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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Estágios x Estagiários

(Historiador do cotidiano)

Estágios e estagiários... aliás, candidatos a estágios! Céus, que coisa complicada!!! Pensei em colocar como título deste artigo a frase "Entenda porquê sobram vagas e pessoas desempregadas", mas seria forte demais.

Desde o início deste mês estou encarregado (apesar de não ser o gerente da tarefa) de entrevistar candidatos a estágios de três áreas, que eu entendo muito bem. Foram algumas dezenas de candidatos em cerca de dez dias de entrevistas. Foram quase muitos martírios: entrevistar pessoas não preparadas é uma das coisas mais chatas (e ao mesmo tempo divertidas) do processo de contratação de estagiários. Chega a ser hilário. Eu e o outro entrevistador realmente nos divertimos nesse processo de entrevistas.

Vou passar para algumas dicas que dou aos aspirantes a estágios que acessarem este blog:

1. ENTREM NO SITE DA INSTITUIÇÃO!
Essa é a primeira coisa que vocês, candidatos, devem fazer! Sério mesmo, chega a ser desagradável entrevistar alguém para trabalhar na sua instituição, e o candidato não faz nem idéia de qual sua área de atuação. Se você vai na Petrobras, tem que saber que ela não trabalha apenas com petróleo; se é no Ministério do Meio Ambiente, tem que saber qual a real significação de meio-ambiente; Se é no Ministério da Cultura, saiba o que significa, e qual a extensão, da cultura brasileira; Se é nas Forças Armadas, pesquise direitinho, saiba pra que serve cada Força (o Exército não serve só pra terra, a Força Aérea pro ar e a Marinha pro mar não!), saiba que existem atividades subsidiárias e, por caridade, saibam que um soldado não é quase o mesmo posto de um general!

2. BOTEM FOTO NO CURRÍCULO!
Depois de algumas dezenas de entrevistas - e olhe que não foi muita coisa - eu, que tenho boa memória fotográfica, não lembro mais do rosto de todo mundo. E como na hora de entrevistar candidatos nós não levamos uma filmadora ou um gravador, não é humanamente possível lembrar de exatamente tudo que os candidatos falaram, por isso nós (entrevistadores) fazemos associações. Então facilitem o nosso trabalho e botem suas fotografias nos currículos. Esqueçam o que dizem os manuais de currículos, quem os escreve às vezes parece que não vivem no mundo real. Mas a observação é a seguinte: foto somente no currículo que tu levar impresso! Antes da entrevista, se você optar por enviar cópia do currículo por e-mail, mande sem foto.

3. SINTAM-SE À VONTADE!
Se te oferecerem água, aceitem. Se você tem algo no colo (mochila, bolsa, ou afins), tire do seu colo e bote na cadeira do lado, ou em cima da mesa. Se está com as pernas cruzadas, descruze-as. Se está com os braços cruzados, principalmente sobre a barriga (sentência de morte para um candidato a estágio), descruze-os e coloque EM CIMA da mesa (não embaixo, escondendo as mãos). Olhe os entrevistadores nos olhos, não para todos os cantos da sala; se não consegue olhar nos olhos, olhe pro meio do nariz, entre os olhos. Postura corporal é importante sim, então evite gestos obscenos, sorria (ao invés de ficar com cara amarrada), fale naturalmente, não se preocupe com o seu sotaque, seja natural - afinal não adianta ter uma postura na entrevista e agir totalmente diferente se for contratado, pois isso só vai ser pior pra ti.

4. VISTA-SE COMO VOCÊ É!
Se você gosta de andar de camiseta de manga curta e calça jeans, não adianta ir de terno para entrevista. É quem você é, e a roupa não vai mudar seu jeito de ser, muito pelo contrário: você corre o risco de se sentir desconfortável, e isso prejudicar sua naturalidade. Outra coisa, se a instituição preza por alguns aspectos físicos (como não ter tatuagens, principalmente se elas tiverem linhas ideológicas), não venha com terno para escondê-las... quando você for trabalhar e a tatuagem ideológica aparecer, vai ser pior! E atenção meninas, decotes chamam atenção sim, mas eles podem ser prejudiciais à sua avaliação: primeiro os avaliadores podem considerar que vocês não têm competência para chamar atenção pelos conhecimentos, então estão usando o volume toráxico pra ganhar a vaga; segundo que mulher que usa o corpo para se auto-promover não costuma ser daquelas mais inteligentes ou que se destaca. Minha experiência nas duas graduações que fiz mostrou que as mulheres que exibem corpos o fazem para esconder as mentes. Não tentem ser o que não são. Se você vai trabalhar todo dia de calça jeans, então o que custa ir para entrevista da mesma forma ou pelo menos parecido?

5. ENTREM NO SITE DA INSTITUIÇÃO!
Eu sei que eu já falei isso, mas É MUITO IMPORTANTE: Conheçam as atividades da instituição antes de irem para as entrevistas. Das dezenas de candidatos entrevistados, apenas uns poucos estudaram de cabo-à-rabo o nosso site, o que demonstra que menos de 10% dos candidatos se interessaram em conhecer um pouco mais da instituição. Esses serão contratados com certeza. Já os demais... bem... corre o risco de deixarmos vagas em aberto por falta de qualificação e interesse dos candidatos.

6. SE QUALIFIQUEM!
Por mais que nós (entrevistadores) entendamos que vocês (candidatos às vagas de estágios) não sejam seres com formação universitária completa, nós esperamos que você saiba alguma coisa. Por exemplo, no jornalismo existe um conceito chamado "lead" que faz referência às seis perguntas básicas que são respondidas sempre no 1º parágrafo de cada texto jornalístico ("o que?", "como?", "onde?", "quando?", "quem?" e "por quê?"); isso se estuda no 2º ou 3º período letivo de uma graduação de jornalismo; então se você é um aluno do 5º período de jornalismo, você é obrigado a saber o que é um lead. Então vá a todos os congressos da sua área, assista às palestras, participe de minicursos, vá aos seminários, participe de grupos de pesquisa na universidade, participe de grupos de extensão na universidade, converse com professores, freqüente a biblioteca para estudar (não para dar em cima das bibliotecárias), enfim... corra atrás do conhecimento! Se o entrevistador precisa de um candidato que manje de photoshop e chega alguém que mexe desde início do curso, e outros que decidiram estudar esse semestre, quem deve estar mais preparado? (...) Então corra atrás do conhecimento, você só tem a ganhar!

7. REDAÇÕES SÃO SIM UTILIZADAS EM PROCESSOS SELETIVOS
Não ache que você vai chegar numa entrevista (principalmente se for da área de comunicação) e não vão te pedir uma redação. É mais comum do que vocês imaginam. Então esteja preparado, leve sempre uma caneta, e saiba que sua caligrafia será sim analisada: nós não procuramos textos perfeitos (nós entrevistadores sabemos que a formação dos candidatos ainda não está concluída), mas se a vaga é para comunicação precisamos de alguém que saiba escrever direito sem usar corretor ortográfico, que tenha concisão e coerência ao escrever, que saiba concatenar bem as idéias.

8. LEVE UM CURRÍCULO SEU IMPRESSO
Por mais que existam empresas que façam essa ponte entre estudantes e instituições (e essas empresas possuem resumos dos currículos), isso não evita que o candidato leve o currículo impresso; pelo contrário: isso demonstra que você vai preparado para mostrar um pouco mais de ti, o que você já cursou, o que você já fez, como você colaborou com aquelas empresas e instituições, e como você pode contribuir com essa instituição para a qual está concorrendo às vagas. Observação: no currículo coloque direitinho o seu nome completo e alguns dados pessoais como universidade, nome do curso, período que estuda e disponibilidade para estagiar; mas NÃO precisa colocar informações tipo nome dos pais, RG, CPF, título de eleitor, número da carteira de habilitação, quais vacinas já tomou (exceto se for para alguma instituição que exija viagens para locais inóspitos). É interessante colocar também habilidades adicionais: se você é musicista, cantor, piloto de aviões, mergulhador, ganhou algum prêmio, pratica esportes, e demais atividades, porque isso pode ser o diferencial. Não tenha vergonha de mostrar quem você é. E como eu já expliquei anteriormente, bote sim sua fotografia no currículo, para facilitar a vida dos entrevistadores, mas basta uma 3x4 (por favor não bote uma foto de corpo inteiro, principalmente se for fazendo pose na academia ou em trajes de praia). Mas a observação é a seguinte: foto somente no currículo que tu levar impresso! Antes da entrevista, se você optar por enviar cópia do currículo por e-mail, mande sem foto. Outra coisa: o currículo que se leva para entrevista, por mais detalhado que seja, não é da sua vida inteira, então não bote "curriculum vitae" escrito nele. O que é necessário constar no currículo é como os entrevistadores podem te contatar: e-mail e telefone celular no mínimo.

9. AFIRME, NÃO PERGUNTE
Se você tem certeza, afirme. Se pode falar "SIM!" não fale "sim?". Ter postura pró-ativa é importante, você se destaca por ser firme, não por ser frouxo. Ter convicção das informações é importante pois demonstra que você estudou, e que você tem coragem de sustentar suas opiniões (não é uma "maria-vai-com-as-outras").

10. SALÁRIO?
Às vezes as informações sobre a remuneração não ficam claras quando o candidato vai para a entrevista de estágio. Se você tem dúvidas, pergunte. Não existe vergonha nenhuma. Outra coisa, não custa nada você ler a "Lei do estágio" para saber quais seus direitos e deveres.

11. VERDADE SEMPRE
Seja sempre bem claro e transparente, os entrevistadores percebem quando você tenta enrolá-los. E se eles notarem que você tentou enganá-los, eles vão começar a usar pegadinhas para fazer você entrar em contradição. Se não sabe algo, não tenha vergonha em admitir "eu não sei", e lembre-se de acrescentar "ainda, mas vou pesquisar sobre isso". Porque se nós (entrevistadores) fizermos uma pergunta a vocês (candidatos), vocês não souberem e tentarem responder de qualquer forma, nós vamos desclassificar vocês.

12. LEVE UM PORTFÓLIO
Sério mesmo, você não é um inútil, muito pelo contrário: por mais verde que você seja num curso de graduação, com certeza você já produziu alguma coisa (seja um trabalho acadêmico, um jornal, um panfleto, uma publicidade, o que for), leve uma cópia. Os entrevistadores vão gostar de conhecer os seus trabalhos, e isso geralmente contará muitos pontos a seu favor. Se não fez nenhum trabalho prático, pelo menos trabalho acadêmico fez, de alguma disciplina teórica. É melhor que chegar com mãos abanando.

13. ENTRE NO SITE DA INSTITUIÇÃO!
Eu sei que já falei isso antes, mas É MUITO IMPORTANTE CONHECER A INSTITUIÇÃO NA QUAL VOCÊ VAI FAZER A SELEÇÃO! Se chegar um candidato que manja muito da profissão, mas pouco da instituição; e outro que manja da profissão, mas muito da instituição; existem chances reais de os entrevistadores preferirem o candidato que correu atrás da informação, que pesquisou.

14. LEMBRE-SE DE EISTEIN
"A imaginação é mais importante que o conhecimento". Não que o conhecimento não seja importante, é sim! Mas se você é uma pessoa com muita imaginação, não tenha medo de deixar isso transparecer. Entrevistadores (eu principalmente) prefiro pessoas com imaginação do que CDFs que sabem todos os conceitos mas não têm atitude ou imaginação.

15. LEMBRE-SE DE YODA
"Não tente; faça ou não faça; não existe o tentar". Quando nós entrevistamos candidatos, esperamos que eles tenham atitude: se não sabem algo, que corram atrás; se encontram uma dificuldade, que enfrentem e superem; se levarem pedradas, que juntem as pedras para construir um castelo! Muitos candidatos dizem "é, eu tento" mas entendam que quem fala "tentar" já considera a possibilidade de desistência ou de dar errado; pelo contrário, espera-se que o profissional corra atrás da solução (não que fique encontrando dificuldades ou que se acovarde perante uma missão).

16. TRABALHO EM GRUPO É ESSENCIAL, MAS PROCURAM-SE LÍDERES (NÃO PEÕES)
Saia do clichê de "trabalhar em grupo é bom" ou "você tem chance de aprender mais". Seja sincero, bote pra fora o que tu realmente pensa sobre trabalhar em grupo. Nós (entrevistadores) queremos saber o que vocês (candidatos) acham bom de trabalhar em grupo E TAMBÉM o que acham ruim de trabalhar em grupo. Nós sabemos (nós já passamos por universidade e também centenas de trabalho em grupo na instituição) que existem pontos positivos E negativos em trabalhar em grupo, então seja sincero! Outra coisa: quando nós perguntamos sobre grupos, nós (entrevistadores) queremos saber se vocês lideram os grupos! Nós procuramos LÍDERES, não aquelas pessoas que ficam caladas, só recebem ordens, não contestam nem nada. Procuramos os líderes que têm coragem de tomar decisões, que distribuem ordens, que coordenam o grupo. Procuramos pessoas com atitudes!!!

17. SE INFORME
A imprensa está aí à sua disposição. Pesquise informações sobre a instituição, veja se ela anda aparecendo na mídia, procure na internet notícias anteriores sobre a instituição; existem diversos meios de comunicação (imprensa, rádio, televisão, internet, etc...), então cabe a você correr atrás da informação e se manter atualizado!

18. ENTRE NO SITE DA INSTITUIÇÃO
É sério, isso é realmente importante: CONHEÇA A INSTITUIÇÃO NA QUAL VAI PARTICIPAR DE UMA ENTREVISTA!

Enfim... espero ter ajudado. É um pouco estranho há pouco tempo atrás eu era estagiário e agora estou como entrevistador. Espero ter conseguido passar adiante um pouco da minha experiência e meus conhecimentos, para que as pessoas que ainda não passaram por tais eventos (sim, porque cada entrevista é um verdadeiro evento).

E já está bom de tanto escrever.

Te desejo um excelente final de semana, espero que aproveite muito, vá à praia, leia, estude, se informe, enfim... viva a vida!

Abraços

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

País ilusório

PAÍS ILUSÓRIO

(Prof. Marcos Coimbra)
Membro Efetivo do Conselho Diretor do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos (CEBRES), Professor aposentado de Economia na UERJ e Conselheiro da ESG.


O Sr. Inácio da Silva, em seu pronunciamento de final de ano, teceu considerações extremamente otimistas, como é do seu hábito, sobre a conjuntura nacional, bem como uma visão prospetiva rósea. Parece que falava de um país imaginário, bem distante da triste realidade vivenciada pela povo brasileiro, com raras exceções. Ora, partindo-se dos mesmos dados, um analista de oposição apresentaria uma visão menos alvissareira. De fato, existem sempre três verdades. A verdade entendida como tal por aqueles que estão no poder, a daqueles que estão em oposição, e a verdade verdadeira.

Sem dúvida, a conjuntura internacional favorável, já há algum tempo, facilitou em muito o comportamento da economia brasileira.

Porém, existem sinais claros de que, a partir de 2008, este quadro passará a sofrer uma reversão de expectativas. Os EUA podem passar por uma "estagflação", segundo a opinião de especialistas no assunto. A crise da "subprime" ainda não está solucionada. Pelo contrário. Seus reflexos continuam a propagar-se, com efeitos multiplicadores em outros centros de poder econômico. Sabendo-se que a economia norte-americana representa algo próximo a 28% do PIB mundial, evidentemente que a crise provoca e continuará a provocar reflexos na economia mundial, em parte compensados, por enquanto, pelo comportamento de alguns BRICs, como a China e a Índia, em especial.

De qualquer modo, teremos uma realidade menos favorável, a partir de agora, em termos de comportamento de variáveis exógenas. Na expressão econômica, podemos deduzir que haverá uma diminuição acentuada no saldo da balança comercial para valores inferiores a US$ 30 bilhões, com a conseqüente inversão do sinal do saldo do balanço de pagamentos em transações correntes, que passará a ser negativo em algo em torno de US$ 3 bilhões. A taxa real de juros continuará a ser indecente, acima de 7%, uma das três maiores do mundo. A carga tributária permanecerá crescendo, apesar da retirada da CPMF, podendo alcançar um patamar de 37% do PIB. O "apagão" logístico continuará a impedir qualquer chance de crescimento do PIB acima de 5% ao ano. Persistirá a criação de empregos de baixa qualidade, com remuneração abaixo de 3 SM, com cerca de 50% da população considerada ocupada atuando na economia informal. O crédito irresponsável, uma das maiores causas do aquecimento do mercado interno, ao lado da concessão de "bolsas esmolas", provocará conseqüências preocupantes, como o aumento da inadimplência dos endividados. O real valorizado em demasia continuará a provocar danos ao processo de industrialização do país. A ausência de uma adoção da meta de pleno emprego na economia brasileira não pode persistir.

Na expressão psicossocial, presenciamos o caos em seus principais segmentos. Na educação, "formamos" quantidade e não qualidade. Os resultados nas últimas avaliações demonstram o desprezo pelo conhecimento, principalmente no relativo aos profissionais da área, mal remunerados, sem treinamento adequado, sem perspectiva. Também o que esperar de quem se orgulha de ser ignorante e ressalta a aversão pela leitura. Na saúde, os hospitais públicos parecem câmaras de tortura. Os recursos, já insuficientes, quando não são desviados, são mal aplicados. Os profissionais do setor são vilipendiados, chegando-se a tentar a implantação de um novo modelo de "fundações", para privatizar o setor público. Na segurança, criam-se a cada dia mais "forças policiais" e o resultado é pífio. O cidadão, agora proibido de exercer seu direito natural de legítima defesa, sente-se abandonado, a mercê dos marginais de todo tipo que o achacam de diversos modos.

Na expressão científico-tecnológica, o volume de investimentos em pesquisa não ultrapassa 1% do PIB, em termos reais. A criatividade não é estimulada, nem há ambiência favorável à P&D, com raras exceções. O Brasil torna-se cada vez mais dependente da tecnologia alienígena. Na expressão militar, o panorama é assustador. As três Forças Armadas estão a cada dia mais desarmadas. Fica evidente que elas estão sendo punidas por quem as suporta, mas gostaria de eliminá-las. As remunerações dos seus integrantes não acompanham o ritmo das demais carreiras de Estado. Acentua-se a evasão de bons profissionais. O equivocado ministério da Defesa continua a demonstrar que nada entende do ramo, nem quer entender. Nossos vizinhos iniciam uma corrida armamentista, sob diversos pretextos e continuamos com material de 30 anos atrás. Nossa indústria bélica foi extinta. Perdemos a cada dia nosso poder de dissuasão e continuamos a ser afrontados por aventureiros.

Na expressão política, o Executivo foi aparelhado partidariamente. Quase quarenta ministérios e mais de 30.000 "cumpanheiros" nomeados por compromissos políticos e não por mérito. O Legislativo, em especial a Câmara dos Deputados, é submisso aos desejos do Executivo. Seus integrantes dependem de verbas orçamentárias federais. Praticamente inexiste oposição. O Judiciário, em sua esfera superior, já possui quase a metade de seus componentes nomeada pelo Sr. Inácio. A corrupção está generalizada. Urge um esforço das forças vivas da Nação para reversão deste quadro.