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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Troias indigenas

Tróias Indígenas

* Luis Eduardo Rocha Paiva

A decisão do STF sobre a Raposa Serra do Sol manteve a demarcação em terras contínuas. Perdeu-se a oportunidade de corrigir a sucessão de equívocos que, há duas décadas, vão consumando a perda de soberania e integridade territorial na Amazônia. Uma mudança de rumo levaria ao questionamento interno de várias demarcações e, por isso, a pressões externas sobre um País intimidado diante de reações internacionais que prejudiquem interesses menores, principalmente no campo comercial. Um País que ignora ou despreza as lições da história sobre as relações de poder entre nações e, assim, arrisca irresponsavelmente a segurança de futuras gerações a quem caberá pagar a conta.

A Amazônia não é uma questão de direito, mas sim do jogo internacional de poder, onde a estratégia do mais forte molda o direito de acordo com o seu interesse. O que explica a visita do Príncipe Charles ao Brasil às vésperas da decisão do STF? Veio dar um recado!

As ressalvas impostas pelo STF, algumas já existentes na legislação, não eliminam a ameaça. Existem fatos consumados! Há imensas terras indígenas (TIs), nas fronteiras, onde o Estado cedeu sua autoridade a ONGs e outras organizações, muitas sem compromisso com o Brasil, e que representam potências por quem são sustentadas. Tais organizações não consideram os indígenas cidadãos brasileiros e querem sua reunião em nações autônomas.

O Brasil, inexplicavelmente, votou a favor da Declaração de Direitos dos Povos Indígenas, que inclui o direito à autodeterminação, a vetar operações militares, a estabelecer instituições políticas, econômicas e jurídicas e a aceitar ou não medidas administrativas do governo nas TIs. É uma autonomia superior à dos estados da Federação e o artigo 42 da Declaração permite respaldar a intervenção internacional para impor os termos do documento. É a balcanização do País!

As potências ocidentais, desde o início dos anos 90, aplicam contra o Brasil uma estratégia tácita e velada para impor-nos a soberania compartilhada na Amazônia. São ações sucessivas exitosas, pois a Nação a elas se dobra voluntariamente, tornando efetiva e interna uma ameaça antes latente e distante. Ressalvas não revertem fatos consumados! Os conflitos nos Bálcãs, no Oriente Médio e na Ásia Central e a destruição da Sérvia pela OTAN são provas cabais para quem não vê a Amazônia como alvo. Nas relações internacionais, vale o direito da força e não a força do direito. A Resolução da ONU autorizando a intervenção da OTAN no Kosovo tinha como ressalva manter a integridade territorial da Sérvia. Hoje, o Kosovo é independente.

As sociedades das potências ocidentais atingiram um elevado nível de vida e consomem imensa quantidade de recursos, que seus países não podem prover a partir dos próprios territórios ou precisam tê-los como reserva estratégica. É interesse vital garantir o acesso privilegiado a matérias primas e, assim, projetam poder político-militar sobre áreas detentoras de tais recursos. Precisam, portanto, manter o status de potências dominantes para controlar regiões de alto valor geopolítico ou negá-las a seus oponentes.

Eis o cenário de crise, que se está desenhando há duas décadas: "Os recursos da Amazônia brasileira e sua posição geopolítica são vitais para as grandes potências - EUA, Grã-Bretanha, França e outras - contra quem o Brasil não tem capacidade de dissuasão. Não lhes interessa surgir um poder competidor, que controle a região e usufrua soberanamente de seus recursos. Prossegue, em âmbito mundial, a campanha que acusa o Brasil de não ter condições de gerir a Amazônia, preservar o meio ambiente, proteger as populações indígenas e coibir o tráfico de drogas e outros delitos transnacionais. Advoga-se a ingerência internacional para assegurar o desenvolvimento sustentável da região e o aproveitamento de suas riquezas 'pela comunidade de nações'; deter a destruição da floresta, que alegam ser uma das causas principais do aquecimento global; e, ainda, proteger os 'povos indígenas'. A autoridade brasileira na região está bastante comprometida e é contestada internacionalmente. No futuro, grandes populações indígenas desnacionalizadas e submetidas às ONGs internacionais vão requerer a autodeterminação de TIs e a proteção da ONU. Estas condições objetivas e outras servirão como pretexto para uma resolução da ONU ou uma declaração de potências coligadas, impondo a soberania compartilhada na região, sem a necessidade do uso da força ante um País que perdeu a vocação de grandeza. Porém, se um novo Brasil reagir, a campanha será intensificada nos campos político (pressão), psicossocial (propaganda adversa e guerra psicológica), econômico (embargo) e científico-tecnológico (boicote), aplicando-se a estratégia indireta para evitar o custo de uma operação militar. Se, ainda assim, o País resistisse sofreria a escalada da estratégia indireta, a que se somariam ameaças de ocupação, bloqueio e danos em áreas sensíveis da infraestrutura nacional com emprego do poder militar não, necessariamente, na Amazônia (estratégia direta) ".

A soberania compartilhada será exercida pela imposição de diretrizes e pelo uso privilegiado dos recursos da região, deixando-nos o ônus da administração sob fiscalização estrangeira. Não implica a conquista militar de toda região, basta controlar um ponto forte para usar como moeda de troca. A ameaça principal está na calha norte do rio Amazonas, pois é mais exposta a ações militares estrangeiras que a fronteira a oeste e ao sul da Amazônia. Ao norte estão as Guianas, prováveis cabeças de ponte de potências da OTAN como a Grã-Bretanha, França e Holanda, com quem mantêm laços históricos, e os EUA.

A política indigenista, segregacionista, transformou terras indígenas em tróias indígenas e as potências nos deram os cavalos - as ONGs - um autêntico "presente de grego". Em Tróia houve ingenuidade, mas no Brasil há, também, miopia, conivência ou omissão de toda Nação. O final desse filme é conhecido!

* O autor é General da Reserva e ex-Comandante da ECEME

domingo, 30 de novembro de 2008

Ameaca a Soberania Nacional

Por: Gen. Andrade Nery

UMA REAL AMEAÇA À SOBERANIA NACIONAL



Mai 2008 - Gen Eliezer Monteiro Cmt 1ª Bda Inf Selva-Boa Vista, RR

Classificou o CIR, como ONG segregacionista vinculada ao CIMI.

"Que não permite o casamento inter-racial, o Serviço Militar ou que recebam benefícios: Bandeira Brasileira, serviço médico ou odontológico e Construção de Escolas".

O General Monteiro, disse também que o CIR (Conselho Indígena de Roraima) não estimula seus jovens indígenas a prestar o serviço militar, ao contrário de etnias ligadas à Sodiur.

Ele teria dito, também, que "O CIR prega a segregação. Eles não aceitam nem que comunidades indígenas recebam benefícios. A gente às vezes passa numa comunidade ligada ao CIR e oferece uma bandeira do Brasil, pergunta se necessitam alguma coisa, oferece serviço médico e dentista, mas eles dizem que não querem. Recusaram até uma escola do Calha Norte, que oferecemos para ser construída no lugar de uma que foi queimada. Política segregacionista não tem vez aqui".

O CIR defende a demarcação contínua de Raposa e recebe recursos do governo federal para ações em prol dos índios. É vinculado ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e tem proximidade com a Igreja Católica (a da Teologia da Libertação, diga-se). As ONGs dominam postos de controle na reserva. Para entrar em algumas áreas é necessária autorização dessas ONGs - o que vai contra ao que está estabelecido na Constituição brasileira. Por isso, assim como o General Heleno, o General Monteiro acha fundamental que as áreas de fronteira, mesmo sendo terras indígenas, sejam habitadas por índios e não-índios. Para ele, o Estado deveria pensar antes de fazer novas demarcações ou dar prosseguimento às atuais e fechar os processos: "Para que criar terra indígena e entregar para uma ONG cuidar?". Na entrevista publicada no GLOBO, o repórter diz ter questionado o General Monteiro sobre se concordava (com a posição do General Heleno) que a política indigenista brasileira é caótica e diz que a resposta teria sido positiva.

Jul 2008 - O Gen Monteiro é afastado do Comando e nomeado para uma função burocrática.

Jun 2008 - Rodolfo Stavenhargen. Ex-relator da ONU para Direitos Humanos dos Povos Indígenas declarou:

"Se o Brasil alterar a demarcação da Raposa Serra do Sol será punido. Uma reserva indígena em área de fronteira não ameaça a Soberania do Brasil".

O mexicano Rodolfo Stavenhagen, professor do Centro de Estudos Sociológicos do Colégio do México e, durante sete anos, relator da ONU, em palestra sobre o tema 'Os Povos Indígenas, novos Cidadãos Mundiais', na Faculdade de Educação do Campus da Universidade de Brasília (UnB) se disse preocupado com a possibilidade da demarcação da Raposa Serra do Sol ser revista.



As Guerras do Século XXI. Guerra de Quarta Geração.

Os territórios são conquistados pela neutralização de seu desenvolvimento socioeconômico e de seu povoamento, para serem declarados territórios sem soberania efetiva.

A América Latina estaria sob hegemonia dos EUA.

A Africa da União Europeia.

E a Ásia da China.

É a guerra do conhecimento, a chamada Terceira Onda.

Nesse contexto, a internacionalização da Amazônia constitui uma ameaça real à soberania nacional.

A idéia do conflito permanente cria condições para o surgimento de um modelo econômico que seria impossível de instalar em condições de paz. Ao mesmo tempo, é cada vez mais importante a intervenção de Companhias Militares Privadas (CMPs) em todo o mundo, do Iraque até a Colômbia.

Nesse contexto, a liderança nacional vem criando condições objetivas para a perda da soberania e integridade territorial na Amazônia, sem que o oponente precise disparar um tiro.

No debate acadêmico e - em parte - o político, a expressão "novas guerras" foi introduzida para denominar o fato que mais e mais guerras não se dão entre países mas, no interior dos países ou, pelo menos, entre um exército regular e um irregular. A expressão, porém poderia se ampliada porque com as modificações de estratégias de sua condução, vemos que até os países com exércitos regulares estão transferindo a violência para empresas privadas ou estruturas paramilitares: atores que não são os tradicionais nas guerras "comuns".

(Gen Andrade Nery)

sábado, 27 de setembro de 2008

Concursos públicos x Futuro da Nação

(Historiador do cotidiano)

"Vocês são a geração do futuro!"

Piada. Das grandes! Minha geração não é a do futuro. É do presente e olhe lá... Da minha turma do colégio devem ter se formado cerca de 100 alunos - um pouco menos - e quantos ainda pensam em mudar o mundo? Se muito, eu sou o único. O resto só quer saber de ter um empreguinho, ter seu dinheirinho (não necessariamente suado), ter filhos, envelhecer e morrer em paz.

Thomas Paine certa vez disse: "Se há que haver problemas, que seja nos meus dias, para que meus filhos tenham paz". Faço minhas as palavras dele. Não podemos esperar para amanhã tentar corrigir as cagadas que damos hoje, ou que nossos antepassados deram - seja por inocência, por falta de conhecimentos científicos ou por maldade, não importa. O que importa é ajeitar o mundo.

Por que essa revolta hoje? Estava conversando com algumas pessoas que estão estudando para fazer concursos. Eu me envergonho até de dizer... mas vocês sabem qual é a idéia geral? "Vamos passar no concurso público para ter nosso dinheiro, e depois a gente monta alguma coisa privada e vai fazer o que realmente gosta".

Como assim, ganhar dinheiro e sair para fazer o que gosta? É por isso que o serviço público brasileiro não presta: porque as pessoas querem entrar, se aproveitar da "Lei de Gerson" e irem embora. Não se importam em melhorar o próprio país; Não querem saber da população, dos idosos dos outros, dos filhos dos outros, dos netos dos outros; e não pensam que eles próprios serão idosos em alguns anos, e que eles próprios terão filhos e netos. As pessoas não pensam no bem comum, só nos próprios umbigos. É UMA VERGONHA, como diria Boris Casoy.

Enquanto cada um de nós não levantar a bunda, largar essa preguiça, e trabalhar em prol da Nação, não teremos um futuro melhor. Podem apostar nisso. E se você ousar dizer que sou pessimista, eu afirmo que sou mais patriota do que você que só quer fazer dinheiro. Na época dos meus pais e avós, na época do governo militar, o serviço público prestava: você tinha coragem de estudar em escolas públicas ou de ser atendido em serviços públicos de saúde. Hoje em dia você só utiliza os serviços públicos se for obrigado, porque qualquer pessoa com recursos financeiros vai procurar a iniciativa privada - e novamente temos o sucateamento do serviço público.

O próprio nome já diz: PÚBLICO! É meu, seu, dos nossos pais, dos nossos avós, dos nossos filhos e netos. É nosso, de cada um de nós brasileiros. De cada um que tem o Brasil no coração!

Por que então sucatearmos o que é nosso? Por que não tomarmos conta do que é nosso? Por que não lutarmos pela melhoria dos serviços e produtos que existem por nossa causa? Porque as pessoas se acomodam!

O serviço público é nosso. A Amazônia é nossa! O BRASIL É NOSSO!

VAMOS FAZER DESTE O MELHOR LUGAR DO MUNDO PARA NOSSOS IDOSOS, COMO TAMBÉM PARA NOSSOS FILHOS E NETOS!

"Se há que haver problemas, que seja nos meus dias, para que meus filhos tenham paz" (Thomas Paine)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Lula, meus parabéns!

(Historiador do cotidiano)

Exmo. Sr. Presidente da República Federativa do Brasil, Lula, MEUS PARABÉNS!

Já fiz aqui diversas críticas ao vosso governo, vossa forma de condução da Nação, vossas bolsas-votos, e tantos outros absurdos.

Mas, Sr. Presidente da República, hoje eu me orgulhei do senhor. Pela primeira vez na minha vida, confesso, mas me orgulhei do senhor ser nosso Presidente da República.

Durante seu discurso na abertura do 20o Fórum Nacional, na sede do BNDES no Rio de Janeiro, o senhor foi bastante claro: A Amazônia é dos Brasileiros!

Permita-me por favor transcrever suas palavras:



"É muito engraçado que países que são responsáveis por 70% da poluição do planeta agora ficam de olho na Amazônia, como se fosse apenas nossa a responsabilidade de fazer o que eles não fizeram todos os anos passados. O mundo precisa entender que a Amazônia brasileira tem dono. É o povo brasileiro!"
(Lula, em 26 de maio de 2008, no Rio de Janeiro)




Sim, Sr. Presidente da República, a Amazônia tem dono! E somos nós! Eu, você, e cada um dos meus leitores que honrosamente sejam brasileiros.

Para os estrangeiros, uma banana enorme. A Amazônia é nossa, A AMAZÔNIA É DOS BRASILEIROS, e vocês não venham meter o bedelho onde não são chamados!

Exmo. Sr. Presidente da República do Brasil, Lula, hoje me orgulhei das suas palavras. Hoje, pelo menos hoje, encho o peito para bradar MEUS PARABÉNS!

Meus parabéns Sr. Presidente da República, A AMAZÔNIA É NOSSA!

Espero que o senhor mantenha essa mesma postura, sempre. Não podemos dar a Amazônia - que é nossa - para um bando de felas das putas virem aqui fuder com nossa Nação.



A AMAZÔNIA É NOSSA!

A AMAZÔNIA É DOS BRASILEIROS!!!




E os estrangeiros? Que se explodam!





segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

De quem é Roraima?

Segue abaixo a transcrição - na íntegra - de um e-mail que recebi, supostamente escrito por uma professora da USP e comentado por um aluno da Unicamp. Esse blogueiro concorda com o conteúdo do e-mail, mas não é o autor de nenhuma das opiniões abaixo transcritas nesse artigo.

DE QUEM É RORAIMA?

Roraima ?
Segue abaixo o relato de uma pessoa conhecida e séria, que passou recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em Roraima. Trata-se de um Brasil que a gente não conhece.

As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui.

Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até pessoas com um mínimo de instrução.

Para começar o mais difícil de encontrar por aqui é roraimense, pra falar a verdade, acho que a proporção é de um roraimense para cada 10 pessoas é bem razoável, tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense, piauiense, maranhense e por aí vai. Portanto falta uma identidade com a terra. Aqui não existem muitos meios de sobrevivência, ou a pessoa é funcionária pública, e aqui quase todo mundo é, pois em Boa Vista se concentram todos os órgãos federais e estaduais de Roraima, além da prefeitura é claro. Se não for funcionário público a pessoa trabalha no comércio local ou recebe ajuda de Programas do governo. Não existe indústria de qualquer tipo. Pouco mais de 70% do Território roraimense é demarcado como reserva indígena, portanto restam apenas 30%, descontando-se os rios e as terras improdutivas que são muitas, para se cultivar a terra ou para a localização das próprias cidades. (Na única rodovia que existe em direção ao Brasil (liga Boa Vista a Manaus, cerca de 800 km) existe um trecho de aproximadamente 200 km reserva indígena Waimiri Atroari) por onde você só passa entre 6:00 da manhã e 6:00 da tarde, nas outras 12 horas a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da FUNAI e dos americanos) para que os mesmos não sejam incomodados.

Detalhe: Você não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos americanos, europeus e japoneses. Desses 70% de território indígena, diria que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e autorização da FUNAI.

Detalhe: Americanos entram na hora que quiserem, se você não tem uma autorização da FUNAI,mas tem dos americanos, então você pode entrar. A maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês ou francês, mas a maioria não sabe falar português. Dizem que é comum na entrada de algumas reservas encontrarem-se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas. É comum encontrar por aqui americano tipo nerds com cara de quem não quer nada, p/ caçar borboleta e joaninha e catalogá-las, mas, no final das contas, pasme, se você quiser montar um empresa para exportar plantas e frutas típicas como cupuaçu, açaí, camu-camu etc., medicinais, ou componentes naturais para fabricação de remédios, pode se preparar para pagar 'royalties' para empresas japonesas e americanas que já patentearam a maioria dos produtos típicos da Amazônia...

Por três vezes repeti a seguinte frase, após ouvir tais relatos: "É, os americanos vão acabar tomando a Amazônia", e em todas elas ouvi a mesma resposta em palavras diferentes. Vou reproduzir a resposta de uma senhorasimples que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí:

- 'Irão não, minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam. Quandoacabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraquequando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra. Aqui será a mesma coisa'.

A dona é bem informada, não? O pior é que segundo a ONU o conceito de nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de nação indígena. O que pode levar os americanos a alegarem que estarão libertando os povos indígenas. Fiquei sabendo que os americanos já estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil, numa parceria com o governo colombiano com o pseudo objetivo de combater o narcotráfico.

Por falar em narcotráfico, aqui é rota de distribuição, pois essa mãe chamada Brasil mantém suas fronteiras abertas e aqui tem estrada para as Guianas e Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada, principalmente se for americano, europeu ou japonês (isso pode causar um incidente diplomático)...

Dizem que tem muito colombiano traficante virando venezuelano, pois na Venezuela é muito fácil comprar a cidadania venezuelana por cerca de 200 dólares.

Pergunto inocentemente às pessoas: "Por que os americanos querem tanto proteger os índios?" A resposta é absolutamente a mesma: "Porque as terras indígenas além das riquezas animais e vegetais, da abundância de água, são extremamente ricas em ouro (encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em quilos), diamante, outras pedras preciosas, minério, e nas reservas norte de Roraima e Amazonas, ricas em PETRÓLEO.

Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de socorro a alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao presidente ou a alguma autoridade do sul que vá fazer alguma coisa.

É, pessoal, saio daqui com a quase certeza de que em breve o Brasil irá diminuir de tamanho. Um grande abraço a todos. Será que podemos fazer alguma coisa??? Acho que sim.

Repasse esse e-mail para que um maior número de brasileiros fique sabendo desses absurdos.

Mara Silvia Alexandre Costa - Depto de Biologia Cel. Mol. Bioag. Patog. FMRP - USP

Opinião pessoal:

Gostaria que você especialmente que recebeu este e-mail, o repasse para o maior número possível de pessoas. Do meu ponto de vista seria interessante que o país inteiro ficasse sabendo desta situação através dos telejornais antes que isso venha a acontecer.

Afinal foi um momento de fraqueza dos Estados Unidos que os europeus lançaram o Euro, assim poderá se aproveitar esta situação de fraqueza norte-americana (perdas na guerra do Iraque) para revelar isto ao mundo afim de antecipar a próxima guerra. Conto com sua participação no envio deste e-mail.

Celso Luiz Borges de Oliveira - Doutorando em Água e Solo FEAGRI/UNICAMP
Tel: (19) 3233-1840
Celular: (19) 9136-6472
e-mail´s:
celso@ufba.br; celso@agr.unicamp.br; celsoborges@gmail.com

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Dia mundial da Amazonia

(Historiador do cotidiano)

Hoje, 05 de setembro, é o DIA MUNDIAL DA AMAZÔNIA !!!

Agora reflita: O que você tem feito para proteger e conservar um dos maiores tesouros da humanidade, que é a a NOSSA, a Amazônia Brasileira?

Abaixo, posto minha homenagem a um brasileiro de verdade, que ama seu país. Que seu exemplo sirva para que todos nós possamos construir um Brasil melhor!

O texto é sobre um debate ocorrido no mês de novembro/2000, em uma universidade, nos Estados Unidos, Cristóvam Buarque, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Segundo Cristovam, foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica humanista como o ponto de partida para a sua resposta:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo e risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade. Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado.

Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.

Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveriam pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida.

Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de comer e ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa."

Eu sou brasileiro de verdade,
Eu assino embaixo!