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domingo, 20 de setembro de 2009

Sono x Saúde

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI93675-15257,00-CIENTISTAS+EXPLICAM+LIGACAO+ENTRE+SONO+E+MEMORIA.html

Cientistas explicam ligação entre sono e memória
Experimentos realizados em laboratório demonstram que as memórias recentes se consolidam durante o estágio mais profundo do sono

DESCANSO
Assim como os ratos, os seres humanos também consolidariam suas lembranças durante o sono


REDAÇÃO ÉPOCA

Um estudo conjunto de pesquisadores franceses e americanos descreveu, pela primeira vez, o papel de uma boa noite de sono para a consolidação das lembranças. Segundo um artigo publicado pela Nature Neuroscience, a transformação das memórias recentes em memórias de longo prazo ocorre durante os estágios 3 e 4 (mais profundos) do sono.

O fenômeno responsável por essa passagem são ondulações chamadas fusos do sono – picos de atividade cerebral registrados em pacientes que dormem adequadamente. Durante a noite, essas ondas transfeririam as informações de uma região mais primitiva do cérebro (hipocampo) para uma região mais complexa (neocórtex). O procedimento pode ser repetido diversas vezes, o que explica o fato de algumas lembranças serem mais nítidas que outras.

Para comprovar a hipótese, os pesquisadores inibiram artificialmente a produção dessas ondulações em ratos de laboratório, que em seguida eram obrigados a percorrer o mesmo caminho de obstáculos por alguns dias. Ao contrário dos outros ratos, o grupo que não produzia os fusos do sono não conseguiu lembrar o trajeto depois de acordar.

O impacto da insônia sobre a memória já havia sido comprovado por experimentos anteriores, mas neurologistas e psiquiatras ainda estavam à procura de uma explicação para o fato. “Nunca se soube qual era a atividade cerebral responsável pelo processo”, afirma a neurologista Rosa Hasan, coordenadora do departamento de sono da Academia Brasileira de Neurologia. Embora a natureza do experimento dificulte a realização de testes com humanos, as semelhanças entre os cérebros dos mamíferos indicam que os resultados também se aplicam ao homem.

O melhor colchão para um bom sono

Saiba como escolher o colchão e o travesseiro certos para seu corpo
Edição: luciana vicária


O ritual para quem deseja dormir bem é extenso. Especialistas recomendam apagar todas as luzes do quarto, comer apenas alimentos leves, tomar banho quente momentos antes de se deitar e repetir tudo sempre no mesmo horário. Tão importante quanto se preparar para o sono, porém, é estar certo de que a estrutura que sustenta o corpo é adequada.

Um colchão muito duro para seu peso pode causar problemas graves na coluna, como lombalgia e lordose. O mesmo acontece com um travesseiro baixo demais para quem dorme de lado. Os efeitos de uma noite agitada na cama são bem conhecidos: irritação e falhas de memória, entre tantos outros. Quem dorme mal levanta cansado, é pouco criativo e seu equilíbrio é alterado.

O bafômetro não acusa a falta de sono, mas os efeitos do cansaço são os mesmos de uma embriaguez. Uma noite sem dormir equivale ao efeito de três doses de uísque, de acordo com a Associação Brasileira do Sono. Saiba como escolher o melhor apoio para seu corpo nas páginas seguintes.

O “recheio” mais tecnológico para colchões e travesseiros chama-se viscoelástico, uma espuma especial que tem a capacidade de se amoldar aos contornos do corpo, de modo que ele fique totalmente apoiado (custa entre R$ 4 mil e R$ 15 mil). É o mais vendido na Europa e nos Estados Unidos, mas ainda é pouco comum no Brasil. Se você não quer gastar muito, prefira os colchões de espuma e mola de bons fabricantes. E os travesseiros de boas marcas que se amoldam melhor a seu pescoço e à posição de dormir.

Seu sono pode render mais

Entre os mais de mil modelos de colchões e travesseiros, como escolher o que melhor se adapta a você. E mais: quais são as posições indicadas para relaxar

O que acontece com o corpo se você usa um colchão...



E se você usa o travesseiro...



Crianças sedentárias têm mais dificuldades para dormir

Estudo diz que crianças que fazem mais atividades durante o dia dormem mais cedo e correm menos riscos de se tornarem obesas

Um recente estudo divulgado na Nova Zelândia comprava o que muitos pais já sabem: crianças inativas durante o dia demoram muito mais tempo para dormir do que as que se movimentam com mais frequência.

Porém, agora, os pesquisadores chegaram a uma conta que pode influenciar os pais a “obrigarem” seus filhos a ter uma vida mais agitada. Cada uma hora parada acrescenta três minutos ao tempo que leva uma criança a adormecer. Além disso, crianças que praticam alguma atividade caem no sono mais cedo e dormem mais.

A pesquisa, realizada pela Universidade de Auckland, acompanhou os hábitos de 591 crianças, todas de 7 anos de idade. Em média, o tempo para as crianças mais ativas adormecerem foi 26 minutos, variando entre 12 e 46 minutos. As crianças sedentárias, levaram, em média, 15,5 minutos a mais para dormir.

Cerca de 16% dos pais de crianças relataram aos pesquisadores que seus filhos têm dificuldades em adormecer. Essa dificuldade, segundo o estudo, tem impacto negativo no desempenho escolar, além de contribuir para o aumento do risco de a criança se tornar obesa ou ter sobrepeso.

"Este estudo enfatiza a importância da atividade física para crianças, não só para a saúde cardiovascular e o controle do peso, mas também para a qualidade do sono", concluíram os pesquisadores.

Mas os pais devem ficar preocupados com os filhos que dormem menos?

Não exatamente, segundo David Rapoport, diretor da New York Universidade do Distúrbio do Sono de Nova York. "Isso é da natureza de cada um. O objetivo do sono está em recuperar energia para as atividades. Se a criança pratica exercícios, naturalmente, precisa de mais tempo de sono".

Rapoport afirma que o estudo também apontou que a dificuldade em pegar no sono pode estar ligada ao fato de os pais colocarem os filhos “sedentários” na cama quando eles ainda não estão prontos para dormir, ou seja, muito cedo.

Sono ruim faz mal à saúde

(Marcio Atalla)

O mundo competitivo e acelerado em que vivemos é de tirar o sono. Um estudo recente feito no Canadá mostrou que a insônia causa uma enorme improdutividade e gera gastos de mais de US$ 6 bilhões por ano. A má qualidade do sono é extremamente perigosa à saúde. É preciso ajustar alguns hábitos e procurar garantir que o sono recupere o corpo e a mente para o dia seguinte.

Estou dormindo muito mal e me sinto cansada o dia inteiro. O que posso fazer para melhorar a qualidade de meu sono? – Carolina Santiago, 39 anos – Búzios, RJ

A insônia pode ter causas orgânicas e psíquicas. Pesquisas recentes apontam a produção inadequada de serotonina pelo organismo e o estresse como causas mais importantes. Tente manter uma rotina com horário para dormir e para acordar – o relógio biológico responde melhor se habituado a horários regulares. Um banho morno antes de se deitar ajuda a relaxar os músculos tensionados. Beber um copo de leite morno ou comer uma banana à noite é indicado, porque ambos contêm o aminoácido triptofano, que relaxa os músculos e induz ao sono. Por fim, escolha um colchão e travesseiro adequados e procure manter o quarto escuro e sem barulho.

Gosto muito de me exercitar. Costumo fazer exercícios até duas vezes ao dia. Mas demoro muito para pegar no sono e acabo dormindo pouco. Isso pode acontecer por excesso de atividade física? – Richard Bollenger, 46 anos – Salvador, BA

Fazer exercício físico regular é ótimo e ajuda na qualidade do sono. Mas tudo o que é feito em excesso é prejudicial. Com a atividade física não é diferente. Enquanto você dorme, seu corpo se recupera dessas atividades. Por isso é importante que esse sono seja de boa qualidade e dure uma quantidade de horas suficiente. Minha dica é que você deixe de fazer os exercícios físicos mais intensos no período da noite, porque eles aceleram seu metabolismo e dificultam o relaxamento. Se tiver de se exercitar perto do horário de dormir, prefira as atividades de intensidade leve e moderada.

Qual é o número de horas ideal para dormir? O que acontece se eu dormir menos que o ideal? – Geraldo Ferreira Filho, 34 anos – Curitiba, PR

A quantidade de horas ideal para o sono varia de pessoa para pessoa, mas a média para um adulto é de sete a oito horas. Os prejuízos de um sono inadequado são bastante evidentes. Pessoas que não dormem bem apresentam mal-estar e perda de raciocínio. O aprendizado também é prejudicado, a concentração é afetada e o organismo não se recupera de forma adequada para enfrentar um novo dia, causando sonolência, fraqueza etc. O sono apresenta vários estágios, e a passagem por essas fases é fundamental para sua eficiência. Por isso não se preocupe apenas com a quantidade de horas de sono, mas com a qualidade também.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Dormir mal prejudica a saúde

Extraído de: http://cienciaesaude.uol.com.br/ultnot/estado/2008/08/01/ult4513u1342.jhtm

01/08/2008 - 15h00
Dormir mal ou pouco pode prejudicar saúde e até vida profissional

Giuliana Reginatto
De São Paulo

Palpitação, falta de ar e sonolência são apenas alguns dos problemas de noites mal dormidas. No entanto, falta de concentração e lapsos de memória também são apontados por especialistas como reflexos dos distúrbios do sono. Dormir pouco ou mal, além de prejudicar a saúde, afeta a vida profissional e pessoal. Segundo o Instituto do Sono, vinculado a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), cerca de 70% dos paulistanos já tiveram problemas relacionados ao sono em algum momento.

De acordo com uma pesquisa da Academia Brasileira de Neurologia aplicada a 40 mil pessoas, cerca de 40% dos brasileiros não conseguem dormir bem. Ainda que a resolução de muitos desses casos dependa do tratamento de distúrbios, outros podem experimentar melhora por meio de algumas medidas de higiene do sono. "É preciso se preparar para dormir. Não adianta chegar em casa e pular na cama. Banho morno e leite quente podem ajudar a baixar a adrenalina. Evite alimentos estimulantes, como café", recomenda o médico Flávio Magalhães da Silveira, coordenador do Sleep - Laboratório do Sono.

Outra dica é manter o quarto escuro. "A falta de luz favorece a liberação do hormônio melatonina, que estimula a sonolência", observa o neurologista Rubens Reimão, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). O profissional não condena o uso de medicamentos homeopáticos para dormir, como os compostos à base de passiflora, valeriana e melissa, mas recomenda cautela "Devem ser usados para insônias transitórias, se o problema persistir vá ao médico."

Reimão diz que produtos eletrônicos são vilões do sono quando usados sem controle. "Antes era a televisão que diminuía as horas de sono, agora é a internet, sobretudo para os jovens. Dormir com a TV ligada é péssimo, o melhor seria desligá-la dez minutos antes de deitar", indica.

Além de prejudicar a saúde individual, o sono pode afetar a coletividade. Segundo dados da Unifesp, entre 27% e 32% dos acidentes de trânsito no mundo são provocados por motoristas que dormem enquanto dirigem. Não é à toa que a nova resolução do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), proposta há três meses, determinou que todos os motoristas profissionais, de caminhão, ônibus e reboque, passem por exames para detectar possíveis distúrbios do sono.

Dormidores

De acordo com o neurologista Rubens Reimão, do Hospital das Clínicas, 90% dos adultos jovens necessitam dormir entre sete horas e meia e oito. "Só 5% da população consegue dormir menos sem perder a disposição: são os dormidores curtos. Outros 5% estão entre os dormidores longos, que precisam de nove ou mais horas", explica.

Fragmentar o sono durante o dia ou compensá-lo nos fins de semanas não são práticas consideradas adequadas pelos especialistas. A popular sesta, o cochilo à tarde, é saudável desde que não passe dos 30 minutos. Além disso, o uso indiscriminado de tranqüilizantes é criticado por especialistas. Segundo o presidente da Comissão de Sono da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, Flávio Magalhães, esses medicamentos podem causar dependência. "Fazer dormir é fácil. Difícil é educar os próprios médicos para que investiguem a causa da insônia, já que ela pode ser sintoma de várias doenças."