Jornalistas não são meros investigadores da realidade que passam esse conteúdo apenas em forma de notícias e reportagens para a população. O jornalista caracteriza-se também pela imortalização - nas páginas do seu veículo midiático - como um historiador. Mas não um historiador de grandes eventos da humanidade e sim, essencialmente, um historiador do cotidiano. Seja, então, muito bem vindo, meu caro leitor!
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Uso de uniforme militar por civis É CRIME !
Lembro aos meus queridos leitores que usar uniformes militares, sem ser militar, É CRIME !!!
De acordo com a Lei Federal nº 6.880 de 09 de dezembro de 1980, Art. 73º, é prerrogativa exclusiva dos militares o uso de uniformes militares; e o Art. 76º especifica que é crime o uso de tais uniformes, insígnias e etc. por quem não tiver direito (civis e afins).
Sugiro que vocês não usem, não recomendem o uso nem nada, o uso de uniformes militares, sob pena de cometerem crime previsto em lei.
Abraços, e um excelente domingo!
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Israel, eu apoio sim!
EU APOIO A AÇÃO MILITAR DE ISRAEL CONTRA O COMBOIO NAVAL ONTEM!
Sim, eu apoio! Enquanto o mundo condena a ação, tem umas coisas mal explicadas.
Primeiro eu sou favorável a que uma Nação possa defender-se de seus inimigos (principalmente em seu próprio solo, ar e mar), sem depender de resoluções de organismos internacionais que são lentos e ineficientes.
Parece novamente o caso de Honduras, quando um Estado soberano tomou decisões baseadas em sua constituição, e mesmo assim foi repreendido internacionalmente porque foi interpretado de forma errada - as ações foram interpretadas com a ótica deturpada que os filhos-das-putas que estão no poder possuem.
É a mesma coisa de Israel: é uma Nação soberana, que tem pleno direito de se defender contra seus inimigos, principalmente em sua própria área.
Então vocês, meus queridos 4 leitores, podem prestar atenção nas notícias sobre o evento: todo mundo fala que era um comboio humanitário. Era mesmo? Quero ver alguém conseguir responder às simples perguntas abaixo:
1. Quem mandou esse o comboio?
2. Quem coletou o que foi enviado?
3. Como foi montada a missão?
4. Qual era a carga real?
5. Se era um comboio pacífico, por que os caras estavam no convés armados?
6. Se era pacífico, por que as pessoas estavam com câmeras de alta definição filmando as ações militares, e transmitiram isso?
7. Como transmitiram isso? Conexão de internet por satélite é cara, e os navios estão sob poder dos israelenses (não tinham como chegar num porto e transmitir)
Abaixo essas ações dessa maldita esquerda contra as Forças Armadas!
POR ISSO MESMO EU SOU A FAVOR DA AÇÃO MILITAR DE ISRAEL CONTRA O COMBOIO DE NAVIOS!
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Lembrancas da 2a guerra
Lembranças da 2ª Guerra
SÉRGIO PAULO MUNIZ COSTA
Havia uma tropa que nâo distribuía a comida que sobrava nem queimava o excedente para evitar contaminações: a do Brasil
No momento em que o Estado brasileiro ainda debate sobre o cumprimento de um acordo diplomático de extradição com a Itália, a respeito do senhor Cesare Battisti, é oportuno destacar que ontem, dia 14 de abril, completaram-se 65 anos daquela que pode ser considerada a maior vitória da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária nos campos de batalha da Itália.
Montese foi o pontapé nas dobradiças que ajudou o 4º Corpo de Exército norte-americano a arrombar uma porta da linha Gêngis-Khan, a última linha defensiva germânica.
Foi a primeira grande vitória obtida exclusivamente pelos brasileiros, da maneira brasileira, com a participação de batalhões dos três grandes e tradicionais regimentos de infantaria originalmente sediados nos Estados de São Paulo (o 6º), Minas Gerais (11º) e Rio de Janeiro (1º). A manobra continha a ideia da moderna infiltração, hoje familiar à nossa infantaria, e o êxito em muito se deveu à ação audaciosa do pelotão do tenente Iporã Nunes de Oliveira, do 11º RI, de Minas Gerais.
Surpreende constatar que a passagem das tropas brasileiras no norte da Itália está nítida na paisagem e nas pessoas da região da Emilia-Romanha. Monumentos de eloquente singeleza feitos pelas municipalidades locais despertam emoção em quem lê os agradecimentos pela participação brasileira na luta pela liberdade e pela democracia.
Préstimos e sorrisos se abrem a quem pede informações sobre os locais por onde passaram os brasileiros, e se apontam as alturas onde lutaram "i soldati brasiliani".
O monumento brasileiro no sopé de Monte Castelo está no lugar certo.
Não é preciso conhecer a história ou a ciência militar nem ler o texto correto que ali se encontra, castigado pela neve e pelo vento gelado, para pressentir o campo de batalha, onde honra e sacrifício arrostaram as metralhadoras e morteiros alemães.
Dali, voltando o olhar para o sul, pode-se perceber a famosa estrada 64 serpenteando ao lado do Reno na direção de Pistoia, por onde fluíam para a luta os suprimentos e reforços e refluíam os feridos e mortos.
O monumento votivo militar brasileiro em Pistoia é um lugar de paz, ao lado do pequeno cemitério que a comunidade resolveu limitar para dar lugar aos mortos brasileiros que ali repousaram. O pároco local, percebendo brasileiros, apressa-se em lhes entregar lembranças e folhetos do monumento.
O que ficou em todos esses locais por onde passaram as tropas brasileiras? Por que essa memória dos brasileiros, que nem maioria eram naquela Babel de tropas aliadas?
Os números da FEB, segundo padrões brasileiros, impressionam até hoje -cerca de 25 mil homens e mulheres-, mas não eram predominantes. A dimensão do esforço e dos feitos da divisão de infantaria da FEB parece ainda não ter sido notada pelos historiadores brasileiros. Assim, não é de se esperar que o seja por estrangeiros.
Uma pista veio da curiosidade de um adido militar brasileiro, impressionado com a disposição de um italiano em ceder o terreno para acolher um monumento brasileiro.
O proprietário, percebendo a pergunta não feita, antecipou-lhe a resposta: "Nós não esquecemos". Havia uma tropa que não distribuía a comida que sobrava nem queimava o excedente para evitar contaminações. Ela dividia sua comida com os habitantes e as crianças entravam na fila antes dos soldados. Eram os brasileiros.
Após a rendição alemã, o Brasil declinou do oferecimento de um setor de ocupação aliado na Áustria. Fez bem. Das guerras, o país ficou apenas com lembranças, e, se andou pelo lado certo da história, muito deve à cordialidade, seu traço cultural distintivo.
Mas não foi só isso. Uma sensata tradição diplomática de respeito ao direito internacional deu-lhe credibilidade, um patrimônio a ser preservado com a atuação equilibrada do governo brasileiro nos grandes temas da política internacional.
O que, no caso da extradição com a Itália, recomenda o afastamento de qualquer decisão política que ameace a amizade e o reconhecimento dos italianos a tudo aquilo que o Brasil lá deixou em prol dos direitos dos povos.
As lembranças de guerra do Brasil estão vivas no bom combate que travou na luta pela paz. Preservemo-las.
SÉRGIO PAULO MUNIZ COSTA é historiador. Foi delegado do Brasil na Junta Interamericana de Defesa, órgão de assessoria da OEA (Organização dos Estados Americanos) para assuntos de segurança hemisférica
Solicitação:
ALGUM "ASPONE PRESIDENCIAL" POR GENTILEZA LEIA PARA O "APEDEUTA" DO PRESIDENTE LULA, O ARTIGO ACIMA.
Concordo que vai ser muto difícil ele assimilar. Mas vale tentar!!!
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
O que eh representar um povo?
O que é representar um povo?
Em meio à crise moral em que a capital do Brasil se encontra, os
militares confirmam o sentido da expressão: servir à pátria.
Brasília: político e patriótica. Dois endereços, duas faces. A da
Câmara Legislativa ignora. Já a da Vila Militar, acode. O que é estar
a serviço do povo?
“Há tempo de falar e de calar. O meu é tempo de calar”, enfatiza a
deputada Eurides Brito (PMDB).
De se calar? Os nossos militares se calaram porque souberam ouvir em
volta. A repórter Lília Teles acompanhou o resgate de uma enfermeira,
dos escombros do terremoto no Haiti, e relatou esse momento: “Ele está
pedindo silêncio, agora. Está ouvindo uma voz, um pedido de socorro:
‘está aqui, aqui’”, diz a jornalista.
O que é representar um povo? Nossos militares rezaram para agradecer
por estarem no Haiti no momento do Terremoto. “Graças a Deus, a gente
estava aqui. Foi a primeira coisa que eu pensei”, ressalta o sargento
Marco Antônio Leôncio.
Para servir ao próximo e não ignorá-lo mesmo o vendo sofrer. “Pelo que
eu vi, a poeira subindo na cidade e em todos os cantos, eu sabia que
‘eles’ estariam em apuros. Eu sabia que ia morrer muita gente, sabia
que nós seríamos os primeiros a chegar. E a participação da força do
Brasil seria fundamental”, afirma o sargento Leôncio.
Enquanto os políticos se trancam ao calor do dinheiro, os militares
abrem suas almas ou sentem o toque do pulsar da vida. “Ela está
segurando a minha mão. Está bem, está bem”, vibra o sargento Leôncio,
no momento do resgate da enfermeira de 43 anos que está grávida.
E ficam gigantes: “Uma vida é uma vida. Mesmo que a gente tirasse
apenas uma pessoa com vida, naquela situação, já valeria a pena”,
destaca o militar.
Gigantes! E aí nos tornaram enormes, cheios de orgulhos.
Moral da história
Com quem nós nos identificamos: com esses militares; com a doutora
Zilda Arns; com os bombeiros do DF que foram para o Haiti; com os que
se doam ou com aqueles que se servem dos impostos do povo e aceitam
doações ilegais? Quem são os nossos heróis?
(autor desconhecido)
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Vinganca ou maluquice?
(escrito por: Alexandre Garcia)
O País viveu em paz por 30 anos, até que a dupla Genro/Vanucci resolveu desenterrar o passado.
Os militares não queriam o poder. Pressionados pelas ruas, pelos meios
de informação, derrubaram Goulart e acabaram ficando 30 anos. Quando
derrubaram o presidente, já havia grupos treinados em Cuba, na China e
União Soviética para começar por aqui uma revolução socialista. Com a
contra-revolução liderada pelos militares, esses grupos se
reorganizaram para a resistência armada. E o governo se organizou para
combatê-los. Houve uma guerra interna de que os brasileiros, em geral,
não tomaram conhecimento porque enquanto durou, quase 20 anos, houve
um total de 500 mortos - número que o trânsito, hoje, ultrapassa em
menos de uma semana. Numa estratégia elaborada pela dupla Geisel-
Golbery, planejou- se então devolver o poder aos civis de forma
“lenta, gradual e segura”. E, como coroamento do processo, o governo
fez aprovar no Congresso, em 1979, a Lei da Anistia, bem mais
abrangente que a defendida pela oposição. Uma lei que pacificasse o
país, no novo tempo de democracia que se iniciava. Uma anistia “ampla,
geral e irrestrita”. Que institucionalizasse o esquecimento, a pá-de-
cal, pelos crimes cometidos por ambos os contendores, na suja guerra
interna. Incluíam-se os que mataram, assaltaram, jogaram bombas,
roubaram - de um lado - e os que mataram e torturaram do outro. A
Nação inteira respirou aliviada quando o Congresso aprovou o projeto
do governo e os banidos e asilados começaram a voltar, entre eles o
mais famoso de todos, Fernando Gabeira, que havia sequestrado, junto
com Franklin Martins, o embaixador americano. E o Brasil viveu em paz
por 30 anos, elegendo presidentes, descobrindo escândalos de
corrupção, ganhando copas do mundo. Até que a dupla Tarso Genro,
ministro da Justiça, e seu secretário de Direitos Humanos, Paulo
Vanucchi, resolveram desenterrar o passado para se vingar de supostos
algozes de seus companheiros de esquerda revolucionária. Criaram um
órgão para isso. Puseram tudo num decreto, e passaram para o Gabinete
Civil, da Ministra Dilma. De lá, o calhamaço foi para a assinatura do
presidente Lula, envolvido, na Dinamarca, com a empulhação do
“aquecimento global”. Lula alega que assinou sem ver. E eu fico
curioso por saber se a assinatura tem valor, porque aqui no Brasil
havia um presidente em exercício, José Alencar. O ministro Nélson
Jobim, surpreendido com a unilateralidade do decreto, pediu demissão.
E os três comandantes militares se solidarizaram com o ministro. Até
que se revolva o impasse, está no ar a primeira crise militar do
governo Lula. O decreto cria um órgão para estudar a revogação da
pacificadora Lei de Anistia. Orienta a punição dos torturadores mas
não dos sequestradores, assassinos e terroristas. Preserva, assim,
soldados da guerra revolucionária como os ministros Dilma, Franklin e
Minc. E vai atrás de coronéis da reserva. Baseia-se na Constituição,
que considera tortura crime imprescritível; omite que terrorismo
também é imprescritível, pela Constituição. E esquece o princípio de
Direito pelo qual a lei só retroage para beneficiar o réu, não para
condená-lo. A Lei de Anistia é de 1979 e a Constituição de 1988. Por
que agitar um país pacificado? Vingança ou maluquice mesmo?
Alexandre Garcia é jornalista -
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Deficit de atencao
(escrito por: Dora Kramer)
A confusão quase-crise entre os ministérios da Justiça e Defesa -leia-
se Forças Armadas-, que fechou 2009 e reabriu a recorrente questão
sobre a punição aos crimes contra a vida cometidos durante a ditadura,
exibiu a face contraproducente do modo espetáculo de Luiz Inácio da
Silva governar o Brasil.
Isso partindo da premissa de que o presidente da República falou a
verdade quando disse que assinou decreto de criação do Programa
Nacional de Direitos Humanos sem conhecer seu conteúdo. Grave em si, o
fato não é incomum.
O antecessor de Lula mesmo, Fernando Henrique Cardoso, bem mais afeito
à leitura e interesse por detalhes, assinou sem ler um decreto que
poderia manter documentos oficiais sob sigilo eterno. O ex-presidente
justificou que assinou "como rotina" e atribuiu a falha a um descuido
burocrático ou a má-fé de "alguém" a quem não denominou. Ou não
identificou.
Quem conhece a sistemática do Palácio sabe como as coisas funcionam:
"No fim do expediente entra no gabinete presidencial um chefe da Casa
Civil com a papelada para o presidente assinar antes de enviar os atos
à publicação no Diário Oficial. Em geral, enquanto conversam o
presidente assina os documentos não necessariamente mediante exame",
descreve o deputado Raul Jungmann, presidente da Frente Parlamentar de
Defesa Nacional e ministro da Reforma Agrária no governo FH.
Daí não ser de todo inverossímil, desta vez, a versão de que Lula não
sabia que o decreto tratava entre outras coisas da possibilidade da
revisão da Lei da Anistia e de tolices revanchistas como a retirada
dos nomes de presidentes do regime militar de pontes, rodovias,
praças, ruas e prédios públicos.
Um contrassenso até em face das repetidas referências elogiosas que o
presidente faz às realizações e até ao modelo administrativo desses
governos.
Mais difícil de acreditar é que o presidente Lula ignorasse os termos
do acordo que, segundo o ministro da Defesa, Nelson Jobim, foi dura e
intensamente negociado entre a sua pasta, os comandantes das três
Forças, os primeiros escalões do Exército, Marinha e Aeronáutica, e o
Ministério da Justiça, na figura do secretário nacional de Direitos
Humanos, Paulo Vannuchi.
Se de fato ignorava, de duas uma: ou o presidente foi induzido ao erro
pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ou errou em decorrência
de seu déficit de atenção em relação aos assuntos de governo que não
se relacionem diretamente com embates de natureza político-eleitoral
ou com o culto à sua personalidade.
Não é crível que um assunto que no ano passado havia feito explodir
divergências públicas, entre os mesmos personagens e arquivado por
ordem de Lula, não estivesse sendo acompanhado pelo presidente.
Em qualquer das duas hipóteses houve quebra de confiança. Ou da
ministra para com o presidente ou de Lula em relação às Forças
Armadas, uma instituição pautada pelo princípio da disciplina e da
hierarquia.
Pelo acerto, a Comissão da Verdade, na expressão do deputado Jungmann,
uma espécie de "CPI da ditadura", investigaria os crimes cometidos
durante o período autoritário levando em conta não apenas as ações dos
militares, mas também os atos dos integrantes da resistência pela vida
da luta armada.
O texto apresentado e assinado pelo presidente Lula, no entanto, só
fazia referência a investigações aos crimes cometidos pelo "aparelho
de Estado", vale dizer, os militares e os civis que serviram como
braços auxiliares.
Se a ideia foi criar uma dificuldade para dirimi-las no decorrer de
uma negociação posterior, quando o projeto de lei chegasse ao
Congresso, por exemplo, foi uma péssima ideia.
Não pela essência, dado que o direito de um país à sua memória é
sagrado e que, mais dia menos dia, o Brasil terá de enfrentar a
questão. A tortura e o terror universalmente não se submetem a
legislações específicas, são atos condenados em tratados
internacionais dos quais o Brasil é signatário.
O problema foi a forma. Se já é difícil fazer com que os militares
concordem em criar uma instância para o reexame de crimes que podem
"tragar" a instituição para um passado com o qual a maioria não guarda
a menor relação, impossível é fazê-los aceitar a quebra da palavra
empenhada.
Se as coisas se passaram realmente conforme o relato que fez o
ministro da Defesa e os comandantes das três Forças protestarem por
meio dos pedidos de demissão, houve quebra grave de confiança e não é
assim que se conduzem negociações nesse meio. Não foi assim que se
conduziu a campanha que resultou na anistia e abriu caminho para a
redemocratização.
Se com o Congresso e com a opinião pública a força da popularidade
presidencial se sobrepõe ao valor da palavra dita e a reticência é
admitida, com as Forças Armadas o "sim" e o "não" são limites
intransponíveis de uma linha a ser defendida a qualquer custo.
Não por veleidades antidemocráticas, mas pelo temor da desmoralização
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Imprensa no abismo
Revista Veja, sexta-feira, 8 de janeiro de 2010 | 17:47
Se os avestruzes escrevessem artigos - mulas e jumentos têm escrito
como nunca -, certamente criticariam os alienados de sua espécie com
uma comparação: “Esses aí parecem aqueles humanos jornalistas; diante
do perigo, preferem esconder a cabeça…” Como o leitor deve imaginar, a
história de que a ave enterra o cocuruto no chão quando ameaçada não
deve proceder, né? Sei lá, nunca li a respeito. Suponho que seja uma
tolice porque, fosse assim, não haveria mais avestruzes. Os
desengonçados certamente vieram ao mundo aparelhados com o tal
instinto de sobrevivência, que falta a boa parte da imprensa. Avestruz
é feio pra caramba, mas não é idiota.
Entre os grandes veículos, só O Globo e os principais jornais da TV
Globo deram o devido destaque à ameaça de censura à imprensa contida
no tal “decreto dos direitos humanos”, aquela peça notavelmente
autoritária que vale por uma espécie de miniconstituinte. O texto
resolveu cuidar de tudo: além da revanche contra os militares, da
extinção da propriedade privada e do cerceamento à imprensa, trata do
casamento gay, da descriminação do aborto, de quilombolas, pescadores,
hortas, viveiros, pomares… Em suma, meus caros leitores, pensem aí
numa palavra qualquer e acionem a tecla “localizar”. Se a procura der
negativa, é só questão de achar o sinônimo.
Trata-se de uma absoluta novidade jurídica - e, como diz certo clichê,
se é coisa que só dá no Brasil, não sendo jabuticaba, então é
besteira. O decreto, como demonstrei aqui, é uma peça notável de
proselitismo político, pautado pela extrema esquerda do PT. Os dois
setores mais visados por sugestões de caráter claramente punitivo são
a agroindústria E A “MÍDIA”.
Muito bem. E o que fazem setores da imprensa? O Estadão, por exemplo,
ignorou ontem o assunto na sua edição online. Não! Para ser preciso,
deu destaque a um manifesto de repúdio aos militares assinado pelo tal
Movimento Nacional de Direitos Humanos. O texto foi parar na edição
impressa. Na eletrônica de hoje, pode-se ler a reação da Secretaria
Nacional de Direitos Humanos às críticas recebidas pelo documento -
AQUELAS QUE FORAM IGNORADAS!!!
A Folha Online de ontem deu destaque às críticas que a Confederação
Nacional de Agricultura fez ao decreto. O texto está na edição
impressa, acompanhado de outros dois: um com as restrições da Igreja e
outro lembrando o descontentamento dos militares. Sobre a defesa óbvia
da censura e da punição às empresas de comunicação, não há uma
miserável palavra. NADA!!! É como se não existisse.
Mandam-me, aliás, trechos de um artigo publicado na Folha Online em
que alguém escreve algo assim: se os militares estão contra o decreto,
então é sinal de que ele é necessário. Seria alguém pontificando sobre
aquilo que não leu? É a hipótese benevolente. Pode ser que tenha lido.
E que concorde com tudo o que vai lá. É gente que usa a liberdade de
que dispõe para defender um documento que confere grandeza moral à
censura e que usa os “direitos humanos” para impor uma pauta
autoritária. Os nazistas fizeram assim: recorreram à tese da suposta
conspiração contra o estado para justificar a brutalidade anti-semita.
Autoritários não precisam de motivos, só de pretextos. Aos idiotas e
lesos, pretextos são suficientes. A seguir certa “sapiência” jurídica,
os descendentes da família real brasileira podem processar, sei lá, a
República por causa do golpe de 1889…
Imaginem tudo acontecendo conforme querem Dilma Rousseff, Franklin
Martins, Paulo Vannuchi, Tarso Genro e… LULA - AQUELE QUE SEMPRE SABE
DE TUDO. A imprensa será controlada por um “tribunal de ética” (num
artigo, José Dirceu perdeu o pudor de vez e chamou de “tribunal”)
formado pelo PT, conforme proposta aprovada na Confecom, e por um
tribunal dos direitos humanos, também controlado pelo partido. Eles
definirão o que pode e o que não pode ser escrito. Tudo depende do
Congresso, conforme deixei claro no primeiro artigo que escrevi sobre
o decreto. Mas isso é só um perigo adicional.
A despeito dos fatos, esses setores da imprensa preferem fazer de
conta que o decreto atinge os interesses de “ruralistas, católicos e
militares reacionários”. Não são dignos da liberdade de que desfrutam
— liberdade conquistada pela resistência democrática e que nada deve,
nem uma miserável vírgula, aos terroristas que tentaram implementar
uma ditadura comunista no país. Se não dispunham dos meios adequados e/
ou suficientes para lograr seus objetivos, isso só revela a sua
estupidez adicional, sem jamais enobrecer os seus propósitos.
Porque os idiotas não estão à altura dessa liberdade, há quem se
ofereça para dispor dela, solapando-a. Candidatam-se a áulicos do rei,
a serviçais do regime, a escribas do poder. Bem, se assim acontecer, o
vício já então adquirido certamente não lhes há de provocar qualquer
estranhamento. Acostumados a servir por vontade, nem irão perceber
que terão passado a servir por obrigação.
Boa parte da imprensa caminha feliz para o abismo, como aquela imagem
na carta de Tarô. E prefere acusar o “exagero” e a “paranóia” de quem
lhes causa o incômodo de chamar a coisa pelo nome que a coisa tem. Não
entendo rigorosamente nada de adivinhações. Católicos são
aborrecidamente racionais para se dedicar a essas coisas. Não tenho a
menor noção se, embora aparentemente negativa, a carta traz um bom
auspício. Uma coisa eu sei sem adivinhação nenhuma: a liberdade de
imprensa é o próximo alvo dos petistas. E a dita grande imprensa está
tomada de jornalistas que, na prática, indagam: “Liberdade pra quê?”
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Filhos-da-puta versus Militares
A confusão é bem simples: um FILHO DA PUTA ligado aos "direitos humanos" (sabe aqueles merdas que ficam só defendendo bandidos!) ficam com revanchismo e sacaneando as Forças Armadas. Eles estão cutucando a onça com vara curta, cada vez menor.
O palhaço-mor, o maior filho da puta, é um comunista safado, com status de ministro, chamado Paulo Vannuchi. Alguém por favor retire esse safado e idiota do Vannuchi do cargo/poder que ele tem!
A Lei da Anistia vale para todos. Não cabe mais enfiar o dedo nessa ferida, e se forem fazer isso, que mostrem também as centenas de assassinatos, bombas, etc e tal que os filhos-das-putas (os comunistas) praticaram!
Mas vamos à notícia:
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Extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,projeto-que-revoga-lei-de-anistia-fez-jobim-ameacar-se-demitir,488397,0.htm
Projeto que revoga Lei de Anistia fez Jobim ameaçar se demitir
Ministro vê revanchismo na proposta de Vannuchi e fecha acordo com Lula antes de projeto ir ao Congresso
Christiane Samarco e Eugênia Lopes, de O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - A terceira versão do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), que se propõe a criar uma comissão especial para revogar a Lei de Anistia de 1979, provocou uma crise militar na véspera do Natal e levou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a escrever uma carta de demissão e a procurar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 22, na Base Aérea de Brasília, para entregar o cargo.
Solidários a Jobim, os três comandantes das Forças Armadas (Exército, Aeronáutica e Marinha) decidiram que também deixariam os cargos, se a saída de Jobim fosse consumada.
Na avaliação dos militares e do próprio ministro Jobim, o PNDH-3, proposto pelo ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e lançado no dia 21 passado, tem trechos "revanchistas e provocativos".
Ao final de três dias de tensão, o presidente da República e o ministro da Defesa fizeram um acordo político: não se reescreve o texto do programa, mas as propostas de lei a enviar ao Congresso não afrontarão as Forças Armadas e, se for preciso, a base partidária governista será mobilizada para não aprovar textos de caráter revanchista.
Os comandantes militares transformaram Jobim em fiador desse acordo, mas disseram que a manutenção da Lei de Anistia é "ponto de honra". As Forças Armadas tratam com "naturalidade institucional" o fato de os benefícios da lei e sua amplitude estarem hoje sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF) - isso é decorrente de um processo legal aberto na Justiça Federal de São Paulo contra os ex-coronéis e torturadores Carlos Alberto Brilhante Ustra e Aldir dos Santos Maciel, este já falecido.
Além da proposta para revogar a Lei de Anistia, que está na diretriz que fala em acabar com "as leis remanescentes do período 1964-1985 que sejam contrárias à garantia dos Direitos Humanos", outro ponto irritou os militares e, em especial, o ministro Jobim.
Ele reclamou com Lula da quebra do "acordo tácito" para que os textos do PNDH-3 citassem as Forças Armadas e os movimentos civis da esquerda armada de oposição ao regime militar como alvos de possíveis processos "para examinar as violações de Direitos Humanos praticadas no contexto da repressão política no período 1964-1985".
Jobim foi surpreendido com um texto sem referências aos grupos da esquerda armada. Os militares dizem que se essas investigações vão ficar a cargo de uma Comissão da Verdade, então todos os fatos referentes ao regime militar devem ser investigados.
"Se querem por coronel e general no banco dos réus, então também vamos botar a Dilma e o Franklin Martins", disse um general da ativa ao Estado, referindo-se à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e ao ministro de Comunicação de Governo, que participaram da luta armada. "Não me venham falar em processo para militar pois a maioria nem está mais nos quartéis de hoje", acrescentou o general.
Os militares também consideram "picuinha" e "provocação" as propostas do ministro Vannuchi incluírem a ideia de uma lei "proibindo que logradouros, atos e próprios nacionais e prédios públicos recebam nomes de pessoas que praticaram crimes de lesa-humanidade". "Estamos engolindo sapo atrás de sapo", resumiu o general, que pediu anonimato por não poder se manifestar.
A decisão de Jobim entregar o cargo foi decidida no dia 21 e teve, inicialmente, o apoio solidário dos comandantes Juniti Saito (Aeronáutica) e Enzo Peri (Exército). Consultado por telefone, porque estava no Rio, o comandante da Marinha, o almirante Moura Neto, também aderiu. Diante da tensão, o presidente Lula acertou que se encontraria com Jobim na Base Aérea de Brasília, às 16h30, na volta da viagem ao Rio, onde foi inaugurar casas populares no complexo do Alemão e visitou obras do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento).
Na conversa, Lula rejeitou a entrega da carta de demissão e disse que contornaria politicamente o problema. Pediu que o ministro garantisse aos comandantes militares que o Planalto não seria porta-voz de medidas que revogassem a Lei de Anistia.
Os militares acataram a decisão, mas reclamaram com Jobim da posição "vacilante" do Planalto e do "ambiente de constantes provocações" criado pela secretaria de Vannuchi e o ministro Tarso Genro (Justiça). Incomodaram-se também com o que avaliaram como "empenho eleitoral excessivo" da ministra Dilma no apoio a Vannuchi.
"Lula age assim: empurra a crise com a barriga e a gente nunca sai desse ambiente de ameaça", protestou um brigadeiro em entrevista ao Estado.
Na visão das Forças Armadas, a cerimônia de premiação de vítimas da ditadura, no dia 21, foi "uma armação" para constranger os militares, tendo Dilma como figura central, não só por ter sido torturada, mas por ter chorado e escolhido a ocasião para exibir o novo visual de cabelos curtíssimos, depois da quimioterapia para tratamento de um câncer linfático.
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Jobim põe cargo à disposição
29/12/2009
Jobim põe cargo à disposição
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e os comandantes das três Forças colocaram os cargos à disposição após o secretário de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, exigir a presença de Jobim na cerimônia do Programa Nacional de Direitos Humanos, semana passada. Teria ameaçado chamar os militares de “covardes”. O presidente Lula teve de intervir para evitar uma possível crise.
Passado é passado
Jobim disse ao presidente que não iria ao evento para ser coerente com sua opinião de não falar e esquecer o passado.
Solidariedade
O brigadeiro Juniti Saito (Aeronáutica) e o general Enzo Peri (Exército) prestaram imediata solidariedade ao ministro Jobim.
Emergência
O almirante Moura Neto (Marinha), que estava no Rio, foi chamado às pressas para discutir como agir em caso de referência aos militares.
Silêncio
O secretário de Direitos Humanos, que tem status de ministro, não respondeu até o fechamento da coluna.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Militares nunca mais!
(Anselmo Cordeiro - Net 7 Mares)
(texto atribuído erradamente a Millor Fernandes, atribuição equivocada, vez que Millor, que combatia o regime militar no seu semanário "O Pasquim", jamais poderia tê-lo escrito ainda que em termos irônicos).
Militar no poder, nunca mais. Só fizeram lambanças.
Tiraram o cenário bucólico que havia na Via Dutra de uma só pista, que foi duplicada e recebeu melhorias; acabaram aí com as emoções das curvas mal construídas e os solavancos estimulantes provocados pelos buracos na pista. Não satisfeitos, fizeram o mesmo com a rodovia Rio-Juiz de Fora, sem contar a mania de abrir novas estradas de norte a sul e de leste a oeste, o que deixou os motoristas atarantados e perdidos, sem saber qual caminho tomar para chegar ao destino.
Com a construção da ponte Rio-Niterói, acabaram com o sonho de crescimento da pequena Magé, cidade nos fundos da Baía de Guanabara, que era caminho obrigatório dos que vinham do sul, passando pelo Rio, em direção às cidades litorâneas do sudeste acima do Rio e nordeste, contornando a baía num percurso de mais de 100 km. Encurtaram o tempo de viagem entre Rio e Niterói, é verdade, mas acabaram com aquela gostosa espera pela barcaça que levava meia dúzia de carros de um lado a outro da baía.
Criaram esse maldito Proálcool, com o medo infundado de que o petróleo vai acabar um dia. E, para apressar logo o fim do chamado "ouro negro", deram um impulso gigantesco à Petrobras, que passou a extrair petróleo 10 vezes mais (de 75 mil barris diários, passou a produzir 750 mil); mas nem isso adiantou nada, porque, com o álcool mais barato que a gasolina, permaneceu o fedor de bêbado que os carros passaram a ter com o uso do inventado combustível.
Enfiaram o Brasil numa disputa estressante, levando-o da posição de 45ª economia do mundo para a posição de 8ª, trazendo com isso uma nociva onda de inveja mundial.
Tiraram o sossego da vida ociosa de 13 milhões de brasileiros, que, com a gigantesca oferta de emprego em milhares de obras, ficaram sem a desculpa do "estou desempregado".
Em 1971, no governo militar, o Brasil alcançou a posição de segundo maior construtor de navios no mundo, o que veio a ser outra desgraça, porque, além de atrair mais inveja, infernizou a vida dos que moravam perto dos estaleiros, com aquela barulheira da construção desenfreada.
Com gigantesca oferta de empregos, baixaram consideravelmente os índices de roubos e assaltos. Ora! Sem aquela emoção de estar na iminência de sofrer um assalto, os nossos passeios perderem completamente a graça.
Alteraram profundamente a topografia do território brasileiro com a construção de hidrelétricas gigantescas (Tucuruí, Ilha Solteira, Jupiá e Itaipu), o que obrigou as nossas crianças a aprenderem sobre essas bobagens de nomes esquisitos. Por causa disoo, o Brasil, que antes vivia o romantismo do jantar à luz de velas ou de lamparinas, teve que tolerar a instalação de milhares de torres de alta tensão espalhadas pelo seu território, para levar energia elétrica a quem nunca precisou disso.
Implementaram os metrôs de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza, deixando tudo pronto para o início das obras e, com elas, atazanar a vida dos cidadãos e o trânsito nestas cidades.
Inconseqüentes, injustos e perversos, esses militares baniram do Brasil pessoas bem intencionadas, que queriam implantar aqui um regime político que fazia a felicidade dos russos, cubanos e chineses, em cujos países as pessoas se reuniam em fila nas ruas apenas para bater-papo, e ninguém pensava em sair a passeio para nenhum outro país.
Foram demasiadamente rigorosos com os simpatizantes daqueles regimes, só porque esses, que os milicos, em flagrante exagero, chamavam de terroristas, soltaram uma "bombinha de São João" no aeroporto de Guararapes, onde alguns inocentes morreram de susto apenas.
Os militares são muito estressados. Fizeram tempestade em copo d'água só por causa de alguns assaltos a bancos, seqüestros de diplomatas... ninharias que qualquer delegado de polícia resolve.
Tiraram-nos o interesse pela Política, vez que os deputados e senadores daquela época não nos brindavam com esses deliciosos escândalos que fazem a alegria da gente hoje.
Para piorar a coisa, se tudo isso ainda é pouco, ainda criaram o MOBRAL, que ensinou milhões a ler e escrever, aumentando mais ainda o poder dos empregados contra os seus patrões.
Nem o homem do campo escapou, porque criaram para ele o FUNRURAL, tirando do pobre coitado a doce preocupação que ele tinha com o seu futuro. Era tão bom imaginar-se velhinho, pedindo esmolas para sobreviver.
Outras desgraças criadas pelos militares:
Trouxeram a TV a cores para as nossas casas, pelas mãos de um Oficial do Exército, formado pelo Instituto Militar de Engenharia, que, por falta do que fazer, inventou o sistema PAL-M.
Criaram ainda a EMBRATEL; TELEBRÁS; ANGRA I e II; INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM e mais um penca de instituições, cujo amontoado de siglas nos levou a confundir nomes.
Todo esse estrago e muito mais, os militares fizeram em 22 anos de governo. Com isso, ganharam o quê? Inexplicavelmente nada. Todos os Generais-Presidentes foram para casa, levando apenas o soldo do posto. Se tivessem ficado ricos, um pouquinho que fosse, ainda dava para entender essa quantidade absurda de obras. O último deles, um tal Figueiredo, que sofria de um mal na coluna, teve que se valer de amigos para pagar tratamento com especialista. Ora! Então essa zoeira toda de obras foi só para complicar a vida simples das pessoas.
Depois que entregaram o governo aos civis, estes, nos vinte anos seguintes, não fizeram nem 10% dos estragos que os militares fizeram.
Graças a Deus! Ainda bem que os militares não continuaram no poder!!
Tem muito mais coisas horrorosas que eles, os militares, criaram, mas o que está escrito acima é o bastante para dizermos: "Militar no poder, nunca mais!".
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Exercício das Forças Armadas brasileiras preocupa Paraguai
Escrito por Defesa Brasil
Seg, 16 de Novembro de 2009 09:30
Militares simularão ocupação de uma usina elétrica binacional; manobras já estavam previstas há meses.
RICARDO BONALUME NETO
A coincidência entre o apagão de terça-feira passada e o início hoje de um grande exercício militar no sul do Brasil que inclui a ocupação de uma usina hidrelétrica "binacional" despertou temores no Paraguai de que o objetivo do exercício seria simular uma eventual tomada da usina de Itaipu.
"Brasil prepara simulacro de guerra dirigido ao Paraguai", dizia um título na primeira página de anteontem do jornal paraguaio "ABC Color".
"O exercício se anuncia umas 72 horas logo depois que um apagão por falhas não esclarecidas em Itaipu deixou no escuro seis grandes Estados brasileiros e arrastou todo o Paraguai", escreveu o jornal. Na verdade, a operação está planejada faz vários meses; uma manobra deste tamanho não se improvisa em apenas uma semana.
A Operação Laçador é o maior exercício militar da América Latina. A manobra coordenada pelo Comando militar do Sul envolve mais de 8.000 homens das três forças e inclui 13 navios, dois submarinos e 53 aeronaves da FAB.
O cenário envolve a disputa por energia, tanto hidrelétrica como de petróleo. A "guerra" é entre o país "verde" -representado por Paraná, Santa Catarina e parte do Rio Grande do Sul- e o "amarelo" -boa parte do resto do RS. Justamente para evitar interpretações diplomaticamente sensíveis, o exercício será longe de fronteiras.
A "guerra" começa com os "amarelos" invadindo campos de petróleo em torno de Rio Grande (RS) pertencentes aos "verdes", cuja missão é retomá-los, e também ocupar a usina "binacional", representada pela usina de Itá, no rio Uruguai, em Santa Catarina, na divisa com o Rio Grande do Sul.
Militares de várias partes do Brasil vão integrar a operação. São as principais unidades do Exército que estariam envolvidas em uma ação real de pronto emprego, como a retomada de uma hidrelétrica.
Fonte: Folha de São Paulo
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Aeronáutica e Marinha terão poder de polícia
(Valor Econômico)
19/08/2009 07:41
BRASÍLIA - A Aeronáutica e a Marinha ganharão poderes de polícia em situações específicas, o Ministério da Defesa criará uma secretaria para organizar melhor a compra de armamentos e o país terá uma nova cartilha para a hipótese de guerra. Essas mudanças serão apresentadas sexta-feira ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo ministro Nelson Jobim, como os primeiros desdobramentos concretos da recém-adotada Estratégia Nacional de Defesa. Eles vão analisar os instrumentos legais, como projetos de lei complementar e decretos presidenciais, necessários para implementar tais alterações.
No primeiro caso, será preciso enviar ao Congresso uma proposta para mudar a lei complementar 97/1999, que dispõe sobre as normas a organização, o preparo e o emprego das Forças Armadas. A intenção do ministro é fechar o cerco ao narcotráfico nas regiões de fronteira. Sua avaliação é que, depois da Lei do Abate, grande parte do transporte de drogas, antes feito por pequenas aeronaves, migrou para barcos nos rios da Amazônia.
Por isso, Jobim defende que a Marinha também passe a ter o direito - hoje inexistente - de atuar como polícia e combater traficantes em águas fluviais. A Lei do Abate, de 2004, permitiu à FAB dar tiros de advertência e até derrubar (mediante autorização pessoal do ministro da Defesa) aeronaves sem plano de voo e com evidências claras de transporte de drogas. Ela fez diminuir muito o número de voos suspeitos, segundo Jobim. Mas ele acha que é preciso ir além e outorgar poder de polícia à Aeronáutica.
Em junho, a FAB divulgou um vídeo do primeiro avião que foi alvo de tiros desde a entrada em vigor da Lei do Abate. Um monomotor com matrícula da Bolívia, que sobrevoava o território de Rondônia, foi identificado e, diante da recusa de tomar o caminho de volta, recebeu tiros de advertência de uma aeronave Super Tucano. O monomotor pousou em uma rodovia do Estado. O curioso é que os militares da FAB ficaram impedidos de providenciar uma ação de captura do piloto-traficante e tiveram que monitorar a tentativa de fuga enquanto esperavam a chegada de policiais. Pela legislação atual, cabe exclusivamente à polícia, desde o pouso de qualquer aeronave, a ordem de prisão. Jobim quer uma lei mais flexível para permitir que a Aeronáutica faça esse papel, na ausência de policiais.
Em outra iniciativa, conforme previa a Estratégia de Defesa em dezembro, a pasta de Jobim criará a Secretaria de Produtos de Defesa. De acordo com o ministro, o objetivo dela será "fixar políticas e diretrizes para as compras" das Forças Armadas, embora os comandos preservem integralmente seus orçamentos para reaparelhamento. A propósito, Jobim entregará a Lula os planos de articulação e reaparelhamento desenhados pelas três Forças.
Esses planos incluem o volume de investimentos necessários para sua modernização, com uma definição de prioridades, e a redistribuição territorial das tropas. O Exército aumentará sua presença na Amazônia e a Marinha deverá instalar uma nova base no Norte e no Nordeste, deixando de ficar concentrada no Rio de Janeiro. Os planos terão um horizonte de trabalho previsto até 2030.
A última mudança a ser examinada sexta-feira é a do decreto de 1980 que estabelece a estrutura militar de guerra, definindo a organização das forças brasileiras em situações de conflito bélico. O documento tornou-se desatualizado e o sinal mais óbvio disso é que, na época, sequer havia Ministério da Defesa. A nova "estrutura militar de defesa", se aprovada pelo presidente, preverá um comando operacional único e a nomeação de um comandante - espécie de "ministro da guerra". "O fundamental é que a doutrina muda. Vamos sair de um modelo de ações combinadas para um modelo de ações conjuntas", afirmou Jobim, após participar ontem da gravação do programa "3 a 1", da TV Brasil, que irá ao ar hoje à noite. "Na hipótese de conflito, as Forças preparam suas tropas, mas não definem as suas ações" , completou.
(Daniel Rittner | Valor Econômico)
domingo, 24 de maio de 2009
Comparação
– Um motorista do Senado ganha mais para pilotar um automóvel do que um oficial da Marinha que pilota uma fragata.
– Um ascensorista da Câmara Federal ganha bem mais para pilotar um elevador da Casa do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage.
– Um diretor que comanda a garagem do Senado ganha muito mais que um oficial-general do Exército que comanda um regimento de blindados.
– Um diretor sem diretoria do Senado ganha mais do dobro que um professor federal concursado – doutor e com prestígio internacional.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Em defesa das Forças Armadas
Em defesa das Forças Armadas
(Marcos Bonin Villela)
Já vestindo uma velha armadura para me proteger dos inevitáveis petardos que virão, gostaria de comentar algumas reportagens publicadas no Mont 294. O assunto central, não podia deixar de ser, é o crime cometido por um grupo de militares do Exército. Repare que escrevi 'um grupo de militares do Exército' e não como está na manchete: 'EXÉRCITO QUE ASSASSINA'. Foi cometida aí a falácia do todo pela parte. Servi à Marinha por trinta anos e admito que vi pessoas que cometeram desde contravenções até crimes. Mas nunca, repito, nunca com o aval da Marinha ou de qualquer outra Força Armada. Foram as 'maçãs podres' que aparecem nas organizações, mas tenho orgulho em dizer, sempre foram devidamente expelidas do nosso meio e entregues à Justiça.
Reconheço que a sua experiência de repórter o levou ao local de tristes acontecimentos envolvendo militares. Sei também que o período em que fomos governados pelos militares não foi um mar de rosas para muita gente. Entendo a sua aversão aos 'milicos'. Mas não deixe a sua inteligência e imparcialidade como jornalista serem ofuscadas por sentimentos pessoais.
O tenente Vinícius está preso juntamente com os demais participantes do episódio. Cadê os outros? Estão lá no Morro da Mineira comemorando com uma cervejinha, talvez esperando a visita de alguma ONG para verificar se eles estão bem, se não houve seqüelas psicológicas ou alguma lesão física ao manejarem suas armas... Tenho a certeza, pois já vi acontecer naqueles trinta anos de serviço ativo, que os militares responsáveis pelo ocorrido serão julgados pela Justiça Militar num prazo muito menor do que se fosse na Justiça Civil. Ouso dizer que em menos de seis meses já teremos uma decisão.
Os civis do Bateau Mouche levaram vinte anos! E ainda estão soltos. Concordo quanto à não utilização das Forças Armadas em ações policiais. Não somos 'capitães-do-mato'. Nossa formação não é para isso. Aprendemos nas Escolas Militares como fazer a guerra. Numa guerra o inimigo tem nome, endereço e usa um uniforme que o distingue dos amigos. Numa guerra é valida a violência total, como já falava o velho Clausewitz no tempo de Napoleão.
Mas mesmo a guerra tem suas regras, será que o Morro da Mineira aderiu à Convenção de Genebra? Numa guerra, com raras exceções, ao ser feito prisioneiro o soldado tem vários direitos. As eventuais transgressões a esses direitos que já ocorreram foram, na maioria das vezes, punidas exemplarmente. Onde estão os matadores dos três rapazes e de tantos outros que foram torturados e mortos por bandidos desde que o Brizola ('El Ratón', segundo Fidel Castro) foi governador deste nosso pobre Estado?
No mesmo exemplar do Montbläat li vários artigos tentando ligar esse deplorável acontecimento à morte de Cadetes durante treinamento na AMAN. Uma coisa não tem nada a ver com outra. A Academia Militar das Agulhas Negras não é um colégio Sion dedicado à formação de senhoritas da sociedade. É uma Escola Militar com seu currículo adaptado às necessidades da vida militar. E isso obriga o aluno ao manuseio de armas, esforço físico, treinamento constante e, coisa sempre esquecida, um mergulho radical nos livros de Cálculo Infinitesimal, Geometria Analítica, Termodinâmica, Física, Eletrônica, Economia, Administração e mais umas trinta matérias cujas provas são rigorosas e exigem muitas noites mal-dormidas para conseguir o necessário aproveitamento. Ser Cadete pressupõe dedicação aos estudos, preparação física (não se exige preparo físico de advogados ou engenheiros...) e cuidado com o material da Fazenda Nacional (uniformes, calçados, acessórios de ensino, etc.). Qual pode ser o conceito entre seus pares de um colega que perde o 'registro de segurança de tiro' do FAL? No meu tempo isso dava IPM.
O treinamento rigoroso se destina a separar desde cedo os menos adaptados, os mais suscetíveis ao fracasso, os que possam constituir um fardo para os colegas numa situação de combate. Sei disso, vi vários colegas desistirem por vários motivos durante toda a minha carreira. É uma seleção cruel? Sim, mas necessária.
Ouso dizer que o mesmo existe nas outras profissões, conheço médicos que hoje exercem outras atividades honradamente e sem problemas psicológicos. Mas, de vez em quando, surgem notícias de alunos de Faculdades morrendo durante trotes. Ou profissionais fracassados se suicidando.
Uma coisa é certa: uma Escola Militar não é um campo de prisioneiros. Ninguém está lá contra a sua vontade. Para se entrar a disputa é grande, as provas são difíceis e os poucos que passam pelos exames psicológicos e físicos são submetidos à prova durante toda a carreira. Sim, a cada ano são realizados cursos e provas, quem não passa fica para trás. A carreira termina. Ponto final.
Comandei uma Escola de Formação de Marinheiros e, ao início de cada período letivo, meu discurso aos novos alunos era o mesmo: os portões estão abertos, só fica aqui quem quiser.
E, quanto ao tratamento concedido aos bandidos, gostei de saber que, em Nova Iorque, quem tocar num policial estará frito! Aqui, frito, só os submetidos ao 'microondas' nos morros. Perguntem ao Tim Lopes.
Perdoe-me se minhas palavras foram excessivas, apenas fui sincero. Abraços.
domingo, 25 de maio de 2008
Processo contra Rede Globo
MINISTÉRIO DA DEFESA
COMANDO DA AERONÁUTICA
COMANDO-GERAL DE OPERAÇÕES AÉREAS
CGEGAR
Parte nº 564/CGEGAR/
Brasília, 15 de maio de 2007.
Do Coronel Aviador Narcelio Ramos Ribeiro
Ao Exmo. Sr. Comandante-Geral de Operações Aéreas
Assunto: Falsa queima de arquivo na Base Aérea de Salvador
1. Informo a V. Exa., que estou processando a Rede Globo e o Estado Brasileiro por danos morais, decorrente das reportagens relativas ao (conforme afirma a justiça) 'teatro de péssimo gosto', que ficou conhecido como 'queima de arquivos na Base Aérea de Salvador'.
2. Nesse sentido, utilizarei de todos os meios legais e éticos para reparar os danos causados pelas reportagens em lide e para divulgação dos fatos verdadeiros.
3. Essa minha atitude deve-se aos seguintes motivos:
a) para quase todos brasileiros e, até mesmo, para o efetivo da Aeronáutica, a BASV destruiu documentos;
b) a verdade, que prevaleceu, foi a que a Rede Globo 'colocou no ar', apesar da justiça chegar a conclusões opostas à versão noticiada pela emissora em tela; e
c) o mais importante, os quase 1100 homens e mulheres que faziam parte da guarnição da Aeronáutica em Salvador (além do pessoal da reserva, pensionistas e reformados) estão sob suspeita até os dias atuais e, portanto, cabe a mim, como comandante daquele período, defendê-los ou responder pelos atos ocorridos dentro daquela Organização Militar.
4 Os arquivos colocados na BASV, representam uma nova modalidade de crime, em que os criminosos não se contentam apenas em cometer o ato, juntam-se a inocentes e a pessoas desonestas para imputar a culpa a outrem. É o crime coletivizado, democratizado, que tem força para tentar sobrepujar as decisões dos magistrados e para desacreditar o trabalho do Ministério Público e as investigações da Polícia Federal. Num português polido poderíamos chamá-los de neocriminosos. Para mim são bandidos.
5 Fatos como esse, quando atinge aos objetivos planejados, resulta na destruição de pessoas honestas, de famílias, de instituições, na vitória do crime e no aumento da sensação de insegurança.
6 Outrossim, informo a V. Exa., que a minha atitude está amparada no Art. 5° (cláusula pétrea), inciso X da constituição (são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação).
7 Por oportuno, sinto-me no dever de registrar, que, durante todo o período em que durou as acusações contra a BASV, as mulheres e homens de todo o contingente da Aeronáutica em Salvador tiveram comportamento baseado na ética, honestidade, confiança recíproca, profissionalismo, dedicação e nos pilares que sustentam nossa instituição (hierarquia e disciplina). Em instante algum, alguém deu entrevista ou ficou do lado dos criminosos. Ao contrário, foram atitudes exemplares, norteadas pelos padrões de valores absolutos da sociedade brasileira.
NARCÉLIO RAMOS RIBEIRO Cel Av
Chefe do Centro de Guerra Eletrônica do COMGAR
Cópias:
CGEGAR.....1
Protocolo... ...1
Total....... ......2
segunda-feira, 3 de março de 2008
Ditadura
(ISTO POSTO - PAULO MARTINS - GAZETA DO PARANÁ)
DITADURA MILITAR ????
Está aí uma ditadura pior do que aquela que hoje insistem em apelidar de "ditadura militar". Como nos dias de hoje, naquele período fui também um crítico. Não lembro de ter sido perseguido, como insistem em afirmar que era o hábito da época aqueles que, por falta de argumento para uma retórica razoável, apelam sem disfarces para o desvirtuado e corrosivo "ouvi dizer". Que ditadura era aquela que me permitia votar ? Que nunca me proibiu de tomar uma cervejinha num desses bares da vida após as vinte e três horas ? Ou num restaurante de beira de estrada ? Que ditadura era aquela que (eu não fumo) nunca proibiu quem quer que seja de fumar ? Que ditadura era aquela que nunca usou cartão corporativo para as primeiras damas colocarem até botox no rosto ou para outros roubarem milhões de reais do povo brasileiro ? Vi, sim, perseguições, porém contra elementos de alta periculosidade à época, como o eram os Zés Dirceus, Zé Genoino, Dilma Rousseof - a Estela - Marco Aurélio Garcia, Diógenes, o assassino do Capitão Schandler, como os que colocaram bombas em lugares públicos, como aquela no aeroporto de Guararapes, cujo resultado foi a morte de gente inocente, ações de subversivos que desejavam implantar no Brasil um regime comunista, e para tal seguiam planos de formar nas selvas o que hoje, na Colômbia, chamam de FARCs. Que ditadura era aquela que permitia que a oposição combatesse o governo, como ocorria com deputados como Ulisses Guimarães, apenas para se citar um nome? Que ditadura era aquela que jamais sequer pensou em proibir a população de usar armas para se defender, como hoje criminosamente pretendem ? Que ditadura era aquela que em nome da democracia, jamais admitiu invasão de propriedades e jamais sustentou bandidos com cestas básicas em acampamentos e jamais impediu a policia de agir, como a ditadura de hoje ? Que ditadura engraçada aquela que chegou a criar até partido de oposição! Curiosa essa democracia de agora, em comparação ao que chamam de "ditadura militar", "democracia que permite que ladrões do dinheiro público continuem ocupando cadeiras no parlamento e cargos no governo e tolera até mesmo um presidente alegar que "não sabia", para fugir de sua responsabilidade para com a causa pública. Que ditadura militar era aquela que jamais deu dinheiro de mão beijada para governantes comunistas, amigos de presidente, como ocorre com a ditadura de hoje e, contra a qual não nos permitem sequer contestação ? Que ditadura era aquela que jamais proibiu a revelação das fuças de bandidos em foto e TV como ocorre na "democracia" de hoje, numa gritante e vergonhosa proteção do meliante, agressor da sociedade ? Escuta telefônica, eis mais uma ação da "democracia" de hoje e proibida à época "daquela ditadura militar". Ah...é verdade...Aquela ditadura proibia casamento de homem com homem, sexo explícito na TV alcançando crianças, proibia a pouca vergonha e não dava folga para corruptos que eram cassados quando prevaricavam, sem permitir que a sociedade fosse punida com a permanência no palco da corrupção dos delinqüentes, que ho e fazem CPIs para tapearam a sociedade e se escalam às mesmas como raposas cuidando do galinheiro. Caetano Veloso está quieto em relação a essa ditadura que hoje aí está. Apostasia de "seu ideal"? À época lançou a música "É proibido proibir". Hoje se cala. O que ajudou a promover, junto com Chico Buarque, Gilberto Gil e outros, está no poder. Que pelo menos altere o nome da música para os dias de hoje para: "É permitido proibir". E que vá se catar.
GRIFE
Seis ônibus, com quarenta pessoas cada um, pararam num restaurante à beira de estrada, para almoço. 240 pessoas ficaram impedidas de tomar uma cervejinha. Eram os passageiros. Conceito de "imbecil" para essa medida lulista é elogio.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
País ilusório
Membro Efetivo do Conselho Diretor do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos (CEBRES), Professor aposentado de Economia na UERJ e Conselheiro da ESG.
O Sr. Inácio da Silva, em seu pronunciamento de final de ano, teceu considerações extremamente otimistas, como é do seu hábito, sobre a conjuntura nacional, bem como uma visão prospetiva rósea. Parece que falava de um país imaginário, bem distante da triste realidade vivenciada pela povo brasileiro, com raras exceções. Ora, partindo-se dos mesmos dados, um analista de oposição apresentaria uma visão menos alvissareira. De fato, existem sempre três verdades. A verdade entendida como tal por aqueles que estão no poder, a daqueles que estão em oposição, e a verdade verdadeira.
Sem dúvida, a conjuntura internacional favorável, já há algum tempo, facilitou em muito o comportamento da economia brasileira.
Porém, existem sinais claros de que, a partir de 2008, este quadro passará a sofrer uma reversão de expectativas. Os EUA podem passar por uma "estagflação", segundo a opinião de especialistas no assunto. A crise da "subprime" ainda não está solucionada. Pelo contrário. Seus reflexos continuam a propagar-se, com efeitos multiplicadores em outros centros de poder econômico. Sabendo-se que a economia norte-americana representa algo próximo a 28% do PIB mundial, evidentemente que a crise provoca e continuará a provocar reflexos na economia mundial, em parte compensados, por enquanto, pelo comportamento de alguns BRICs, como a China e a Índia, em especial.
De qualquer modo, teremos uma realidade menos favorável, a partir de agora, em termos de comportamento de variáveis exógenas. Na expressão econômica, podemos deduzir que haverá uma diminuição acentuada no saldo da balança comercial para valores inferiores a US$ 30 bilhões, com a conseqüente inversão do sinal do saldo do balanço de pagamentos em transações correntes, que passará a ser negativo em algo em torno de US$ 3 bilhões. A taxa real de juros continuará a ser indecente, acima de 7%, uma das três maiores do mundo. A carga tributária permanecerá crescendo, apesar da retirada da CPMF, podendo alcançar um patamar de 37% do PIB. O "apagão" logístico continuará a impedir qualquer chance de crescimento do PIB acima de 5% ao ano. Persistirá a criação de empregos de baixa qualidade, com remuneração abaixo de 3 SM, com cerca de 50% da população considerada ocupada atuando na economia informal. O crédito irresponsável, uma das maiores causas do aquecimento do mercado interno, ao lado da concessão de "bolsas esmolas", provocará conseqüências preocupantes, como o aumento da inadimplência dos endividados. O real valorizado em demasia continuará a provocar danos ao processo de industrialização do país. A ausência de uma adoção da meta de pleno emprego na economia brasileira não pode persistir.
Na expressão psicossocial, presenciamos o caos em seus principais segmentos. Na educação, "formamos" quantidade e não qualidade. Os resultados nas últimas avaliações demonstram o desprezo pelo conhecimento, principalmente no relativo aos profissionais da área, mal remunerados, sem treinamento adequado, sem perspectiva. Também o que esperar de quem se orgulha de ser ignorante e ressalta a aversão pela leitura. Na saúde, os hospitais públicos parecem câmaras de tortura. Os recursos, já insuficientes, quando não são desviados, são mal aplicados. Os profissionais do setor são vilipendiados, chegando-se a tentar a implantação de um novo modelo de "fundações", para privatizar o setor público. Na segurança, criam-se a cada dia mais "forças policiais" e o resultado é pífio. O cidadão, agora proibido de exercer seu direito natural de legítima defesa, sente-se abandonado, a mercê dos marginais de todo tipo que o achacam de diversos modos.
Na expressão científico-tecnológica, o volume de investimentos em pesquisa não ultrapassa 1% do PIB, em termos reais. A criatividade não é estimulada, nem há ambiência favorável à P&D, com raras exceções. O Brasil torna-se cada vez mais dependente da tecnologia alienígena. Na expressão militar, o panorama é assustador. As três Forças Armadas estão a cada dia mais desarmadas. Fica evidente que elas estão sendo punidas por quem as suporta, mas gostaria de eliminá-las. As remunerações dos seus integrantes não acompanham o ritmo das demais carreiras de Estado. Acentua-se a evasão de bons profissionais. O equivocado ministério da Defesa continua a demonstrar que nada entende do ramo, nem quer entender. Nossos vizinhos iniciam uma corrida armamentista, sob diversos pretextos e continuamos com material de 30 anos atrás. Nossa indústria bélica foi extinta. Perdemos a cada dia nosso poder de dissuasão e continuamos a ser afrontados por aventureiros.
Na expressão política, o Executivo foi aparelhado partidariamente. Quase quarenta ministérios e mais de 30.000 "cumpanheiros" nomeados por compromissos políticos e não por mérito. O Legislativo, em especial a Câmara dos Deputados, é submisso aos desejos do Executivo. Seus integrantes dependem de verbas orçamentárias federais. Praticamente inexiste oposição. O Judiciário, em sua esfera superior, já possui quase a metade de seus componentes nomeada pelo Sr. Inácio. A corrupção está generalizada. Urge um esforço das forças vivas da Nação para reversão deste quadro.
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Pesquisa de opinião!
Favor responder a questão abaixo:
Segundo o Gen. Patton (US Army) “não se ganha uma guerra morrendo por seu país e sim fazendo com que os idiotas que defendem o outro lado morram pelo país deles”.
Observando tal depoimento, e segundo seus próprios conceitos morais e éticos, comente a afirmação abaixo:
“As Forças Armadas, em missão de defesa ou ataque, devem dispor de recursos que atinjam a moral da tropa inimiga, abalando-os emocionalmente fazendo com que desistam de enfrentar nossos militares, evitando assim banhos de sangue. Então está dentro da legalidade manipularmos o teatro de operações de modo que os nossos inimigos abandonem seus postos, se revoltem contra seus comandantes ou se suicidem. Tudo isso para poupar a vida dos nossos filhos, filhas, pais, mães e irmãos”