a pá-de-
cal, pelos crimes cometidos por ambos os contendores, na suja guerra
interna. Incluíam-se os que mataram, assaltaram, jogaram bombas,
roubaram - de um lado - e os que mataram e torturaram do outro. A
Nação inteira respirou aliviada quando o Congresso aprovou o projeto
do governo e os banidos e asilados começaram a voltar, entre eles o
mais famoso de todos, Fernando Gabeira, que havia sequestrado, junto
com Franklin Martins, o embaixador americano. E o Brasil viveu em paz
por 30 anos, elegendo presidentes, descobrindo escândalos de
corrupção, ganhando copas do mundo. Até que a dupla Tarso Genro,
ministro da Justiça, e seu secretário de Direitos Humanos, Paulo
Vanucchi, resolveram desenterrar o passado para se vingar de supostos
algozes de seus companheiros de esquerda revolucionária. Criaram um
órgão para isso. Puseram tudo num decreto, e passaram para o Gabinete
Civil, da Ministra Dilma. De lá, o calhamaço foi para a assinatura do
presidente Lula, envolvido, na Dinamarca, com a empulhação do
“aquecimento global”. Lula alega que assinou sem ver. E eu fico
curioso por saber se a assinatura tem valor, porque aqui no Brasil
havia um presidente em exercício, José Alencar. O ministro Nélson
Jobim, surpreendido com a unilateralidade do decreto, pediu demissão.
E os três comandantes militares se solidarizaram com o ministro. Até
que se revolva o impasse, está no ar a primeira crise militar do
governo Lula. O decreto cria um órgão para estudar a revogação da
pacificadora Lei de Anistia. Orienta a punição dos torturadores mas
não dos sequestradores, assassinos e terroristas. Preserva, assim,
soldados da guerra revolucionária como os ministros Dilma, Franklin e
Minc. E vai atrás de coronéis da reserva. Baseia-se na Constituição,
que considera tortura crime imprescritível; omite que terrorismo
também é imprescritível, pela Constituição. E esquece o princípio de
Direito pelo qual a lei só retroage para beneficiar o réu, não para
condená-lo. A Lei de Anistia é de 1979 e a Constituição de 1988. Por
que agitar um país pacificado? Vingança ou maluquice mesmo?

Alexandre Garcia é jornalista -

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Deficit de atencao

Déficit de atenção

(escrito por: Dora Kramer)

A confusão quase-crise entre os ministérios da Justiça e Defesa -leia-
se Forças Armadas-, que fechou 2009 e reabriu a recorrente questão
sobre a punição aos crimes contra a vida cometidos durante a ditadura,
exibiu a face contraproducente do modo espetáculo de Luiz Inácio da
Silva governar o Brasil.

Isso partindo da premissa de que o presidente da República falou a
verdade quando disse que assinou decreto de criação do Programa
Nacional de Direitos Humanos sem conhecer seu conteúdo. Grave em si, o
fato não é incomum.

O antecessor de Lula mesmo, Fernando Henrique Cardoso, bem mais afeito
à leitura e interesse por detalhes, assinou sem ler um decreto que
poderia manter documentos oficiais sob sigilo eterno. O ex-presidente
justificou que assinou "como rotina" e atribuiu a falha a um descuido
burocrático ou a má-fé de "alguém" a quem não denominou. Ou não
identificou.

Quem conhece a sistemática do Palácio sabe como as coisas funcionam:
"No fim do expediente entra no gabinete presidencial um chefe da Casa
Civil com a papelada para o presidente assinar antes de enviar os atos
à publicação no Diário Oficial. Em geral, enquanto conversam o
presidente assina os documentos não necessariamente mediante exame",
descreve o deputado Raul Jungmann, presidente da Frente Parlamentar de
Defesa Nacional e ministro da Reforma Agrária no governo FH.

Daí não ser de todo inverossímil, desta vez, a versão de que Lula não
sabia que o decreto tratava entre outras coisas da possibilidade da
revisão da Lei da Anistia e de tolices revanchistas como a retirada
dos nomes de presidentes do regime militar de pontes, rodovias,
praças, ruas e prédios públicos.

Um contrassenso até em face das repetidas referências elogiosas que o
presidente faz às realizações e até ao modelo administrativo desses
governos.

Mais difícil de acreditar é que o presidente Lula ignorasse os termos
do acordo que, segundo o ministro da Defesa, Nelson Jobim, foi dura e
intensamente negociado entre a sua pasta, os comandantes das três
Forças, os primeiros escalões do Exército, Marinha e Aeronáutica, e o
Ministério da Justiça, na figura do secretário nacional de Direitos
Humanos, Paulo Vannuchi.

Se de fato ignorava, de duas uma: ou o presidente foi induzido ao erro
pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ou errou em decorrência
de seu déficit de atenção em relação aos assuntos de governo que não
se relacionem diretamente com embates de natureza político-eleitoral
ou com o culto à sua personalidade.

Não é crível que um assunto que no ano passado havia feito explodir
divergências públicas, entre os mesmos personagens e arquivado por
ordem de Lula, não estivesse sendo acompanhado pelo presidente.

Em qualquer das duas hipóteses houve quebra de confiança. Ou da
ministra para com o presidente ou de Lula em relação às Forças
Armadas, uma instituição pautada pelo princípio da disciplina e da
hierarquia.

Pelo acerto, a Comissão da Verdade, na expressão do deputado Jungmann,
uma espécie de "CPI da ditadura", investigaria os crimes cometidos
durante o período autoritário levando em conta não apenas as ações dos
militares, mas também os atos dos integrantes da resistência pela vida
da luta armada.

O texto apresentado e assinado pelo presidente Lula, no entanto, só
fazia referência a investigações aos crimes cometidos pelo "aparelho
de Estado", vale dizer, os militares e os civis que serviram como
braços auxiliares.

Se a ideia foi criar uma dificuldade para dirimi-las no decorrer de
uma negociação posterior, quando o projeto de lei chegasse ao
Congresso, por exemplo, foi uma péssima ideia.

Não pela essência, dado que o direito de um país à sua memória é
sagrado e que, mais dia menos dia, o Brasil terá de enfrentar a
questão. A tortura e o terror universalmente não se submetem a
legislações específicas, são atos condenados em tratados
internacionais dos quais o Brasil é signatário.

O problema foi a forma. Se já é difícil fazer com que os militares
concordem em criar uma instância para o reexame de crimes que podem
"tragar" a instituição para um passado com o qual a maioria não guarda
a menor relação, impossível é fazê-los aceitar a quebra da palavra
empenhada.

Se as coisas se passaram realmente conforme o relato que fez o
ministro da Defesa e os comandantes das três Forças protestarem por
meio dos pedidos de demissão, houve quebra grave de confiança e não é
assim que se conduzem negociações nesse meio. Não foi assim que se
conduziu a campanha que resultou na anistia e abriu caminho para a
redemocratização.

Se com o Congresso e com a opinião pública a força da popularidade
presidencial se sobrepõe ao valor da palavra dita e a reticência é
admitida, com as Forças Armadas o "sim" e o "não" são limites
intransponíveis de uma linha a ser defendida a qualquer custo.

Não por veleidades antidemocráticas, mas pelo temor da desmoralização

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Imprensa no abismo

VAI, IMPRENSA, FELIZ PARA O ABISMO!!!

Revista Veja, sexta-feira, 8 de janeiro de 2010 | 17:47

Se os avestruzes escrevessem artigos - mulas e jumentos têm escrito
como nunca -, certamente criticariam os alienados de sua espécie com
uma comparação: “Esses aí parecem aqueles humanos jornalistas; diante
do perigo, preferem esconder a cabeça…” Como o leitor deve imaginar, a
história de que a ave enterra o cocuruto no chão quando ameaçada não
deve proceder, né? Sei lá, nunca li a respeito. Suponho que seja uma
tolice porque, fosse assim, não haveria mais avestruzes. Os
desengonçados certamente vieram ao mundo aparelhados com o tal
instinto de sobrevivência, que falta a boa parte da imprensa. Avestruz
é feio pra caramba, mas não é idiota.

Entre os grandes veículos, só O Globo e os principais jornais da TV
Globo deram o devido destaque à ameaça de censura à imprensa contida
no tal “decreto dos direitos humanos”, aquela peça notavelmente
autoritária que vale por uma espécie de miniconstituinte. O texto
resolveu cuidar de tudo: além da revanche contra os militares, da
extinção da propriedade privada e do cerceamento à imprensa, trata do
casamento gay, da descriminação do aborto, de quilombolas, pescadores,
hortas, viveiros, pomares… Em suma, meus caros leitores, pensem aí
numa palavra qualquer e acionem a tecla “localizar”. Se a procura der
negativa, é só questão de achar o sinônimo.

Trata-se de uma absoluta novidade jurídica - e, como diz certo clichê,
se é coisa que só dá no Brasil, não sendo jabuticaba, então é
besteira. O decreto, como demonstrei aqui, é uma peça notável de
proselitismo político, pautado pela extrema esquerda do PT. Os dois
setores mais visados por sugestões de caráter claramente punitivo são
a agroindústria E A “MÍDIA”.

Muito bem. E o que fazem setores da imprensa? O Estadão, por exemplo,
ignorou ontem o assunto na sua edição online. Não! Para ser preciso,
deu destaque a um manifesto de repúdio aos militares assinado pelo tal
Movimento Nacional de Direitos Humanos. O texto foi parar na edição
impressa. Na eletrônica de hoje, pode-se ler a reação da Secretaria
Nacional de Direitos Humanos às críticas recebidas pelo documento -
AQUELAS QUE FORAM IGNORADAS!!!

A Folha Online de ontem deu destaque às críticas que a Confederação
Nacional de Agricultura fez ao decreto. O texto está na edição
impressa, acompanhado de outros dois: um com as restrições da Igreja e
outro lembrando o descontentamento dos militares. Sobre a defesa óbvia
da censura e da punição às empresas de comunicação, não há uma
miserável palavra. NADA!!! É como se não existisse.

Mandam-me, aliás, trechos de um artigo publicado na Folha Online em
que alguém escreve algo assim: se os militares estão contra o decreto,
então é sinal de que ele é necessário. Seria alguém pontificando sobre
aquilo que não leu? É a hipótese benevolente. Pode ser que tenha lido.
E que concorde com tudo o que vai lá. É gente que usa a liberdade de
que dispõe para defender um documento que confere grandeza moral à
censura e que usa os “direitos humanos” para impor uma pauta
autoritária. Os nazistas fizeram assim: recorreram à tese da suposta
conspiração contra o estado para justificar a brutalidade anti-semita.
Autoritários não precisam de motivos, só de pretextos. Aos idiotas e
lesos, pretextos são suficientes. A seguir certa “sapiência” jurídica,
os descendentes da família real brasileira podem processar, sei lá, a
República por causa do golpe de 1889…

Imaginem tudo acontecendo conforme querem Dilma Rousseff, Franklin
Martins, Paulo Vannuchi, Tarso Genro e… LULA - AQUELE QUE SEMPRE SABE
DE TUDO. A imprensa será controlada por um “tribunal de ética” (num
artigo, José Dirceu perdeu o pudor de vez e chamou de “tribunal”)
formado pelo PT, conforme proposta aprovada na Confecom, e por um
tribunal dos direitos humanos, também controlado pelo partido. Eles
definirão o que pode e o que não pode ser escrito. Tudo depende do
Congresso, conforme deixei claro no primeiro artigo que escrevi sobre
o decreto. Mas isso é só um perigo adicional.

A despeito dos fatos, esses setores da imprensa preferem fazer de
conta que o decreto atinge os interesses de “ruralistas, católicos e
militares reacionários”. Não são dignos da liberdade de que desfrutam
— liberdade conquistada pela resistência democrática e que nada deve,
nem uma miserável vírgula, aos terroristas que tentaram implementar
uma ditadura comunista no país. Se não dispunham dos meios adequados e/
ou suficientes para lograr seus objetivos, isso só revela a sua
estupidez adicional, sem jamais enobrecer os seus propósitos.

Porque os idiotas não estão à altura dessa liberdade, há quem se
ofereça para dispor dela, solapando-a. Candidatam-se a áulicos do rei,
a serviçais do regime, a escribas do poder. Bem, se assim acontecer, o
vício já então adquirido certamente não lhes há de provocar qualquer
estranhamento. Acostumados a servir por vontade, nem irão perceber
que terão passado a servir por obrigação.

Boa parte da imprensa caminha feliz para o abismo, como aquela imagem
na carta de Tarô. E prefere acusar o “exagero” e a “paranóia” de quem
lhes causa o incômodo de chamar a coisa pelo nome que a coisa tem. Não
entendo rigorosamente nada de adivinhações. Católicos são
aborrecidamente racionais para se dedicar a essas coisas. Não tenho a
menor noção se, embora aparentemente negativa, a carta traz um bom
auspício. Uma coisa eu sei sem adivinhação nenhuma: a liberdade de
imprensa é o próximo alvo dos petistas. E a dita grande imprensa está
tomada de jornalistas que, na prática, indagam: “Liberdade pra quê?”

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Filhos-da-puta versus Militares

É o segundo texto que colo aqui sobre a mini-revolução que está acontecendo nos bastidores do poder.

A confusão é bem simples: um FILHO DA PUTA ligado aos "direitos humanos" (sabe aqueles merdas que ficam só defendendo bandidos!) ficam com revanchismo e sacaneando as Forças Armadas. Eles estão cutucando a onça com vara curta, cada vez menor.

O palhaço-mor, o maior filho da puta, é um comunista safado, com status de ministro, chamado Paulo Vannuchi. Alguém por favor retire esse safado e idiota do Vannuchi do cargo/poder que ele tem!

A Lei da Anistia vale para todos. Não cabe mais enfiar o dedo nessa ferida, e se forem fazer isso, que mostrem também as centenas de assassinatos, bombas, etc e tal que os filhos-das-putas (os comunistas) praticaram!

Mas vamos à notícia:

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Extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,projeto-que-revoga-lei-de-anistia-fez-jobim-ameacar-se-demitir,488397,0.htm

Projeto que revoga Lei de Anistia fez Jobim ameaçar se demitir
Ministro vê revanchismo na proposta de Vannuchi e fecha acordo com Lula antes de projeto ir ao Congresso
Christiane Samarco e Eugênia Lopes, de O Estado de S. Paulo


BRASÍLIA - A terceira versão do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), que se propõe a criar uma comissão especial para revogar a Lei de Anistia de 1979, provocou uma crise militar na véspera do Natal e levou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a escrever uma carta de demissão e a procurar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 22, na Base Aérea de Brasília, para entregar o cargo.

Solidários a Jobim, os três comandantes das Forças Armadas (Exército, Aeronáutica e Marinha) decidiram que também deixariam os cargos, se a saída de Jobim fosse consumada.

Na avaliação dos militares e do próprio ministro Jobim, o PNDH-3, proposto pelo ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e lançado no dia 21 passado, tem trechos "revanchistas e provocativos".

Ao final de três dias de tensão, o presidente da República e o ministro da Defesa fizeram um acordo político: não se reescreve o texto do programa, mas as propostas de lei a enviar ao Congresso não afrontarão as Forças Armadas e, se for preciso, a base partidária governista será mobilizada para não aprovar textos de caráter revanchista.

Os comandantes militares transformaram Jobim em fiador desse acordo, mas disseram que a manutenção da Lei de Anistia é "ponto de honra". As Forças Armadas tratam com "naturalidade institucional" o fato de os benefícios da lei e sua amplitude estarem hoje sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF) - isso é decorrente de um processo legal aberto na Justiça Federal de São Paulo contra os ex-coronéis e torturadores Carlos Alberto Brilhante Ustra e Aldir dos Santos Maciel, este já falecido.

Além da proposta para revogar a Lei de Anistia, que está na diretriz que fala em acabar com "as leis remanescentes do período 1964-1985 que sejam contrárias à garantia dos Direitos Humanos", outro ponto irritou os militares e, em especial, o ministro Jobim.

Ele reclamou com Lula da quebra do "acordo tácito" para que os textos do PNDH-3 citassem as Forças Armadas e os movimentos civis da esquerda armada de oposição ao regime militar como alvos de possíveis processos "para examinar as violações de Direitos Humanos praticadas no contexto da repressão política no período 1964-1985".

Jobim foi surpreendido com um texto sem referências aos grupos da esquerda armada. Os militares dizem que se essas investigações vão ficar a cargo de uma Comissão da Verdade, então todos os fatos referentes ao regime militar devem ser investigados.

"Se querem por coronel e general no banco dos réus, então também vamos botar a Dilma e o Franklin Martins", disse um general da ativa ao Estado, referindo-se à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e ao ministro de Comunicação de Governo, que participaram da luta armada. "Não me venham falar em processo para militar pois a maioria nem está mais nos quartéis de hoje", acrescentou o general.

Os militares também consideram "picuinha" e "provocação" as propostas do ministro Vannuchi incluírem a ideia de uma lei "proibindo que logradouros, atos e próprios nacionais e prédios públicos recebam nomes de pessoas que praticaram crimes de lesa-humanidade". "Estamos engolindo sapo atrás de sapo", resumiu o general, que pediu anonimato por não poder se manifestar.

A decisão de Jobim entregar o cargo foi decidida no dia 21 e teve, inicialmente, o apoio solidário dos comandantes Juniti Saito (Aeronáutica) e Enzo Peri (Exército). Consultado por telefone, porque estava no Rio, o comandante da Marinha, o almirante Moura Neto, também aderiu. Diante da tensão, o presidente Lula acertou que se encontraria com Jobim na Base Aérea de Brasília, às 16h30, na volta da viagem ao Rio, onde foi inaugurar casas populares no complexo do Alemão e visitou obras do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento).

Na conversa, Lula rejeitou a entrega da carta de demissão e disse que contornaria politicamente o problema. Pediu que o ministro garantisse aos comandantes militares que o Planalto não seria porta-voz de medidas que revogassem a Lei de Anistia.

Os militares acataram a decisão, mas reclamaram com Jobim da posição "vacilante" do Planalto e do "ambiente de constantes provocações" criado pela secretaria de Vannuchi e o ministro Tarso Genro (Justiça). Incomodaram-se também com o que avaliaram como "empenho eleitoral excessivo" da ministra Dilma no apoio a Vannuchi.

"Lula age assim: empurra a crise com a barriga e a gente nunca sai desse ambiente de ameaça", protestou um brigadeiro em entrevista ao Estado.

Na visão das Forças Armadas, a cerimônia de premiação de vítimas da ditadura, no dia 21, foi "uma armação" para constranger os militares, tendo Dilma como figura central, não só por ter sido torturada, mas por ter chorado e escolhido a ocasião para exibir o novo visual de cabelos curtíssimos, depois da quimioterapia para tratamento de um câncer linfático.


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Jobim põe cargo à disposição

Extraído agora de: http://www.claudiohumberto.com.br/ na parte "A coluna nos jornais"

29/12/2009
Jobim põe cargo à disposição
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e os comandantes das três Forças colocaram os cargos à disposição após o secretário de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, exigir a presença de Jobim na cerimônia do Programa Nacional de Direitos Humanos, semana passada. Teria ameaçado chamar os militares de “covardes”. O presidente Lula teve de intervir para evitar uma possível crise.

Passado é passado
Jobim disse ao presidente que não iria ao evento para ser coerente com sua opinião de não falar e esquecer o passado.

Solidariedade
O brigadeiro Juniti Saito (Aeronáutica) e o general Enzo Peri (Exército) prestaram imediata solidariedade ao ministro Jobim.

Emergência
O almirante Moura Neto (Marinha), que estava no Rio, foi chamado às pressas para discutir como agir em caso de referência aos militares.

Silêncio
O secretário de Direitos Humanos, que tem status de ministro, não respondeu até o fechamento da coluna.

domingo, 30 de novembro de 2008

Ameaca a Soberania Nacional

Por: Gen. Andrade Nery

UMA REAL AMEAÇA À SOBERANIA NACIONAL



Mai 2008 - Gen Eliezer Monteiro Cmt 1ª Bda Inf Selva-Boa Vista, RR

Classificou o CIR, como ONG segregacionista vinculada ao CIMI.

"Que não permite o casamento inter-racial, o Serviço Militar ou que recebam benefícios: Bandeira Brasileira, serviço médico ou odontológico e Construção de Escolas".

O General Monteiro, disse também que o CIR (Conselho Indígena de Roraima) não estimula seus jovens indígenas a prestar o serviço militar, ao contrário de etnias ligadas à Sodiur.

Ele teria dito, também, que "O CIR prega a segregação. Eles não aceitam nem que comunidades indígenas recebam benefícios. A gente às vezes passa numa comunidade ligada ao CIR e oferece uma bandeira do Brasil, pergunta se necessitam alguma coisa, oferece serviço médico e dentista, mas eles dizem que não querem. Recusaram até uma escola do Calha Norte, que oferecemos para ser construída no lugar de uma que foi queimada. Política segregacionista não tem vez aqui".

O CIR defende a demarcação contínua de Raposa e recebe recursos do governo federal para ações em prol dos índios. É vinculado ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e tem proximidade com a Igreja Católica (a da Teologia da Libertação, diga-se). As ONGs dominam postos de controle na reserva. Para entrar em algumas áreas é necessária autorização dessas ONGs - o que vai contra ao que está estabelecido na Constituição brasileira. Por isso, assim como o General Heleno, o General Monteiro acha fundamental que as áreas de fronteira, mesmo sendo terras indígenas, sejam habitadas por índios e não-índios. Para ele, o Estado deveria pensar antes de fazer novas demarcações ou dar prosseguimento às atuais e fechar os processos: "Para que criar terra indígena e entregar para uma ONG cuidar?". Na entrevista publicada no GLOBO, o repórter diz ter questionado o General Monteiro sobre se concordava (com a posição do General Heleno) que a política indigenista brasileira é caótica e diz que a resposta teria sido positiva.

Jul 2008 - O Gen Monteiro é afastado do Comando e nomeado para uma função burocrática.

Jun 2008 - Rodolfo Stavenhargen. Ex-relator da ONU para Direitos Humanos dos Povos Indígenas declarou:

"Se o Brasil alterar a demarcação da Raposa Serra do Sol será punido. Uma reserva indígena em área de fronteira não ameaça a Soberania do Brasil".

O mexicano Rodolfo Stavenhagen, professor do Centro de Estudos Sociológicos do Colégio do México e, durante sete anos, relator da ONU, em palestra sobre o tema 'Os Povos Indígenas, novos Cidadãos Mundiais', na Faculdade de Educação do Campus da Universidade de Brasília (UnB) se disse preocupado com a possibilidade da demarcação da Raposa Serra do Sol ser revista.



As Guerras do Século XXI. Guerra de Quarta Geração.

Os territórios são conquistados pela neutralização de seu desenvolvimento socioeconômico e de seu povoamento, para serem declarados territórios sem soberania efetiva.

A América Latina estaria sob hegemonia dos EUA.

A Africa da União Europeia.

E a Ásia da China.

É a guerra do conhecimento, a chamada Terceira Onda.

Nesse contexto, a internacionalização da Amazônia constitui uma ameaça real à soberania nacional.

A idéia do conflito permanente cria condições para o surgimento de um modelo econômico que seria impossível de instalar em condições de paz. Ao mesmo tempo, é cada vez mais importante a intervenção de Companhias Militares Privadas (CMPs) em todo o mundo, do Iraque até a Colômbia.

Nesse contexto, a liderança nacional vem criando condições objetivas para a perda da soberania e integridade territorial na Amazônia, sem que o oponente precise disparar um tiro.

No debate acadêmico e - em parte - o político, a expressão "novas guerras" foi introduzida para denominar o fato que mais e mais guerras não se dão entre países mas, no interior dos países ou, pelo menos, entre um exército regular e um irregular. A expressão, porém poderia se ampliada porque com as modificações de estratégias de sua condução, vemos que até os países com exércitos regulares estão transferindo a violência para empresas privadas ou estruturas paramilitares: atores que não são os tradicionais nas guerras "comuns".

(Gen Andrade Nery)

domingo, 16 de novembro de 2008

Cala a boca PT!

Extraído de: Gazeta do Paraná - Coluna Isto Posto - Paulo Martins


CALA A BOCA!!!

Paulo Vannuchi, "ministro" dos direitos humanos (bááá). Não sou o rei da Espanha, mas me permito imitar S.Majestade, quando da oportunidade de mandar calar a boca aquele "ocaso humano" da Venezuela: "CALA A BOCA VANNUCHI". Esse elemento foi terrorista da linha de Marighela, uma das mais brutais organizações subversivas entre as que se instalaram no Brasil e agora, além do imperativo "calar a boca", lhe é aconselhável levar também para essa prática o seu semelhante que por hora está sendo apelidado de "ministro da justiça". Uma curiosidade: Vannuchi e Tarso, quando à época do terrorismo, chegaram também a matar alguém ou para que tipo de ações foram escalados pelos sanguinários chefetes daqueles tempos da subversão cuja produção de sepultados ascende a mais de 180? Perguntar não ofende e por isso essa coluna pergunta para se associar ao estímulo de muitos que entendem que realmente é preciso abrir o que subversivos de então rotularam de "arquivos da ditadura". É que só assim a opinião pública brasileira saberá a dimensão do lado negro da alma daqueles que tentaram implantar no Brasil o indecoroso, torturador, matador, brutal e incompetente regime comunista, ideologia simpática tanto a Genro como a Vanucchi, como também de parte dos demais seqüestradores, assaltantes de bancos, de lojas, assassinos, etc. Realmente, a lei da anistia não deve consagrar tortura, (se bem que tenho dúvidas sobre qual tipo de tratamento deveria ser aplicado num Diógenes, um dos mais bárbaros e assassinos da esquerda de então, o que descarregou a pistola no Capitão Chandler na frente das filhas, ou seu colega que no Araguaia mutilou aos poucos um jovem de dezessete anos na frente dos pais, começando por cortar-lhe as orelhas, depois os braços, furar um olho, etc.) mas não deve consagrar em todos os níveis, principalmente nos níveis nos quais habitavam os hoje "anjos": Vannuchi, Tarso, Zé Dirceu, Dilma Rousseff, Genoino, Marco Aurélio "top-top" Garcia...(...e a lista se perde no número de subversivos.)

GRIFE

O que os terroristas de ontem alegam ter sido tortura não passou de um ou outro "pé de ouvido" para que fosse informado o local de explosão da próxima bomba, expediente que os subversivos de então usaram para eliminar mais de 180 inocentes durante o governo militar. Quanto aos mortos, ocorreram de ambos os lados nos confrontos à bala ou através de atentados que eram a marca registrada daqueles que tinham a implantação do comunismo no Brasil por obsessão.

KATCHUP

A Japan Airlines (JAL) já recebeu os dez primeiros jatos da Embraer. Mais: Embraer entrega primeiro jato Embraer 190 à KLM Cityhopper. O avião brasileiro só não serve para o Lula do PT. E por aí se pode avaliar que tipo de - homem ou presidente? - que ali está.

***

Políbio Braga é jornalista e também advogado, atividades que exerce a bordo de brilhante competência. Reside hoje no Rio Grande do Sul e teve passagens pela Veja, Gazeta Mercantil, Zero Hora, RBS, Band. etc. Políbio Braga talvez não esteja nas livrarias e seu notável e excelente trabalho tenha que ser encomendado, haja vista que, quando alguém decide revelar o submundo do PT - parece que uma lúgubre censura sigilosa ameaça o comércio editorial. Não encontrei nas prateleiras sua última produção literária, mas fui alcançado por um exemplar que me foi presenteado. Faço questão de recomendar ao caro leitor desta coluna o livro HERANÇA MALDITA - Os 16 anos do PT em Porto Alegre - e, se não encontra-lo nas livrarias, encomende-o. Vale a pena. E como vale. Adianto apenas um trecho destacado das 345 páginas, trecho que revela as ordens que foram transmitidas verbalmente quando o partido perdeu a prefeitura da capital gaúcha. Determinou o PT aos "companheiros":

1)- Deletem os arquivos dos computadores; 2) - Não entreguem relatórios; 3) - Não passem os cargos para os novos secretários; 4) - Tirem do cargo todos os CCs (cargos em comissão). "Um inédito flagelo passou pelo Paço Municipal de Porto Alegre". Herança Maldita - Políbio Braga. Um pesadelo...para o PT.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Sobre a (não) enaltação da polícia brasileira

(Historiador do cotidiano) Policiais são assassinados todos os dias por bandidos que escapam impunes!


Fotos: policiais assassinados fria e brutalmente por bandidos - e a ONGs de direitos humanos só defendem os bandidos. Imagens extraídas da Folha Online.

A situação no Brasil está negra! Ou afro-brasileira, como preferirem... a violência ocupa as ruas e a população comemora carnaval!

Nas mesmas ruas que arrastaram um garoto de 6 anos, no Rio, tinham festejos de carnaval! É um absurdo isso, mas é porque a população não tem vergonha na cara. E como vai ter vergonha se não sabe nem o porquê de ter vergonha afinal, aqui e ai onde você mora, falta educação. A população não é burra - apesar de aparentar - mas é desinformada. Ninguém sabe seus direitos ou sequer entende a importância e a força de uma sociedade civil organizada.

E nesse interim de pessoas analfabetas e semi-analfabetas (mas não se enganem: as letradas - com até mestrado e doutorado - também não exergam mais do que uma palmo à sua frente), temos uma GUERRA CIVIL ocorrendo no Rio de Janeiro e em dezenas, até centenas, de outras cidades brasileiras. E os bandidos estão cada vez mais eficientes: utilizam da propaganda ideológica, conceitos de guerra de guerrilhas, operações assimétrias e operações psicológicas. Eles têm até centros de logística! É uma estrutura impressionante... mas usada para o mal!

Carros da polícia são destroçados por bandidos safados que saem pelas ruas livres, e protegidos por ONGs de direitos humanosA população deveria linchar cada bandido que encontrasse na rua! Matar mesmo! Que absurdo é esse que nós - pessoas de bem - não podemos andar armados e se fizermos algo, vamos imediatamente presos além das centenas de Organizações Não-Governamentais (ONGs) que são mantidas por recursos ($) vindos do tráfico de drogas só fazem proteger os bandidos. Se a polícia (ou um cidadão de bem) mata um bandido, pode se preparar porque lá vem centenas de ONGs safadas de direitos humanos defender os "coitadinhos". Coitadinhos como os que arrastaram um menino de 6 anos pelas ruas do Rio de Janeiro, pendurado do lado de fora de um carro, sendo despedaçado e trucidado.

E a polícia? Eu tenho pena dos policiais. Eles deveriam ser homenageados! Os caras são mal pagos e estão num serviço perigosíssimo. E sabem qual apoio a população de nosso país dá à polícia? Nenhum. Nenhunzinho.

Sabe qual é o problema? A nossa imprensa - que não vale lá essas coisas todas - fica com ressentimentos idiotas e ultrapassados sobre o governo militar (1964 - 1985) e pensa que qualquer pessoa fardada é uma ameaça.

Quais as conseqüência? Uma polícia mal vista pela população, com um contingente reduzido, e que poderia fazer muito muito mais pela população se as próprias pessoas ajudassem a polícia!

Mas aqui ninguém preza a polícia que tem. O Fantástico e outras inutilidades televisivas mostram "documentários" como o tal do "Falcão - meninos do tráfico" (algo assim). Mas vá ao cinema... Hollywood mostra filmes como "Swat" (special weapons and tatics - uma unidade operacional de elite da polícia estadunidense) e "Miami Vice", dois filmes recentes - para citar apenas dois - que colocam as forças de segurança estadunidenses na mais alta categoria. Você sai de um filme desses empolgado, até com vontade de ser policial!

Vamos ver mais alguns títulos em cartaz... "A conquista da honra" (é sobre os esforços de guerra estadunidenses), "Cartas de Iwo Jima" (sobre os esforços de guerra japonses para a defesa de um importante ponto), "Deja vú" (que mostra a cooperação entre agências estadunidenses ATF e FBI na solução de um crime), "Os infiltrados" (que de uma forma ou outra mostra a eficiência da polícia em capturar um grande traficante), "O mestre das armas" (enaltecendo o espírito de combate e honra da população chinesa). Isso só para falar os atuais, sem lembrarmos de filmes antigos.

Se nós respeitássemos nossa polícia como os gringos fazem com suas forças de segurança, se fizéssemos só isso, já estaríamos contribuindo enormemente para nossa própria segurança.

Mais um pai de família, um homem que nos defende desses safados desses bandidos, foi ASSASSINADO BRUTALMENTE POR BANDIDOS
Faça sua parte! Não pergunte o que sua nação pode fazer por ti, mas sim o que você pode fazer pela sua Nação!

Faça sua parte!