(Historiador do cotidiano)
Frase minha, extraída de uma conversa no msn hoje, baseada na minha ida à lanchonete e - principalmente - na minha ojeriza de discutir política partidária:
"Se alguém viesse falar de política eu mandaria tomar no cu, acordei hoje de bom humor...
...ainda bem que os cus saíram do meu lanche intactos."
Jornalistas não são meros investigadores da realidade que passam esse conteúdo apenas em forma de notícias e reportagens para a população. O jornalista caracteriza-se também pela imortalização - nas páginas do seu veículo midiático - como um historiador. Mas não um historiador de grandes eventos da humanidade e sim, essencialmente, um historiador do cotidiano. Seja, então, muito bem vindo, meu caro leitor!
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sábado, 6 de fevereiro de 2010
Pensamento da tarde
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Historiador do cotidiano
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13:52
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Militares nunca mais!
Militares no poder, nunca mais!
(Anselmo Cordeiro - Net 7 Mares)
(texto atribuído erradamente a Millor Fernandes, atribuição equivocada, vez que Millor, que combatia o regime militar no seu semanário "O Pasquim", jamais poderia tê-lo escrito ainda que em termos irônicos).
Militar no poder, nunca mais. Só fizeram lambanças.
Tiraram o cenário bucólico que havia na Via Dutra de uma só pista, que foi duplicada e recebeu melhorias; acabaram aí com as emoções das curvas mal construídas e os solavancos estimulantes provocados pelos buracos na pista. Não satisfeitos, fizeram o mesmo com a rodovia Rio-Juiz de Fora, sem contar a mania de abrir novas estradas de norte a sul e de leste a oeste, o que deixou os motoristas atarantados e perdidos, sem saber qual caminho tomar para chegar ao destino.
Com a construção da ponte Rio-Niterói, acabaram com o sonho de crescimento da pequena Magé, cidade nos fundos da Baía de Guanabara, que era caminho obrigatório dos que vinham do sul, passando pelo Rio, em direção às cidades litorâneas do sudeste acima do Rio e nordeste, contornando a baía num percurso de mais de 100 km. Encurtaram o tempo de viagem entre Rio e Niterói, é verdade, mas acabaram com aquela gostosa espera pela barcaça que levava meia dúzia de carros de um lado a outro da baía.
Criaram esse maldito Proálcool, com o medo infundado de que o petróleo vai acabar um dia. E, para apressar logo o fim do chamado "ouro negro", deram um impulso gigantesco à Petrobras, que passou a extrair petróleo 10 vezes mais (de 75 mil barris diários, passou a produzir 750 mil); mas nem isso adiantou nada, porque, com o álcool mais barato que a gasolina, permaneceu o fedor de bêbado que os carros passaram a ter com o uso do inventado combustível.
Enfiaram o Brasil numa disputa estressante, levando-o da posição de 45ª economia do mundo para a posição de 8ª, trazendo com isso uma nociva onda de inveja mundial.
Tiraram o sossego da vida ociosa de 13 milhões de brasileiros, que, com a gigantesca oferta de emprego em milhares de obras, ficaram sem a desculpa do "estou desempregado".
Em 1971, no governo militar, o Brasil alcançou a posição de segundo maior construtor de navios no mundo, o que veio a ser outra desgraça, porque, além de atrair mais inveja, infernizou a vida dos que moravam perto dos estaleiros, com aquela barulheira da construção desenfreada.
Com gigantesca oferta de empregos, baixaram consideravelmente os índices de roubos e assaltos. Ora! Sem aquela emoção de estar na iminência de sofrer um assalto, os nossos passeios perderem completamente a graça.
Alteraram profundamente a topografia do território brasileiro com a construção de hidrelétricas gigantescas (Tucuruí, Ilha Solteira, Jupiá e Itaipu), o que obrigou as nossas crianças a aprenderem sobre essas bobagens de nomes esquisitos. Por causa disoo, o Brasil, que antes vivia o romantismo do jantar à luz de velas ou de lamparinas, teve que tolerar a instalação de milhares de torres de alta tensão espalhadas pelo seu território, para levar energia elétrica a quem nunca precisou disso.
Implementaram os metrôs de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza, deixando tudo pronto para o início das obras e, com elas, atazanar a vida dos cidadãos e o trânsito nestas cidades.
Inconseqüentes, injustos e perversos, esses militares baniram do Brasil pessoas bem intencionadas, que queriam implantar aqui um regime político que fazia a felicidade dos russos, cubanos e chineses, em cujos países as pessoas se reuniam em fila nas ruas apenas para bater-papo, e ninguém pensava em sair a passeio para nenhum outro país.
Foram demasiadamente rigorosos com os simpatizantes daqueles regimes, só porque esses, que os milicos, em flagrante exagero, chamavam de terroristas, soltaram uma "bombinha de São João" no aeroporto de Guararapes, onde alguns inocentes morreram de susto apenas.
Os militares são muito estressados. Fizeram tempestade em copo d'água só por causa de alguns assaltos a bancos, seqüestros de diplomatas... ninharias que qualquer delegado de polícia resolve.
Tiraram-nos o interesse pela Política, vez que os deputados e senadores daquela época não nos brindavam com esses deliciosos escândalos que fazem a alegria da gente hoje.
Para piorar a coisa, se tudo isso ainda é pouco, ainda criaram o MOBRAL, que ensinou milhões a ler e escrever, aumentando mais ainda o poder dos empregados contra os seus patrões.
Nem o homem do campo escapou, porque criaram para ele o FUNRURAL, tirando do pobre coitado a doce preocupação que ele tinha com o seu futuro. Era tão bom imaginar-se velhinho, pedindo esmolas para sobreviver.
Outras desgraças criadas pelos militares:
Trouxeram a TV a cores para as nossas casas, pelas mãos de um Oficial do Exército, formado pelo Instituto Militar de Engenharia, que, por falta do que fazer, inventou o sistema PAL-M.
Criaram ainda a EMBRATEL; TELEBRÁS; ANGRA I e II; INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM e mais um penca de instituições, cujo amontoado de siglas nos levou a confundir nomes.
Todo esse estrago e muito mais, os militares fizeram em 22 anos de governo. Com isso, ganharam o quê? Inexplicavelmente nada. Todos os Generais-Presidentes foram para casa, levando apenas o soldo do posto. Se tivessem ficado ricos, um pouquinho que fosse, ainda dava para entender essa quantidade absurda de obras. O último deles, um tal Figueiredo, que sofria de um mal na coluna, teve que se valer de amigos para pagar tratamento com especialista. Ora! Então essa zoeira toda de obras foi só para complicar a vida simples das pessoas.
Depois que entregaram o governo aos civis, estes, nos vinte anos seguintes, não fizeram nem 10% dos estragos que os militares fizeram.
Graças a Deus! Ainda bem que os militares não continuaram no poder!!
Tem muito mais coisas horrorosas que eles, os militares, criaram, mas o que está escrito acima é o bastante para dizermos: "Militar no poder, nunca mais!".
(Anselmo Cordeiro - Net 7 Mares)
(texto atribuído erradamente a Millor Fernandes, atribuição equivocada, vez que Millor, que combatia o regime militar no seu semanário "O Pasquim", jamais poderia tê-lo escrito ainda que em termos irônicos).
Militar no poder, nunca mais. Só fizeram lambanças.
Tiraram o cenário bucólico que havia na Via Dutra de uma só pista, que foi duplicada e recebeu melhorias; acabaram aí com as emoções das curvas mal construídas e os solavancos estimulantes provocados pelos buracos na pista. Não satisfeitos, fizeram o mesmo com a rodovia Rio-Juiz de Fora, sem contar a mania de abrir novas estradas de norte a sul e de leste a oeste, o que deixou os motoristas atarantados e perdidos, sem saber qual caminho tomar para chegar ao destino.
Com a construção da ponte Rio-Niterói, acabaram com o sonho de crescimento da pequena Magé, cidade nos fundos da Baía de Guanabara, que era caminho obrigatório dos que vinham do sul, passando pelo Rio, em direção às cidades litorâneas do sudeste acima do Rio e nordeste, contornando a baía num percurso de mais de 100 km. Encurtaram o tempo de viagem entre Rio e Niterói, é verdade, mas acabaram com aquela gostosa espera pela barcaça que levava meia dúzia de carros de um lado a outro da baía.
Criaram esse maldito Proálcool, com o medo infundado de que o petróleo vai acabar um dia. E, para apressar logo o fim do chamado "ouro negro", deram um impulso gigantesco à Petrobras, que passou a extrair petróleo 10 vezes mais (de 75 mil barris diários, passou a produzir 750 mil); mas nem isso adiantou nada, porque, com o álcool mais barato que a gasolina, permaneceu o fedor de bêbado que os carros passaram a ter com o uso do inventado combustível.
Enfiaram o Brasil numa disputa estressante, levando-o da posição de 45ª economia do mundo para a posição de 8ª, trazendo com isso uma nociva onda de inveja mundial.
Tiraram o sossego da vida ociosa de 13 milhões de brasileiros, que, com a gigantesca oferta de emprego em milhares de obras, ficaram sem a desculpa do "estou desempregado".
Em 1971, no governo militar, o Brasil alcançou a posição de segundo maior construtor de navios no mundo, o que veio a ser outra desgraça, porque, além de atrair mais inveja, infernizou a vida dos que moravam perto dos estaleiros, com aquela barulheira da construção desenfreada.
Com gigantesca oferta de empregos, baixaram consideravelmente os índices de roubos e assaltos. Ora! Sem aquela emoção de estar na iminência de sofrer um assalto, os nossos passeios perderem completamente a graça.
Alteraram profundamente a topografia do território brasileiro com a construção de hidrelétricas gigantescas (Tucuruí, Ilha Solteira, Jupiá e Itaipu), o que obrigou as nossas crianças a aprenderem sobre essas bobagens de nomes esquisitos. Por causa disoo, o Brasil, que antes vivia o romantismo do jantar à luz de velas ou de lamparinas, teve que tolerar a instalação de milhares de torres de alta tensão espalhadas pelo seu território, para levar energia elétrica a quem nunca precisou disso.
Implementaram os metrôs de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza, deixando tudo pronto para o início das obras e, com elas, atazanar a vida dos cidadãos e o trânsito nestas cidades.
Inconseqüentes, injustos e perversos, esses militares baniram do Brasil pessoas bem intencionadas, que queriam implantar aqui um regime político que fazia a felicidade dos russos, cubanos e chineses, em cujos países as pessoas se reuniam em fila nas ruas apenas para bater-papo, e ninguém pensava em sair a passeio para nenhum outro país.
Foram demasiadamente rigorosos com os simpatizantes daqueles regimes, só porque esses, que os milicos, em flagrante exagero, chamavam de terroristas, soltaram uma "bombinha de São João" no aeroporto de Guararapes, onde alguns inocentes morreram de susto apenas.
Os militares são muito estressados. Fizeram tempestade em copo d'água só por causa de alguns assaltos a bancos, seqüestros de diplomatas... ninharias que qualquer delegado de polícia resolve.
Tiraram-nos o interesse pela Política, vez que os deputados e senadores daquela época não nos brindavam com esses deliciosos escândalos que fazem a alegria da gente hoje.
Para piorar a coisa, se tudo isso ainda é pouco, ainda criaram o MOBRAL, que ensinou milhões a ler e escrever, aumentando mais ainda o poder dos empregados contra os seus patrões.
Nem o homem do campo escapou, porque criaram para ele o FUNRURAL, tirando do pobre coitado a doce preocupação que ele tinha com o seu futuro. Era tão bom imaginar-se velhinho, pedindo esmolas para sobreviver.
Outras desgraças criadas pelos militares:
Trouxeram a TV a cores para as nossas casas, pelas mãos de um Oficial do Exército, formado pelo Instituto Militar de Engenharia, que, por falta do que fazer, inventou o sistema PAL-M.
Criaram ainda a EMBRATEL; TELEBRÁS; ANGRA I e II; INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM e mais um penca de instituições, cujo amontoado de siglas nos levou a confundir nomes.
Todo esse estrago e muito mais, os militares fizeram em 22 anos de governo. Com isso, ganharam o quê? Inexplicavelmente nada. Todos os Generais-Presidentes foram para casa, levando apenas o soldo do posto. Se tivessem ficado ricos, um pouquinho que fosse, ainda dava para entender essa quantidade absurda de obras. O último deles, um tal Figueiredo, que sofria de um mal na coluna, teve que se valer de amigos para pagar tratamento com especialista. Ora! Então essa zoeira toda de obras foi só para complicar a vida simples das pessoas.
Depois que entregaram o governo aos civis, estes, nos vinte anos seguintes, não fizeram nem 10% dos estragos que os militares fizeram.
Graças a Deus! Ainda bem que os militares não continuaram no poder!!
Tem muito mais coisas horrorosas que eles, os militares, criaram, mas o que está escrito acima é o bastante para dizermos: "Militar no poder, nunca mais!".
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
Troque 1 parlamentar por 344 professores
Repasso o que recebi por e-mail:
============================================
TROQUE UM PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES
Prezado amigo!
Sou professor de Física, de ensino médio de uma escola pública em uma cidade do interior da Bahia e gostaria de expor a você o meu salário bruto mensal: R$650,00
Eu fico com vergonha até de dizer, mas meu salário é R$650,00. Isso mesmo! E olha que eu ganho mais que outros colegas de profissão que não possuem um curso superior como eu e recebem minguados R$440,00. Será que alguém acha que, com um salário assim, a rede de ensino poderá contar com professores competentes e dispostos a ensinar?
Não querendo generalizar, pois ainda existem bons professores lecionando, atualmente a regra é essa: O professor faz de conta que dá aula, o aluno faz de conta que aprende, o Governo faz de conta que paga e a escola aprova o aluno mal preparado. Incrível, mas é a pura verdade! Sinceramente, eu leciono porque sou um idealista e atualmente vejo a profissão como um trabalho social. Mas nessa semana, o soco que tomei na boca do estomago do meu idealismo foi duro!
Descobri que um parlamentar brasileiro custa para o país R$10,2 milhões por ano.. São os parlamentares mais caros do mundo. O minuto trabalhado aqui custa ao contribuinte R$11.545.
Na Itália, são gastos com parlamentares R$3,9 milhões, na França, pouco mais de R$2,8 milhões, na Espanha, cada parlamentar custa por ano R$850 mil e na vizinha, Argentina, R$1,3 milhões.
Trocando em miúdos, um parlamentar custa ao país, por baixo, 688 professores com curso superior !
Diante dos fatos, gostaria muito, amigo, que você divulgasse minha campanha, na qual o lema será:
'TROQUE UM PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES'.
COMO VOCE VAI VOTAR DEPOIS DE LER ESTA MATÉRIA??
REPASSEM, EU JÁ ADERI À CAMPANHA!
E o pior é que para acabar com a farra das passagens aéreas, os nobres Deputados (sangue-sugas do país) estão reinvidicando aumento de salários. Pode??
============================================
Troque um parlamentar por 344 professores
REPASSO com solidária revolta! TROQUE UM PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES
Prezado amigo!
Sou professor de Física, de ensino médio de uma escola pública em uma cidade do interior da Bahia e gostaria de expor a você o meu salário bruto mensal: R$650,00
Eu fico com vergonha até de dizer, mas meu salário é R$650,00. Isso mesmo! E olha que eu ganho mais que outros colegas de profissão que não possuem um curso superior como eu e recebem minguados R$440,00. Será que alguém acha que, com um salário assim, a rede de ensino poderá contar com professores competentes e dispostos a ensinar?
Não querendo generalizar, pois ainda existem bons professores lecionando, atualmente a regra é essa: O professor faz de conta que dá aula, o aluno faz de conta que aprende, o Governo faz de conta que paga e a escola aprova o aluno mal preparado. Incrível, mas é a pura verdade! Sinceramente, eu leciono porque sou um idealista e atualmente vejo a profissão como um trabalho social. Mas nessa semana, o soco que tomei na boca do estomago do meu idealismo foi duro!
Descobri que um parlamentar brasileiro custa para o país R$10,2 milhões por ano.. São os parlamentares mais caros do mundo. O minuto trabalhado aqui custa ao contribuinte R$11.545.
Na Itália, são gastos com parlamentares R$3,9 milhões, na França, pouco mais de R$2,8 milhões, na Espanha, cada parlamentar custa por ano R$850 mil e na vizinha, Argentina, R$1,3 milhões.
Trocando em miúdos, um parlamentar custa ao país, por baixo, 688 professores com curso superior !
Diante dos fatos, gostaria muito, amigo, que você divulgasse minha campanha, na qual o lema será:
'TROQUE UM PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES'.
COMO VOCE VAI VOTAR DEPOIS DE LER ESTA MATÉRIA??
REPASSEM, EU JÁ ADERI À CAMPANHA!
E o pior é que para acabar com a farra das passagens aéreas, os nobres Deputados (sangue-sugas do país) estão reinvidicando aumento de salários. Pode??
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segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Políticos x Serviços públicos
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domingo, 5 de outubro de 2008
Eleições 2008
(Historiador do cotidiano)
Votar em político é igual aplaudir palhaço?
"- Eleições?" perguntou ele surpreso... essa palavra quase não fazia mais parte do seu dicionário mental. O jovem coçou a cabeça e vasculhou a memória. A única semelhança que lhe ocorreu foi "palhaçada".
- É rapaz, em quem tu vais votar?
- Ah minha linda, não sei. Votar em político é a mesma coisa de aplaudir palhaço né?
- Não! É o nosso compromisso com a democracia, com a sociedade! - ela se recorda da publicidade recente da Coca-Cola e parafraseia - "seu inútil" - enquanto cai na gargalhada
- Mas não são palhaços, não são?
- De forma alguma! São os representantes do povo. Como democracia é o governo (cracia) do povo (demo), e nós não conseguiríamos botar todos os cidadãos e cidadãs dentro de um prédio para discutir o futuro da cidade, então escolhemos nossos representantes.
Ele pára. Coça mais um pouco a cabeça... ele é honesto, sempre foi honesto. Desonestidade é uma coisa que ele via na televisão e lia nos jornais, mas não fazia parte do cotidiano dele.
- Minha linda, mas existe algum candidato honesto nesse jogo de política e politicagem?
É a vez dela parar... pensar... revirar os arquivos mentais... revirar o baú mental... (barulho de porta rangindo ao ser aberta). Existem tantos escândalos em curso e outros tantos recém descobertos, além dos passados, que a resposta foi simples:
- Não.
- Não?
- Não! Mas...
- Mas o que? Você vai defender alguém que não é honesto?
- Ah, você sabe que eles roubam mas fazem. Teve até candidato que já ganhou eleição com esse bordão.
"Roubar mas fazer?", isso não entra na cabeça dele. Ele é honesto, e ele sempre fez e aconteceu por motivo próprio sem precisar recorer à expedientes escusos.
- Você falou que elegemos os políticos?
- Sim.
- E que eles deveriam ser nossos representantes?
- Sim. Por que?
- Estou tentando entender... e você me disse que nenhum deles é honesto?
- Isso. Nenhum. Parece que política - principalmente a partidária - no mundo inteiro se faz à base de corrupção, desvio de verbas, sonegação, nepotismo, e outros "recursos".
- Então se sou honesto, e nenhum político o é, então não tem quem me represente?
- Hum...
- Assim sendo, seja qual for o local que eu for, nunca terei representantes?
- Hum.........
- E eles usam nossos votos para roubar dinheiro público?
- Infelizmente.
- Então eles utilizam da nossa obrigação de votarmos para eles terem liberdade de meter a mão nos bolsos de cada um de nós?
- Sim. E metem com força visse.
- Então o voto é o alimento dos políticos?
- É... Podemos dizer que sim, porque nossos votos é que mantém o "emprego" deles.
- E eles aparecem para os públicos todos vestidos de forma especial, durante a campanha?
- Sim, eles tentam conseguir os votos por semelhança.
- E eles até se pintam para aparecer na televisão né?
- É.
- Minha linda, então me esclareça só mais umas dúvidas...
- Pois não, tudo para lhe ajudar a ser cidadão.
- Palhaços se arrumam de forma especial para aparecerem para o público?
- Sim...
- Palhaços se pintam?
- Sim......
- Se a gente aplaude palhaços, os donos do circo vêem que eles estão fazendo um bom trabalho e mantém eles empregados?
- Sim.........
- Então podemos dizer que aplaudir um palhaço é alimentar ele?
- Sim............
Ele pára... dá um sorriso que deixa a dúvida se é cínico ou irônico... e afirma que tem uma última pergunta:
- Então votar em político é a mesma coisa de aplaudir palhaço?
(Autor: Historiador do cotidiano)
Votar em político é igual aplaudir palhaço?
"- Eleições?" perguntou ele surpreso... essa palavra quase não fazia mais parte do seu dicionário mental. O jovem coçou a cabeça e vasculhou a memória. A única semelhança que lhe ocorreu foi "palhaçada".
- É rapaz, em quem tu vais votar?
- Ah minha linda, não sei. Votar em político é a mesma coisa de aplaudir palhaço né?
- Não! É o nosso compromisso com a democracia, com a sociedade! - ela se recorda da publicidade recente da Coca-Cola e parafraseia - "seu inútil" - enquanto cai na gargalhada
- Mas não são palhaços, não são?
- De forma alguma! São os representantes do povo. Como democracia é o governo (cracia) do povo (demo), e nós não conseguiríamos botar todos os cidadãos e cidadãs dentro de um prédio para discutir o futuro da cidade, então escolhemos nossos representantes.
Ele pára. Coça mais um pouco a cabeça... ele é honesto, sempre foi honesto. Desonestidade é uma coisa que ele via na televisão e lia nos jornais, mas não fazia parte do cotidiano dele.
- Minha linda, mas existe algum candidato honesto nesse jogo de política e politicagem?
É a vez dela parar... pensar... revirar os arquivos mentais... revirar o baú mental... (barulho de porta rangindo ao ser aberta). Existem tantos escândalos em curso e outros tantos recém descobertos, além dos passados, que a resposta foi simples:
- Não.
- Não?
- Não! Mas...
- Mas o que? Você vai defender alguém que não é honesto?
- Ah, você sabe que eles roubam mas fazem. Teve até candidato que já ganhou eleição com esse bordão.
"Roubar mas fazer?", isso não entra na cabeça dele. Ele é honesto, e ele sempre fez e aconteceu por motivo próprio sem precisar recorer à expedientes escusos.
- Você falou que elegemos os políticos?
- Sim.
- E que eles deveriam ser nossos representantes?
- Sim. Por que?
- Estou tentando entender... e você me disse que nenhum deles é honesto?
- Isso. Nenhum. Parece que política - principalmente a partidária - no mundo inteiro se faz à base de corrupção, desvio de verbas, sonegação, nepotismo, e outros "recursos".
- Então se sou honesto, e nenhum político o é, então não tem quem me represente?
- Hum...
- Assim sendo, seja qual for o local que eu for, nunca terei representantes?
- Hum.........
- E eles usam nossos votos para roubar dinheiro público?
- Infelizmente.
- Então eles utilizam da nossa obrigação de votarmos para eles terem liberdade de meter a mão nos bolsos de cada um de nós?
- Sim. E metem com força visse.
- Então o voto é o alimento dos políticos?
- É... Podemos dizer que sim, porque nossos votos é que mantém o "emprego" deles.
- E eles aparecem para os públicos todos vestidos de forma especial, durante a campanha?
- Sim, eles tentam conseguir os votos por semelhança.
- E eles até se pintam para aparecer na televisão né?
- É.
- Minha linda, então me esclareça só mais umas dúvidas...
- Pois não, tudo para lhe ajudar a ser cidadão.
- Palhaços se arrumam de forma especial para aparecerem para o público?
- Sim...
- Palhaços se pintam?
- Sim......
- Se a gente aplaude palhaços, os donos do circo vêem que eles estão fazendo um bom trabalho e mantém eles empregados?
- Sim.........
- Então podemos dizer que aplaudir um palhaço é alimentar ele?
- Sim............
Ele pára... dá um sorriso que deixa a dúvida se é cínico ou irônico... e afirma que tem uma última pergunta:
- Então votar em político é a mesma coisa de aplaudir palhaço?
(Autor: Historiador do cotidiano)
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