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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Exercício das Forças Armadas brasileiras preocupa Paraguai

Exercício das Forças Armadas brasileiras preocupa Paraguai

Escrito por Defesa Brasil
Seg, 16 de Novembro de 2009 09:30

Militares simularão ocupação de uma usina elétrica binacional; manobras já estavam previstas há meses.

RICARDO BONALUME NETO

A coincidência entre o apagão de terça-feira passada e o início hoje de um grande exercício militar no sul do Brasil que inclui a ocupação de uma usina hidrelétrica "binacional" despertou temores no Paraguai de que o objetivo do exercício seria simular uma eventual tomada da usina de Itaipu.

"Brasil prepara simulacro de guerra dirigido ao Paraguai", dizia um título na primeira página de anteontem do jornal paraguaio "ABC Color".

"O exercício se anuncia umas 72 horas logo depois que um apagão por falhas não esclarecidas em Itaipu deixou no escuro seis grandes Estados brasileiros e arrastou todo o Paraguai", escreveu o jornal. Na verdade, a operação está planejada faz vários meses; uma manobra deste tamanho não se improvisa em apenas uma semana.

A Operação Laçador é o maior exercício militar da América Latina. A manobra coordenada pelo Comando militar do Sul envolve mais de 8.000 homens das três forças e inclui 13 navios, dois submarinos e 53 aeronaves da FAB.

O cenário envolve a disputa por energia, tanto hidrelétrica como de petróleo. A "guerra" é entre o país "verde" -representado por Paraná, Santa Catarina e parte do Rio Grande do Sul- e o "amarelo" -boa parte do resto do RS. Justamente para evitar interpretações diplomaticamente sensíveis, o exercício será longe de fronteiras.

A "guerra" começa com os "amarelos" invadindo campos de petróleo em torno de Rio Grande (RS) pertencentes aos "verdes", cuja missão é retomá-los, e também ocupar a usina "binacional", representada pela usina de Itá, no rio Uruguai, em Santa Catarina, na divisa com o Rio Grande do Sul.

Militares de várias partes do Brasil vão integrar a operação. São as principais unidades do Exército que estariam envolvidas em uma ação real de pronto emprego, como a retomada de uma hidrelétrica.

Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Todos contra o Brasil

A recente decisão do presidente equatoriano, Rafael "caloteiro" Correa, de impugnar ante uma corte internacional a dívida de 243 milhões de dólares contraída por seu país com o Banco Brasileiro de Fomento (BNDES) tem configurado um novo e delicado cenário na política regional sul-americana, é o que conta hoje o jornal espanhol El Pais.

Ao que parece aos poucos vai "vazando pelo ralo" o tratado feito no encontro de Manaus de 30 de setembro, onde Brasil, Venezuela, Bolívia e Equador anunciaram um ambicioso projeto de integração regional que incluía uma série de investimentos conjuntos para conectar os oceanos Pacífico e Atlântico através de corredores terrestres e fluviais que cruzariam o sul do continente de costa a costa.

Alinhados com as posições do Equador e estrangulados pela crise financeira internacional, alguns governos(se é que assim podem ser chamados) da esquerda mais dura e igualmente burra da América do Sul, leia-se falsos populistas, (Venezuela, Paraguai e Bolívia) propõem-se agora revisar suas respectivas dívidas com o Brasil. Ante a ameaça de uma iminente onda de morosidade coletiva, o ministro Celso Amorim advertiu aos vizinhos que se continuarem minando sua confiança na concessão de crédito, paralisará o financiamento dos grandes projetos para a integração sul-americana.

Nosso país está na mira de vários países da região que manifestaram sua solidariedade com o governo equatoriano depois do conflito diplomático entre Brasília e Quito, por causa de uma série de "problemas" detectados na hidrelétrica de San Francisco, construída no Equador pela Odebretch com financiamento do BNDES. Existe um verdadeiro sentimento de rancor e inveja ante as últimas mostras da liderança regional do Brasil, que alguns governos, como o do venezuelano Hugo "el loco" Chavez, chamam de perigosas e excessivas.

Correa, um tagarela de "marca maior" que já teve a boca calada por Uribe que ameçou denunciá-lo de envolvimento com o tráfico de drogas e com as FARC, qualifica a Odebretch de empresa "corrupta". A exemplo de Evo "cocalero" Morales, fechou a hidrelétrica e a ocupou militarmente, expulsou à construtora do país e posteriormente anunciou o início de uma ação legal ante a Câmera de Comércio Internacional (CCI) de Paris para não pagar o empréstimo concedido pelo banco brasileiro.

Lula, principal responsável por estes empréstimos para seus, agora ex, "amiguinhos", foi forçado pelo Itamaraty a chamar o embaixador em Quito e ameaçou revisar 30 projetos de cooperação com o Equador. (Não seria melhor cancelar todos?). Celso Amorim já confirmou que o embaixador não regressou para o Equador e que não há data prevista.

Em 26 de novembro passado, os países que compõem a Alternativa Bolivariana para a América (ALBA) saudaram a decisão equatoriana de cancelar o pagamento da dívida contraída com o Brasil. O presidente venezuelano, Hugo "mentiroso" Chavez, respaldado por seus homólogos da Bolívia, Nicarágua e Honduras, anunciou "respostas marcadas" ante ações "que atentem contra a vontade do Equador de impugnar os créditos que tenham lesionado a economia do país e de seu Estado de direito". Além do respaldo à decisão equatoriana, a ALBA recomenda aos países endividados a realização de auditorias integrais para verificar evidências de atos que tenham lesionado suas economias e a infração da ordem jurídica que deve reger um Estado de direito. Desta maneira, o eixo socialista latino-americano anima os governos da região a seguir os passos do Equador.

A investida obteve uma rápida resposta em Assunção, onde na semana passada o presidente paraguaio, Fernando "falastrão" Lugo, anunciou a revisão da dívida contraída por seu país com a Argentina, Brasil e Taiwan.

- "Se outros países como o Equador não estão pagando, por que nós também não?", declarou o ex-bispo.

O BNDES é a maior entidade creditícia da América Latina e já emprestou milhões de dólares para o Equador, Venezuela, Bolívia e Paraguai, coincidência ou não, os países que mais fazem qüestão da necessidade de analisar a legalidade das dívidas contraídas e de não assumi-las.

Todos estes governantes adeptos do popularismo barato e enganador já utilizam o mesmo e velho discurso estéril e ordinário de esquerda de sempre, relacionam o crescimento do nosso país como o de exploração de massas e nos acusam de ricos estrangeiros imperialistas.

E agora Brasil?