segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Sobre o fracasso

"Fracasso não é cair. Fracasso é não levantar."

('What we call failure is not the falling down, but the staying down..
Autor: Bob Proctor)

Agora, pense comigo e responda francamente:


Qual a primeira coisa a fazer, depois da queda?

Cair não é culpa sua. Cair é o único modo de chegar ao seu destino, seja qual for. Alguns tombos são leves, outros pesados. Alguns você "tira de letra". Outros, não. Ainda assim, levante-se e ande.

Alguns tombos são causados por problemas externos, outros por nossa própria arrogância e descuido. Vezes sem conta podemos ir ao chão, derrubados por razões que acreditamos totalmente injustas. Ainda assim, levante-se e ande.

Pouco importa a reação dos outros. O mundo sempre ri das quedas alheias. E sempre se assombra quando aquele que caiu levanta-se, e anda. É natural. É normal. Mas não é por sua causa. É apenas institivo e sem nenhuma conexão com juízos de valor. Porque seu valor sempre sobe quando você, ao contrário de todas as apostas, continua a avançar.

Exatamente por isso, levante-se e ande. Cada vez que você levantar-se, seu valor aumenta. E aumenta muito. Seu valor será calculado pelo mundo na exata medida do número de vezes em que você, apesar de todas as quedas, levantar-se e continuar a andar. Como diz Bob Proctor, "fracasso não é cair. Fracasso é não levantar".

Por isso, em qualquer área da vida, ao cair, faça simplesmente isso: levante-se e ande.

Impressione o mundo e todas as apostas feitas contra você. Levante-se AGORA!


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domingo, 29 de novembro de 2009

Ponto de vista...

(Historiador do cotidiano)

Estava assistindo agora há pouco o filme "Guru do amor" (the love guru) na televisão, com o comediante Mike Myers, de 2008. Ri muito, muito mesmo com o filme. Mas teve uma cena que merece destaque:

Em praticamente todos os filmes do Mike Myers, quando termina o filme começam a passar algumas cenas de erros de gravações (os famosos "bloopers", experimente digitar isso no youtube junto com o nome do teu filme predileto). Nesse filme Mike Myers contracena com Verne Troyer, o anãozinho que já tinha feito parceria com ele nos filmes "Austin Powers" no então papel de mini-me.

No final do filme, quando termina, mostra uma cena em que o diretor pede para o cinegrafista para aproximar a imagem (eles estão filmando o Verne Troyer com algumas pessoas por trás) porque só estão conseguindo ver bundas. Verne, com um ar sarcástico, diz: "Agora vocês sabem como é!". E risos, muitos risos...

Se quiser assistir essa cena no Youtube, o link é: http://www.youtube.com/watch?v=ShE4yCWLJFI

Abraços, desejo um excelente domingo, e uma semana ainda melhor!


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Frase do dia

"Monstros e fantasmas existem sim. Eles vivem dentro de nós, e às vezes deixamo-os vencerem"
(Stephen King, extraído do episódio de "Criminal Minds" de hoje)

Ou seja, não basta lutarmos contra o que há lá fora. Também há coisas dentro de nós que devemos lutar. É uma eterna guerra na qual às vezes levamos uma bala perdida.

E você, tem lutado contra seus monstros e fantasmas interiores?


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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Exercício das Forças Armadas brasileiras preocupa Paraguai

Exercício das Forças Armadas brasileiras preocupa Paraguai

Escrito por Defesa Brasil
Seg, 16 de Novembro de 2009 09:30

Militares simularão ocupação de uma usina elétrica binacional; manobras já estavam previstas há meses.

RICARDO BONALUME NETO

A coincidência entre o apagão de terça-feira passada e o início hoje de um grande exercício militar no sul do Brasil que inclui a ocupação de uma usina hidrelétrica "binacional" despertou temores no Paraguai de que o objetivo do exercício seria simular uma eventual tomada da usina de Itaipu.

"Brasil prepara simulacro de guerra dirigido ao Paraguai", dizia um título na primeira página de anteontem do jornal paraguaio "ABC Color".

"O exercício se anuncia umas 72 horas logo depois que um apagão por falhas não esclarecidas em Itaipu deixou no escuro seis grandes Estados brasileiros e arrastou todo o Paraguai", escreveu o jornal. Na verdade, a operação está planejada faz vários meses; uma manobra deste tamanho não se improvisa em apenas uma semana.

A Operação Laçador é o maior exercício militar da América Latina. A manobra coordenada pelo Comando militar do Sul envolve mais de 8.000 homens das três forças e inclui 13 navios, dois submarinos e 53 aeronaves da FAB.

O cenário envolve a disputa por energia, tanto hidrelétrica como de petróleo. A "guerra" é entre o país "verde" -representado por Paraná, Santa Catarina e parte do Rio Grande do Sul- e o "amarelo" -boa parte do resto do RS. Justamente para evitar interpretações diplomaticamente sensíveis, o exercício será longe de fronteiras.

A "guerra" começa com os "amarelos" invadindo campos de petróleo em torno de Rio Grande (RS) pertencentes aos "verdes", cuja missão é retomá-los, e também ocupar a usina "binacional", representada pela usina de Itá, no rio Uruguai, em Santa Catarina, na divisa com o Rio Grande do Sul.

Militares de várias partes do Brasil vão integrar a operação. São as principais unidades do Exército que estariam envolvidas em uma ação real de pronto emprego, como a retomada de uma hidrelétrica.

Fonte: Folha de São Paulo

domingo, 15 de novembro de 2009

6 verdades que eu tinha esquecido...

1ª Verdade:






Ninguém consegue tocar em todos os dentes da boca com a língua.














2ª Verdade:






Todo idiota, depois de ler a 1ª verdade, tenta tocar com a língua em todos os dentes que tem na boca.













3ª verdade:






Descobre que a 1ª verdade é mentira.















4ª Verdade:






Começa a sorrir, porque concorda que é idiota.















5ª Verdade:






Tá pensando pra quem vai enviar essas verdades.













6ª Verdade:






E continua com o sorriso de idiota na cara?



















Fala sério, vc tocou a língua nos dentes, né?





KKKKKKKKKKKKKK






EU TAMBÉM! ! ! ..













KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK, essa foi boooooooooooooa

Agora pega outro...
















PRECISAMOS RIR MAIS, PARA DEIXARMOS NOSSO MUNDO MAIS NA PAZ.

Faça a sua parte.

sábado, 14 de novembro de 2009

Multímidia (nos dias de hoje)

(Historiador do cotidiano)

Esse interdisciplinaridade dos meios de comunicação, comum e displicentemente chamada apenas de "multimídia", me surpreende cada vez mais a cada dia. Sério mesmo.

Enquanto ontem precisávamos escrever uma carta (procurar papel, caneta, depois correr atrás de envelope, e finalmente postar no correio), hoje com alguns poucos cliques temos o mundo em nossas mãos.

Só para dar um exemplo: estava agora há pouco assistindo uma reportagem no canal (televisão por assinatura) NatGeo, que passava uma reportagem sobre a vida à bordo de porta-aviões. O da matéria era o USS Nimitz. Uma loucura o dia a dia dos militares num navio-aeródromo.

Mas enfim, eu estava assistindo a reportagem e num dado ponto um dos pilotos informou que o codinome dele é "Dahigi", mas que não podia explicar. Prontamente abri o mais famoso serviço de buscas da internet e fiz o que sempre sugiro às pessoas: "google it!". Googlei o termo em questão.

Em milésimos de segundos me apareceu um tal de dicionário urbano ("Urban dictinary" - disponível em: http://www.urbandictionary.com/) o qual explica que "dahigi" é simplesmente um acrônimo para a expressão "Don't Ask How I Got It".

Interessante o significo? Sim. Mas mais que isso, o que realmente importa aqui é o trâmite da informação. Alguém do outro lado do planeta gravou um vídeo, que foi enviado por satélite, aí a operadora local descodificou ele e enviou pelo sinal da televisão, eu assisti na televisão, abrir um navegador, procurei no google e olhei a definição no "urban dictonary", e finalmente mistério resolvido.

E ninguém sabe o que terá sido inventado daqui há 10 anos!

Ufa, só tenho uma palavra para expressar a situação comunicacional que nós, meros humanos, nos encontramos hoje: "Uau!"

Abraços, e excelente domingo para você!


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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Apagão

Descobriram finalmente o que causou o apagão que deixou 1/3 do Brasil às escuras:

Alguém chegou pro estagiário lá em Itaipu e disse "desliga tudo quando sair"!









































kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

É piada viu! Se algum(a) estagiário(a) ler isto e se ofender, relaxe, é apenas uma brincadeira. Eu também já fui estagiário e sei como é a vida num estágio. rs rs rs

Abraços, e um excelente final de semana pra ti.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Fracassos x Desculpas

"99% dos fracassos vêm de pessoas que têm o hábito de dar desculpas."

("99% of all failures come from people who have a habit of making excuses." - George Washington Carver)

Agora, pense comigo e responda francamente:

O QUE VOCÊ PROMETEU QUE NÃO ENTREGARÁ?

Desculpas, especialmente as desculpas lógicas, são perfeitas para acabar com você. Não me refiro a desculpas extraordinárias, que serão deletadas da mente dos outros, cedo ou tarde. O problema é quando repetimos constantemente as mesmas desculpas até que nós mesmos passamos a acreditar nelas.

Se você não chega no horário, sempre por um bom motivo, vai erodir a confiança de outras pessoas em seu senso de previsão, compromisso e execução. Se você promete entregar projetos em uma dada época e não os entrega, sempre por um bom motivo, vai erodir a confiança de outras pessoas em seu compromisso com os resultados.Se você promete que agirá diferente para seu marido, ou esposa e não cumpre a palavra, sempre por um bom motivo, vai erodir a confiança da outra pessoa naquilo que você sente por ela.

Você será desculpado uma, duas... dez vezes. Até que um dia a água do copo transbordará, e você dará uma outra ótima desculpa para explicar seu fracasso, originalmente causado pelos atrasos constantes, falta de entregar o que prometeu ou falta de compromisso com sua palavra. Um dia, nem você mesmo confiará naquela pessoa que olha no espelho.

Que desculpas sua mente está criando neste momento, mas que você NÃO aceitará? Faça o que for necessário para recuperar a confiança de outros sobre você, ou de você sobre você!


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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Tentações

(Historiador do cotidiano)

Eu já devia ter postado isso semana passada, mas fiquei na dúvida. Com o sermão de ontem eu tive certeza, então lá vai:

Resistir às tentações

As pessoas às vezes acham que resistir a uma tentação é simplesmente evitar ter contato com ela. Isso pode até ser, mas na MINHA opinião a maior resistência é você enfrentar uma tentação e resistir a ela.

Por exemplo os chocólatras: Existem pessoas com deficiências sentimentais que descontam seus problemas nos chocolates. Essas pessoas dizem que para evitar o vício precisam que ninguém passe com chocolates perto delas. Mas que absurdo! Quer dizer que temos que erradicar o chocolate do mundo porque umas pessoas não conseguem se controlar? O autocontrole é fundamental. Não podemos culpar o mundo pelas nossas fraquezas, temos que sermos fortes e as enfrentarmos.

Outro exemplo é o das pessoas sem paciência: As pessoas se estressam com algumas coisas, e simplesmente explodem. Essas pessoas não sabem se controlar e colocam a culpa nas coisas ou pessoas. "Ah, se você não me pertubar eu não ficarei estressado", é uma argumentação comum dessas pessoas. Ora bolas, quer dizer que a partir de agora vamos erradicar todas as pertubações do mundo? Quem me dera que não existisse mais chateação, mas é a mesma coisa do chocolate: O autocontrole é fundamental. Não podemos culpar o mundo pelas nossas fraquezas, temos que sermos fortes e as enfrentarmos.

E agora vamos ao mais importante: as tentações da Fé! Um padre que gosto muito uma vez falou que "estamos numa guerra contra o mal, e de vez em quando levamos uma bala perdida!". Foi nesse sermão dele que eu despertei para o texto desse artigo: As tentações, as dificuldades, os infortúnios existem. E não podemos culpar os outros pelas nossas fraquezas, temos que levantar, sacudir a poeira, enfrentar e seguir em frente!

As tentações existem. As da fé são as piores, mas cabe a nós enfrentarmos a situação. E observem que "enfrentar" não significa "brigar" ou "discutir", significa não culpar os outros pelas nossas fraquezas.

Força não é uma coisa que se ganha como presente, é uma coisa que se desenvolve na loooooonga caminhada da vida.

E você, como tem agido diante dos infortúnios?








Desejo a ti uma excelente semana, com muita saúde, paz, amor e fé. Fique com Deus!

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domingo, 1 de novembro de 2009

Perguntas versus respostas

"Você só tem respostas das perguntas que faz..."
(Aldo Novak)

Agora, pense comigo e responda francamente:
VOCÊ ESTÁ FAZENDO AS PERGUNTAS CERTAS?

Podemos passar pela vida como sonâmbulos, levantando com o relógio, enviando mensagens de texto, assistindo ao telejornal ou a novela, cuidando das crianças, tomando o remédio e, de repente, 80 anos se passaram e podemos nos perguntar: "Ei, para onde foram todos aqueles anos?"

Milhares de coisas na vida estão sempre no automático. Precisamos disso para sobreviver. Tanto faz se alguns milhões de anos no passado precisávamos correr atrás da comida e hoje precisamos ir ao supermercado. Ainda temos que fazer milhões de operações mentais por dia (cerca de 50 mil) simplesmente para existirmos.

Mas você não quer apenas existir, ou não estaria lendo isso. Porque textos como este são para quem quer pensar, escolher e viver de modo d iferente. Então, desafio você a questionar, perguntar, confrontar as respostas prontas. Não tenha medo. E não acredite em quem diz que você deve acreditar cegamente em qualquer coisa. Geralmente, quem diz isso quer manipular você. Ao contrário. Questione. Pergunte. Viva. Ligue este verdadeiro supercomputador que está sobre os ombros.

Se você começar a fazer as perguntas certas, começará a ter as respostas certas. Algumas, assustadoramente certas. É assim que a vida funciona. Porque você só tem respostas das perguntas que faz. .

Que respostas você busca? Que perguntas você fará?


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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Videoclipe em navio da Marinha do Brasil

(Historiador do cotidiano)

Olá queridos leitores, hoje venho fazer um convite um pouco diferente. Recebi por e-mail o link de um belíssimo videoclipe gravado à bordo da Fragata F-46 Greenhalgh, da nossa gloriosa Marinha do Brasil, do cantor Fernando Cester.



Caso não consigam abrir, o link direto (youtube) é: http://www.youtube.com/watch?v=vhKaff5AGKM

Espero que gostem tanto quanto eu.

Abraços, e uma ótima semana!


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sábado, 17 de outubro de 2009

Radio waves that see through walls

Radio waves that see through walls
October 14, 2009

Salt Lake City -- University of Utah engineers showed that a wireless network of radio transmitters can track people moving behind solid walls. The system could help police, firefighters and others nab intruders, and rescue hostages, fire victims and elderly people who fall in their homes. It also might help retail marketing and border control.

"By showing the locations of people within a building during hostage situations, fires or other emergencies, radio tomography can help law enforcement and emergency responders to know where they should focus their attention," Joey Wilson and Neal Patwari wrote in one of two new studies of the method.

Both researchers are in the university's Department of Electrical and Computer Engineering Patwari as an assistant professor and Wilson as a doctoral student.

Their method uses radio tomographic imaging (RTI), which can "see," locate and track moving people or objects in an area surrounded by inexpensive radio transceivers that send and receive signals. People don't need to wear radio-transmitting ID tags.

One of the studies – which outlines the method and tests it in an indoor atrium and a grassy area with trees – is awaiting publication soon in IEEE Transactions on Mobile Computing, a journal of the Institute of Electrical and Electronics Engineers.

The study involved placing a wireless network of 28 inexpensive radio transceivers – called nodes – around a square-shaped portion of the atrium and a similar part of the lawn. In the atrium, each side of the square was almost 14 feet long and had eight nodes spaced 2 feet apart. On the lawn, the square was about 21 feet on each side and nodes were 3 feet apart. The transceivers were placed on 4-foot-tall stands made of plastic pipe so they would make measurements at human torso level.

Radio signal strengths between all nodes were measured as a person walked in each area. Processed radio signal strength data were displayed on a computer screen, producing a bird's-eye-view, blob-like image of the person.

A second study detailed a test of an improved method that allows "tracking through walls." That study has been placed on arXiv.org, an online archive for preprints of scientific papers. The study details how variations in radio signal strength within a wireless network of 34 nodes allowed tracking of moving people behind a brick wall.

The method was tested around an addition to Patwari's Salt Lake City home. Variations in radio waves were measured as Wilson walked around inside. The system successfully tracked Wilson's location to within 3 feet.

The wireless system used in the experiments was not a Wi-Fi network like those that link home computers, printers and other devices. Patwari says the system is known as a Zigbee network – the kind of network often used by wireless home thermostats and other home or factory automation.

Wilson demonstrated radio tomographic imaging during a mobile communication conference last year, and won the MobiCom 2008 Student Research Demo Competition. The researchers now have a patent pending on the method.

"I have aspirations to commercialize this," says Wilson, who has founded a spinoff company named Xandem Technology LLC in Salt Lake City.

The research was funded by the National Science Foundation.

How It Works

Radio tomographic imaging (RTI) is different and much less expensive than radar, in which radar or radio signals are bounced off targets and the returning echoes or reflections provide the target's location and speed. RTI instead measures "shadows" in radio waves created when they pass through a moving person or object.

RTI measures radio signal strengths on numerous paths as the radio waves pass through a person or other target. In that sense, it is quite similar to medical CT (computerized tomographic) scanning, which uses X-rays to make pictures of the human body, and seismic imaging, in which waves from earthquakes or explosions are used to look for oil, minerals and rock structures underground. In each method, measurements of the radio waves, X-rays or seismic waves are made along many different paths through the target, and those measurements are used to construct a computer image.

In their indoor, outdoor and through-the-wall experiments, Wilson and Patwari obtained radio signal strength measurements from all the transceivers – first when the rectangle was empty and then when a person walked through it. They developed math formulas and used them in a computer program to convert weaker or "attenuated" signals – which occur when someone creates "shadows" by walking through the radio signals – into a blob-like, bird's-eye-view image of that person walking.

RTI has advantages. "RF [radio frequency] signals can travel through obstructions such as walls, trees and smoke, while optical and infrared imaging systems cannot," the engineers wrote. "RF imaging will also work in the dark, where video cameras will fail."

Even "where video cameras could work, privacy concerns may prevent their deployment," Wilson and Patwari wrote. "An RTI system provides current images of the location of people and their movements, but cannot be used to identify a person."

Would bombardment by radio waves pose a hazard? Wilson says the devices "transmit radio waves at powers 500 times less than a typical cell phone."

"And you don't hold it against your head," Patwari adds.

Radio 'Eyes' to the Rescue

Patwari says the system still needs improvements, "but the plan is that when there is a hostage situation, for example, or some kind of event that makes it dangerous for police or firefighters to enter a building, then instead of entering the building first, they would throw dozens of these radios around the building and immediately they would be able to see a computer image showing where people are moving inside the building."

"They are reusable and you can pick them up afterwards," he says.

The technique cannot distinguish good guys from bad guys, but at least will tell emergency personnel where people are located, he adds.

Patwari says radio tomography probably can be improved to detect people in a burning building, but also would "see" moving flames. "You may be able to look at the image and say this is a spreading fire and these are people," says Patwari.

Wilson believes radio imaging also could be used in "a smarter alarm system. ... What if you put radios in your home [built into walls or plugged into outlets] and used tomography to locate people in your home. Not only would your security system be triggered by an intrusion, but you could track the intruder online or over your phone."

Radio tomography even might be used to study where people spend time in stores.

"Does a certain marketing display get people to stop or does it not?" Wilson asks. "I'm thinking of retail stores or grocery stores. They spend a lot of money to determine, 'Where should we put the cereal, where should we put the milk, where should we put the bread?' If I can offer that information using radio tomographic imaging, it's a big deal."

Radio image tracking might help some elderly people live at home. "The elderly want to stay in their homes but don't want a camera in their face all day," Wilson says. "With radio tomographic imaging, you could track where they are in their home, did they get up at the right time, did they go to the medicine cabinet, have they not moved today?"

Wilson says a computer monitoring the radio images might detect an elderly person falling down the stairs based on the unusually fast movement.

He says radio tracking also might be a relatively inexpensive method of border security, and would work in dark and fog unlike cameras.

Another possible use: automatic control of lighting, heating and air conditioning in buildings, says Wilson. Radio tracking might even control sound systems so that the best sound is aimed where people are located, as well as noise cancellation systems which could be aimed automatically at noise sources, Patwari says.

SOURCE: University of Utah

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

(Historiador do cotidiano)

Jô Soares hoje está impagável!!!
auhsuahsuahsuahsuahsuahsuahsauhsauhsua

Dois profissionais da comunicação falando sobre um show. O Luiz Vieira e Maurício Menezes. Muito muito engraçado, pena que acabou.

Abraços, e uma excelente sexta-feira pra ti!

domingo, 4 de outubro de 2009

Raiva - O maior mal da nossa época

(Historiador do cotidiano)

Tenho refletido sobre isso. Muito. Tenho várias teorias sobre os principais males da humanidade. Já pensei em depressão, em falta de fé, falta de autoconfiança, em pessimismo. Nossa... pessimismo é uma das coisas que mais odeio.

Mas o mal da humanindade, o maior maior, é exatamente esse: o ódio, a raiva.

Todos temos raiva. E cada vez mais. Duvida? Vamos fazer uma pequena lista aqui então, com coisas cotidianas que nos aborrecem:

(o texto pode parecer meio machista mas, às meninas que lerem isso, peço gentilmente que façam a comparação com coisas que os homens fazem e vocês odeiam)

EM CASA:
A forma como a cama é arrumada, a disposição dos produtos de higiene na pia do banheiro (aquele amontoado de coisas femininas que ocupam todo espaço), calcinhas penduradas no chuveiro, manias paranóicas de arrumação, implicâncias em relação ao que você come ou deixa de comer, manias de interromper enquanto você fala (e você não faz isso com ela), a forma de estacionar o carro, o tempero da comida...

NO TRÂNSITO:
Pessoas lentas que atrapalham o trânsito, carros que emparelham com outros e ninguém passa, mulheres que dirigem de forma distraída, filhinhos-de-papai que pensam que estão em competições de velocidade, pessoas que saem da faixa da direita para esquerda (para pegar um retorno e cortam todo mundo, em baixíssima velocidade), pessoas que quando abre o semáforo elas não saem, pessoas que param em faixas que são livres para girar, pessoas que entram na sua frente sem prestarem atenção...

ESTACIONANDO:
Aquele filho da puta que sempre entra na vaga que você estava de olho...

NO TRABALHO:
Chefe chato e orgulhoso (que lhe aperta só por causa das vaidades dos prazos e idéias dele), chefe incompetente (que você prepara o relatório em 2 dias e ele leva 2 semanas para ler), chefe viajador (que vive viajando e deixa você sozinho no escritório para fazer as tarefas dele), chefe vibrador (que topa tudo, se engaja e tudo, e te sobrecarrega de tarefas), chefe frouxo (que não tem coragem de tomar decisões), colegas inúteis que passam o dia no telefone ou andando (e as tarefas deles sobram pra ti), colegas que só sabem reclamar do statos quo, colegas mal educados, colegas que lhe causam assédio moral, colegas frouxos, colegas que lhe pertubam e tiram sua paciência diversas vezes por dia, colegas que você fica agoniado de tanto eles serem puxas-sacos, colegas que se sentem chefes e ficam distribuindo tarefas, subordinados incompetentes, subordinados mestres dos magos (que você não consegue encontrar; que quando você procura ele sumiu), subordinados indisciplinados, subordinados insubordinados, subordinados frouxos, pilhas de papéis que não páram de crescer, relatórios ping-pong (aqueles que vão pro chefe e voltam para serem mudados apenas vírgulas e outras besteiras), e por aí vai...

E cada qual tem suas peculiaridades... poderia citar aqui aborrecimentos na academia, no elevador, no bar, no shopping, no clube, assistindo televisão, caminhando, almoçando, jantando... A todo instante passamos por coisas que nos aborrecem, umas mais e outras menos. O problema é que esses pequenos aborrecimentos vão acumulando, mais e mais. E como reagimos a isso? Perpetuamos o ciclo de raiva, passamos adiante todo o aborrecimento, descontamos em alguém como se isso fosse melhorar nosso humor. Não melhora, e ainda destrói o bom humor das outras pessoas. E essa pessoa vai descontar em outra, e assim sucessivamente!

O que resulta? Ódio perpetuado. Raiva transmitida indiscriminadamente. Isso resolve? Não. Não resolve porra nenhuma.

Então como devemos reagir a esse ciclo de raiva? Existem várias soluções, mas a que eu mais gosto é ignorar. Sério, se alguém vem com algo que vai me aborrecer, eu tento simplesmente "cagar" para a situação.

Quanto menos nos importamos com aborrecimentos e raivas, menos nos contagiamos com esse tipo de sentimento negativo. Se interrompemos o ciclo de ódio, ele não se perpetua, e assim menos pessoas serão contagiadas de forma negativa.

Quem ganha? Todo mundo! Temos que sair por aí espalhando alegria, fé e bom humor! Mas enquanto não conseguimos, por quê não evitar que as pessoas lhe contagiem com coisas negativas? E evitar que você piore o universo levando isso adiante?

Da próxima vez que tiver um aborrecimento, dê um sorriso! Ser feliz vale à pena!

Abraços, e uma excelente semana pra ti!!!


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sábado, 3 de outubro de 2009

Você está no calabouço?

"As três coisas que mais buscamos na vida - felicidade, liberdade e paz de espírito - são sempre conseguidas quando as damos para outra pessoa"

(The three things we crave most in life --happiness, freedom, and peace of mind --are always attained by giving them to someone else. Conway)

Em tudo na vida, sempre obtemos mais daquilo que damos. Parece ilógico, ou contra-intuitivo, mas é assim que funciona. Pense comigo: em uma penitenciária, os prisioneiros tem que passar todos os dias trancados, longe do mundo e cercados de problemas. Mas quem também tem que passar por isso? Os carcereiros.

Sim, eles são livres para mudar de profissão, mas alguém tem que manter os presos trancafiados. E essa pessoa também fica presa. Irônico, não?

E você? Tem sido carcereiro, ou carcereira de alguém? então lembre-se: você está nas mesmas grades. No mesmo calabouço. Tanto faz de que lado das grades está, ainda está lá, preso junto com aquele que você prende. Quando você dá liberdade para as pessoas, quando você dá paz de espírito para elas e quando dá felicidade, elas tendem a dar o mesmo para você.

Se não derem, você se aproximará de quem dá

Para quem você dará liberdade, felicidade e paz de espírito hoje?


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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Só há espetáculo quando há platéia

"Só há espetáculo quando há platéia."

Agora, pense comigo e responda francamente: ISSO ACONTECE EM SUA VIDA?

Há dias em que a você pensa: por que aquela pessoa se comporta daquele jeito comigo? Por que ela faz aquilo?

Talvez sejam seus pais. Talvez um chefe. Talvez um cliente. Pode ser seu marido, ou esposa. Seja como for, as pessoas sempre "dão show" quando há alguem para participar. Se um familiar se comporta de modo grosseiro com você, experimente tornar-se a neutralidade em forma de gente. Simplesmente pare de reagir ao ataque. Aceite. Tudo aquilo a que você resiste, persiste.

Como nas artes marciais, usamos sempre a força do oponente contra ele próprio. Se você dá atenção aos ataques verbais, de quem quer que seja, se torna imediatamente "platéia". E ele - ou ela - sente a necessidade de fazer seu show.

Lembre-se, também, que muitas pessoas dão seus shows simplesmente porque foi assim que elas aprenderam a relacionar-se. É um script que está fortemente enraizado em suas mentes.

Não raro, tais pessoas querem se aproximar, fazer contato, mas como são inábeis, usam o pseudo contato. Brigam, discutem, criticam e dão bronca apenas porque não sabem como se aproximar de você. Olhe, escute, mas não permita que tais shows entrem em sua mente. E, quando puder, afaste-se. Lembre-se: só há espetáculo quando há platéia.

Há alguém preparando seu show para você hoje? Não aplauda, não vaie. Apenas dê um sorriso e, quando o espetáculo acabar, saia do auditório. E não comente com ninguém!


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Oficina ou o que?

(Historiador do cotidiano, via celular)

Algumas vezes as pessoas me surpreendem. Como conseguem ser tão sem noção?

Querido leitor, pense numa oficina! Uma oficina mecânica, de carros. Pense numa oficina bem normal. Pensou em que? Em gente de macacão? Em graxa e óleo? Em gente que não tem frescuras? Em clientes de calça jeans e camiseta?

Agora pense numa mulher - cliente - numa oficina. Qual é a maior reclamação que elas fazem? Que sempre são tratadas como idiotas pelos mecânicos.

Oficina é oficina, não importa qual o padrão social dos clientes.

Enfim... Estou eu aqui, observando a manutenção, e chega uma mulher - uma dondoca - com vestido de seda e colar de pérolas! Estacionou perto do meu, e foi falar com o mecânico. Este, por sua vez, tratou-a como idiota, explicando as coisas como se ela fosse uma criança.

Primeiro ponto: quem é, em sã consciência, que vai de colar de pérolas para uma oficina?

Mas enfim, a questão aqui é simples: se as pessoas reclamam dos estereotipos que possuem, por quê não fazem nada para mudá-los?

E você, o que está fazendo para mudar o estereotipo que as pessoas possuem de você? Ou você simplesmente não liga para o que pensam as outras pessoasp?


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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Golpe em Honduras? Segundo quem?

À luz da Constituição, não houve golpe em Honduras

Golpe semântico

À luz da Constituição, não houve golpe em Honduras
POR LIONEL ZACLIS (*
In: www.conjur.com.br

Embora a mídia venha se referindo à substituição do presidente da
República de Honduras como um golpe, parece que ninguém, até
agora, fez um estudo mais aprofundado dos fatos ali ocorridos à luz
da Constituição, e sob a ótica das medidas judiciais levadas a efeito.
Pelo menos, ainda não deparei com uma análise mais aprofundada no
que tange à aderência daqueles fatos às regras de um Estado de
Direito. Trata-se de algo que não tem provocado interesse, seja por
parte da mídia, seja por parte dos juristas.
Analisada a questão do ponto de vista jurídico, distante dos
interesses político-ideológicos, a conclusão a que se chega é a de que
esse pequeno país da América Central tem sido punido por cumprir as
normas constitucionais ali imperantes. Se boas ou ruins, é tema que
não vem à baila neste momento.
É alarmante o poder da desinformação. Mercê de inversão semântica,
característica da novilíngua que se espalha de modo avassalante,
está-se conseguindo alterar o significado da expressão “golpe de
Estado”, de tal modo a atribuir-lhe sentido oposto ao que lhe é
próprio. Sempre se entendeu “golpe de Estado” como tomada do
poder governamental pela força e sem a participação do povo, ou o
ato pelo qual um governo tenta manter-se no poder, pela força, além
do tempo previsto.
Agora, contudo, passou a atribuir-se tal denominação ao processo de
troca do governante de acordo com a Constituição vigente no país, e
realizado com o propósito de preservá-la. Se não há má-fé nessa
inversão semântica, tal atitude só pode resultar de ignorância dos
fatos efetivamente ocorridos.
De acordo com a Constituição de Honduras, o mandato presidencial
tem o prazo máximo de quatro anos (artigo 237), vedada
expressamente a reeleição. Aquele que violar essa cláusula, ou
propuser-lhe a reforma, perderá o cargo imediatamente, tornando-se
inabilitado por dez anos para o exercício de toda função pública. A
Constituição é expressa nesse sentido: “Articulo 239. El ciudadano
que haya desempeñado la titularidad del Poder Ejecutivo no podrá ser
Presidente o Designado. El que quebrante esta disposición o
proponga su reforma, asi como aquellos que lo apoyen directa o
indirectamente, cesarán de inmediato em el desempeño de sus
respectivos cargos, y quedarán inhabilitados por diez años para el
ejercicio de toda función pública”.
Assim, em razão da vacância do cargo de presidente da República,
assume seu lugar o presidente do Congresso Nacional, e, na falta
deste, o presidente da Corte Suprema de Justiça, sempre pelo tempo
que faltar para concluir o período constitucional (art. 242).
É tão grande a preocupação dos hondurenhos em impedir o retorno
do caudilhismo que o artigo 42, 5, dispõe a respeito da perda da
cidadania por parte daqueles que incitarem, promoverem ou
apoiarem o continuísmo ou a reeleição do presidente da República,
após prévia sentença condenatória proferida pelo tribunal
competente.
Por seu turno, o Poder Legislativo é exercido por um Congresso de
Deputados, eleitos pelo voto direto, cabendo-lhe, entre outras
atribuições, a declaração da existência de motivo para instauração de
processo contra o presidente da República e outras autoridades
(artigo 205, 15), assim como a aprovação ou reprovação da conduta
administrativa do Poder Executivo e de outros órgãos e instituições
descentralizadas (artigo 205, 20).
É importante salientar que as reformas da Constituição só podem ser
realizadas pelo Congresso de Deputados, com o voto favorável de 2/3
da totalidade de seus membros, devendo as novas disposições ser
ratificadas pela subsequente legislatura ordinária, por igual quorum,
para que possam entrar em vigor (art. 373).
Finalmente, à Suprema Corte cabe conhecer dos delitos oficiais e
comuns dos altos funcionários da República, quando o Congresso
Nacional houver declarado a existência de motivo para a instauração
do processo (artigo 319, 2), assim como declarar a existência ou não
de motivo para a instauração de processo contra os funcionários e
empregados que a lei determinar (artigo 319, 5), e, ainda, requisitar
o auxílio da Força Pública para o cumprimento das suas decisões.
O Chefe das Forças Armadas é eleito pelo Congresso Nacional,
conforme proposta do Conselho Superior das Forças Armadas, com
mandato de cinco anos, e somente pode ser removido do cargo pelo
voto de 2/3 da totalidade dos Deputados, quando haja dado motivo à
instauração de processo, e nos demais casos previstos na Lei
Orgânica das Forças Armadas (art. 279).
Por força do disposto no artigo 374 da Constituição, em nenhuma
hipótese poderão reformar-se as disposições que dispõem, entre
outros, sobre o período presidencial e a proibição para exercer
novamente a Presidência da República, imposta a quem, a qualquer
título, a tenha exercido anteriormente. E, à evidência, em nenhuma
hipótese poderão ser reformadas essas cláusulas pétreas.
Muito bem. Em 23 de março de 2009, o presidente Zelaya baixou o
Decreto Executivo PCM-05-2009, estabelecendo a realização de uma
consulta popular sobre a convocação de uma assembléia nacional
constituinte para deliberar a respeito de uma nova carta política.
Em face disso, em 8 de maio de 2009, o Ministério Público promoveu,
perante o “Juzgado de Letras Del Contencioso Administrativo” de
Tegucigalpa (Proc. 151/09), uma ação judicial contra o Estado de
Honduras, representado pela Procuradoria-Geral da República,
pleiteando a declaração de nulidade do decreto em foco. E, como
tutela antecipatória, requereu-lhe a suspensão dos efeitos, sob o
fundamento de que produziria danos e prejuízos ao sistema
democrático do país, de impossível ou difícil reparação, e em
flagrante infração às normais constitucionais e às demais leis da
República, isso para não falar dos prejuízos econômicos à sociedade e
ao Estado, tendo em vista a dimensão nacional da consulta.
A tutela antecipatória foi deferida pelo juiz competente em 27 de
maio de 2009, com fundamento no art. 121 da Lei de Jurisdição do
Contencioso Administrativo (Lei 189/87), que afirma: “Proceder-se-á
à suspensão quando a execução puder ocasionar danos ou prejuízos
de reparação impossível ou difícil”, complementada, com efeitos
declaratórios, em 29 de junho seguinte.
Em 3 de junho, o Juizado proibiu o presidente Zelaya de continuar a
consulta. Contra essa decisão, impetrou ele um Recurso de Amparo
— similar ao nosso Mandado de Segurança — perante a Corte de
Apelações do Contencioso Administrativo, o qual foi rejeitado em 16
de junho, sob os fundamentos de não ter sido interposto o recurso
cabível dentro do prazo legal, e de faltar legitimação ativa ao
impetrante, porquanto, no Contencioso Administrativo, compõe a
lide, no pólo passivo, o Estado de Honduras, representado pela
Procuradoria-Geral da República, e não a pessoa física do presidente.
Assim, o Juizado do Contencioso Administrativo expediu, no dia 18 de
junho, uma segunda ordem contra o presidente, tendo uma terceira
sido expedida nesse mesmo dia. Em outras palavras, encontrava-se
ele plenamente advertido de sua conduta tida como ilegal, sendo
certo que já havia um processo instaurado contra si por flagrante
desacato à Constituição e às reiteradas ordens judiciais.
4
Em virtude dessa desobediência, o promotor-geral da República
ofereceu, perante a Suprema Corte, denúncia criminal contra o
presidente Zelaya, sustentando configurar sua conduta crimes de
atentado contra a forma de governo, de traição à pátria, de abuso de
autoridade e de usurpação de funções, em prejuízo da administração
pública e do Estado. A Suprema Corte aceitou a denúncia em 26 de
junho, com fundamento no art. 313 da Constituição e designou um
magistrado para instruir o processo. Em consequência disso, decretou
a prisão preventiva do denunciado, com o que foi expedido mandado
de captura, cujo cumprimento ficou a cargo do chefe do Estado Maior
das Forças Armadas.
No mesmo dia, o Juizado de Letras do Contencioso Administrativo
deu ordem às Forças Armadas para suspender a consulta pretendida
pelo presidente Zelaya e tomar posse de todo o material que nela
seria utilizado. O presidente Zelaya, então, ordenou ao chefe do
Estado Maior das Forças Armadas que distribuísse o material eleitoral
de qualquer modo, porém o último, invocando a ordem judicial, se
negou a fazê-lo, ao que foi destituído, tendo, em seguida, impetrado
junto à Suprema Corte um recurso de amparo para ser reconduzido
ao cargo.
Em 25 de junho, a Suprema Corte julgou os Recursos de Amparo
881-09 e 883-09, que haviam sido impetrados, respectivamente, pelo
chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas e pelo promotor
especial para a Defesa da Constituição, voltando-se ambos contra o
ato de destituição do chefe do Estado Maior. A Suprema Corte
acolheu-os e, em consequência, cassou o ato do presidente Zelaya,
sob o fundamento de que a remoção do chefe do Estdo Maior das
Forças Armadas constitui ato privativo do Congresso Nacional, nos
termos do artigo 279 da Constituição.
Finalmente, em 29 de junho, a Suprema Corte, por unanimidade,
decidiu remeter o processo contra o presidente Zelaya ao Juzgado de
Letras Penal Unificado porque ele “já não ostentava o cargo de alto
funcionário do Estado”, em face de sua substituição operada pelo
Poder Legislativo, de acordo com a Constituição.
Assim sendo, para que se possa aquilatar com isenção o que vem
sucedendo em Honduras, do ponto de vista eminentemente jurídico,
ou seja, para se concluir se realmente houve um “golpe” ou, ao
contrário, legítima deposição, mediante observância das regras
constitucionais, torna-se imprescindível examinar, à luz do Direito,
os
fatos acima narrados.
É o que procuraremos fazer, de modo sintético, fixando, de início,
determinados fatos incontestáveis:
- a Constituição prevê que a mera tentativa, por parte de todo e
qualquer servidor público, de alterar o sistema de eleição do
presidente da República implica imediata perda do cargo (artigo 239
e alínea);
- são intangíveis as disposições constitucionais concernentes, inter
alia, ao período presidencial e à proibição de que alguém seja
presidente da República por mais de um mandato (art. 374);
- o presidente da República baixou um decreto propondo a realização
de uma consulta sobre a convocação de uma assembleia constituinte,
sendo público e notório o propósito de alterar a cláusula pétrea que
proíbe um novo mandato;
- o presidente da República não obedeceu a decisão do juiz
competente, confirmada em segunda instância, que suspendeu a
execução do decreto;
- o presidente da República destituiu o chefe do Estado Maior das
Forças Armas, quando, por força do artigo 279, apenas o Congresso
de Deputados pode fazê-lo;
- a Suprema Corte acolheu a denúncia formulada pelo Ministério
Público, decretando a prisão preventiva do presidente da República;
- com a vacância do cargo, este foi preenchido pelo presidente do
Congresso Nacional, de acordo com o disposto no artigo 242 da
Constituição;
- houve respeito ao princípio do devido processo legal, pelo menos
quanto ao seu conteúdo mínimo (contraditório, juiz natural,
motivação das decisões, prova lícita, etc).
Ora, se todas as afirmações acima feitas são verdadeiras — e nada
até agora indica o contrário —, tudo aponta no sentido de terem sido
obedecidas as regras constitucionais e legais para a deposição do
chefe do Poder Executivo. O artigo 239 dispõe que a perda do cargo é
imediata, isto é, ela deve ocorrer por meio de tutela de urgência, sem
maiores delongas, mediante aplicação direta da norma constitucional,
que, auto-aplicável, dispensa lei para adquirir eficácia.
É certo que as Forças Armadas, ao executarem o mandado de prisão,
extrapolaram os limites aos quais se deviam circunscrever, ao
expulsarem do país o presidente Zelaya. No entanto, embora esse
excesso configure uma nítida e inadmissível ilegalidade, não tem, à
evidência, o condão de contaminar o processo constitucional da
substituição presidencial, de modo a convertê-lo num “golpe de
Estado”.
Por conseguinte, abstraído o lamentável e condenável episódio da
expulsão, cabe a pergunta: onde estaria o tão decantado “golpe de
Estado”? Só na cabeça de prestidigitadores sempre desejosos de
transformar o quadrado em redondo, e o preto em branco, e que, por
meio da franca adoção de uma “novilíngua jurídica”, pretendem, à
viva força, incutir no espírito alheio que a obediência à Constituição
e
às leis que governam os Estados de Direito configura “golpe de
Estado”. Isso porque, embora não o declarem abertamente, têm para
si que Estado de Direito não passa de mera “ilusão burguesa”.
Mas, se isso pode adquirir foros de verdade, cabe, em contrapartida,
por exigência de um mínimo de lógica, indagar sobre como deveriam
ser classificados os que, eleitos sob a égide de uma Constituição que
juraram defender, passam a usar o cargo como gazua para arrombála,
com o propósito de perpetuar-se no poder, metamorfoseando-se
em caudilhos e caudilhotes com vestes de “democratas”. Qual seria o
título a eles mais adequado ? O de “Defensores do Povo”, cujos
interesses só eles, na sua onisciência, conseguem detectar, ou o de
“Defensores da Democracia”, de acordo com sua particular visão
desse conceito, ou, ainda, de “Duces” ou “Fuhrers”?
Antes de responder a essa pergunta, é mister, no entanto, não
esquecer de que a eleição pelo povo é apenas um vestibular, no qual
não se encerram outras tantas exigências dessa “escola” que se
chama Democracia. O eleito pelo povo há que respeitar a
Constituição e as leis do país, e não destruí-las aproveitando-se do
poder de que se investiu mercê da eleição. Eleição pelo povo não
significa, por si só, alvará pleno para que o eleito possa fazer tudo
que bem entender, inclusive destruir a ordem constitucional e, em
consequência, a democracia, sob cuja égide se elegeu.
Outra expressão também trabalhada pela novilíngua e que entrou na
moda consiste em chamar o atual governo hondurenho de “governo
de facto”, com o nítido propósito de contrapô-lo ao “governo de jure”.
Mas, se a investidura do governo substituto seguiu os trâmites
previstos na Constituição, por que “governo de facto”? Se não for
má-fé, ou ignorância dos fatos, talvez isso deva ser debitado à
retirada do ensino do latim em nossas escolas.
Diz-se ainda ter havido um golpe militar “com apoio do Ministério
Público, da Suprema Corte e do Congresso Nacional”. Ora, o que
exsurge do relato dos fatos é exatamente o contrário, ou seja, a
Suprema Corte é quem decidiu pelo afastamento do presidente,
fazendo-o a requerimento do Ministério Público, com a aprovação do
Congresso, tendo a força militar sido requisitada pelo Poder
Judiciário, nos termos do artigo 313 da Constituição, para o fim de
fazer cumprir a ordem judicial.
Se a deposição de um presidente é decretada pela Suprema Corte de
um país soberano, em que se baseiam outros países para arrogar-se
o direito de, certamente sem ao menos terem examinado os fatos
com a necessária atenção, desrespeitar o Poder Judiciário e a própria
soberania do país no qual ocorreu a deposição, qualificando de
“golpe” os atos praticados conforme a Constituição? É interessante
notar como certas figuras, de tão acostumadas a desrespeitar o seu
próprio Estado de Direito sem que nada lhes aconteça, não
conseguem se dar conta de que, em outros países, ainda que
insignificantes em termos territoriais, possa haver cidadãos menos
frouxos, com coragem e vontade política suficiente para fazer vingar
as instituições e as leis ali imperantes.
Por outro lado, o fato de em Honduras a deposição do presidente não
ser feita por meio de impeachment, tal como no Brasil ou nos EUA,
em nada altera a questão, porquanto a questão relevante consiste
em verificar se o processo constitucionalmente previsto para tal fim
em cada país foi respeitado, até porque cabe a cada país escolher,
para o fim de que se trata, a sistemática e o conjunto de normas que
melhor se adapte às suas características político-jurídicas.
Precisamos pensar com nossos próprios neurônios e procurarmos a
verdade, ainda que isso possa ser cansativo e consumir tempo. Do
contrário, os verdadeiros democratas, os que prezam o Estado de
Direito, constatarão que será muito tarde “quando a ficha lhes cair”.
______
(*) LIONEL ZACLIS é doutor e mestre em Direito pela USP e sócio de
Barretto
Ferreira Kujawski, Brancher e Gonçalves (BKBG) - Sociedade de
Advogados,
responsável pelo Departamento de Recuperação de Empresas, Insolvência
e
Direitos dos Credores. In: www.conjur.com.br

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Nova camiseta


terça-feira, 29 de setembro de 2009

Motoristas sao obrigados a fazer teste do bafometro

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/09/28/brasil,i=144875/STJ+REITERA+QUE+MOTORISTAS+SAO+OBRIGADOS+A+FAZER+TESTE+DO+BAFOMETRO+SE+PARADOS+EM+BLITZ.shtml

LEI SECA »
STJ reitera que motoristas são obrigados a fazer teste do bafômetro se parados em blitz

Agência Brasil

Publicação: 28/09/2009 17:20 Atualização: 28/09/2009 17:24

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou novamente, confirmando entendimento já expresso outras vezes, pedido de habeas corpus ajuizado por motorista que contestava a obrigatoriedade do teste do bafômetro em caso de abordagem policial. O argumento do condutor era, mais uma vez, o de que a Lei Seca é inconstitucional por obrigar alguém a produzir prova contra si mesmo. A recusa em se fazer o teste do bafômetro ou exame de sangue evitaria a aplicação das penalidades administrativas de suspensão do direito de dirigir e de apreensão do veículo.

Os ministros da Terceira Seção do STJ entenderam que nesse tipo de habeas corpus a liberdade de locomoção não estava em risco. A relatora do caso, ministra Laurita Vaz, destacou que a recusa em se submeter a esses testes implica apenas sanções no âmbito administrativo e que há outros meios de prova admitidos para constatação de embriaguez.

Ainda será julgada no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra a Lei Seca. Neste período que antecede a análise do caso pelo plenário, o STF também tem decidido que a lei, por estar em vigor, não pode ser afastada para beneficiar com salvo-conduto um determinado cidadão.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Camara aprova antecipacao de feriados para as segundas-feiras

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/09/28/politica,i=144913/CAMARA+APROVA+ANTECIPACAO+DE+FERIADOS+PARA+AS+SEGUNDAS+FEIRAS.shtml

Câmara aprova antecipação de feriados para as segundas-feiras

Agência Câmara
Publicação: 28/09/2009 19:06

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou na quarta-feira (23) o Projeto de Lei 2756/03, do deputado Milton Monti (PR-SP), que antecipa para as segundas-feiras os feriados que ocorrem entre as terças e sextas-feiras.

De acordo com o texto aprovado, os feriados dos dias da Paz Universal (1º de janeiro), Carnaval (festa móvel), Sexta-feira Santa (festa móvel), Independência do Brasil (7 de setembro) e Natal (25 de dezembro) são os únicos que não serão alterados.

O relator na comissão, deputado Geraldo Pudim (PMDB-RJ), apresentou parecer pela constitucionalidade e juridicidade da proposta. Quanto à técnica legislativa, ele acrescentou uma emenda para que o projeto se adeque à Lei Complementar 95/98, que estabeleceu normas para a edição de novas leis.

Datas relevantes
Pudim explica que os feriados que não são alterados pelo projeto são datas relevantes e protegidas por disposições de proteção de bens culturais não devendo mesmo ter suas comemorações modificadas.

No caso de haver mais de um feriado na mesma semana, o projeto determina que o segundo passará para a segunda-feira da semana seguinte. "Os feriados que caem no meio da semana, causam muitos transtornos e prejuízos à economia, principalmente ao comércio", afirma o autor da proposição.

Tramitação
De caráter conclusivo, o projeto, já aprovado pela Comissão de Educação e Cultura em 2004, seguirá para análise do Senado, caso não haja recurso para que seja votado pelo Plenário.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Estranho...

(Historiador do cotidiano, blogando do celular)

O Jornal Nacional hoje está estranho... A sequência das matérias não está na ordem comum... Estranho!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Frase do dia

"Os problemas que criamos não podem ser resolvidos com o mesmo nível de raciocínio que os criou"

(Albert Einstein)



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domingo, 20 de setembro de 2009

Sono x Saúde

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI93675-15257,00-CIENTISTAS+EXPLICAM+LIGACAO+ENTRE+SONO+E+MEMORIA.html

Cientistas explicam ligação entre sono e memória
Experimentos realizados em laboratório demonstram que as memórias recentes se consolidam durante o estágio mais profundo do sono

DESCANSO
Assim como os ratos, os seres humanos também consolidariam suas lembranças durante o sono


REDAÇÃO ÉPOCA

Um estudo conjunto de pesquisadores franceses e americanos descreveu, pela primeira vez, o papel de uma boa noite de sono para a consolidação das lembranças. Segundo um artigo publicado pela Nature Neuroscience, a transformação das memórias recentes em memórias de longo prazo ocorre durante os estágios 3 e 4 (mais profundos) do sono.

O fenômeno responsável por essa passagem são ondulações chamadas fusos do sono – picos de atividade cerebral registrados em pacientes que dormem adequadamente. Durante a noite, essas ondas transfeririam as informações de uma região mais primitiva do cérebro (hipocampo) para uma região mais complexa (neocórtex). O procedimento pode ser repetido diversas vezes, o que explica o fato de algumas lembranças serem mais nítidas que outras.

Para comprovar a hipótese, os pesquisadores inibiram artificialmente a produção dessas ondulações em ratos de laboratório, que em seguida eram obrigados a percorrer o mesmo caminho de obstáculos por alguns dias. Ao contrário dos outros ratos, o grupo que não produzia os fusos do sono não conseguiu lembrar o trajeto depois de acordar.

O impacto da insônia sobre a memória já havia sido comprovado por experimentos anteriores, mas neurologistas e psiquiatras ainda estavam à procura de uma explicação para o fato. “Nunca se soube qual era a atividade cerebral responsável pelo processo”, afirma a neurologista Rosa Hasan, coordenadora do departamento de sono da Academia Brasileira de Neurologia. Embora a natureza do experimento dificulte a realização de testes com humanos, as semelhanças entre os cérebros dos mamíferos indicam que os resultados também se aplicam ao homem.

O melhor colchão para um bom sono

Saiba como escolher o colchão e o travesseiro certos para seu corpo
Edição: luciana vicária


O ritual para quem deseja dormir bem é extenso. Especialistas recomendam apagar todas as luzes do quarto, comer apenas alimentos leves, tomar banho quente momentos antes de se deitar e repetir tudo sempre no mesmo horário. Tão importante quanto se preparar para o sono, porém, é estar certo de que a estrutura que sustenta o corpo é adequada.

Um colchão muito duro para seu peso pode causar problemas graves na coluna, como lombalgia e lordose. O mesmo acontece com um travesseiro baixo demais para quem dorme de lado. Os efeitos de uma noite agitada na cama são bem conhecidos: irritação e falhas de memória, entre tantos outros. Quem dorme mal levanta cansado, é pouco criativo e seu equilíbrio é alterado.

O bafômetro não acusa a falta de sono, mas os efeitos do cansaço são os mesmos de uma embriaguez. Uma noite sem dormir equivale ao efeito de três doses de uísque, de acordo com a Associação Brasileira do Sono. Saiba como escolher o melhor apoio para seu corpo nas páginas seguintes.

O “recheio” mais tecnológico para colchões e travesseiros chama-se viscoelástico, uma espuma especial que tem a capacidade de se amoldar aos contornos do corpo, de modo que ele fique totalmente apoiado (custa entre R$ 4 mil e R$ 15 mil). É o mais vendido na Europa e nos Estados Unidos, mas ainda é pouco comum no Brasil. Se você não quer gastar muito, prefira os colchões de espuma e mola de bons fabricantes. E os travesseiros de boas marcas que se amoldam melhor a seu pescoço e à posição de dormir.

Seu sono pode render mais

Entre os mais de mil modelos de colchões e travesseiros, como escolher o que melhor se adapta a você. E mais: quais são as posições indicadas para relaxar

O que acontece com o corpo se você usa um colchão...



E se você usa o travesseiro...



Crianças sedentárias têm mais dificuldades para dormir

Estudo diz que crianças que fazem mais atividades durante o dia dormem mais cedo e correm menos riscos de se tornarem obesas

Um recente estudo divulgado na Nova Zelândia comprava o que muitos pais já sabem: crianças inativas durante o dia demoram muito mais tempo para dormir do que as que se movimentam com mais frequência.

Porém, agora, os pesquisadores chegaram a uma conta que pode influenciar os pais a “obrigarem” seus filhos a ter uma vida mais agitada. Cada uma hora parada acrescenta três minutos ao tempo que leva uma criança a adormecer. Além disso, crianças que praticam alguma atividade caem no sono mais cedo e dormem mais.

A pesquisa, realizada pela Universidade de Auckland, acompanhou os hábitos de 591 crianças, todas de 7 anos de idade. Em média, o tempo para as crianças mais ativas adormecerem foi 26 minutos, variando entre 12 e 46 minutos. As crianças sedentárias, levaram, em média, 15,5 minutos a mais para dormir.

Cerca de 16% dos pais de crianças relataram aos pesquisadores que seus filhos têm dificuldades em adormecer. Essa dificuldade, segundo o estudo, tem impacto negativo no desempenho escolar, além de contribuir para o aumento do risco de a criança se tornar obesa ou ter sobrepeso.

"Este estudo enfatiza a importância da atividade física para crianças, não só para a saúde cardiovascular e o controle do peso, mas também para a qualidade do sono", concluíram os pesquisadores.

Mas os pais devem ficar preocupados com os filhos que dormem menos?

Não exatamente, segundo David Rapoport, diretor da New York Universidade do Distúrbio do Sono de Nova York. "Isso é da natureza de cada um. O objetivo do sono está em recuperar energia para as atividades. Se a criança pratica exercícios, naturalmente, precisa de mais tempo de sono".

Rapoport afirma que o estudo também apontou que a dificuldade em pegar no sono pode estar ligada ao fato de os pais colocarem os filhos “sedentários” na cama quando eles ainda não estão prontos para dormir, ou seja, muito cedo.

Sono ruim faz mal à saúde

(Marcio Atalla)

O mundo competitivo e acelerado em que vivemos é de tirar o sono. Um estudo recente feito no Canadá mostrou que a insônia causa uma enorme improdutividade e gera gastos de mais de US$ 6 bilhões por ano. A má qualidade do sono é extremamente perigosa à saúde. É preciso ajustar alguns hábitos e procurar garantir que o sono recupere o corpo e a mente para o dia seguinte.

Estou dormindo muito mal e me sinto cansada o dia inteiro. O que posso fazer para melhorar a qualidade de meu sono? – Carolina Santiago, 39 anos – Búzios, RJ

A insônia pode ter causas orgânicas e psíquicas. Pesquisas recentes apontam a produção inadequada de serotonina pelo organismo e o estresse como causas mais importantes. Tente manter uma rotina com horário para dormir e para acordar – o relógio biológico responde melhor se habituado a horários regulares. Um banho morno antes de se deitar ajuda a relaxar os músculos tensionados. Beber um copo de leite morno ou comer uma banana à noite é indicado, porque ambos contêm o aminoácido triptofano, que relaxa os músculos e induz ao sono. Por fim, escolha um colchão e travesseiro adequados e procure manter o quarto escuro e sem barulho.

Gosto muito de me exercitar. Costumo fazer exercícios até duas vezes ao dia. Mas demoro muito para pegar no sono e acabo dormindo pouco. Isso pode acontecer por excesso de atividade física? – Richard Bollenger, 46 anos – Salvador, BA

Fazer exercício físico regular é ótimo e ajuda na qualidade do sono. Mas tudo o que é feito em excesso é prejudicial. Com a atividade física não é diferente. Enquanto você dorme, seu corpo se recupera dessas atividades. Por isso é importante que esse sono seja de boa qualidade e dure uma quantidade de horas suficiente. Minha dica é que você deixe de fazer os exercícios físicos mais intensos no período da noite, porque eles aceleram seu metabolismo e dificultam o relaxamento. Se tiver de se exercitar perto do horário de dormir, prefira as atividades de intensidade leve e moderada.

Qual é o número de horas ideal para dormir? O que acontece se eu dormir menos que o ideal? – Geraldo Ferreira Filho, 34 anos – Curitiba, PR

A quantidade de horas ideal para o sono varia de pessoa para pessoa, mas a média para um adulto é de sete a oito horas. Os prejuízos de um sono inadequado são bastante evidentes. Pessoas que não dormem bem apresentam mal-estar e perda de raciocínio. O aprendizado também é prejudicado, a concentração é afetada e o organismo não se recupera de forma adequada para enfrentar um novo dia, causando sonolência, fraqueza etc. O sono apresenta vários estágios, e a passagem por essas fases é fundamental para sua eficiência. Por isso não se preocupe apenas com a quantidade de horas de sono, mas com a qualidade também.

sábado, 19 de setembro de 2009

Pressão tecnológica

Pressão tecnológica

(JOÃO UBALDO RIBEIRO)

-Já estava achando que você não vinha mais, fiquei preocupado - disse eu, olhando para o relógio. - Se eu tivesse celular, teria telefonado para sua casa.

- Se você tivesse celular, talvez eu não me desse com você - respondeu ele. - Você sabe disso. Lá em casa, eu sou o último baluarte. Aliás, no mundo! Eu tenho a impressão de que, dentro de no máximo uns vinte anos, os meninos já vão nascer com um celular na orelha, estamos caminhando para isso.

- Bem, nascer com celular, não digo. Mas não acho impossível que, dentro de menos tempo, possa se fazer um implante logo no nascimento. Antigamente não era obrigatório furar as orelhas das meninas? Vai ser a mesma coisa.

- É verdade, um implante, claro. Me contaram que, na Europa, já tem. O cara liga e desliga o celular com uma sacudidela de pescoço, como quem está tentando espantar uma mosca com a cabeça. E o microfone é embutido no gogó, debaixo da pele, é minúsculo, ninguém percebe. O sujeito não carrega mais aparelho nenhum na mão, fica pela rua, aparentemente conversando com o vento. Eu acho que não resisto a um negócio desses. Se eu saísse aqui pela rua e me deparasse com uma porção de gente falando assim, ia pedir para ser internado. Aliás, tenho pensado muito nisso, você sabe? Um bom asilo, sem nem telefone comum, quanto mais celular.

- Você não está radicalizando, não? Eu não tenho celular, nem quero ter, mas também não faço campanha contra ele, quem quiser que tenha e use.

- Celular é uma coleira, essa desgraça é uma coleira eletrônica! Você precisa ver o Toninho. Até andando no calçadão, ele tem de atender o celular, a mulher dele exige um relatório a cada quinze minutos. É um espetáculo patético, ele com aquela cara de choro, contando a ela que acaba de chegar ao Posto 6 e continua caminhando.

- Mas você não tem esse problema.

- Não me afeta diretamente, mas indiretamente me afeta. Todo esse negócio de celular me afeta. Aliás, como me afeta! Lá em casa tem mais celular do que gente, é um inferno! Eu vou pelo corredor distraído e aí explode uma sirene daquelas de polícia de cinema - oí, oí, oiiiiií - é um susto horrível. E não é nada, é só um dos toques que alguém acha engraçadinho botar no celular. De vez em quando, eu acho que vou ter um enfarte, não me acostumo nunca. E cada dia o som fica mais alto, daqui a pouco é um trio elétrico em cada bolso, eu acho que não sobrevivo. E as fotos, as fotos! Eu pergunto: por que um telefone tem que tirar fotos? Por quê?

- Bem, de fato, se, há alguns anos, me dissessem que telefone tirava foto, eu ia achar estranho. Mas agora é normal.

- Não é normal! Não é normal a pessoa fotografar o tempo todo! É falando no celular ou fotografando, falando ou fotografando, falando ou fotografando. Você acha isso normal? Agora, antes de fechar a porta do banheiro, eu passo uma revista no ambiente, para ver se não tem um celular na bancada da pia ou malocado em algum canto, seguro morreu de velho. Sei lá o que algum dos muitos malucos de minha família pode ter resolvido aprontar, com uma máquina diabólica dessas. Já deve haver umas com controle remoto. O cara esconde o bicho no banheiro, você vai lá - e olha você na internet no dia seguinte, sentadão no trono. E, o que é pior, com vários comentários de internautas sobre seu estilo de usar o banheiro, notas para sua cueca e assim por diante. Não, não há nada de normal nesse negócio todo!

- Tudo bem, mas, com tantas cautelas, acho que você não tem motivo para preocupação.

- Isso é o que você pensa! Você sabe o que minha mulher resolveu fazer agora? Ela leu não sei onde sobre um cara que está fazendo isso e resolveu fazer a mesma coisa, ela acha interessantíssimo. Todo dia, ela tira uma foto da cara da gente, todo santo dia. Diz ela que é para acompanhar nosso envelhecimento.

- Mas não basta uma foto em cada réveillon?

- Eu também argumentei isso, mas ela disse que de réveillon todo mundo tem, uma todo dia é que é realmente inovador. No primeiro dia, eu me recusei a posar, mas aí ela disse que ia tirar a foto na marra e, como eu, quando estou em casa, às vezes tiro a ponte móvel, achei que meu banguela look não ficava bem nessas fotos. Mas você já imaginou que coisa mais sinistra, a gente sentar para olhar as imagens da nossa decadência progressiva?

- Realmente, talvez seja um pouco mórbido, mas não deixa de ser interessante.

- Para alguns. Para mim, não. Já tomei uma decisão e pode até botar no jornal. Eu me rendo uma vez aos novos tempos e para isso uso também uma palavra que pertence a eles: eu vou me deletar, é isso que eu vou fazer.

- Não, não entendi, você não vai fazer uma coisa dessas, é brincadeira.

- Vou, sim. Já me explicaram que, quando o camarada deleta alguma coisa no computador, essa coisa não é de fato apagada, fica sempre lá, de alguma forma. Então eu vou me deletar.

- Você quer dizer que vai sumir?

- Em linguagem antiga, é.

- E como é que os amigos vão encontrar você?

- Me procurem no Gúgol. Não é assim que se diz?

JOÃO UBALDO RIBEIRO é escritor.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Pensamento ambígüo do dia

(Historiador do cotidiano)

"Algumas das coisas mais prazerosas da vida nós fazemos com as mãos...

...tais como comer pizza!"

A-ha, já tinha pensado besteira né!
rs rs

Abraços, e uma excelente semana!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Aeronáutica e Marinha terão poder de polícia

Aeronáutica e Marinha terão poder de polícia

(Valor Econômico)
19/08/2009 07:41

BRASÍLIA - A Aeronáutica e a Marinha ganharão poderes de polícia em situações específicas, o Ministério da Defesa criará uma secretaria para organizar melhor a compra de armamentos e o país terá uma nova cartilha para a hipótese de guerra. Essas mudanças serão apresentadas sexta-feira ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo ministro Nelson Jobim, como os primeiros desdobramentos concretos da recém-adotada Estratégia Nacional de Defesa. Eles vão analisar os instrumentos legais, como projetos de lei complementar e decretos presidenciais, necessários para implementar tais alterações.

No primeiro caso, será preciso enviar ao Congresso uma proposta para mudar a lei complementar 97/1999, que dispõe sobre as normas a organização, o preparo e o emprego das Forças Armadas. A intenção do ministro é fechar o cerco ao narcotráfico nas regiões de fronteira. Sua avaliação é que, depois da Lei do Abate, grande parte do transporte de drogas, antes feito por pequenas aeronaves, migrou para barcos nos rios da Amazônia.

Por isso, Jobim defende que a Marinha também passe a ter o direito - hoje inexistente - de atuar como polícia e combater traficantes em águas fluviais. A Lei do Abate, de 2004, permitiu à FAB dar tiros de advertência e até derrubar (mediante autorização pessoal do ministro da Defesa) aeronaves sem plano de voo e com evidências claras de transporte de drogas. Ela fez diminuir muito o número de voos suspeitos, segundo Jobim. Mas ele acha que é preciso ir além e outorgar poder de polícia à Aeronáutica.

Em junho, a FAB divulgou um vídeo do primeiro avião que foi alvo de tiros desde a entrada em vigor da Lei do Abate. Um monomotor com matrícula da Bolívia, que sobrevoava o território de Rondônia, foi identificado e, diante da recusa de tomar o caminho de volta, recebeu tiros de advertência de uma aeronave Super Tucano. O monomotor pousou em uma rodovia do Estado. O curioso é que os militares da FAB ficaram impedidos de providenciar uma ação de captura do piloto-traficante e tiveram que monitorar a tentativa de fuga enquanto esperavam a chegada de policiais. Pela legislação atual, cabe exclusivamente à polícia, desde o pouso de qualquer aeronave, a ordem de prisão. Jobim quer uma lei mais flexível para permitir que a Aeronáutica faça esse papel, na ausência de policiais.

Em outra iniciativa, conforme previa a Estratégia de Defesa em dezembro, a pasta de Jobim criará a Secretaria de Produtos de Defesa. De acordo com o ministro, o objetivo dela será "fixar políticas e diretrizes para as compras" das Forças Armadas, embora os comandos preservem integralmente seus orçamentos para reaparelhamento. A propósito, Jobim entregará a Lula os planos de articulação e reaparelhamento desenhados pelas três Forças.

Esses planos incluem o volume de investimentos necessários para sua modernização, com uma definição de prioridades, e a redistribuição territorial das tropas. O Exército aumentará sua presença na Amazônia e a Marinha deverá instalar uma nova base no Norte e no Nordeste, deixando de ficar concentrada no Rio de Janeiro. Os planos terão um horizonte de trabalho previsto até 2030.

A última mudança a ser examinada sexta-feira é a do decreto de 1980 que estabelece a estrutura militar de guerra, definindo a organização das forças brasileiras em situações de conflito bélico. O documento tornou-se desatualizado e o sinal mais óbvio disso é que, na época, sequer havia Ministério da Defesa. A nova "estrutura militar de defesa", se aprovada pelo presidente, preverá um comando operacional único e a nomeação de um comandante - espécie de "ministro da guerra". "O fundamental é que a doutrina muda. Vamos sair de um modelo de ações combinadas para um modelo de ações conjuntas", afirmou Jobim, após participar ontem da gravação do programa "3 a 1", da TV Brasil, que irá ao ar hoje à noite. "Na hipótese de conflito, as Forças preparam suas tropas, mas não definem as suas ações" , completou.

(Daniel Rittner | Valor Econômico)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O gato subiu no telhado...

(Historiador do cotidiano)

É impressionante a quantidade de pessoas que não conhecem a expressão "o gato subiu no telhado". A expressão "subir no telhado" é bastante utilizada para referir-se (de forma irônica) a alguma situação que vai dar merda. Essa frase se origina de uma piada e virou jargão para prenúncio de uma notícia ruim.

A piada original:

"Um casal dedicava especial atenção e carinho a um gato de estimação. Quando fizeram uma longa viagem de férias, deixaram o gato sob os cuidados da empregada. Após alguns dias, a madame ligou e perguntou sobre como estava o gato. A empregada, então, respondeu:

— Seu gato morreu!

A madame, nervosa e desesperada, entrou em pânico. O marido, também, chocado, repreendeu a empregada, dizendo-lhe que deveria ter sido mais cuidadosa e sensível ao dar a notícia. Ele a instruiu sobre uma forma mais sutil de transmitir tais acontecimentos:

— Você poderia começar dizendo "o gato subiu no telhado". Depois diria que ele se desequilibrou. Em seguida, que caiu do telhado e acabou não resistindo à queda. Seria mais sensível.

Semanas depois, estando ainda de férias, a madame ligou novamente para a empregada e perguntou-lhe se tudo estava bem. A empregada, cuidadosamente, respondeu-lhe:

— As coisas estão indo muito bem. Mas sua mãe subiu no telhado..."


Muitas vezes algumas piadas tradicionais acabam gerando termos ou frases que se tornam populares, deixando de ser necessário o contexto da piada para que ela exista. Alguns exemplos estão relacionados abaixo.

Amigo-da-onça
A expressão "amigo-da-onça" é utilizada para referir-se a um amigo falso, hipócrita, também chamado popularmente de "amigo-urso"[20] em referência a uma fábula de Esopo[21]. A expressão tornou-se bastante popular no Brasil a partir dos anos 40, quando o cartunista Péricles criou o personagem Amigo da Onça[22] a partir de uma piada que ouvira, na qual um caçador famoso era questionado por um ouvinte inconveniente sobre como faria para matar uma onça diante de situações progressivamente mais desesperadoras (a arma falha, as balas acabam, a faca fora perdida, etc.) até finalmente desabafar: “Afinal, você é meu amigo ou é amigo da onça?”

"Nós quem, cara-pálida?"
A frase "Nós quem, cara-pálida?" costuma ser usada, de forma irônica, sempre que alguém quer indicar que não será envolvido no problema que o interlocutor está apresentando. Por exemplo, um amigo diz ao outro que eles têm um determinado problema, ao que o amigo responde com essa frase para indicar que ele deve resolver sozinho, pois não terá sua ajuda. A piada em questão envolve o Cavaleiro Solitário e seu amigo índio, o Tonto, que se vêem cercados de peles-vermelhas, de forma aparentemente desesperadora. Tonto reage à frase “Parece que desta vez estamos perdidos, amigo” com o comentário “Nós quem, cara-pálida?”

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Rir é bom demais

(Historiador do cotidiano)

Tem coisas no cotidiano, verdadeiras pérolas que Deus nos dá, para gozarmos as pessoas. Óbvio que é sempre melhor rir de situações do que de pessoas, pois ofende menos.

Hoje aconteceu uma dessas comigo: Eu estou aqui no apartamento, tranqüilo e calmo, me preparando pra ir tomar banho e de repente escuto um barulho na porta. Inicialmente pensei que era no vizinho mas era efetivamente aqui. Sem pestanejar, tomei minhas medidas de proteção e fui para a porta. Era um sujeito, de terno, tentando abrir minha porta com uma chave. Eu fiquei só observando, pelo olho-mágico, a cena.

No início eu fiquei puto ("porra, o que esse merda quer na minha porta?"), mas o sangue começou a esfriar e eu comecei a entender o quão cômica era a situação: o sujeito estava com a chave de outro apartamento, não entendeu o número, e estava tentando abrir o meu.

Ele tentava, suspirava, olhava pro número da porta, tentava de novo, tentava mais uma vez, ia na luz do corredor, examinava o número que constava na chave, e repetia tudo de novo. E de vez em quando ele falava algo como "que droga", "porcaria", "que merda", "será que é essa chave mesmo?" e afins...

Eu já estava rindo por dentro, mas como "merda só presta grande", eu tinha que fazer algo para piorar a situação. Sério mesmo... eu não podia deixar como estava. Quando o sujeito tentou de novo, eu virei a trava da porta (eu tranquei a porta, mas como ele estava tentando abrir, entendeu que a porta tinha destrancado). Aí sim eu vi ele mexer na maçaneta tentando abrir aquela porta! Tentou umas três vezes, parou, botou a mão na cintura, e falou em alto e bom tom: "puta que pariu, essa merda não vai abrir?"

Juro que a essa altura eu já estava gargalhando por dentro. E me segurando pra não rir alto. Foi hilário! Estou rindo até agora.

Ele voltou a tentar abrir a porta. Eu peguei o interfone e liguei pra portaria:

"Portaria, boa noite"
"Alô?"
"Pois não?"
"Está acontecendo algo?"
"Como assim?"
"Tem um sujeito de terno aqui tentando abrir minha porta!"
"Sério?"
(barulho de vozes, desligam com pressa na minha cara)

Voltei correndo pra porta, para ver o desenrolar. O sujeito no intervalo de mais um suspiro vê o funcionário se aproximar. Ele se afastou da porta, mas deu para ouvir o diálogo:

"Você trabalha aqui?"
"Sim"
"Você tem idéia do que está acontecendo com a porcaria dessa porta?"
"Deixe-me ver sua chave... hum... o senhor está tentando abrir a porta do apartamento errado"
(tom de voz do sujeito muda): "Ah é?" (fala com tom de estar claramente constrangido): "Mil desculpas, obrigado pela ajuda!" e vai para o apartamento certo.

Eu ainda estava na porta... juro que pensei que ia urinar nas calças de tanto rir por dentro!

Escuto o barulho do cara abrindo a outra porta. Passo pela geladeira, pego uma garrafinha de coca-cola e vou pra varanda. Fui esperar o sujeito aparecer na varanda para poder fazer alguma última gozação com ele, mas infelizmente tal indivíduo não apareceu.

A noite hoje começou de uma forma inesperada, mas divertidíssima.

E quanto a você que me lê, espero que tenha se divertido com a história tanto quanto eu me diverti com a situação aqui.

Abraços, e uma excelente quarta-feira!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Frase do dia

"Quando tudo mais falhar, tente o óbvio."
(Aldo Novak)

Agora, pense comigo e responda francamente:

VOCÊ JÁ TENTOU AS ESTRATÉGIAS COMPLICADAS?

Nós, humanos, somos altamente inteligentes e dispersos. Por isso, costumamos tentar sempre aquilo que achamos mais complicado, mais caro, mais sofisticado e mais incompreensível. É natural. Está em nosso DNA, que sempre tenta obter a informação mais ampla (e, portanto, mais complexa).

Mas o irônico é que muitas vezes as soluções são constrangedoramente simples. Até óbvias. E, na vã tentativa de usarmos soluções complicadas, acabamos nos perdendo e achamos que a solução não existe. Será?

Mude a pergunta e descubra qual seria a solução óbvia - mesmo que seja ridiculamente simples. Você pode se surpreender com o número de circunstâncias em que a melhor, mais rápida e mais barata solução é exatamente a mais óbvia.

Quais as soluções óbvias para seus problemas?


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Pesquisas cientificas

(Historiador do cotidiano)

Me perguntaram outro dia o porquê deu ser contra pesquisas científicas com animais. A resposta é bem simples: porque são vidas, e toda vida é um presente de Deus e merece ser respeitada!

Toda vida é uma concessão muito especial de Deus, e nenhum de nós tem o direito de tirar uma vida inocente! Por isso que se querem testar algo, testem em humanos! Testem em detentos, presos de qualquer natureza, voluntários, sei lá. Mas testem em seres que entendam o que está acontecendo, o porquê e o para que!

Não em pobres animais que não têm domínio sobre a condição deles. Pelo simples fato de não serem humanos, a vida deles tem menos valor? É UM ABSURDO! É uma vida como outra qualquer, como a minha e como a sua!

Este blogueiro defende a vida, em todas as suas formas, e o não assassinato de animais de qualquer natureza. Nem de pessoas inocentes. Com vida não se brinca!

VIVA À VIDA!


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domingo, 16 de agosto de 2009

The Automated Online Role-Player

Esse artigo é para descontrair, para iniciar a semana rindo e de bom humor.

O artigo foi escrito em agosto de 2003, e permanece atual até hoje. Se passa no MMORPG Star Wars Galaxies (SWG). O texto foi extraído de: http://archive.gamespy.com/fargo/august03/autorpg/index.shtml

Espero que você ria e goste tanto quanto eu!

Abraços, e desejo uma excelente semana pra ti, que tenhas saúde e que todos seus desejos bons se realizem!

E fique com Deus!!!

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The Automated Online Role-Player

It's indistinguishable from live humans!
By Dave "Fargo" Kosak | August 22, 2003

Sure, I love Star Wars Galaxies, the massively multiplayer RPG. I've written about it on several occasions. But I'm past that point where I can dedicate my life to a single game. I'm a very important businessman who does very important business with very important people at very important social engagements, such as watching softcore anime with the dudes in the apartment across from mine.

But, I still want to keep playing. And I want to WIN. I know, I know, the hardcore among you are saying, "But Fargo, you can't 'win' an online RPG. That defeats the purpose." To which I respond: I LIVE to defeat purposes.

And besides, like it or not, people do try to "win" massively multiplayer RPGs. The rules of engagement are something like this:
- If there is a status bar, make it grow bigger
- If there is a number, make it higher
- If it moves, either get a mission from it or kill it

Which got me to thinking: What if I were to unload the boring parts of an MMOG off to someone else? For instance, I love running a business in Star Wars Galaxies, but it's hard to find the time or the patience to work on my combat skillz. What if someone ELSE played that part of the game for me?

My first impulse -- to use a room full of small Korean children -- turned out to be a real nightmare. They kept whining and crying and pointing to their mouths or empty bellies. Who knows what they wanted? I don't speak Korean. Similarly, they didn't understand me when I pointed to the computer monitor and said "Lewt! LEWT!" no matter how loud I shouted it. Clearly I needed a new plan.

Introducing the Autocamp 2000

And so I turned my attention toward robots! Longtime readers may remember when I subtly and successfully used a robot to write my column while I camped in a mall waiting for Diablo II to come out. A similar process could easily play online games for me. After all, I minored in computer science at a prestigious Liberal Arts institution. The hardest part of any project such as this is figuring out the algorithm, but here it is, in its entirety:

The Autocamp 2000 Plays Online RPGs with the following rules:
1. Join any group that invites you
2. When in a group, follow behind the leader
3. Attack any monster you see
4. Accept all trade requests from other players, then give them a melon

Well, that takes care of 90% of online play. All I would need to do is stick my character -- Farglik the Mon Calamari -- in a cantina with a backpack full of melons (ah, sweet delicious fruit!). When I checked on him a week later he'd be what they call "über." But before I got started I had to tackle the tricky part: interaction with other players. If my automated Farglik didn't respond to players who talked to him in a meaningful way, the proverbial jig would be up.

One option was to have my robot randomly bark at people in Mandarin Chinese. But I opted for a much more graceful algorithm:

The Autocamp 2000 talks to other players with following rules:
1. If someone says something ending in a question mark, respond by saying "Dude?"
2. If someone says something ending in an exclamation point, respond by saying "Dude!"
3. If someone says something ending with a period, respond by randomly saying one of three things: "Okie," "Sure," or "Right on."
4. EXCEPTION: If someone says something directly to you by mentioning your name, respond by saying "Lag."
5. (And remember to accept all trade requests from other players by giving them a melon.)

My robot was programmed and ready to go. Hell, if I programmed it to randomly shout "Gimmie buffs!" it would probably pass the turing test. Satisfied, I sat it in front of the keyboard, made sure my character had at least fifty melons in his backpack, and then trudged off to leave it alone for the night.

My character, Farglik the Mon Calamari, waited around in the Cantina for some adventurers. The following is a log of what transpired:

KillSwitch: [Shouting] Does anyone want to join our hunting party?

Farglik: [Powered by the Autocamp 2000] Dude?

[KillSwitch invites Farglik to join the group.]
[Farglik joins the group]

KillSwitch: We're gonna go hunt wrixes.

Farglik: Right on.

[The group of players runs out of the Cantina, Farglik following close behind. Farglik shoots at every little monster they pass.]

KillSwitch: Why are you attacking the durneys?

Farglik: Dude?

KillSwitch: The durneys, the little bunny things -- why do you keep shooting at them?

Farglik: Dude?

Troobacca: [A wookie in the party] My weapon powerup expired, I need a new one.

Farglik: Sure.

[Troobacca opens a trade with Farglik.]
[Farglik hands him a melon.]

Troobacca: ...what's this?

Farglik: Dude?

Troobacca: You handed me a melon!

Farglik: Dude!

KillSwitch: Knock it off guys, I see some wrixes up ahead. Let's do this.

Farglik: Right on.

[The group encounters a bunch of dangerous wrixes, but they gang up and shoot every one of them.]

KillSwitch: We rock!

Farglik: Dude!

Troobacca: We so OWNED them!

Farglik: Dude!

KillSwitch: Uh oh, hang on. Up ahead are some Sharnaff bulls. We can't handle them, so don't shoot.

Farglik: Okie.

[Farglik shoots one of the Sharnaff bulls.]
[The bull attacks; Trobacca and several other party members are killed before they beat it.]

KillSwitch: You IDIOT! Farglik why did you shoot at them?

Farglik: Lag.

KillSwitch: Well don't do it again.

Farglik: Sure.

[Farglik shoots at another Sharnaff bull.]
[The entire party is slaughtered except for Farglik.]

[ ... Farglik stands there, alone, for several hours ... ]

[ ... finally, a merchant runs up to him.]

Stingrie: [A Rodian merchant.] Hey man! Would you like to buy a stimpack?

Farglik: Dude?

Stingrie: A stimpack. It boosts your health by 200 points. I'll sell it to you for 500 credits.

Farglik: Okie.

[Stingrie opens a trade session.]
[Farglik hands him a melon.]

Stingrie: What the hell is this?

Farglik: Dude?

Stingrie: You handed me a melon.

Farglik: Right on.

Stingrie: I told you 500 credits!

Farglik: Dude!

Stingrie: If it's too expensive, just say so.

Farglik: Sure.

[Stingrie runs away, angry.]

[ ... several more hours pass ...]

[A small hunting party led by Krushmor the Master Rifleman comes over the ridge and spots Farglik.]

Krushmor: Farglik, what's up? What are you doing way out here?

Farglik: Lag.

Krushmor: We're rooting dralls out of a cave. You should join our group.

Farglik: Okie.

[Krushmor invites Farglik to join the group.]
[Farglik joins the group and starts following Krushmor around.]

Soop: [The party's medic]. Here, Farglik, let me hand you some stimpacks.

Farglik: Lag.

Soop: I know, it's pretty bad tonight. Here you go.

Farglik: Right on.

[Soop opens up a trade window and hands Farglik a Stimpack.]
[Farglik hands Soop a melon.]

Soop: Uh ... thanks!

Farglik: Dude!

[The party enters a cave and spends the next two hours brutally clearing it of creatures, room by room. Everyone gets tons of XP.]

Krushmor: Aw man, it's getting really late guys. I should go!

Farglik: Dude!

Krushmor: I know, sucks. I'll catch you all later.

Farglik: Sure.

[Krushmor logs off. By default, Farglik is now promoted to group leader!]

Soop: Well that sucks. What should we hunt next?

Farglik: Dude?

Soop: Let's hunt Slice Hounds!

Farglik: Dude!

Soop: I know an awesome spot. Follow me.

Farglik: Right on.

[The group runs out of the cave, but Farglik, because he is now group leader, just stands there. Several minutes pass before Soop returns.]

Soop: Farglik why didn't you come with us?

Farglik: Lag.

Soop: Well catch up when you can.

Farglik: Okie.

[Farglik stands motionless in the cave and eventually the group disbands. Half an hour passes.]

[Suddenly, one of the game developers, controlling Darth Vader, enters the cave.]

Darth Vader: Well, my young padawan, we've been watching your progress for quite some time.

Farglik: Sure.

Darth Vader: You have done well. We have decided to bestow upon you: Force powers!

Farglik: Okie.

Darth Vader: You will be the most powerful Jedi on the planet!

Farglik: Dude!

[Darth Vader gives Farglik force powers.]

Darth Vader: Would you like my light saber?

Farglik: Dude?

Darth Vader: My light saber. I bestow it onto you.

Farglik: Right on!

[Darth Vader opens up a trade and gives Farglik a light saber.]
[Farglik hands Darth Vader a melon.]

Darth Vader: Thanks, uh, for the ... melon.

Farglik: Sure.

Darth Vader: Well? Aren't you going to try out your new Force powers?

Farglik: Dude?

Darth Vader: Your Force powers! The powers I just gave you!

Farglik: Dude!

Darth Vader: The FORCE, Farglik! Use the Force!

Farglik: Lag.

Darth Vader: Okay, you know what. Just forget the Force powers. I'm taking them back.

Farglik: Okie.

Darth Vader: And give me back my light saber!

Farglik: Sure.

[Farglik hands Darth Vader a melon.]

[Darth Vader kills Farglik.]

[Farglik respawns in the cloning facility.]

KillSwitch: [In the cloning facility] Whoa! Look who just popped in. What happened to you, Farglik?

Farglik: Lag.

KillSwitch: Want to come hunting with us?

Farglik: Okie.

[Farglik and the Autocamp 2000 join the hunt and gain experience for several more hours...]

I'd call the experiment an unqualified success.

- Fargo


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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Amamentar eh preciso

(Historiador do cotidiano)

Amamentar é preciso!

Certa vez li numa reportagem que o choro de bebê é um dos sons mais desagradáveis que existem, ao ouvido humano. Eu já tinha sentido na pele o quão isso é desagradável, mas sempre tive o direito de exercer o ditado "os incomodados que se retirem". E exerci com prazer.

Mas ontem eu estava num avião e não adianta, não tem pra onde ir, pois onde você estiver vai conseguir escutar o choro de um bebê. Céus aquele bebê não parava de chorar e a mãe dele não fazia nada! Botasse ele no colo, falasse alguma besteira, sei lá, mas ela parecia que nem estava ouvindo aquele pequeno altofalante decibélico estrondar!

Depois de alguns pensamentos (não muito simpáticos para com o pequeno produtor de sons) de como silenciar o bebê, comecei a refletir sobre a construção bebeífica. Primeiro que um espermatozóide e um óvulo são abençoados por Deus para serem fruto de uma nova vida. Aí vamos à parte mais biológica... nós homens cedemos parte do nosso DNA que será combinado com o DNA das mulheres, e gerará uma nova criança. Podemos dizer que esse é o "hardware". Depois vem os "softwares" que vão ser instalados ao longo da vida.

Um dos primeiros é o antivírus. O antivírus é instalado (transmitido) ao hardware (bebê) primeiro por meio do cordão umbilical e, depois de desembalado (nascer), o hardware é plugado ao servidor (mãe) por uma espécie de porta usb (seio).

(acho que é um dos textos mais nerds que já escrevi na vida)

Resumindo: é através do leite materno que o bebê recebe os primeiros elementos de nutrição, e também os primeiros anticorpos que carregará por toda a vida para combater infecções. Nesse ponto os pais são completamente inúteis posto que não fornecem um anticorpozinho sequer ao bebê (não vou entrar no mérito da questão, por motivos óbvios).

Então, senhoras mães, amamentem! Eu não tenho propriedade para falar aqui sobre os benefícios do leite materno para os bebês, muito menos sobre a importância dessa imunidade biológica que é transmitida de mãe para filho por meio do leite materno.

Então mães, amamentem seus bebês! Eles precisam do seu leite (e de só dele) por pelo menos 6 meses! Encarem a vida de frente e de peito aberto (literalmente), e amamentem! Vocês farão um bem imensurável aos seus filhos.

Abraços, e uma excelente semana para vocês!

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Sutilmente

Sutilmente
(Skank)

E quando eu estiver
Triste
Simplesmente
Me abrace
E quando eu estiver
Louco
Subitamente
Se afaste
E quando eu estiver
Fogo
Suavemente
Se encaixe...

E quando eu estiver
Triste
Simplesmente
Me abrace
E quando eu estiver
Louco
Subitamente
Se afaste
E quando eu estiver
Bobo
Sutilmente
Disfarce...

Mas quando eu estiver
Morto
Suplico que não me mate não
Dentro de ti
Dentro de ti...

Mesmo que o mundo
Acabe enfim
Dentro de tudo
Que cabe em ti (2x)