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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Lembrancas da 2a guerra

TENDÊNCIAS/DEBATES

Lembranças da 2ª Guerra

SÉRGIO PAULO MUNIZ COSTA

Havia uma tropa que nâo distribuía a comida que sobrava nem queimava o excedente para evitar contaminações: a do Brasil



No momento em que o Estado brasileiro ainda debate sobre o cumprimento de um acordo diplomático de extradição com a Itália, a respeito do senhor Cesare Battisti, é oportuno destacar que ontem, dia 14 de abril, completaram-se 65 anos daquela que pode ser considerada a maior vitória da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária nos campos de batalha da Itália.



Montese foi o pontapé nas dobradiças que ajudou o 4º Corpo de Exército norte-americano a arrombar uma porta da linha Gêngis-Khan, a última linha defensiva germânica.

Foi a primeira grande vitória obtida exclusivamente pelos brasileiros, da maneira brasileira, com a participação de batalhões dos três grandes e tradicionais regimentos de infantaria originalmente sediados nos Estados de São Paulo (o 6º), Minas Gerais (11º) e Rio de Janeiro (1º). A manobra continha a ideia da moderna infiltração, hoje familiar à nossa infantaria, e o êxito em muito se deveu à ação audaciosa do pelotão do tenente Iporã Nunes de Oliveira, do 11º RI, de Minas Gerais.

Surpreende constatar que a passagem das tropas brasileiras no norte da Itália está nítida na paisagem e nas pessoas da região da Emilia-Romanha. Monumentos de eloquente singeleza feitos pelas municipalidades locais despertam emoção em quem lê os agradecimentos pela participação brasileira na luta pela liberdade e pela democracia.

Préstimos e sorrisos se abrem a quem pede informações sobre os locais por onde passaram os brasileiros, e se apontam as alturas onde lutaram "i soldati brasiliani".



O monumento brasileiro no sopé de Monte Castelo está no lugar certo.

Não é preciso conhecer a história ou a ciência militar nem ler o texto correto que ali se encontra, castigado pela neve e pelo vento gelado, para pressentir o campo de batalha, onde honra e sacrifício arrostaram as metralhadoras e morteiros alemães.

Dali, voltando o olhar para o sul, pode-se perceber a famosa estrada 64 serpenteando ao lado do Reno na direção de Pistoia, por onde fluíam para a luta os suprimentos e reforços e refluíam os feridos e mortos.



O monumento votivo militar brasileiro em Pistoia é um lugar de paz, ao lado do pequeno cemitério que a comunidade resolveu limitar para dar lugar aos mortos brasileiros que ali repousaram. O pároco local, percebendo brasileiros, apressa-se em lhes entregar lembranças e folhetos do monumento.

O que ficou em todos esses locais por onde passaram as tropas brasileiras? Por que essa memória dos brasileiros, que nem maioria eram naquela Babel de tropas aliadas?



Os números da FEB, segundo padrões brasileiros, impressionam até hoje -cerca de 25 mil homens e mulheres-, mas não eram predominantes. A dimensão do esforço e dos feitos da divisão de infantaria da FEB parece ainda não ter sido notada pelos historiadores brasileiros. Assim, não é de se esperar que o seja por estrangeiros.



Uma pista veio da curiosidade de um adido militar brasileiro, impressionado com a disposição de um italiano em ceder o terreno para acolher um monumento brasileiro.

O proprietário, percebendo a pergunta não feita, antecipou-lhe a resposta: "Nós não esquecemos". Havia uma tropa que não distribuía a comida que sobrava nem queimava o excedente para evitar contaminações. Ela dividia sua comida com os habitantes e as crianças entravam na fila antes dos soldados. Eram os brasileiros.

Após a rendição alemã, o Brasil declinou do oferecimento de um setor de ocupação aliado na Áustria. Fez bem. Das guerras, o país ficou apenas com lembranças, e, se andou pelo lado certo da história, muito deve à cordialidade, seu traço cultural distintivo.

Mas não foi só isso. Uma sensata tradição diplomática de respeito ao direito internacional deu-lhe credibilidade, um patrimônio a ser preservado com a atuação equilibrada do governo brasileiro nos grandes temas da política internacional.



O que, no caso da extradição com a Itália, recomenda o afastamento de qualquer decisão política que ameace a amizade e o reconhecimento dos italianos a tudo aquilo que o Brasil lá deixou em prol dos direitos dos povos.



As lembranças de guerra do Brasil estão vivas no bom combate que travou na luta pela paz. Preservemo-las.



SÉRGIO PAULO MUNIZ COSTA é historiador. Foi delegado do Brasil na Junta Interamericana de Defesa, órgão de assessoria da OEA (Organização dos Estados Americanos) para assuntos de segurança hemisférica

Solicitação:

ALGUM "ASPONE PRESIDENCIAL" POR GENTILEZA LEIA PARA O "APEDEUTA" DO PRESIDENTE LULA, O ARTIGO ACIMA.

Concordo que vai ser muto difícil ele assimilar. Mas vale tentar!!!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Dia da Aviação de Caça

(Força Aérea Brasileira)

Ordem-do-dia alusiva às comemorações do Dia da Aviação de Caça, do ano de 2008.

Hoje, 22 de abril, a Força Aérea comemora, uma vez mais, o dia da Aviação de Caça Brasileira. A história da aviação no Brasil destaca-se por inúmeros fatos que legaram ao mundo exemplos da capacidade e da genialidade do povo brasileiro.

Neste dia, reiteramos o orgulho que temos de Nossos Heróis pelo profissionalismo demonstrado no teatro de combate europeu, enaltecendo o espírito guerreiro e jovial desses veteranos que nos inspiram, diariamente, na missão de salvaguardar os céus brasileiros.

Ao comemorarmos o Dia da Aviação de Caça, rendemos nossas homenagens a todos aqueles que, voluntariamente, abriram mão do conforto de seus lares para enfrentar um inimigo além-mar.

As saudades dos entes queridos, o convívio diário com o perigo e as agruras do dia-a-dia poderiam ser fatores de desmotivação, no entanto, o ideal de libertação dos povos manteve-se incólume no coração e nas mentes desses homens, bravamente guiados pelo exemplo sempre correto de seu comandante, Brigadeiro Nero Moura, hoje patrono da aviação de caça.

O tempo passou...a semente plantada por todos os senhores deu muitos frutos...e hoje, esse espírito altaneiro permeia toda nossa aviação de caça, conciliando a alma gerada no passado com a tecnologia e a modernidade do presente.

Os pilotos de caça brasileiros serão sempre muito gratos pelo legado que os senhores deixaram. Tenham certeza que assumimos um compromisso não só de honrá-lo, mas também de perpetuá-lo ao longo dos tempos.

As aeronaves já são muito diferentes do velho trator voador, o incansável P-47, que foi parceiro dos senhores na guerra, mas a essência dos pilotos, suas atitudes frente ao combate e a perseverança na busca incansável da perfeição permanecerão como se estivéssemos ainda nas barracas de lona dos campos da Itália.

A vida com sua naturalidade leva-nos a despedir dos companheiros que seguiram rumo a um merecido descanso. Essa dor da perda se fez mais presente nos últimos dias, com a partida de dois pilotos veteranos do grupo de caça.

Quando desempenharam 75 e 58 missões de guerra, respectivamente, o comandante Fernando Corrêa Rocha e o Maj Brig Othon Correia Neto contribuíram, de modo significativo, para que pudéssemos ter o orgulho de ostentar o honroso título de pilotos de caça da Força Aérea Brasileira.

Os anos se passaram e hoje a aviação de caça brasileira encontra-se repleta de jovens pilotos que, inspirados nos exemplos do passado e confiantes em seus líderes do presente, prosseguem com a nobre missão de preservar a soberania do Brasil.

Por fim, resta-nos bradar a uma só voz: Senta a Púa! BRASIL!

Ten.Brig-Ar João Manoel Sandim de Rezende
Comandante-Geral de Operações Aéreas
FORÇA AÉREA BRASILEIRA

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Vidas passadas?

(Historiador do cotidiano)

Olá meu público querido.

Desculpem-me o sumiço. Monografia é algo que realmente toma seu tempo.

Assisti esses dias o filme "Cartas de Iwo Jima". Muito bom mesmo!!!
Eu recomendo !

Mas o motivo desse post, é porque durante o filme vi umas cenas que reforçam minha crença: se existem vidas passadas, na minha eu era piloto de caça no teatro de operações do Pacífico, durante a 2ª Guerra Mundial.

Abraços a todos e todas, e um excelente final de semana!
(-: