(Autor desconhecido)
Jornalistas não são meros investigadores da realidade que passam esse conteúdo apenas em forma de notícias e reportagens para a população. O jornalista caracteriza-se também pela imortalização - nas páginas do seu veículo midiático - como um historiador. Mas não um historiador de grandes eventos da humanidade e sim, essencialmente, um historiador do cotidiano. Seja, então, muito bem vindo, meu caro leitor!
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Frase do dia
(Autor desconhecido)
terça-feira, 22 de abril de 2008
Dia da Aviação de Caça
Hoje, 22 de abril, a Força Aérea comemora, uma vez mais, o dia da Aviação de Caça Brasileira. A história da aviação no Brasil destaca-se por inúmeros fatos que legaram ao mundo exemplos da capacidade e da genialidade do povo brasileiro.
Neste dia, reiteramos o orgulho que temos de Nossos Heróis pelo profissionalismo demonstrado no teatro de combate europeu, enaltecendo o espírito guerreiro e jovial desses veteranos que nos inspiram, diariamente, na missão de salvaguardar os céus brasileiros.
Ao comemorarmos o Dia da Aviação de Caça, rendemos nossas homenagens a todos aqueles que, voluntariamente, abriram mão do conforto de seus lares para enfrentar um inimigo além-mar.
As saudades dos entes queridos, o convívio diário com o perigo e as agruras do dia-a-dia poderiam ser fatores de desmotivação, no entanto, o ideal de libertação dos povos manteve-se incólume no coração e nas mentes desses homens, bravamente guiados pelo exemplo sempre correto de seu comandante, Brigadeiro Nero Moura, hoje patrono da aviação de caça.
O tempo passou...a semente plantada por todos os senhores deu muitos frutos...e hoje, esse espírito altaneiro permeia toda nossa aviação de caça, conciliando a alma gerada no passado com a tecnologia e a modernidade do presente.
Os pilotos de caça brasileiros serão sempre muito gratos pelo legado que os senhores deixaram. Tenham certeza que assumimos um compromisso não só de honrá-lo, mas também de perpetuá-lo ao longo dos tempos.
As aeronaves já são muito diferentes do velho trator voador, o incansável P-47, que foi parceiro dos senhores na guerra, mas a essência dos pilotos, suas atitudes frente ao combate e a perseverança na busca incansável da perfeição permanecerão como se estivéssemos ainda nas barracas de lona dos campos da Itália.
A vida com sua naturalidade leva-nos a despedir dos companheiros que seguiram rumo a um merecido descanso. Essa dor da perda se fez mais presente nos últimos dias, com a partida de dois pilotos veteranos do grupo de caça.
Quando desempenharam 75 e 58 missões de guerra, respectivamente, o comandante Fernando Corrêa Rocha e o Maj Brig Othon Correia Neto contribuíram, de modo significativo, para que pudéssemos ter o orgulho de ostentar o honroso título de pilotos de caça da Força Aérea Brasileira.
Os anos se passaram e hoje a aviação de caça brasileira encontra-se repleta de jovens pilotos que, inspirados nos exemplos do passado e confiantes em seus líderes do presente, prosseguem com a nobre missão de preservar a soberania do Brasil.
Por fim, resta-nos bradar a uma só voz: Senta a Púa! BRASIL!
Ten.Brig-Ar João Manoel Sandim de Rezende
Comandante-Geral de Operações Aéreas
FORÇA AÉREA BRASILEIRA
sábado, 19 de abril de 2008
O melhor é empatar
Eu estava refletindo hoje sobre relacionamentos. E sobre nossas vidas pessoais. Vivemos numa sociedade estupidamente competitiva onde os princípios básicos - como "O mais importante não é vencer, é competir" - são esquecidos na mesma velocidade que uma vaga lembrança de coisas boas passa pelas nossas mentes.
Hoje em dia competimos. Cada vez mais. Queremos ser os melhores no trabalho, no grupo, melhor chefe, melhor subordinado, melhor projetista, melhor executor, melhor, melhor, melhor... mais rápido, mais eficiente, mais competente, mais dinâmico, mais, mais, mais...
Sempre mais, sempre melhores, sempre no limite... e a vida social? Sempre queremos frequentar os melhores locais, os que tocam as melhores músicas, os ambientes mais agradáveis, termos os melhores amigos, sermos os mais engraçados, sermos os mais descolados, dançarmos melhor, os mais, os melhores, os mais, os melhores...
Isso reflete drasticamente na nossa vida pessoal: se vivemos esse clima alucinante de competição quase 24 horas por dia - pelo menos na vida profissional e na social, que devem representar cerca de 2/3 da vida do ser humano moderno - o que nos impedirá de transpormos tais exigências (de sempre mais e melhor) para a vida pessoal?
O que acontece? Começamos a competir com todos, por tudo, e por qualquer bobagem. Já vi gente discutir quem tinha a melhor caligrafia! Mas o ponto aqui é a competição quando levada para o campo dos relacionamentos amorosos (namoros e afins).
Quando você está num relacionamento, e tem aquele conceito de competição hipodérmico, praticamente tudo no namoro vira uma disputa. Se você solta alguma farpa, a outra pessoa manda uma ripa; se você alfineta, a outra pessoa vem com um prego; e a coisa só tende a piorar: se você está mal e diz alguma coisa áspera, a outra pessoa - ao invés de conversar de forma compreensiva - dá uma resposta ainda mais áspera, para "vencer" aquela "disputa". Mas será que era mesmo uma disputa? Nem de perto.
Então os sistemas de cooperação mútua... ops... perdoe o linguajar, é o lado profissional na tentativa de interferir no lado pessoal.
Então as pessoas não se ajudam, passam a competir na tentativa de ver "quem vence". Quem vence? Normalmente a vitória de uma pessoa implica na derrota da outra, se tivermos uma situação de disputa dentro do relacionamento.
Neste caso, temos dois tipos de relacionamentos: pessoas fortes que namoram pessoas fortes, e pessoas fortes que namoram pessoas fracas. Pessoas fracas não namoram pessoas fracas. Vamos analisar uma disputa em cada tipo de relacionamento?
Pessoa forte versus pessoa forte: numa disputa provavelmente ambos vão querer que seu ponto de vista INDIVIDUAL se sobressaia. Como é bem possível que as pessoas não cheguem a um consenso, a disputa vai se encerrar quando uma das pessoas fizer seus argumentos sobrepujarem os do seu interlocutor, ou quando seu interlocutor desistir. Em ambas situações teremos uma situação de vitória de uma das pessoas, o que ocasionará o desgaste de ambos por sempre os dois estarem envolvidos em disputas.
Pessoa forte versus pessoa fraca: nesse tipo de relacionamento, uma disputa potencialmente terminará com o forte "vencendo" o fraco. O que acontece nesse tipo de relacionamento? Desgaste do fraco por sempre ter suas opiniões reprimidas.
(Existem essencialmente dois tipos de pessoas: as que se estressam numa fila, gritam com o caixa e relaxam; e os caixas, que escutam calados, vão armazenando, e um dia pegam uma arma e matam 50 pessoas num mercado)
Enfim... em ambas as situações temos condições de disputa e vitória; e em ambas há o desgaste dos envolvidos. O que acontece? Isso desgasta o namoro! Então da próxima vez que ouvir uma resposta áspera, será que não é melhor você falar uma palavra de carinho - ao invés de querer "vencer" sendo ainda mais áspero?
E se não houver disputa? E se os dois se entenderem sem disputarem? E se os dois simplesmente sorrirem e virem que a vida é mais que uma disputa boba que não vai levar a lugar nenhum?
É nessa hora que eu acredito que o empate é melhor que a vitória. Na realidade, empatar é a vitória do relacionamento!
E você? Prefere vencer? Ou empatar?
Abraços, e um excelente feriadão pra você.
Tanto...
Tanta coisa aconteceu, tanta coisa para contar, tanta coisa para desabafar, e não me vem uma só palavra apropriada.
Que merda
:-(
Poesia aeronáutica
Gosta de aprontar, é arteiro
Nada nele é complicado caso esteja inteiro
Assusta se o piloto for barbeiro
Se for padrão voa certeiro
Como todo avião, pesa para o lado financeiro
Para seus 115 litros, vai dinheiro
Deveríamos chamar quem eleva seu custo de caloteiro
Receita do sucesso: estrangeiro
Mas já pegou o "jeitinho brasileiro"
Como é exceção, caso fosse escritor, seria canhoteiro
Caso fosse jogador, seria artilheiro
Da fama de melhor treinador foi o herdeiro
Se fosse veleiro, quem nele voasse, chamado seria de marinheiro
Nele, muitos solaram, inclusive brigadeiros
No reboque, és tremendo putanheiro
Comandante que se preza, reconhece o esforço deste velho guerreiro
Mal dele fala o Brasil inteiro
Dos Teco-Tecos, és o primeiro
Se fosse naturalizado, aqui seria mineiro
No seu interior, tem uma característica muito particular:o cheiro
Quase nunca voa em cruzeiro
Fonte de sonhos, és herói verdadeiro
És amigo, eternamente,
AeroBoero
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Tecnologia...
A tecnologia nos cerca, nos rodeia e nos faz sermos quem somos hoje em dia. E não ache que tecnologia é apenas esse aparelho eletrônico que você está usando para ler minhas palavras. Não é.
Olhe pra você, olhe para as roupas que você está usando... imagine se os seres humanos tivessem essa mesma qualidade de tecido há 10.000 anos atrás? Ou se eles dispusessem de óculos? Ou se tivessem caneta e papel para registrar seus cotidianos? Ou se tivessem uma cama confortável e quentinha para dormirem? E os que caçavam, se tivessem os arcos-e-flechas que dispomos hoje em dia? Image então se tivessem eletricidade para tomar banho ou para conservar a comida na geladeira?
Mas enfim... a maior parte das pessoas associa tecnologia à componentes eletrônicos. De uns poucos dias pra cá, voltei a ler meu aglutinador de rss. Um dos alimentadores é um portal chamado Engadget.
Vou destacar apenas três tecnologias recentes que vi lá:
Celular
Cada vez temos equipamentos de comunicação móvel, com fins de telefonia, que fazem tudo - e você pode até usar como telefone! Olha que bacana...
A Nokia trabalha agora no conceito de, literalmente, computador portátil. Esqueça andar com um trambolho como um notebook (sim, para os conceitos atuais um notebook já é um equipamento ENORME), ou com algo a mais no seu bolso como um PDA.
Não! Esse desconforto de ser um verdadeiro cabide de equipamentos eletrônicos está por terminar. A Nokia trabalha num celular - ainda sem código - que opere com o conceito de "Scroll" (algo como "rolagem" ou "rolamento") desenvolvido pela empresa 13 Tech Design.
O novo celular trás uma tela de toques (tecnologia "touch screen"), uma câmera fotográfica digital de 10 megapixels, e a capacidade de filmar em 1080p, além de vários dispositivos de reprodução de vídeo e áudio. O celular conta também com comunicação por WiFi e Bluetooth. Acha pouco? O celular tem capacidade para rodar os sistemas operacionais Windows XP ou Vista.Ah... sim... essa nova maravilha da eletrônica até serve para você falar...
Eu me pergunto: Será que precisamos atualmente de tudo isso num celular só?
E eu que fico tão feliz com meu Nokia 1101, que tem uma lanterninha!
Privacidade
As pessoas hoje em dia estão cada vez mais paranóicas com privacidade, segurança das comunicações, sigilo dos dados, criptografia, proteção, proteção e mais proteção...
Chega-se ao ponto de ficar paranóico.
Então imagine um daqueles comerciais enlatados da televisão:
"Você está cansado de todo mundo ler seu chat?"
"Você está cansado das pessoas verem qual a foto da flor que você botou no papel de parede do computador?"
"Você está cansado das pessoas mandarem você crescer, quando passam pelo computador e você está jogando?"
"Se você respondeu SIM a essas perguntas, não precisa mais esperar! Chegou a nova proteção corpo-computador! Desenvolvida pelas empresas Thanko e SolidAlliance, ela lhe permite privacidade total! Você poderá até tirar meleca do nariz e ninguém vai perceber. Mas espere... se você ligar agora ainda receberá totalmente grátis o manual de instrução, seu certificado de garantia, e mais uma belíssima capa para a sua esposa!"Achou pouco?
Tetris
Está cansado dos jogos convencionais? Está cansado de ver sempre seu jogo predileto sendo jogado da mesma forma? Está cansado de suar nos controles do videogame ou de não ter uma competição realmente física?
Seus problemas acabaram!
O maravilhoso (?) jogo Tetris agora vem na versão de queda-de-braços!Não canse mais seus dedos operando controles dos jogos, agora é a cada movimento do braço que você gira uma peça ou muda a trajetória dela de descida.
Experimente uma nova sensação de jogar (e quem sabe um gesso pro braço). Jogue Tetris numa disputa de quebra de braços!
(...)
Tecnologia? É... nem sempre podemos falar coisas boas dela.
Abraços, e uma ótima quinta-feira pra você.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Romance sincero
Adoro cinema. Adoro? Não, não é essa a melhor palavra... eu AMO cinema. Não vou ficar aqui com falso intelectualismo, e dizer que cinema europeu é melhor, é mais arte, ou isto, isso e aquilo outro. Na minha sincera opinião, quem diz só gostar de filmes de arte europeus é alguém que não tem opinião própria e só sabe papagaiar o que os pseudo-intelectuais falam por aí afora.
Gosto de sair de casa, sentar no cinema, e me maravilhar. Se quem lê viaja, quem assiste um filme vai em outro planeta. Aqui cabe um parênteses: cinema pra mim só presta para os filmes que realmente abusam dos recursos audiovisuais disponíveis.
Eu não saio de casa para assistir dramas, ou romances bobos. Nem tão pouco para filmes de horror ou suspense. Eu saio de casa para me divertir com comédias, me empolgar com aventuras, vibrar com policiais que conseguem prender os bandidos, ou me fascinar com ficção científica. E eu não tenho vergonha nenhuma de admitir que realmente gosto de filmes estadunidenses, e dos brasileiros. Dos brasileiros bons!
Existem várias cenas memoráveis. Ah... tem ensinamentos do Mestre Yoda (Guerra nas Estrelas) em que um só filme tem mais filosofia do que um livro inteiro de Platão. Gosto de me perder nas idéias, de me encontrar em imagens surreais, em viajar sem precisar apertar os cintos. Gosto de ver que muitas vezes a vida imita a arte (ou seria ao contrário?).
Digo isto, relembro-me de uma das passagens mais românticas que já vi, no filme "O Conde de Monte Cristo" (2002). Segundo a wikipédia: "O Conde de Monte Cristo (título original em francês: Le Comte de Monte-Cristo) é um romance da literatura francesa escrito por Alexandre Dumas concluída em 1844. É considerado, juntamente com Os três mosqueteiros, uma das melhores obras de Dumas, e é frequentemente incluída nas listas de melhores romances já escritos. Foi baseada na história de um sapateiro que foi preso injustamente. Lá, conhece um clérigo de que fica amigo. Quando o clérigo morre, é libertado e herda uma misteriosa fortuna. O sapateiro, agora em condições financeiras, pode vingar-se daqueles que o levaram à vida de prisioneiro. O nome do romance surgiu quando Dumas a caminho da Ilha Monte-Cristo, com o neto de Napoleão, disse que usaria a ilha como cenário de um romance. Há mesmo uma estranha semelhança entre a sua primeira parte e o posterior caso Dreyfus entre 1894-1906, em que um oficial judeu foi acusado, injustamente, de trair a pátria francesa".
No filme, o jovem Edmond Dantes (Jim Caviezel) é traído por um amigo e cai numa terrível conspiração. Ele é marinheiro e, numa viagem, passa pela ilha de Elba onde está detido Napoleão. Napoleão lhe entrega uma carta, mas como Edmond não sabe ler, só faz levar ela. Ao chegar em terra firme ele vai ao encontro da sua noiva, Mercedès (Dagmara Dominczyk), e durante a conversa na praia ele faz uma aliança com barbante no dedo dela. O "amigo" de Edmond, Fernand Mondego (Guy Pearce) - que é apaixonado pela noiva de Edmond - o entrega para as autoridades que o condenam por conspiração (pela posse da carta, endereçada ao pai do juiz Villefort (James Frain)). Edmond é condenado à prisão no Castelo d'If, numa ilha remota. Tal prisão é destinada aos presos políticos para serem esquecidos e morrerem por lá, mas Edmond consegue fugir com ajuda de um padre que - entre outras coisas - lhe ensina a ler. Nos instantes finais de vida, o padre ensina a Edmond onde se encontra um enorme tesouro na ilha de Monte Cristo. Edmond passou cerca de 16 anos preso.
Edmond retorna para a França com objetivo de se vingar dos que o traíram, e dá uma enorme festa de ressurgimento com o nome de Conde de Monte Cristo. Todos se maravilham, mas Mercedès reconhece que o Conde é o seu eterno amor, Edmond. Poucos dias depois, Edmond é convidado a uma festa na casa de Mercedès.
Chegamos finalmente à cena mais romântica que já vi: na saída da festa, ao entrar na carruagem Edmond é surpreendido por Mercedès. Ele pede pra ela descer mas ela lhe mostra o dedo, com a aliança de barbante. E diz algo como: "eu sempre te amei".
(...)
Desculpe, sempre me emociono... Mas é uma cena linda. Não pela estética dela, mas pelo sentimento, pela entrega emocional. Ela sempre o amou, e sempre carregou consigo aquela aliança, aquela prova do amor dos dois.
Uma prova de amor não precisa ser um enorme letreiro luminoso para todo o planeta ver... mas um mero pedaço de barbante - que apenas os dois sabem o significado - vale muito mais do que mil palavras.
O amor não é mensurável, não é paupável nem quantificável. O amor é o amor. É único, é especial.
E ela ainda usava a aliança que ele tinha dado... era a maior prova de amor que o mundo tinha ouvido falar...
E se fosse hoje em dia... será que você ainda usaria uma aliança depois de tempos afastados do seu verdadeiro amor?
terça-feira, 15 de abril de 2008
Dengue
Pesquisa recente publicado pelo dr. Edimilson Ramos Migowski de Carvalho MD, Phd (Professor de Infectologia Pediátrica da UFRJ) afirma que o PARACETAMOL isto é, Tylenol, Dôrico e etc., antes prescritos como anti-térmicos em casos de dengue, estão abolidos, por serem hepatotóxicos, isto é trazem problemas de agressão ao fígado.
A dengue por si só é hepatotóxica, portanto traz desde pequenos problemas ao fígado, até lesões graves e fatais.
Usando o paracetamol (Tylenol, Dôrico e etc) as ações se somam, portanto, paracetamol + dengue é = um efeito hepatotóxico grave.
Em qualquer caso suspeito de dengue, deve-se procurar urgente socorro médico e iniciar imediatamente uma hidratação. Em crianças com soro caseiro (soro caseiro é = 2 colheres das de sopa de açucar + 1 colher das de café de sal e 1 litro de água fervida), e nos adultos, hidratação com, água, chá, mate, água de coco e etc.., até chegar ao hospital.
O ácidoacetilsalicílico (AAS, Aspirina, Melhoral, Doril e etc..), estão formalmente CONTRA INDICADOS, pois interferem no mecanismo da coagulação sanguínea, isto é, impedem o sangue de coagular, causando portanto hemorragias graves.
Os medicamentos Novalgina, Dorflex, Anador e etc.., e os derivados do Ibuprofeno (Dalsy e Alivium) podem ser usados de forma comedida, isto é, não podem ser dados à vontade e de preferência com orientaçào médica, sempre que possível.
Supõe-se que muitos casos de morte por dengue podem ter sido causados por hepatite medicamentosa, segundo o professor Edimilsom Ramos.
Pedimos por favor, a todos que possuem e-mail, para repassar estas importantes informações aos colegas que não o possuem e também aos familiares, amigos, vizinhos e conhecidos.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
AVC
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POR FAVOR PRESTE ATENÇÃO
Isto é muito importante e pode salvar a vida de uma pessoa!
Um neurologista afirma que se o chamarem dentro das primeiras 3 horas, os efeitos de um AVC (acidente vascular cerebral) podem ser revertidos totalmente. Afirma que é crucial diagnosticá-lo e prestar assistência ao paciente nas três horas subseqüentes.
Lembre-se dos "3" Passos. Leia e aprenda!
1. Peça que a pessoa SORRIA.
2. Peça que a pessoa LEVANTE AMBOS OS BRAÇOS.
3. Peça que a pessoa PRONUNCIE UMA FRASE SIMPLES (Coerente)
(por exemplo . . . Hoje está um dia ensolarado)
Se ele ou ela apresentar dificuldades numa destas três questões, chame imediatamente o SOCORRO e descreva os sintomas.
Depois de descobrir que um grupo de voluntários que não são médicos podem identificar a debilidade facial, a debilidade motora dos braços e a debilidade na fala, os investigadores apelam ao público em geral para que aprenda estas três perguntas. Uma maior divulgação deste teste pode facilitar um rápido diagnóstico e tratamento do AVC e evitar danos cerebrais.
Um neurologista disse que se cada um de nós reenviar este artigo a 10 pessoas, pelo menos uma vida pode ser salva.
E COMPARTILHE ESTE ARTIGO
COM O MÁXIMO DE AMIGOS POSSÍVEL
Você poderá salvar vidas!
(e uma delas pode ser a sua)
domingo, 13 de abril de 2008
Segurança
Nos deslocamentos
- Evite andar com correntes, relógio, medalhas, braceletes e outras jóias;
- Evite andar por ruas ou praças mal iluminadas, não se exponha em locais estranhos e em horas avançadas;
- Separe previamente o dinheiro necessário para pequenas despesas, como café, cigarro, condução;
- Não carregue objetos de valor e grandes quantias em dinheiro ou cartões de crédito se não houver necessidade;
- Em pontos de ônibus procure os de locais de grande movimento;
- Não namorar em lugares ermos, em praças desertas e mal iluminadas;
- Evite carregar, sem necessidade, mais de um cartão de crédito ou todo o talão de cheque;
- Se levar um esbarrão, verifique imediatamente se seu cartão e documentos ainda estão no bolso;
- Evite ficar sozinho em pontos de ônibus isolados, especialmente à noite;
- Em ônibus com poucos passageiros, sente-se próximo ao motorista;
- Separe antes o valor da passagem, para não mostrar seu dinheiro na hora de pagar a condução;
- Dentro da condução, coloque a carteira, a bolsa, pacotes ou sacolas na frente do seu corpo.
No banco e caixa eletrônico
- Proteja bem o dinheiro ou cheques na hora que você for ao banco fazer depósito ou sacar;
- Não comente e nem mostre o que vai fazer no banco;
- Ao fazer um saque, nunca coloque o dinheiro ou a carteira no bolso de trás;
- Ao sair do banco, olhe bem para os lados, para ver se não tem ninguém seguindo você;
- Sempre que sacar dinheiro, use seu corpo para evitar que alguém o veja digitando a senha e a mantenha separada do cartão;
- Nunca aceite ajuda de estranhos;
- Esteja atenta a presença de pessoas no interior da cabine e nas proximidades;
- Se levar um esbarrão, verifique imediatamente se seu cartão e documentos ainda estão no bolso;
- Se o cartão ficar retido, entre em contato com o banco para que ele seja imediatamente cancelado;
- Evite fazer saques à noite. Caso seja inevitável, leve um acompanhante e peça que ele aguarde do lado de fora;
- Após fazer o saque, divida o dinheiro em vários bolsos e deixe o local rapidamente.
No carro
- Levante os vidros, tranque as portas e porta-malas, mesmo que seja por um minuto apenas;
- Nunca deixe as chaves no contato, e a de sobressalentes nunca devem ser guardadas no interior do carro;
- Procure deixar seu carro em estacionamento vigiado e de sua confiança ou em local mais visível e iluminado;
- Use trava mecânica de pedais e volante, interruptores elétricos e de combustível, alarme, etc.;
- Evite acessórios mais visados como os toca - CDs;
- Não deixe objetos visíveis como: carteira, bolsas, celular, documento com endereço.
Nas compras e lazer
- Evite fazer compras sozinho, Leve sempre uma companhia, porque é mais seguro;
- Prefira pagar com cheque ou cartão. Assim, você não precisa levar grandes quantias em dinheiro;
- Não deixe a bolsa, carteira ou objetos comprados em locais que possam ser roubados;
- Não entre em lojas muito cheias, para evitar aglomeração;
- Procure fazer suas compras em horários de menor movimento na loja;
- Nunca mostre dinheiro em público, principalmente em bares, restaurantes, lojas, cinemas, carrinhos de pipocas;
- As bolsas e sacolas de compras devem ser transportadas junto ao corpo e evitando ocupar as duas mãos.
Como evitar seqüestros
- Observe se não está sendo seguido;
- Suspeite de telefones desconhecidos, querendo saber as rotinas da casa e da família;
- Não forneça informações sobre sua rotina e seus negócios a empregados;
- Oriente seus filhos a não informar a rotina da família;
- Evite a rotina, mude itinerários e horários;
- Procure manter alguém da família avisado sobre seus horários, rota e tempo estimado de chegada ao destino.
Como proceder em festas populares
- Use sempre bolsas, carteiras ou sacolas na frente do seu corpo;
- Use short com bolso interno;
- Leve somente os documentos necessários;
- Não dirigir seu carro após ingerir bebida alcoólica;
- Vá de ônibus, táxi ou peça alguém para conduzir.
Na universidade
- Ao chegar e sair da Universidade esteja alerta para a presença de estranhos nas imediações do seu veículo e qualquer suspeita deverá ser comunicada imediatamente à segurança da instituição;
- Evite fazer sempre o mesmo percurso de casa para a Universidade;
- Feche sempre as portas do veiculo e não deixe aparelhos sonoros e pertences à mostra;
- Se for surpreendido por assaltantes procure manter a calma, não encare seus atacantes diretamente e nem discuta com eles;
- Quando for vítima de um abalroamento que lhe pareça ser sido propositalmente provocado por outro veículo, principalmente em local ermo e no período noturno não pare para constatar danos, procure o policial mais próximo para relatar o ocorrido;
- Se perceber estar sendo seguido por outro veículo, procure agir com naturalidade e dirija-se para ruas de grande movimento;
- Utilize somente os serviços de táxi cujos motoristas tenham identificação pessoal a vista, e não use táxi que estejam fora dos pontos oficiais;
- Não revele seus dados pessoais a pessoas desconhecidas;
- Não fixe adesivos nos vidros que possam identificar sua residência, seu curso, lojas de preferência, clubes, etc.;
- Não deixe o ambiente da Universidade com trajes e equipamentos a vista que denunciem em que curso você estuda;
- Pague as mensalidades, de preferência, em bancos ou pela internet;
- Evite andar com correntes, relógio, medalhas, braceletes e outras jóias;
- Não carregue objetos de valor e grandes quantias em dinheiro ou cartões de crédito se não houver necessidade;
- Em pontos de ônibus procure os de locais de grande movimento;
- Não deixe a bolsa, carteira ou objetos comprados em locais que possam ser roubados.
sábado, 12 de abril de 2008
11
RIGHT HERE WAITING
(Richard Marx)
Oceans apart day after day
And I slowly go insane
I hear your voice on the line
But it doesn't stop the pain
If I see you next to never
How can we say forever
Wherever you go
Whatever you do
I will be right here waiting for you
Whatever it takes
Or how my heart breaks
I will be right here waiting for you
I took for granted, all the times
That I thought would last somehow
I hear the laughter, I taste the tears
But I can't get near you now
Oh, can't you see it baby
You've got me goin' crazy
Wherever you go
Whatever you do
I will be right here waiting for you
Whatever it takes
Or how my heart breaks
I will be right here waiting for you
I wonder how we can survive
This romance
But in the end if I'm with you
I'll take the chance
oh, can't you see it baby
you've got me goin crazy
Wherever you go
Whatever you do
I will be right here waiting for you
Whatever it takes
Or how my heart breaks
I will be right here waiting for you
Waiting for you
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BEM AQUI ESPERANDO
(Richard Marx)
Oceanos se separam dia após dia
E vagarosamente estou enlouquecendo
Escuto sua voz ao telefone
Mas isso não pára minha dor.
Se te vejo perto do nunca
Como podemos dizer para sempre?
Onde quer que vá
O que quer que faça
Estarei bem aqui esperando por você
O que quer que aconteça
Ainda que machuque meu coração,
Estarei bem aqui esperando por você.
Admiti, todo o tempo
Que pensava suportar de alguma forma
Escuto risos, provo lágrimas
Mas não posso estar perto de você agora.
Oh, não pode ver querida
Que está me deixando louco?
Onde quer que vá
O que quer que faça
Estarei bem aqui esperando por você
O que quer que aconteça
Ainda que machuque meu coração,
Estarei bem aqui esperando por você.
Desejo saber como podemos sobreviver
A este romance
Mas no final, estando com você
Correrei o risco.
Oh, não pode ver querida
Que está me deixando louco?
Onde quer que vá
O que quer que faça
Estarei bem aqui esperando por você
O que quer que aconteça
Ainda que machuque meu coração,
Estarei bem aqui esperando por você
quarta-feira, 9 de abril de 2008
terça-feira, 8 de abril de 2008
Reflexões...
Ontem eu lembrei de uma frase que ouvi, um antigo ensinamento chinês: "Em águas muito limpas não há peixes". O que o ensinamento quer dizer é que não existe uma coisa sem o seu oposto. Só acreditamos no amor porque vivemos a dor, só acreditamos na fartura porque tivemos fome, só existem médicos porque existem enfermos, só existem comunicadores porque existem pessoas com necessidade de informação, só existem nutricionistas porque as pessoas se alimentam (muito) mal.
Enquanto o pão e o vinho são os alimentos do corpo, a Palavra é o alimento da alma.
A passagem que eu chamo atenção aqui é Mateus 9, 10-13. Seria muito fácil eu transcrever aqui mas eu acredito que se você desejar ler, vai procurar uma Bíblia. Acredite: ler a Palavra é uma experiência indescritível. (E que fique bem claro: eu não sou protestante, sou católico)
Isso me levou a uma reflexão profunda... parece que cada vez mais queremos aumentar nossas riquezas ou nos cercarmos apenas de pessoas parecidas com a gente. Não procuramos ajudar às pessoas, não damos conforto espiritual, não damos sequer atenção.
Como queremos construir um mundo melhor, se nós mesmos não mudamos nossos pensamentos mesquinhos e egoístas?
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Comer o que afinal?
Já não sei mais o que fazer, ou melhor: o que comer?Se você olha para um lado tem uma revista com uma nutricionista famosa dizendo que alimentos A e B nem deveriam ser considerados alimentos e sim suicidadores dos comedores. Quando você olha para o outro, encontra uma pessoa acima do peso conversando com uma amiga - também acima do peso - sobre as tentações que passam diante de um mero docinho de brigadeiro. Céus... para onde foi o prazer de comer?
Pelo que li - e principalmente pelo que me recusei a ler - sobre alimentação, cheguei a conclusão que tudo que comemos nos faz mal. Sem excessões (pelo que as reportagens alarmam).
Como bom jornalista sei que não devo acreditar em tudo que leio na mídia, sem obedecer a todas as placas e orientações que existem por aí... (Você já notou quantos "Beba Coca-cola" têm espalhados?)
Eu estou, a partir de agora, abdicando do meu direito de ser informado sobre alimentação. Não sei se quero ter que parar de comer carne só para viver quatro ou seis meses a mais. Tenho menos de 30 anos e é um sacrifício que vai contra a minha natureza de carnívoro, como todo ser-humano.
Então me recuso a prestar atenção nas reportagens sobre nutrição! Ontem uma falou que ovo e leite faz mal. Hoje eu li que temos que tomar três copos de leite por dia e comer pelo menos um ovo. O que será que vão dizer amanhã?
Deixo aqui meu protesto! Quero comer! E quero comer bem! Não me importa se o leite faz mal dessa e daquela forma... ou se a carne vai ofender dessa ou daquela forma. E se que quiser comer uma manga e depois beber leite, que deixem!
E a cada nova receita, dica, reportagem, instrução médica, etc., a comida fica mais chata, mais sem graça. Deixamos de comer por prazer para comer só por obrigação. Eu gosto de sal mas dá impertensão... se eu boto pimenta aí a namorada não quer me beijar (não é o caso agora porque, ATENÇÃO MENINAS, estou solteiro!)
Então, por um mundo mais saboroso, abdico do meu direito de ser informado sobre as melhores opções nutricionais para minha saúde!
E pra você, que me lê agora, desejo uma excelente e deliciosa semana.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Pensamento do dia
Abraços, e uma excelente quarta-feira pra você.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Frase do dia
segunda-feira, 31 de março de 2008
Brasileirinho
O brasileiro quando é do choro é entusiasmadoquando cai no samba não fica abafado
e é um desacato quando chega no salão
Mas não há quem possa resistir
quando o chorinho brasileiro faz sentir
ainda mais de cavaquinho com um pandeiro
e o violão na marcação
Brasileirinho chegou a todos e encantou
pôs todo mundo a dançar
a noite inteira no terreiro
até o sol raiar
mas quando o baile terminou
a turma não se conformou
brasileirinho abafou
até o velho que já estava encostado
nesse dia se acabou
Para falar a verdade
estava conversando com alguém e de repente
ao ouvir um grande choro, eu dei logo um jeito
deixei o camarada falando sozinho
gostei, dancei, pulei, viciei
Até me acabei,
mas nunca mais me esquecerei do tal chorinho
brasileirinho


domingo, 30 de março de 2008
Dilma Rousseff a assaltante
O PASSADO E O PRESENTE DE UMA ASSALTANTE
Páginas da História do Brasil que deveriam ter maior divulgação
ESTELLA
Cérebro do roubo ao cofre

A COMPANHEIRA ESTELLA
Nos tempos da ditadura militar a companheira Estella foi uma das que planejou aquele que seria o mais rentável golpe da luta armada em todo o mundo: o roubo do cofre de Adhemar de Barros, ex-governador de São Paulo.
O crime foi cometido pela Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares (VAR-Palmares), resultado da fusão da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) do capitão Carlos Lamarca com o Colina, do qual a companheira Estella era líder.
Onze dias depois da fusão, em julho de 1969, 13 guerrilheiros da VAR-Palmares roubaram o cofre de 200 kg de uma casa no bairro carioca de Santa Tereza, onde vivia a amante de Adhemar.
Os guerrilheiros sacaram do cofrinho do Ademar US$ 2,6 milhões de dólares.
Onde foi parar o dinheiro? Eis um dos mistérios insondáveis daquela época que produziu tantos “heróis” e “heroínas” da esquerda..."


A ficha nos arquivos militares de Dilma Rousseff, hoje ministra do governo Lula: só em 1969, ela organizou três ações de ROUBO de armamentos em unidades do Exército no Rio de Janeiro.







sexta-feira, 28 de março de 2008
Frase do dia
(John Stuart Mill)
Você escutou quem discorda de você? Escutou com o objetivo de entender a posição daquela pessoa?
Você realmente deseja entender a posição da outra pessoa, ou finge escutar, apenas por educação?
Para entender o problema, escute muito mais.
Abraços, e lhe desejo um excelente final de semana!
sexta-feira, 21 de março de 2008
Nefelibata de carteirinha

Para que toda essa arte abstrata aí se existem nuvens? Mesmo na mais pavorosa cidade há nuvens. Mesmo a massa cinza de uma nuvem amorfa ainda será dezenas de vezes superior a um Rothko, a um Pollock, a um Mondrian. A sua janela já é uma moldura. Aliás, minto. A moldura é que foi criada para assemelhar-se a uma janela. Veja as nuvens douradas do crepúsculo. As brancas-carneirinhas do meio-dia. As plúmbeas de chuva. Aquela parece um dromedário e a outra lembra o ex-ministro Reis Velloso. As descabeladas Cirrus radiatus; as translúcidas Stratus undulatus; as elegantérrimas Altocumulus; e, claro, as poderosas e imponentes Cumulonimbus, minhas preferidas. A natureza tem coisas bonitas pra caramba. As nuvens estão dando espetáculo permanentemente. Sem cobrar ingresso. É arte subsidiada vinda diretamente da palheta divina. Para que ficar sujando telas com arte abstrata, então? Só para movimentar a indústria de vinhos brancos horrorosos das vernisages? Nah! Não vale a pena. O cavalheiro aí do fundo levantará a mão e dirá que há pessoas que não têm janelas, que têm muros de tijolos altíssimos cercando suas casas; ou que existem pessoas vivendo em containers lacrados amarradas em cobertores de lã espessa. Mas será que essas pessoas, meu gentil cavalheiro, não têm sequer dinheiro para comprar um bom microscópio e colocar um inseto, qualquer inseto, sob as lentes em suas horas de lazer? Se o senhor quer arte abstrata de altíssima categoria repare nos detalhes dos omatídeos de um pirilampo comum. Ou, se houver pelo menos uma fresta de janela em sua casa, repare nas nuvens que passam agora sobre seu bairro. Deixem as paredes em paz, eu digo, elas são suas amigas, elas não fizeram nada contra vocês, não as queiram mal, não as torturem. Abdiquem da arte abstrata e vão olhar pela janela. As paredes agradecem.
quinta-feira, 20 de março de 2008
segunda-feira, 17 de março de 2008
Remunerações de terroristas
por: ELIO GASPARI
em 12 de março de 2008
Em 2008 remunera-se o terrorista de 1968
A vítima, que ficou sem a perna, recebe R$ 571; Diógenes, da turma da bomba, fica com R$ 1.627
Daqui a oito dias completam-se 40 anos de um episódio pouco lembrado e injustamente inconcluso. À primeira hora de 20 de março de 1968, o jovem Orlando Lovecchio Filho, de 22 anos, deixou seu carro numa garagem da avenida Paulista e tomou o caminho de casa. Uma explosão arrebentou-lhe a perna esquerda. Pegara a sobra de um atentado contra o consulado americano, praticado por terroristas da Vanguarda Popular Revolucionária. (Nem todos os militantes da VPR podem ser chamados de terroristas, mas quem punha bomba em lugar público, terrorista era.)
Lovecchio teve a perna amputada abaixo do joelho e a carreira de piloto comercial destruída. O atentado foi conduzido por Diógenes Carvalho Oliveira e pelos arquitetos Sérgio Ferro e Rodrigo Lefèvre, além de Dulce Maia e uma pessoa que não foi identificada.
A bomba do consulado americano explodiu oito dias antes do assassinato de Edson Luís de Lima Souto no restaurante do Calabouço, no Rio de Janeiro, e nove meses antes da imposição ao país do Ato Institucional nº 5. Essas referências cronológicas desamparam a teoria segundo a qual o AI-5 provocou o surgimento da esquerda armada. Até onde é possível fazer afirmações desse tipo, pode-se dizer que sem o AI-5 certamente continuaria a haver terrorismo e sem terrorismo certamente teria havido o AI-5.
O caso de Lovecchio tem outra dimensão. Passados 40 anos, ele recebe da Viúva uma pensão especial de R$ 571 mensais. Nada a ver com o Bolsa Ditadura. Para não estimular o gênero coitadinho, é bom registrar que ele reorganizou sua vida, caminha com uma prótese, é corretor e imóveis e mora em Santos com a mãe e um filho.
A vítima da bomba não teve direito ao Bolsa Ditadura, mas o bombista Diógenes teve. No dia 24 de janeiro passado, o governo concedeu-lhe uma aposentadoria de R$ 1.627 mensais, reconhecendo ainda uma dívida de R$ 400 mil de pagamentos atrasados.
Em 1968, com mestrado cubano em explosivos, Diógenes atacou dois quartéis, participou de quatro assaltos, três atentados a bomba e uma execução. Em menos de um ano, esteve na cena de três mortes, entre as quais a do capitão americano Charles Chandler, abatido quando saía de casa. Tudo isso antes do AI-5.
Diógenes foi preso em março de 1969 e um ano depois foi trocado pelo cônsul japonês, seqüestrado em São Paulo. Durante o tempo em que esteve preso, ele foi torturado pelos militares que comandavam a repressão política. Por isso foi uma vítima da ditadura, com direito a ser indenizado pelo que sofreu. Daí a atribuir suas malfeitorias a uma luta pela democracia iria enorme distância. O que ele queria era outra ditadura. Andou por Cuba, Chile, China e Coréia do Norte. Voltou ao Brasil com a anistia e tornou-se o "Diógenes do PT". Apanhado num contubérnio do grão-petismo gaúcho com o jogo do bicho, deixou o partido em 2002.
Lovecchio, que ficou sem a perna, recebe um terço do que é pago ao cidadão que organizou a explosão que o mutilou. (Um projeto que re- vê o valor de sua pensão, de iniciativa da ex-deputada petista Mariângela Duarte, está adormecido na Câmara.)
Em 1968, antes do AI-5, morreram sete pessoas pela mão do terrorismo de esquerda. Há algo de errado na aritmética das indenizações e na álgebra que faz de Diógenes uma vítima e de Lovecchio um estorvo. Afinal, os terroristas também sonham.
sábado, 15 de março de 2008
Discriminação
Os verdadeiros discriminados
Ives Gandra da Silva Martins (*)
Hoje, tenho eu a impressão de que o "cidadão comum e branco" é agressivamente discriminado pelas autoridades e pela legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que sejam índios, afrodescendentes, homossexuais ou se auto-declarem pertencentes a minorias submetidas a possíveis preconceitos.
Assim é que se um branco, um índio ou um afrodescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles.
Em igualdade de condições, o branco é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior.
Os índios, que pela Constituição (art. 231) só deveriam ter direito às terras que ocupassem em 5 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado. Menos de meio milhão de índios brasileiros - não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também - passaram a ser donos de 15% do território nacional, enquanto os outros 183 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% dele. Nesta exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não índios foram discriminados.
Aos "quilombolas", que deveriam ser apenas os descendentes dos participantes de quilombos, e não os afrodescendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.
Os homossexuais obtiveram, do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef, o direito de ter um congresso financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências, algo que um cidadão comum jamais conseguiria.
Os invasores de terras, que violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que o governo considera, mais que legítima, meritória a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem este "privilégio", porque cumpre a lei.
Desertores e assassinos, que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para "ressarcir" àqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos. E são tantas as discriminações, que é de se perguntar: de que vale o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema?
Como modesto advogado, cidadão comum e branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço, nesta terra de castas e privilégios.
* Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie e UNIFMU e da Escola de Comando e Estado do Exército e presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.
sexta-feira, 14 de março de 2008
O que você vê?
“Dois homens olhavam pelas grades de uma prisão.
Um via a lama; o outro, estrelas”
(John Maxell, em Você Faz a Diferença)
Agora, pense comigo e responda francamente:
Você está vendo a lama ou as estrelas?
Sua atenção define sua ação, e ela o seu destino
quinta-feira, 13 de março de 2008
quarta-feira, 12 de março de 2008
Silêncio que incomoda
Muito bom dia. Como você já teve a oportunidade de ler aqui no blog há alguns dias atrás, com esse furdunço todo da Colômbia e Equador, com a participação estúpida daquele louco ditador venezuelano, algumas perguntas ficaram no ar das quais relembro duas:
- Por que ninguém falou sobre o Equador e a Venezuela darem proteção aos terroristas narcotraficantes?
- Por que ninguém falou sobre os 300 milhões de dólares doados pela Venezuela aos terroristas narcotraficantes?
O texto abaixo é de autoria de Gilberto Barbosa de Figueiredo, e mostra que eu não sou o único com esses questionamentos. Mais pessoas de bem, inteligentes e bem instruídas - e que não assistem televisão - estão fazendo as mesmas perguntas.
Sobre não assistir televisão, recomendo que você assista a dois filmes excelentes: "Mera coincidência" (com Robert de Niro e Dustin Hoffman) e "O quarto poder" (com Dustin Hoffman, John Travolta e Al Pacino). Principalmente assistam o primeiro.
Vamos ao artigo:
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Em 2007, escrevi um texto que chamei de "UM SILÊNCIO MUITO SUSPEITO". Nele, mostrei que ao lado da esperança advinda das sucessivas declarações de apoio aos princípios democráticos, proferidos pelo Presidente da República, ficava sempre uma dúvida pertinaz, produzida pela insistência em não tomar posição em assuntos relevantes para quem acredita mesmo em democracia. Referia-me à ausência de alguma manifestação de repulsa a regimes sabidamente ditatoriais, como o de Fidel Castro, ou a deslizes praticados contra a liberdade, a exemplo dos promovidos por Hugo Chavez. Ao invés de uma definição clara o Presidente preferia optar por um cômodo silêncio.
Passa-se o tempo e chegamos ao incidente envolvendo a Colômbia e o Equador. O impasse, felizmente, foi, pelo menos até o momento, solucionado por via diplomática, com a intervenção da OEA e do Grupo do Rio. Mas, embora o desdobrar da crise seja imprevisível, creio ser pertinente, desde já, uma reflexão sobre as primeiras reações do governo brasileiro em face do episódio.
Os pronunciamentos iniciais estiveram dentro daquilo que se poderia esperar, ante a violação clara de um direito internacional. Reação, aliás, adotada por todos os governos sul-americanos. Sem maiores informações, em face do fato concreto da invasão, é uma posição que não pode ser questionada. Porém, para perturbar o confronto, aconteceu uma interferência da Venezuela, absolutamente espúria, com temperos de comédia circense. Sobre o fato, nada quis declarar nosso governo. Extra-oficialmente, falou-se de que seria para isolar Chavez. Não foi o que se observou. Na reunião do Grupo do Rio, lá estava o presidente venezuelano absolutamente integrado às negociações, pousando de interlocutor essencial para a solução do caso.
Um silêncio novamente comprometedor aconteceu, quando não se ouviu uma única nota de repúdio às FARC, organização clandestina que pratica atos de guerrilha, tráfico de drogas e terrorismo. Parece que as amizades solidificadas no foro de São Paulo falam mais alto do que os deveres do chefe de estado.
O Brasil, de acordo com sua posição inicial, sugeriu um pedido de desculpas da Colômbia, mas como muito apropriadamente lembrou o jornalista Alexandre Garcia, não seria o caso de também sugerir ao Equador um pedido de desculpas? Afinal, aquele país abrigava, conscientemente, guerrilheiros cujo objetivo declarado é a derrubada do governo da Colômbia, um governo democrático, legitimamente eleito.
E o que dizer sobre o silêncio que, novamente, se abateu sobre o gravíssimo caso dos documentos encontrados com o guerrilheiro morto? Eram documentos que indicavam ligações e até apoio financeiro proporcionados pelos governos da Venezuela e do Equador ao grupo de delinqüentes. Nossa diplomacia preferiu sair na tangente, nada declarar sobre o assunto e, quando apertada por jornalistas, apresentar respostas evasivas. Um dos documentos recuperados após a morte do guerrilheiro Reyes compromete de forma categórica o governo equatoriano, pois mostra ter havido um encontro dele com o Ministro Gustavo Larrea, da Segurança Interna. O ministro, entre muitas demonstrações de apreço pela guerrilha, confirmou o interesse do governo equatoriano em "oficializar as relações com a direção das FARC." Outro documento mostra que Chavez financiou as FARC com a "módica" quantia de US$ 300 milhões. Isso mesmo: trezentos milhões de dólares.
A verdade indisfarçável é que os governos, tanto do Equador, quanto da Venezuela nutrem fortes simpatias pelos guerrilheiros terroristas, considerando-os integrados ao mal explicado "projeto bolivariano". E não se acanham em lhes dar guarida em seus territórios, seja para repouso, seja para a reorganização de suas forças, seja ainda para proporcionar apoio a suas rotinas delituosas.
Obviamente, essas práticas caracterizam clara violação ao direito internacional, tanto quanto a invasão perpetrada pela Colômbia, essa condenada pelo Presidente Lula de forma peremptória. E por que, então, os deslizes dos amigos do foro de São Paulo não mereceram o mesmo tratamento? Por que, quando se trata de condenar companheiros da esquerda, o silêncio é o remédio adotado?
A verdade é que o silêncio do governo, quando se defronta com alguns assuntos em que estão exigidas definições claras de suas convicções democráticas, continua a incomodar. Parece preferir manter a atmosfera de dúvida para seus concidadãos a dar demonstração transparente de repúdio a ditaduras. Parece preferir defender déspotas estabelecidos em nosso continente a proferir declarações de rejeição aos que agridem liberdades democráticas. Parece preferir agarrar-se a seu viés ideológico a condenar seus companheiros na Venezuela ou no Equador.
Fica, pois, a indagação: até quando pretende o Presidente se manter nesse difícil equilíbrio? Em algum momento, com certeza, terá de mostrar seu verdadeiro contorno. Se o do governante com discurso de democrata, capaz de adotar com sucesso políticas econômicas liberais, ou o do amigo e admirador de ditaduras, escondendo-se no silêncio para preservar facínoras, apenas porque posam de companheiros de esquerda. Algum dia, a verdadeira face terá de estar exposta.
(*) O autor é General-de-Exército e Presidente do Clube Militar
Operação Fênix: os detalhes do ataque colombiano que matou o líder das Farc
12/03/2008
Operação Fênix: os detalhes do ataque colombiano que matou o líder das Farc
Maite Rico
Enviada especial a Bogotá
Cinco vezes Luis Edgar Devia, aliás Raúl Reyes, tinha escapado das tentativas das forças de segurança de "dar-lhe baixa". Em 1º de março, a onda expansiva de uma bomba pôs fim à vida do número 2 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Dormia profundamente. A última coisa que poderia imaginar era que o exército colombiano fosse alcançá-lo em seu santuário no Equador. Mas do outro lado da fronteira os serviços de inteligência esperavam o momento. E o momento chegou naquela madrugada de sábado.O general Freddy Padilla, chefe das forças armadas da Colômbia, estende uma enorme fotografia aérea da região de Piñuña Blanco. Separando os dois países, as águas avermelhadas do rio Putumayo correm em meandros. Algumas manchas amarelas rompem a monotonia verde da vegetação tropical. São "chácaras de coca" abandonadas. "Sabíamos que ele estava em seu acampamento-mãe", explica, mostrando uma cruz vermelha no lado equatoriano, a 1.850 m da fronteira. "E tínhamos a informação de que ia manter um encontro nesse ponto, em território colombiano".
Desde 2002 as autoridades colombianas haviam-se proposto a decapitar a narcoguerrilha que ensangüenta o país há 40 anos. Reyes era uma prioridade. Tudo estava pronto na sexta-feira, 29 de fevereiro. "Por volta das 22h30, meia hora antes de lançar o ataque, recebemos a informação de que o senhor não viajou", continua Padilla. O presidente Álvaro Uribe dá a luz verde. Não podem perder a oportunidade. Trocam-se as coordenadas dos aviões, que agora são N 00º23'10.66'', W076º20'59.88'': o acampamento-mãe no Equador. Dois Supertucanos decolam. A operação Fênix está em marcha.
O Equador denunciou que as aeronaves penetraram 10 km e bombardearam o acampamento das Farc. "Não entramos em seu espaço aéreo", afirma o ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos. "O percurso está registrado nos sistemas de navegação. E há um enorme radar equatoriano a 46 km do lugar, que os teria detectado". Quito alega que seu radar não estava funcionando. "Que casualidade", ironiza Padilla, e desenha parábolas e flechas em um papel para explicar que é possível atacar sem ultrapassar a fronteira. "Sabe o que entrou? Quatro helicópteros Blackhawk com tropa de elite e 44 policiais judiciários para registrar e verificar se Reyes estava".
Os soldados abrem caminho com os visores noturnos até o acampamento. Um deles leva uma câmera no fuzil. Entre os escombros encontram o cadáver de um homem barbado e barrigudo. Objetivo alcançado. Um pouco mais adiante, a câmera enfoca o rosto assustado de uma mulher. Está amarrada, como as Farc costumam manter seus reféns. Tratam seu braço e colocam ao lado dela uma bandeira branca. Fazem o mesmo com duas guerrilheiras feridas. O filme mostra um acampamento estável, com infra-estrutura, desde camas até material de intendência. Os comandos encontram três computadores portáteis e dois discos rígidos externos. Também há US$ 39.900.
Alguns tiros rompem o silêncio. Começa o combate com o anel de segurança da guerrilha. "O barbudo que queríamos já temos, 'hermano'! Entreguem-se, não se façam matar bestamente" Os atacantes desaparecem. Os helicópteros levantam vôo com o corpo de Reyes, para evitar que as Farc desmintam sua morte. Os agentes policiais ficam resguardando o acampamento.
Às 1 da manhã Uribe telefona para seu colega Correa. Comenta que houve um confronto que ultrapassou a fronteira. Morreram um soldado e cerca de 20 guerrilheiros, entre eles Raúl Reyes. Correa se inquieta: "Onde Reyes caiu?" "Tenho quase certeza de que foi em território do Equador", responde Uribe. "Com um certo rubor", o colombiano admite que não disse que fora uma operação planejada. "Assumo minha responsabilidade. Mas se tivesse comunicado antes tenho certeza de que tudo teria fracassado."
Imediatamente depois os comandantes militares chamam seus pares equatorianos. "A reação foi solidária", afirma Padilla. "Demos-lhes as coordenadas do lugar e lhes dissemos que tínhamos deixado 44 homens para lhes entregar tudo".
Mas algo se modifica. Ao meio-dia de sábado, a inteligência colombiana no Equador alerta sobre uma acalorada reunião do presidente com os chefes militares. A decisão de Correa é deter os agentes colombianos. Sem outra escapatória, os 44 homens entram pela selva, dando uma grande volta para evitar tanto o exército equatoriano quanto as Farc. Depois de 11 horas de caminhada a coluna entra na Colômbia. São 7 da manhã de domingo. A Operação Fênix terminou. E começa uma crise diplomática que, apesar das cenas de abraços, está muito longe de encerrada.
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
terça-feira, 11 de março de 2008
segunda-feira, 10 de março de 2008
A verdadeira História do Brasil - 2
Para que conheçamos melhor a verdadeira História do Brasil, que os porcos do governo tentam esconder do povo brasileiro.
O texto abaixo não é de minha autoria, mas concordo plenamente com a indignação apresentada pela senhora Maria Carolina bem como pelo seu pai José Ricardo.
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Amigos:
Domingo, dia 2/3, O Globo publicou uma entrevista com um terrorista sequestrador Tupamaro, que foi um dos algozes de meu avô embaixador Aloysio Gomide quando ele foi sequëstrado em 1970. Ficamos indignados pelo tom de saudosas e casuais reminiscências de um passado remoto, como se fosse sobre algo que hoje seria tratado como quase uma mera infantilidade.
Meu pai escreveu a carta abaixo, publicada dia 05/03/2008 no Jornal O Globo no Rio de Janeiro, para que pelo menos os principais pontos da verdadeira história fossem conhecidos.
Sintam-se livres para repassá-la, caso achem que vale a pena.
Gostaria que a verdade chegasse ao maior número possível de pessoas.
Abraço,
Maria Carolina
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Senhor Redator:
Com relação ao artigo de domingo 02 de março, "Memórias de um seqüestro que abalou Brasil e o Uruguai", a aparentemente simpática e singela estorinha do contador David Cámpora, seqüestrador e terrorista aposentado, convenientemente omite que meu sogro, Embaixador Aloysio Gomide, foi violentamente arrancado do convívio dos seus e que, para tal, ainda ameaçaram seu filho de três anos com uma arma na cabeça. Recebeu coronhadas, foi drogado e levado a seus cativeiros, todos eles subterrâneos, permanecendo por sete meses de pijama trancado em um cubículo com paredes forradas com jornais e infestado de baratas, sem ver a luz do sol.
Sofreu dois fuzilamentos simulados, e era constantemente ameaçado de morte por seus carcereiros.
Sua libertação foi resultado da intensa campanha realizada por minha sogra, Dona Apparecida Gomide, uma dedicada dona de casa e mãe de família que, tirando forças não se sabe de onde, saiu à luta por seu marido. Com a ajuda dos apresentadores Flávio Cavalcanti e Abelardo Barbosa, o Chacrinha, e outros amigos, antigos e novos, conseguiu levar seu desesperado grito por socorro ao povo brasileiro. Mulher religiosa e destemida, jamais esmoreceu na intransigente defesa de seu marido, sendo importuna e inconveniente com Ministros de Estado e com outras autoridades do governo de então, no Brasil e no Uruguai, mesmo com o Presidente Médici. Sua presença e insistência, constante e veemente, era um problema para aqueles que queriam esquecer a situação de seu marido. Alguns conhecidos faziam o possível para evitar serem vistos com ela em face da repercussão do caso.
Por sua conta fez contatos com os seqüestradores. O resgate foi pago com as generosas contribuições do povo brasileiro, inclusive dos mais humildes, e com as parcas economias de uma família de classe média com seis filhos pequenos. O dinheiro foi recolhido, transportado e posto nas mãos dos terroristas por leais amigas de D. Apparecida.
Durante seus sete meses de cativeiro meu sogro, em estrita honra a seu dever de diplomata brasileiro, jamais se manifestou em contra de seu governo, apesar de constantemente instado e ameaçado por seus seqüestradores. Pude ler as cartas da época a sua mulher. Sabedor que a morte o esperava, pois seu companheiro de cela Dan Mitrione fora assassinado, preocupava-se muito com a situação de sua família sem a sua presença.
Homem profundamente religioso, jamais foi acometido pela desesperança ao longo dos sete meses de seu cativeiro subterrâneo. Seu silêncio, mesmo depois de 37 anos, é o protesto de alguém que superou a barbaridade que lhe foi imposta e que prefere recolher-se ao seio de sua família, em vez de manifestar sua indignação quando terroristas da época são tratados como heróis por representantes do povo que pagou por seu resgate. Por exemplo, quando a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro homenageou, em medos dos anos 80, o terrorista-chefe dos Tupamaros, Raul Sendic.
É ultrajante que parte de nossa história seja esquecida, omitida ou convenientemente deturpada para adequar-se à torta ideologia em moda. Fatos são orwellianamente "ajustados" para criar uma realidade alternativa. Quando vítimas, alegadas vítimas e pseudo-vítimas da ditadura estão sendo compensadas com indenizações milionárias e generosas pensões - com direitos até para não nascidos - como ficam os que sofreram as conseqüências do terrorismo?
Por esses motivos, a bem de esclarecer as novas gerações sobre a realidade do ocorrido, ou pelo menos para que tenham uma pontada de dúvida ao ler relatos históricos de terroristas, é que evidencio esses fatos.
Atenciosamente,
José Ricardo da Silveira
Foz do Iguaçu
Paraná
domingo, 9 de março de 2008
Siga sua felicidade
O mundo é cheio de ruídos que atrapalham nossa visão sobre aquilo que é, realmente, o mais importante.Não é o mais inteligente que vence, nem o mais rápido. Não é o mais forte, nem o mais poderoso. Não é o mais popular, nem o mais rico. Não é o mais perfeito, nem o mais completo.
Quem vence é o mais feliz.
Só isso.
Mesmo que sua conta bancária seja muito menor, ou inexistente; mesmo que jamais tenha conseguido estar no lugar certo, na hora certa; mesmo que você ainda esteja cercado de metas que não têm data para acontecer; mesmo que você seja mais novo do que a média do mundo; mesmo que você seja mais velho do que a média do mundo; mesmo que você seja o herói, ou heroína, anônimo que trabalha 40 horas por semana para sustentar a família, sem o reconhecimento que merece.
Ainda assim, vence o mais feliz.
Porque na corrida da vida, a única coisa que todos nós buscamos é sermos felizes. Mesmo que alguns tentem isso do jeito errado; mesmo que outros tentem do jeito certo, mas desistam muito facilmente; mesmo que haja até os que entendem tudo, teoricamente, mas continuam a fazer o contrário do que sabem ser o certo.
Ainda assim, vence o mais feliz.
E felicidade não tem relação com o sucesso que o mundo lhe empresta, ou o tamanho dos empréstimos que o banco não desiste de oferecer, ou negar; a felicidade nem tem relação com a alegria: há milhões de pessoas que escondem suas tristezas em festas, encontros sociais ou bebidas. Estar alegre não é, necessariamente, ser feliz. Você pode não ter nada, mas não significa que perderá o jogo da vida.
Não é o mais esforçado que vence. Não é o mais preguiçoso. Quem vence, é o mais feliz.
E para ser feliz, basta muito pouco. Cada um de nós sabe o que nos torna felizes. Ou quem. Basta ter cinco ou dez pessoas que sejam fundações para sua vida. Basta ter saúde o bastante para crescer com elas. Basta partilhar sonhos e construir seus dias, um-a-um. Basta olhar seu álbum de fotos ou sua memória. Elas estarão lá.
Se o mundo fosse acabar nas próximas 24 horas, e você tivesse que escolher com quem passaria essas horas, o que faria e onde veria o fim dos tempos... começará a entender onde está sua felicidade.
Porque vence - sempre - o mais feliz.
Então, o que você acha de usar as próximas 24 horas para procurar as pessoas mais importantes da sua vida e viver momentos felizes com elas?
Talvez sejam momentos alegres. Talvez, tristes. Mas, ainda assim, felizes.
Nenhum de nós vai sair vivo do jogo da vida. Por isso, vence sempre o mais feliz. Por isso Joseph Campbell disse: Siga sua felicidade.
Todo o resto são ruídos. Dinheiro, competição, propagandas, festas, noticiários, internet, televisão, crises, projetos... tudo ruídos e ilusões bem orquestradas pelo mundo. O truque está em viver em meio ao ruído, mas mantendo o silêncio interno - silêncio para escutar o que realmente é importante.
Aceite os ruídos com parcimônia, mas não acredite que lhe trarão felicidade. E felicidade é o que realmente importa, na vida.
Porque sempre vence o mais feliz. Siga sua felicidade. Escolha aqueles que estarão em sua caravana. O novo mundo espera por você.



