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domingo, 5 de abril de 2020

Musica do dia - Tu es o centro! - Frei Gilson (Domingo de ramos)

Música de louvor para começarmos bem este domingo de ramos!




Tu és o Centro
(Frei Gilson)

Quero te louvar te engrandecer
E proclamar tua vitória em mim
Ser todo teu é o meu prazer
Te seguirei aonde fores senhor

Tu és o centro da minha vida
És a razão da minha alegria
Não quero tirar os meus olhos de ti

Tu és o centro da minha vida
És a razão da minha alegria
Não quero tirar os meus olhos de ti
Quero que sejas o centro senhor
Da minha vida
Quero te louvar te engrandecer
E proclamar tua vitória em mim
Ser todo teu é o meu prazer
Te seguirei aonde fores senhor

Tu és o centro da minha vida
És a razão da minha alegria
Não quero tirar os meus olhos de ti

Tu és o centro da minha vida
És a razão da minha alegria
Não quero tirar os meus olhos de ti
Quero que sejas o centro senhor
Da minha vida

domingo, 22 de maio de 2011

Lennon e o amor

"Não há nada mais importante do que a nossa relação.
Nada!
E gostamos de ficar juntos o tempo todo.
Podemos sobreviver separados. Mas... para que?
Não vou sacrificar amor, amor de verdade, por nenhuma prostituta, amigo ou negócio.
Porque, no final, você fica sozinho à noite, e nós não queremos isso"

(John Lennon)

sábado, 1 de maio de 2010

Vício em carinho

(Historiador do cotidiano)

VÍCIO EM CARINHO

Muitos, mas muitos mesmo, relacionamentos amorosos têm problemas devido à falta de carinho do namorado para com a namorada, e vice-versa. Acho que todos vocês, meus queridos 4 leitores, já passaram por isso. Mas será mesmo?

Vamos analisar: nós somos física e quimicamente dependentes de uma porção de coisas. Por quê não podemos ser também de carinho? Óbvio que uma coisa que acontece com os relacionamentos, após certo tempo, é as pessoas pensarem algo como "ah, fulana(o) já é minha, então não preciso ficar reconquistando-a(o) sempre". Mas não é apenas isso.

Eu acredito que sim, que somos dependentes - ou podemos nos tornar - de carinho! E o que acontece com um dependente de alguma coisa? Essa pessoa começa a consumir em quantidades cada vez maiores, posto que a quantidade inicial já não lhe satisfaz mais.

E com carinho é a mesma coisa: quando iniciamos um relacionamento, damos à outra pessoa uma dose cavalar de carinho. O que acontece? A outra pessoa fica viciada em nosso carinho, e então cada vez há mais necessidade de carinho! E mais... e mais... e mais... daqui há pouco não adianta o quanto dermos de carinho, nunca vai ser suficiente - afinal a outra pessoa está viciada em nosso carinho.

E aí escutamos aquelas frases lugares-comuns tipo "ah, você não me trata mais como no início do namoro", "você mudou, não é mais carinhoso" ou a pior "você não me ama mais".

É claro que amamos! É claro que ainda tratamos com carinho! Só que às vezes as outras pessoas estão tão viciadas em nossos carinhos, que o quanto damos simplesmente não é suficiente.

Então, meus queridos leitores, peço gentilmente que quando vocês pensarem novamente em dizer que seu(sua) companheiro(a) não é mais carinhoso(a), páre e pense: será que não sou eu que estou viciado(a) em carinho?


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Desejo a você que me lê um excelente sábado, e um domingo maravilhoso! Lembre-se sempre: Sorria! Isso basta.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Fome de amor

Fome de Amor (Arnaldo Jabor)
Estamos com fome de amor...

O que temos visto por ai ???

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micro e transparentes.

Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plásticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer... mas???

Chegam sozinhas e saem sozinhas...

Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos...

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.

E não é só sexo não!

Se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida?

Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama ... sexo de academia . . .

Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos, sem se preocuparem com as posições cabalísticas. ..

Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega?

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção...

Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós...

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!"

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis. Se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza"...

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos...

Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário...

Pra chegar a escrever essas bobagens? (mais que verdadeiras) É preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa...
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, famílias preconceituosas. ..

Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados. ..

Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado...
"Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor...

Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...

Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem a ver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida...
E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois...

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza?

Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... E, se é pequeno demais, pra quê pensar nele?"

Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado.. .

O que realmente não dá é para continuarmos achando que viver é out... ou in...

Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda na TV, e também na playboy e nos banheiros. Eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos.

Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida"...

Por que ter medo de dizer isso, por que ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo"?
Então, não se importe com a opinião dos outros. Seja feliz!

Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!

Arnaldo Jabor!

domingo, 17 de maio de 2009

O poder do amor

Extraído de: http://odia.terra.com.br/portal/cienciaesaude/html/2009/5/o_poder_terapeutico_do_amor_9841.html

O poder terapêutico do amor
Especialistas garantem: pessoas que vivem uma relação estável e de cumplicidade têm a saúde fortalecida
(por Gislandia Governo, Rio de Janeiro)

Rio - Um relacionamento estável e de cumplicidade só faz bem. E não apenas ao coração, mas à saúde como um todo, garantem especialistas. Fortalecimento do sistema imunológico, maior fluxo sanguíneo, diminuição da ansiedade e do estresse, aumento na autoestima, melhora do sono e até mais viço na pele e nos cabelos são benefícios do amor.

“Quando estamos apaixonados, nosso organismo passa por diversas alterações neuroquímicas, relacionadas, principalmente, com a serotonina e a norepinefrina, que são neurotransmissores ligados aos transtornos do humor. Níveis aumentados dessas substâncias nos deixam mais confiantes, com maior energia vital. Essas alterações também nos ajudam a ter um melhor convívio social e profissional. Portanto, namorar é preciso”, destaca o psiquiatra Ervin Cotrik, do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A psicóloga Valésia Vilela ainda reforça: uma troca afetiva saudável — com respeito, cumplicidade e vida sexual regular e prazerosa — é a receita perfeita para a melhor qualidade da saúde física e mental. “Casais que conseguem desenvolver relacionamentos estáveis, com graus elevados de intimidade e afetividade, tornam-se pessoas mais saudáveis, alegres e produtivas. Isso ocorre porque as pessoas têm sua autoestima fortalecida, o que lhes possibilita uma visão de mundo mais positiva”, acrescenta a especialista.

Pesquisas recentes desenvolvidas pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (HHS) relacionadas à saúde e ao casamento revelam que pessoas casadas vão menos a consultas médicas e permanecem menos tempo em hospitais.

Há três anos com o analista de sistemas Bruno Novaes, 29 anos, a atriz Raquel Nunes, 28, garante que sua saúde e disposição só melhoraram depois do casamento. “Quando você tem um amor verdadeiro, tranquilo, a vida fica melhor em todos os aspectos. Depois que casei, a ansiedade diminuiu e passei a me sentir mais calma, disposta e segura para encarar os desafios. Os problemas também ficam pequenos, e não caio mais doente com frequência. Amar é mesmo um santo remédio!”, brinca a atriz, que interpreta a Olímpia, da série ‘A Lei e o Crime’, na Record.

Pesquisa: toque faz bem

Estudo da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos, comprova o que muitos já sabem na prática: o toque da pessoa amada reduz o estresse. Na pesquisa, imagens mostraram imediato aumento da atividade cerebral de 16 mulheres, nas regiões de dor e medo, quando foram avisadas de que receberiam leve descarga elétrica. Mas quando os maridos seguraram suas mãos, o exame mostrou calmaria na massa cinzenta.


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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Segredo da felicidade

(Historiador do cotidiano)

Este breve artigo é sobre felicidade, mais especificamente sobre a felicidade relacionada ao fazer amor. Sem falso pudor, eu não sou mais virgem (nem tinha cabimento de ser), e espero que você - caro leitor ou leitora - também não seja mais.

A virgindade é cada vez mais um mero tabu. Com tantos métodos anti-concepcionais disponíveis hoje em dia, e tanta informação sobre como usá-los corretamente, ninguém mais engravida sem querer. Gravidez hoje em dia só acontece com casais descuidados. Então podemos fazer amor à vontade sem nos preocuparmos com gravidez indesejada ou mesmo com doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Então fazer amor é bom demais! E é seguro! Por que não fazemos mais?

As mulheres costumam dizer que às vezes se sentem usadas. Que os homens só vêem nela um pedaço de carne. Tudo bem... vamos até dizer que nós homens tenhamos um forte de ter mais intenções carnais que sentimentais... MAS vocês mulheres também nos usam. Vocês usam nossos corpos para terem prazer da mesma forma!

Então se vocês nos usam - existe um uso mútuo - por que vocês insistem em dizer que "são usadas" e não falam nada sobre terem usados seus parceiros?

Sexo é bom sim! Abaixo a hipocrisia de não falarmos sobre isso ou mesmo não praticarmos por causa de preconceitos sociais.

Recebi um e-mail sobre comportamentos de homens e mulheres, o qual transcrevo abaixo um trecho:

Esqueçam de uma vez por todas esse negócio de homem não gosta de mulher fácil. Homem adora mulher fácil. Se 'der' de prima então, é o máximo. Todo homem sabe que não existe mulher santa. Se ela está se fazendo de difícil, ele parte para outra. A demanda é muito maior do que a procura. O mercado está cheio de mulher gostosa. O que homem não gosta é de mulher que liga no dia seguinte. Isso não é ser fácil, é ser problemática (mulher problema). Ou, como se diz na gíria, é pepino puro. O fato de você não ligar para o homem e ele gostar de você não quer dizer que foi por você se fazer de difícil, mas sim por você não representar ameaça para ele. Ele vai ficar com tanta simpatia por você que você pode até conseguir fisgá-lo. Ele vai começar a se envolver sem perceber. Vai começar ELE a te procurar. Se ele não te procurar era porque ele só queria aquilo mesmo. Parta para outro e deixe esse de stand-by. Não vá se vingar, pois você só piora a situação e não lucra nada com isso. Não se sinta usada, afinal você também fez uso do corpo dele - faz parte do jogo; guarde como um momento bom de sua vida.

Então vamos todos esquecermos nossos pudores, preconceitos e frescuras sociais? Vamos viver a liberdade. Fazer amor é bom e eu gosto! E você?

Abraços, obrigado pela visita, e desejo pra ti um excelente e delicioso final de semana!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Conselhos

Extraído de: http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=3959

Conselhos de pai para filho

Jackson Brown, um pai preocupado com a felicidade e o bem estar de seu filho, escreveu estes "Simples Conselhos" quando ele saiu de casa para ir para a universidade. Pouco tempo depois, ampliado sob o título "Viver Feliz", converteu-se num grande "best seller" que já vendeu dezenas de milhares edições e foi traduzido a vários idiomas no mundo todo.

Não é à toa, por serem conselhos simples e diretos, sem a necessidade de interpretação, muitos ficam tentados a imprimi-los para guardar na carteira ou para enviar para um pessoa que ame.

* Ainda que tenha uma posição folgada, faz com que teus filhos paguem parte de seus estudos.
* Aprende a compartilhar com os demais e descobre a alegria de ser útil a teu próximo.
* Aprende a distinguir entre teus amigos e teus inimigos.
* Aprende a olhar as pessoas desde sandálias delas e não desde as tuas. Localize tuas pretensões no marco das possibilidades.
* Confia em Deus, mas fecha teu carro com a chave.
* Desconfie dos fanfarrões, ninguém alardeia do que lhe sobra.
* Dirija um carro que não seja muito caro, mas tenha o gosto de ter uma boa casa.
* Dá-lhe uma mão a seu filho a cada vez que tenha oportunidade. Chegará o momento em que já não te deixará fazê-lo.
* Escolha um sócio da mesma maneira que escolheria um colega de tênis: busca que seja forte onde tu és débil e vice-versa.
* Escute o dobro do que falas (por isso Deus nos deu dois ouvidos e uma só boca).
* Estenda a mão com firmeza e olha à pessoa bem em seus olhos.
* Evite as pessoas negativas: sempre têm um problema para a cada solução.
* Faça duas cópias das fotos que tirar, e envie para as pessoas que aparecem nelas.
* Faça o que seja correto, sem importar o que outros pensem.
* Mostra respeito extra pelas pessoas que fazem o trabalho mais pesado.
* Nunca ameace se não está disposto a cumprir.
* Nunca compre algo elétrico numa feira artesanal.
* Nunca compre um colchão barato: passamos um terço de nossa vida em cima dele..
* Nunca confunda riqueza com sucesso.
* Nunca existe uma segunda oportunidade para causar uma boa impressão.
* Nunca faça comentários sobre o peso de uma pessoa, ou diga a alguém que ela está perdendo o cabelo.
* Nunca inveje: a inveja é a homenagem que a mediocridade rende ao talento.
* Não confunda conforto com felicidade.
* Não descarte uma boa idéia só por que porque não gosta de quem a teve.
* Não espere que o outro saiba o que quer, se você não disser.
* Não há nada mais difícil que responder às perguntas dos néscios.
* Não perca nunca o sentido do humor, e aprende a rir de seus próprios defeitos.
* O que não vive para servir, não serve para viver.
* Observa o amanhecer pelo menos uma vez ao ano.
* Quando precisar de um conselho profissional, pede a um profissional e não a amigos.
* Recorde os aniversários daa pessoas que te importam.
* Recorde que a felicidade não é uma meta senão um caminho: desfrute enquanto percorre-o.
* Recorde que o grande Amor e o grande Desafio incluem também 'o grande Risco'.
* Recorde que às vezes, o silêncio é a melhor resposta.
* Recorde que é possível conseguir mais das pessoas por meio do estímulo que da censura: diga ao débil que é forte e o verá fazendo força.
* Recorde sempre : 'sem dívidas, sem problemas'.
* Se não conhece alguém que lhe pareça legal, apresente-se simplesmente com um sorriso e dizendo: 'Oi, tudo bem? Meu nome é tal, ainda não nos apresentaram'.
* Se não quer se sentir frustrado, não fixe metas impossíveis.
* Tenha um bom aparelho de música.
* Trate seus empregados com o mesmo respeito que trata seus clientes.
* Vá a teus compromissos com tempo. A pontualidade é o respeito pelo tempo alheio.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Namorar é preciso!

Extraído de: http://revistavivasaude.uol.com.br/edicoes/65/artigo99797-1.asp

Namorar é preciso...

Em tempos de sexo sem compromisso e relacionamentos instáveis, uma nova corrente de estudiosos chama a atenção para os benefícios de dar e receber afeto. Segundo os especialistas, o bem-estar proporcionado por uma união de cumplicidade diminui o estresse, dá uma força ao sistema imunológico e ainda garante mais disposição para as outras atividades do dia-a-dia

(REPÓRTER: RITA TREVISAN)

"Amar é, acima de tudo, dar um presente a si mesmo", já dizia o escritor francês Jean Anouilh, no século passado. A novidade é que, mais recentemente, vários estudiosos ligados às áreas da Medicina e da Psiquiatria têm se esforçado para provar que a frase não só faz sentido como deve servir de incentivo para que os casais namorem mais e melhor. "Ultimamente, a maioria das pessoas vem privilegiando as vantagens da vida sexual e prescindindo do namoro. É claro que sexo é muito bom, porém sexo com intimidade é muito melhor", defende a professora de Psiquiatria e colunista da Viva Saúde Carmita Abdo, que também é coordenadora do Projeto Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP.

A socióloga e educadora Silvana Barolo, que atua há muitos anos na área de RH, tratando com especial cuidado a questão da afetividade e da sexualidade, fundou a ONG S.A.B.E.R. (Saúde, Amor, Bem-Estar e Responsabilidade) justamente com o objetivo de alertar a sociedade sobre a importância de dar atenção a essas áreas específicas do desenvolvimento humano. A associação, que acaba de completar um ano, reúne uma equipe multidisciplinar e presta atendimento gratuito. "Nossa meta é ajudar casais a despertarem para eventuais problemas, além de orientá-los sobre como encontrar soluções, visando a uma melhora na qualidade de vida", explica. Ela defende que, para garantir boa saúde, é preciso dedicarse mais ao namoro. "Gastamos 99% do nosso tempo com os compromissos profissionais ou com as outras atividades que fazem parte da rotina - como cuidar dos filhos e administrar a casa. Sobra muito pouco para a afetividade e a sexualidade", analisa Silvana, que reúne essas e outras reflexões no livro Namoro é saúde, do qual é co-autora.

Sexo é qualidade de vida

A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) já considera a sexualidade saudável como um dos quatro principais indicadores de qualidade de vida de uma população. Nessa dimensão de sexualidade, estão envolvidos o afeto, a comunicação, o carinho e o erotismo. "A pessoa sexualmente realizada tem mais auto-estima, o que reflete em uma dose extra de energia e determinação. Por isso, dizemos que namorar é saúde", diz Silvana.

Na pesquisa Mosaico Brasil - uma investigação conduzida pelo ProSex e patrocinada pelo laboratório Pfizer -, a maioria dos mais de 1.700 entrevistados no Rio de Janeiro e em Minas Gerais consideram o sexo importante ou muito importante para a harmonia do casal. "Usufruir do prazer sexual faz bem. Porém, se o casal puder, além de aproveitar essas sensações, dividir um projeto de vida e ter uma relação de cumplicidade, os benefícios para a saúde serão muito maiores", confirma Carmita. Ela diz que o afeto e o carinho oferecem uma sensação de bem-estar capaz de melhorar até as respostas do sistema imunológico. "Pessoas que se sentem amadas e queridas respondem melhor às situações de estresse e, com isso, se mostram mais resistentes a doenças", garante.

Toque que acalma

Diversos estudos no mundo todo têm se dedicado a provar que o afeto realmente traz benefícios tanto à saúde física quanto à mental. Um exemplo é a pesquisa recém-divulgada, e conduzida por uma equipe de neurocientistas da Universidade de Virgínia, nos EUA. Ela oferece indícios claros de que um simples toque da pessoa amada pode reduzir sensivelmente as reações de estresse do organismo diante de uma situação inesperada.

O experimento envolveu 16 casais e, para a realização do teste, as mulheres entraram em tubos de ressonância magnética e suas imagens cerebrais foram monitoradas enquanto recebiam uma leve descarga elétrica no tornozelo. A resposta natural do organismo foi o aumento da atividade cerebral nas regiões que envolvem as emoções de dor e medo. Num segundo momento, os especialistas analisaram as reações dessas mesmas mulheres ao sentirem que seus parceiros as seguravam pelas mãos. O exame mostrou baixa significativa nas respostas negativas antes desencadeadas pelo corpo.

A conclusão dos pesquisadores não poderia ser mais animadora: o toque de uma pessoa com quem se tem uma relação de afeto é capaz de diminuir a atividade dos hormônios relacionados ao estresse, melhorando, até mesmo, a capacidade de reação do sistema imunológico.

Afeto: modo de usar

Para aproveitar todos os benefícios dessa terapia, no entanto, é preciso que o casal esteja em sintonia e, principalmente, que saiba driblar os desafios que a vida moderna impõe. Para o ginecologista e sexólogo Gerson Lopes, que também é autor do livro Namoro é saúde, um dos principais problemas é a falta de intimidade. Em primeiro lugar, porque ela pressupõe encontro físico, diálogo, troca. O que, na rotina corrida, fica cada vez mais complicado. Por outro lado, não basta só estar junto, ocupando o mesmo ambiente físico, para alcançar a tão sonhada sintonia. "Intimidade é muito mais do que simplesmente estar lado a lado. E a vida moderna dificulta ainda mais as coisas. Mesmo quando estão a sós, os casais estão expostos aos inimigos tecnológicos, como eu costumo chamar a TV, a internet ou o celular. É preciso separar um momento em que o casal possa estar realmente disponível um para o outro", diz.

Na vida de um jornalista e de uma gerente da área de eventos, a falta de tempo é um obstáculo e tanto. "Trabalhamos muito e, para piorar, nossos horários não coincidem. Mesmo nos dias de folga, fico com o rádio ligado para resolver eventuais problemas", conta Ana Carolina de Figueiredo Freire, de 30 anos. Só nos cerca de 10 minutos em que estivemos conversando, durante essa entrevista, a profissional foi solicitada duas vezes. E adivinhe? Estava fora do seu horário de trabalho. O namorado garante que já se acostumou com a rotina corrida. "A gente tenta se encontrar no meio do caminho entre a minha casa e a dela, nos intervalos do trabalho. Também acordamos mais cedo para caminhar no parque, aproveitamos todas as oportunidades para ficar juntos", conta Francisco Prado, de 33 anos.

A parte boa dessa história é que, desde que começaram a namorar, há dois anos e três meses, os dois conseguiram uma melhora sensível na qualidade de vida. "Eu sempre gostei de caminhar no parque, mas, agora que tenho companhia, me sinto mais estimulado. Comecei a correr e me sinto mais resistente, tenho disposição durante o dia e até durmo melhor", diz o jornalista. Para Ana Carolina, os encontros no parque são também uma oportunidade de desacelerar e reduzir o estresse. "A gente aproveita para conversar, tomar uma água-de-coco, é o nosso momento de relaxar."

Desafios para vencer a dois

Mas o dia-a-dia atribulado não é o único obstáculo para quem quer namorar - independentemente do estado civil. "Estou convencida, pela experiência que tenho com casais, que a maioria dos problemas, incluindo os sexuais, acontece pela simples falta de diálogo. É ela que faz os casais se separarem, às vezes, por problemas pequenos", afirma Silvana Barolo. Ela acredita que, hoje, muitos relacionamentos acabam sem que seja feito um mínimo investimento. "As coisas importantes não são conversadas e, quando o casal se dá conta, é tarde demais", alerta.

"Pessoas que se sentem amadas e queridas respondem melhor às situações de estresse e, com isso, se mostram mais
resistentes a doenças"

Carmita Abdo, psiquiatra

Para a especialista, mesmo as preferências sexuais precisam estar bem claras para que o casal realmente se entenda sob os lençóis - e até fora deles. "A sexualidade interfere na vida afetiva e vice-versa. Por isso, é interessante que o casal converse sobre tudo. Isso inclui contar ao outro o que dá mais prazer, onde é mais gostoso e o que é ruim. E importante: ao falar do que não gosta, explique os seus motivos, para que o parceiro não entenda como pura rejeição à maneira dele de atuar sexualmente", ensina a educadora.

Além de separar um tempinho para paparicar seu parceiro e investir em conversas sinceras, outra dica dos especialistas para manter o namoro sempre em dia é abusar da criatividade. "O ideal é que os dois se comprometam a resgatar o clima do namoro, o que pressupõe buscar alternativas para sair da rotina", diz Lopes.

Raio-X do beijo



O simples contato dos lábios apaixonados pode causar uma verdadeira revolução em todo o organismo. Tudo começa com o coração batendo acelerado e a ativação da circulação sanguínea (1).

As mãos podem ficar úmidas graças à transpiração excessiva (2). "Há uma ativação do sistema nervoso autônomo simpático e a conseqüente liberação de adrenalina na corrente sanguínea, o que causa todas as reações relacionadas à ansiedade e ao estresse (3). isso por conta da expectativa em relação ao momento do primeiro beijo, na medida em que a pessoa não sabe muito bem como fazer aquilo, ou seja: beijar", explica o médico e psicoterapeuta Geraldo possendoro, professor de medicina comportamental da Unifesp.

Com a intimidade, o efeito da ansiedade vai diminuindo e há uma predominância das sensações de prazer. isso porque, num segundo momento, o sistema nervoso autônomo parassimpático é estimulado e ocorre uma liberação de dopamina em uma região do cérebro chamada núcleo accumbens, que é conhecido como o "centro do prazer" (4). "esse hormônio é responsável pela sensação de relaxamento e bem-estar proporcionada por um beijo na boca, assim como por todas as situações de prazer que vivenciamos no dia-a-dia", diz o médico.

Alguns casais, mesmo estando há muito tempo juntos, garantem que há meios de manter a relação bem longe do marasmo. A auxiliar contábil Débora Cristina R. Michelon, de 45 anos, e o contador Carlos N. de Souza Michelon, de 54, completaram 27 anos de casados. E garantem que o romance em casa continua de vento em popa. "Durante muito tempo, nos dedicamos bastante aos nossos filhos, que hoje estão adultos. Mas nunca deixamos de namorar. Agora, é a nossa chance de voltar a sair juntos, pegar um cineminha e até mesmo um motel. Por que não?", conta Débora, que já é avó.

Há 13 anos, o casal trabalha junto, numa parceria que não pára de dar bons frutos. "O segredo é ter planos, não se esquecer de beijar, de abraçar, de dizer o quanto a outra pessoa é especial. E, nos momentos de crise, ter paciência e saber dizer o que a está magoando.", ensina. Para Carlos, a oportunidade de namorar mais, nessa fase tranqüila da vida, trouxe saúde e disposição. "É muito bom ter uma relação de cumplicidade. Esse é um grande estímulo para vencer os problemas, viver mais e melhor", resume.

Recomeçar é possível

A exemplo do casal Carlos e Débora, muitos outros redescobrem, já na idade madura, quando os filhos saem de casa, o prazer de namorar. Mas, para isso, é preciso que o casal ainda mantenha certo nível de intimidade e carinho, que não pode ser perdido ao longo dos anos. "Os amantes maduros são os que podem vivenciar prazeres e emoções intensas e plenas, mas ao mesmo tempo seguras e calmas", diz um trecho do livro Namoro é saúde.

Mais de 70% dos entrevistados na pesquisa Mosaico parecem partilhar dessa mesma opinião. Eles afirmaram não ter medo de que a idade atrapalhe seu desempenho sexual. Segundo Carmita Abdo, os avanços da Medicina foram responsáveis por esse novo olhar sobre a sexualidade nas idades mais avançadas. "Hoje, as pessoas vivem mais e com mais qualidade. E, como o sexo depende de uma boa saúde física e mental, os benefícios nessa área também podem ser percebidos", diz. Para o ginecologista Gerson Lopes, o segredo de uma vida sexual plena, depois de certa idade, é investir na qualidade e prescindir da quantidade. "Se necessário for, temos medicamentos capazes de garantir segurança ao casal, para que possam investir no clima erotizante do namoro", diz.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Contradições femininas

50 contradições femininas

Pra quem está começando agora uma vida a dois ou ainda está na fase do namoro (ou noivado) tais detalhes poderão não parecer relevantes, mas depois de alguns anos de convivência, as contradições femininas se tornam, deveras, tremendamente irritantes.

Para a maioria das mulheres o relacionamento, com mais de ano, parece estar constantemente em crise:

- "...porque ele não se importa com isso... com aquilo...", "porque ele não dá a devida atenção às minhas necessidades...", "porque ele é insensível..." enfim, um rosário de lamentações que só conhece quem já passou por um momento assim. Mas ao contrário, se perguntarem aos homens como andam estes mesmos relacionamentos, quase que a unanimidade afirmará:

- "...show de bola, uma briguinha aqui outra ali, mas nos amamos... ", "não dava pra ser mais feliz...", "e você o que está fazendo ainda solteiro?". Alguns casamentos sobrevivem, a maioria não.

01. Abandonar seu namorado porque ele é ciumento e sentir-se feia e desabrigada quando ninguém lhe dá importância.

02. Acreditar no horóscopo, mas somente nos dias em que as previsões são favoráveis.

03. Analisar sua vida amorosa desmembrando a cada frase e a cada atitude de seu parceiro com suas amigas, mas cortar uma relação se a cigana mau caráter assegurar que não é o indicado.

04. Apaixonar-se por um homem casado porque ele é incapaz de trair a sua mulher.

05. Arrancar os pêlos das pernas, axilas e virilha com cera quente e chorar quando quebra ou lasca uma unha.

06. Beliscar bebês alheios, pensar até cansar nos nomes de seus futuros filhos, emocionar-se com a gravidez de suas amigas e chorar desconsoladamente no primeiro dia de atraso.

07. Catalogar uma amiga sexualmente hiperativa como "galinha" e uma mais seletiva, de perdedora ou de tácito "sapatão".

08. Censurar às donas de casa porque não têm uma carreira, e às que têm uma carreira porque a empregada doméstica cuida de seus filhos.

09. Chorar com os documentários de animaizinhos do "Animal Planet" e hiperventilar de emoção em frente a uma bolsa de couro.

10. Comprar modernas roupas folgadas e cheias de trastes e "badulaques" que somente outra mulher pode apreciar.

11. Comprar uma camiseta de verão em novembro, sabendo que em janeiro vai estar a metade de preço.

12. Conquistar um mulherengo para tentar transformá-lo em um homem de família.

13. Considerar que aos sessenta anos um homem é jovem, e uma mulher uma avó.

14. Continuar achando que os homens possam ver que está enojada ou triste, sem lhes ter contado nada.

15. Crer no mesmo homem que havia jurado de "pé junto" nunca mais voltar a fazê-lo.

16. Dar-se o devido valor, fazer as unhas, bronzear-se e vestir-se melhor quando termina uma relação, e engordar 20 quilos, quando começa uma.

17. Declarar durante todo o ano que celebrar o aniversário é uma estupidez, e ficar chateada e como beiço em "ponto morto" com seu parceiro quando a data chega e ele se esquece.

18. Declarar-se uma vez ou outra o quão forte e independente que é, e simular debilidade e indefesa quando necessita de um homem.

19. Deixar a roupa mais nova e linda para sair, quando em realidade passa quarenta e oito horas semanais no escritório e três ou quatro num passeio.

20. Deixar um homem porque já não gosta, e que volta a gostar quando ele encontra outra gostosona.

21. Dizer que "o importante é o eu interior" quando tem um namorado, e alegar que amor é "coisa de pele" quando consegue um lindo.

22. Dizer que as modelos "são muito magras" enquanto se cambaleia pelo quarto dia de jejum.

23. Dizer que não quer nada para o Natal e secretamente esperar o presente surpresa.

24. "Encher o saco" do parceiro para que colabore nos afazeres domésticos, mas chamá-lo de inepto quando começa a ajudar.

25. Espiar e espreitar as amigas de escritório mais vadias e ineptas, para invejar, amargurar-se e sofrer.

26. Falar de dieta com uma torta na mão e falar de tortas quando está de dieta.

27. Fazer a permanente se seu cabelo é liso, uma escova se é armado ou pintá-lo de louro "falso" se é escuro.

28. Fazer uma dieta terminal para ir a um casamento e comer como uma piranha descontrolada durante toda a festa.

29. Gritar furiosa e chorar desconsoladamente durante a mesma discussão.

30. Guardar rancor e bronca durante meses e explodir porque o namorado derramou uma gota de bebida naquele vestido amarelo "cheguei".

31. Ignorar e maltratar quando um homem insistente a corteja, e perder a sensatez quando por fim deixa de fazê-lo.

32. Insistir e esperar quando a relação já acabou, terminada por ela, há muito tempo.

33. Ir a uma festa ou reunião, só por saber que ali está o cafajeste casado/noivo que lhe rompeu o coração.

34. Ir a uma festa usando saltos agulha, e atirar os sapatos debaixo da mesa depois de quinze minutos, para poder dançar.

35. Largar um respeitável homem de família para conquistar outro mulherengo.

36. Morrer de amor por um homem que cria seus filhos sozinho e sentir pena por uma mulher que faz o mesmo.

37. Negar-se a deixar os doces para baixar o colesterol, mas fazer a "dieta do jiló" para usar um vestido.

38. No inverno, sair com uma camiseta diminuta e uma microssaia e terminar a noite envolvida em uma jaqueta enorme emprestada com os dizeres "Lembrança dos formandos de 1985".

39. Num encontro, fazer questão de pagar a metade do jantar e nunca mais sair com ele se aceitar a oferta.

40. Perguntar se está gorda, para que lhe digam que está magra.

41. Colocar roupa nova para um encontro, sabendo que aquele "pretinho" básico surrado lhe cai muito melhor.

42. Provar roupa durante toda uma tarde e sair com o primeiro conjunto que escolheu.

43. Queixar-se de que a depilação é um hábito primitivo e gritar de asco quando seu marido diz que deixe de fazer.

44. Remover esses aros divinos de suas imensas orelhas alérgicas, esperar dois ou três dias e voltar a usá-los.

45. Repetir incansavelmente que só necessita de amor, entendimento e estabilidade, e sentir repulsa por um homem bom e simples que manifesta frontal e prontamente sua devoção e amor.

46. Seduzir um homem sabendo com segurança que jamais vai deixar que toque um fio de cabelo.

47. Sentir-se discriminada se escolhem um homem para seu cargo, mas ter um derrame cerebral de ira se escolhem outra mulher.

48. Ser capaz de dirigir uma empresa de duzentos empregados, um país de trinta milhões de habitantes ou uma família de doze membros, mas chamar a desgraçada da "mamãe" quando lhe dói o dente do siso.

49. Tomar sol ao meio dia untada em óleo de cozinha e comprar creme antiarrugas e gel para contorno dos olhos.

50. Ver comédias românticas e melodramas no dia seguinte de cortar relações com o amor de sua vida.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Amar é...

(Historiador do cotidiano)

Sempre encontramos por aí a frase "Amar é..." e algum complemento, nem sempre útil, belo ou verdadeiro. Afinal, o que é amar?

Na realidade existem vários tipos de amores, dezenas, centenas... e por que não milhares?

Todos nós somos pessoas boas e direitas, tementes à Deus. Então nosso primeiro e maior amor é à Deus! Em segundo lugar costumamos amar a nós mesmos e, a seguir, às pessoas que nos cercam.

O problema é que existem vários tipos de amores. Você ama a DEUS de uma forma, à sua mãe de outra, sua avó de outra, sua irmã (ou irmão) de outra, e sua namorada de outra completamente diferente. Mas são todos amores!

Eu amo, e muito. Existem muitas pessoas na minha vida que são importantes e me marcaram de forma bastante positiva. Mas o mais importante é que devemos amar mesmo sem que sejamos amados. Temos que fazer as coisas sem esperarmos a retribuição.

E tem coisa melhor que amar? Como diz a sabedoria popular: "quem ama não adoece". Se isso for verdade, serei eterno. rs rs rs

Ame! Porque amar só faz bem.

Abraços pra ti, e lhe desejo uma excelente sexta-feira.

domingo, 18 de maio de 2008

Sobre pessoas e relacionamentos

(Historiador do cotidiano)

Estava aqui pensando sobre o que ia escrever hoje. Pensei em começar com "notas de viagem", sobre a viagem de alguns dias que acabei de voltar. Mas não, fica para amanhã. Pensei em começar sobre a questão da síndrome de estocolmo, mas o artigo abaixo deste é suficiente.

Então pensei em escrever sobre relacionamentos. Sei que já escrevi sobre eles, mas esse é um assunto infinito. Nós - seres vivos - nos relacionamos como outros seres vivos, e todo contato é um tipo de relacionamento.

Namorar é uma das situações de relacionamento mais difíceis. Mas eu chego lá.

Relacionamentos são difíceis porque as pessoas não conseguem aceitar umas às outras. É sério... nós conhecemos as melhores pessoas em ambientes nada a ver; seja num hospital, numa livraria, ou mesmo num acidente de trânsito. O nosso amor verdadeiro aparece quando a gente menos espera, quando estamos descabelados, não vestidos de forma elegante (sabe aquela calça jeans surrada com uma camiseta básica?), quando estamos prontos para tudo - menos para encontrar alguém.

Por que faço essa ressalva? Porque quando conhecemos pessoas no colégio, universidade ou trabalho, normalmente nos relacionamos com interesses profissionais ou - quando muito - de amizade. Mas quando rola uma aproximação maior (uma amizade) você já conhece bem a outra pessoa, suas qualidades e seus defeitos. Nós entendemos que aquela outra pessoa não está pronta, não é perfeita, é falível e você aceita isso como normal.

Mas quando nós nos relacionamos com pessoas, com fundo afetivo, parece que essas expectativas mudam de figura. Não mais aceitamos que as pessoas errem, elas simplesmente precisam entrar nas nossas vidas de forma perfeita; as pessoas precisam ser perfeitas. Mas as pessoas não são perfeitas! Então construímos nossos relacionamentos em cima de pilares imperfeitos: eu e você.

Ora um relacionamento - seja de amizade, trabalho ou amoroso - se constrói em cima de pessoas imperfeitas, então não podemos esperar a perfeição da pessoa que está ao nosso lado. Não podemos esperar que as pessoas sejam exatamente o que (ou como) queremos. E é essa diferença que importa.

Ninguém é perfeito. E ninguém é perfeito para a outra pessoa.

Vou citar um exemplo pessoal: há quase uma década atrás, conheci através do irc uma menina enquanto conversávamos sobre linguagens de programação. Eu era da engenharia e ela de sistemas. Nós namoramos por um intervalo de quase dois solistícios. Ela fumava e eu sou alérgico - óbvio que ela não fumava quando eu estava por perto. Resultado? Ao longo de todo namoro conversamos sobre isso, com paciência e esforço - DOS DOIS - ela largou. O que eu quero mostrar com isso? Que as pessoas mudam, que as pessoas nunca serão iguais, que todo o universo se move - por que nós seríamos diferentes?

A única constante é a mudança. Coisas, e principalmente pessoas, não mudam da noite para o dia. Esse processo da minha ex levou meses! Eu sabia que ela tinha os problemas dela, ela sabia que eu tinha os meus, e nós sabíamos que às vezes errávamos. No início do relacionamento ela não estava pronta, não era perfeita. Mas durante o relacionamento também não e muito menos no término. Por que? Porque ninguém é perfeito! Eu também não era perfeito pra ela, nunca fui.

As pessoas não são perfeitas. Aceitamos isso em relacionamentos de amizade e em relacionamentos profissionais. Por que não aceitamos isso em relacionamentos amorosos?

Eu erro, e você também. Todos nós. Ontem posso ter sido desagradável, hoje levo meu ombro para suas lágrimas. Ontem você pode ter gritado e hoje chorado. Isso foi ontem... e hoje... não somos perfeitos, mas nos esforçamos. O futuro a Deus pertence, mas nossa experiência vai construir um amanhã melhor.

Então por que desistir numa topada? A vida é uma longa caminhada, e desistir é uma solução permanente para um problema temporário. Vejo casais completarem bodas (de casamento) de ouro, diamante, rubi... por que? Porque eles sabem que as pessoas com quem se relacionam não são perfeitas, que têm picos de humor, que riem e choram.

Os relacionamentos não são perfeitos porque as pessoas não são perfeitas. Mas cada dia construído junto é um passo adiante nessa longa e linda estrada que chamamos de vida.

Imperfeições acontecem, e errar é humano. São tropeços na estrada. Mas admitir o erro, se arrepender, levantar e sacudir a poeira, segurar a mão e continuar é exclusividade do amor.

Pense nisso, querida leitora, antes de crucificar seu relacionamento (ou a pessoa com quem você se relaciona) por uma topada.

Abraços, e lhe desejo uma excelente semana!

terça-feira, 6 de maio de 2008

Amar é sofrer?

(Historiador do cotidiano)

AMAR É SOFRER?

É mesmo? Será?

Se bem que quando amamos a gente sofre muito! Sofremos sim. Não venha me dizer que o amor é perfeito. O amor dá um trabalho da muléstia...

Você sofre de saudades... Porque estar junto é uma delícia e você quer que aquele momento dure para sempre, mas quando você se separa cada segundo é uma eternidade espaço-temporal que faz o coração bater apertado.

Você sofre de carteira... Porque ter dinheiro para se divertir com seu amor é ótimo, mas estar liso complica porque quer abastecer o carro pra ir na casa dela, porque quer viajar com ela, porque quer ir ao cinema... mas vocês dois findam assistindo um filme dublado na televisão, deitados no sofá.

Você sofre de ansiedade... porque se você adora fazer surpresas, fica imaginando mil e uma possibilidades de surpreendê-la; mas se você não gosta de surpresas e ela adora lhe fazer, você fica ansioso para saber qual vai ser a próxima, e quando, e onde, e....

Você sofre... vou nem citar mais coisas para não deixar você - querido leitor ou leitora - triste.

Mas que sofre, sofre sim.

E no final das contas você se pergunta: "se eu tivesse oportunidade de voltar ao começo, eu faria tudo isso novamente?", e você responde sem pestanejar, sem o coração pensar ou bater duas vezes... "Sim!", com toda convicção do universo.

Porque amar vale a pena, e só quem sabe disso é quem ama!

Então AME! Ame bem muito, porque amar é o maior dom que recebemos de Deus.

Abraços, e lhe desejo uma excelente semana pra você, repleta de muito amor!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Romance sincero

(Historiador do cotidiano)

Adoro cinema. Adoro? Não, não é essa a melhor palavra... eu AMO cinema. Não vou ficar aqui com falso intelectualismo, e dizer que cinema europeu é melhor, é mais arte, ou isto, isso e aquilo outro. Na minha sincera opinião, quem diz só gostar de filmes de arte europeus é alguém que não tem opinião própria e só sabe papagaiar o que os pseudo-intelectuais falam por aí afora.

Gosto de sair de casa, sentar no cinema, e me maravilhar. Se quem lê viaja, quem assiste um filme vai em outro planeta. Aqui cabe um parênteses: cinema pra mim só presta para os filmes que realmente abusam dos recursos audiovisuais disponíveis.

Eu não saio de casa para assistir dramas, ou romances bobos. Nem tão pouco para filmes de horror ou suspense. Eu saio de casa para me divertir com comédias, me empolgar com aventuras, vibrar com policiais que conseguem prender os bandidos, ou me fascinar com ficção científica. E eu não tenho vergonha nenhuma de admitir que realmente gosto de filmes estadunidenses, e dos brasileiros. Dos brasileiros bons!

Existem várias cenas memoráveis. Ah... tem ensinamentos do Mestre Yoda (Guerra nas Estrelas) em que um só filme tem mais filosofia do que um livro inteiro de Platão. Gosto de me perder nas idéias, de me encontrar em imagens surreais, em viajar sem precisar apertar os cintos. Gosto de ver que muitas vezes a vida imita a arte (ou seria ao contrário?).

Digo isto, relembro-me de uma das passagens mais românticas que já vi, no filme "O Conde de Monte Cristo" (2002). Segundo a wikipédia: "O Conde de Monte Cristo (título original em francês: Le Comte de Monte-Cristo) é um romance da literatura francesa escrito por Alexandre Dumas concluída em 1844. É considerado, juntamente com Os três mosqueteiros, uma das melhores obras de Dumas, e é frequentemente incluída nas listas de melhores romances já escritos. Foi baseada na história de um sapateiro que foi preso injustamente. Lá, conhece um clérigo de que fica amigo. Quando o clérigo morre, é libertado e herda uma misteriosa fortuna. O sapateiro, agora em condições financeiras, pode vingar-se daqueles que o levaram à vida de prisioneiro. O nome do romance surgiu quando Dumas a caminho da Ilha Monte-Cristo, com o neto de Napoleão, disse que usaria a ilha como cenário de um romance. Há mesmo uma estranha semelhança entre a sua primeira parte e o posterior caso Dreyfus entre 1894-1906, em que um oficial judeu foi acusado, injustamente, de trair a pátria francesa".

No filme, o jovem Edmond Dantes (Jim Caviezel) é traído por um amigo e cai numa terrível conspiração. Ele é marinheiro e, numa viagem, passa pela ilha de Elba onde está detido Napoleão. Napoleão lhe entrega uma carta, mas como Edmond não sabe ler, só faz levar ela. Ao chegar em terra firme ele vai ao encontro da sua noiva, Mercedès (Dagmara Dominczyk), e durante a conversa na praia ele faz uma aliança com barbante no dedo dela. O "amigo" de Edmond, Fernand Mondego (Guy Pearce) - que é apaixonado pela noiva de Edmond - o entrega para as autoridades que o condenam por conspiração (pela posse da carta, endereçada ao pai do juiz Villefort (James Frain)). Edmond é condenado à prisão no Castelo d'If, numa ilha remota. Tal prisão é destinada aos presos políticos para serem esquecidos e morrerem por lá, mas Edmond consegue fugir com ajuda de um padre que - entre outras coisas - lhe ensina a ler. Nos instantes finais de vida, o padre ensina a Edmond onde se encontra um enorme tesouro na ilha de Monte Cristo. Edmond passou cerca de 16 anos preso.

Edmond retorna para a França com objetivo de se vingar dos que o traíram, e dá uma enorme festa de ressurgimento com o nome de Conde de Monte Cristo. Todos se maravilham, mas Mercedès reconhece que o Conde é o seu eterno amor, Edmond. Poucos dias depois, Edmond é convidado a uma festa na casa de Mercedès.

Chegamos finalmente à cena mais romântica que já vi: na saída da festa, ao entrar na carruagem Edmond é surpreendido por Mercedès. Ele pede pra ela descer mas ela lhe mostra o dedo, com a aliança de barbante. E diz algo como: "eu sempre te amei".

(...)

Desculpe, sempre me emociono... Mas é uma cena linda. Não pela estética dela, mas pelo sentimento, pela entrega emocional. Ela sempre o amou, e sempre carregou consigo aquela aliança, aquela prova do amor dos dois.

Uma prova de amor não precisa ser um enorme letreiro luminoso para todo o planeta ver... mas um mero pedaço de barbante - que apenas os dois sabem o significado - vale muito mais do que mil palavras.

O amor não é mensurável, não é paupável nem quantificável. O amor é o amor. É único, é especial.

E ela ainda usava a aliança que ele tinha dado... era a maior prova de amor que o mundo tinha ouvido falar...

E se fosse hoje em dia... será que você ainda usaria uma aliança depois de tempos afastados do seu verdadeiro amor?

sábado, 12 de abril de 2008

11



RIGHT HERE WAITING
(Richard Marx)

Oceans apart day after day
And I slowly go insane
I hear your voice on the line
But it doesn't stop the pain

If I see you next to never
How can we say forever

Wherever you go
Whatever you do
I will be right here waiting for you
Whatever it takes
Or how my heart breaks
I will be right here waiting for you

I took for granted, all the times
That I thought would last somehow
I hear the laughter, I taste the tears
But I can't get near you now

Oh, can't you see it baby
You've got me goin' crazy

Wherever you go
Whatever you do
I will be right here waiting for you
Whatever it takes
Or how my heart breaks
I will be right here waiting for you

I wonder how we can survive
This romance
But in the end if I'm with you
I'll take the chance

oh, can't you see it baby
you've got me goin crazy

Wherever you go
Whatever you do
I will be right here waiting for you
Whatever it takes
Or how my heart breaks
I will be right here waiting for you
Waiting for you


=================================================

BEM AQUI ESPERANDO
(Richard Marx)

Oceanos se separam dia após dia
E vagarosamente estou enlouquecendo
Escuto sua voz ao telefone
Mas isso não pára minha dor.

Se te vejo perto do nunca
Como podemos dizer para sempre?

Onde quer que vá
O que quer que faça
Estarei bem aqui esperando por você
O que quer que aconteça
Ainda que machuque meu coração,
Estarei bem aqui esperando por você.

Admiti, todo o tempo
Que pensava suportar de alguma forma
Escuto risos, provo lágrimas
Mas não posso estar perto de você agora.

Oh, não pode ver querida
Que está me deixando louco?

Onde quer que vá
O que quer que faça
Estarei bem aqui esperando por você
O que quer que aconteça
Ainda que machuque meu coração,
Estarei bem aqui esperando por você.

Desejo saber como podemos sobreviver
A este romance
Mas no final, estando com você
Correrei o risco.

Oh, não pode ver querida
Que está me deixando louco?

Onde quer que vá
O que quer que faça
Estarei bem aqui esperando por você
O que quer que aconteça
Ainda que machuque meu coração,
Estarei bem aqui esperando por você

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

O simples ato de amar

O simples ato de amar

(Arnaldo Jabor)

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos 'personal dance', incrível.

E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvída?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão 'apenas' dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a 'sentir', só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: 'Quero um amor pra vida toda!', 'Eu sou pra casar!' até a desesperançada 'Nasci pra ser sozinho!' Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis. Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos.

Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, 'pague mico', saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele.

Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: 'vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida'.

Antes idiota que infeliz!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Frases de carros

(Historiador do cotidiano)

Quando saímos às ruas, vemos coisas que mereciam um "troféu abacaxi", que viessem junto com uma melancia para pendurar no pescoço...

A de hoje foi um carro com o seguinte adesivo: "Eu amo minha esposa!"

Sinceridade? Por mais que eu seja romântico e carinhoso, eu não usaria um adesivo desses. Primeiro porque eu acredito que amor não é vitrine e nós não somos os bonecos do outro lado do vidro; segundo porque quem ama, ama uma pessoa, não é um amor de exposição. Se você ama, você respeita, você cuida, você protege e você diverte. O amor é de uma pessoa para outra, não é um parque de exposições.

Para mim aquilo é brega.

O que eu admiro, e até faço sempre que posso, é dar flores em locais públicos, fazer surpresas e demonstrar o carinho, consideração e respeito por aquela pessoa. Poderia citar aqui diversos exemplos com minhas ex (estou solteiro no atual momento), mas seria fazer vitrine do amor, e eu não concordo com isso.

Quem ama, ama. Não é uma frase num carro que vai provar ou aumentar o amor.

Ame, porque só o amor é o mais sublime dos presentes que Deus nos deu.

Ame! Ontem, hoje e sempre!

terça-feira, 31 de julho de 2007

Sobre o amor

(Historiador do cotidiano)

Meu post de hoje é um pouco diferente...

Queria falar um pouco sobre mim, vocês deixam?
Obrigado
;-)

Confesso que andava triste, amoado pelos cantos... sentia falta de uma pessoa especial. Este final de semana tive o prazer de reencontrá-la. Viajamos juntos. Fomos a uma cidade relativamente perto, mas suficientemente longe, quase completamente lisos, sem carro, e com outras particularidades mais. Andamos mais de 20km à pé por dia... suamos, nos alimentamos mal, passei muito mal no domingo, dormimos mal, machucamos os joelhos e pés, mas... quer saber? Eu faria tudo novamente!

"Por quê?" você poderia se perguntar. Eu respondo de forma bem simples: porque eu estava ao lado do meu amor. Da menina que eu posso dizer "é ela"!

A melhor coisa do mundo realmente é amar. É uma sensação perfeita amar e ser amado. Se você nunca experimentou tamanha alegria, eu lhe desejo que consigas amar alguém e que sejas amado(a) da mesma forma que eu amo a menina que citei acima. Não vou citar nomes porque este blog nunca foi de pessoas, e sim de idéias.

Ela pode não ser perfeita. Mas, e daí? Eu sou? Não. Mas, quer saber? Já sonhei com uma princesa perfeita. Mas ela, com todos os defeitos, é ainda melhor que a princesa dos meus sonhos!

Te amo!

domingo, 20 de maio de 2007

Sobre relacionamentos

(Historiador do cotidiano)

Fragmento extraído de e-mail que acabei de enviar:

Essa questão do gostar de alguém é complicada. As mulheres insistem muito em discussões de relacionamento (DR's), que é uma coisa que nós homens corremos fora.

Ando lendo sobre filosofia e a teoria libertina tem me fascinado: ela estuda que não é o amor que leva ao contato físico e sim ao contrário. Ou seja, quando estamos bem fazemos amor, mas quando não estamos, não fazemos. Esse não fazer gera um distanciamento maior, que é agravado com as brigas, que por sua vez geram mais distanciamento... e então cai-se num ciclo vicioso que, inevitavelmente, culminará no desgaste e conseqüente término da relação.

Talvez se as pessoas tentassem o caminho inverso, fossem mais felizes: homens gostam do contato físico, não de discutir relacionamento. Eles podem amar como for as mulheres, fazerem tudo para elas e não questionarem nada. Mas mesmo assim, TODOS OS HOMENS DETESTAM DISCUTIR RELACIONAMENTO. Odeiam mesmo. Eles fogem das DR's como o coisa ruim foge da Cruz. Um homem pode amar uma mulher o máximo que for possível, mas se ela insistir em DRs ele vai acabar o namoro. Ele prefere ficar só do que discutir relacionamento. Falo isso embasado nas conversas com todos os homens que conheço.

Então as mulheres não podem vir com chorumelas dizendo que fazem a parte delas. Não fazem. Chegam nem perto. A maior parte das mulheres entra em namoros já com o pé esquerdo, porque:
1. Esperam que o cara reconquiste elas todos os dias; mas não faz nada para conquistá-los
2. Esperam mil surpresas; mas não fazem nenhuma
3. Esperam que o homem as defendam emocionalmente; quando na realidade elas que deveriam ser fortes
4. Submetem suas emoções à fatores até como se vai chover; enquanto nenhum homem gosta de ser "muleta emocional"
5. Acreditam que ficar falando sobre relacionamento vai melhorar ele; enquanto os homens compreendem que não existe uma entidade física chamada relacionamento

Dentre outros pontos que prefiro não mencionar.

Esse quinto ponto é importantíssimo: as mulheres lidam com relacionamentos como se fossem seres vivos, entidades físicas. Não são. Os homens consideram que as pessoas namoram, e estão juntas, porque ambas são pessoas de bem com a vida que quando estão juntos se divertem, riem, brincam, conversam muito. Então o namoro é estar ao lado de uma pessoa feliz. Se aquela pessoa do seu lado vive triste, os homens se sentem muletas emocionais tendo que ouvir por horas a fio alguém resmungar do seu lado, e depois vem dizer que tem que botar para fora o que pensa senão vai ficar ruim o relacionamento; quando é exatamente o contrário: estamos juntos porque gostamos de estarmos juntos nos momentos felizes.

Recomendo que vocês leiam dois textos do meu blog:
http://historiadordocotidiano.blogspot.com/2007/01/medo-de-perder.html - Sobre o medo de perder, escrito pelo psicólogo Antônio Roberto Soares, e;
http://historiadordocotidiano.blogspot.com/2006/12/sobre-postura-das-mulheres-na.html - onde analiso o que penso sobre o comportamento das mulheres

EDIÇÃO DO ARTIGO: Abaixo segue a resposta que recebi, envolvendo o aspecto acima comentado.

Oie,

Gostei muito de tuas palavras, mas acho que tem um pouco de preconceito. Não acho que as mulheres gostam de DR's, acho que elas procuram organizar mais o que está saindo do trilho e às vezes cometem excessos, levando assim a muitas discussões. Na minha experiência profissional de psicóloga tenho visto muitos homens procurando ajuda porque estão justamente sentindo falta de discutir suas relações e acabam fantasiando que suas companheiras não estão mais os amando ou estão tendo um caso.

O que percebo é que depende muito da personalidade de cada um e do encontro do casal (nota do blogueiro: encontro em termos de quantidade e qualidade). Isso é que determina se eles são mais ou menos questionadores no relacionamento.


EDIÇÃO DO ARTIGO: E agora a resposta que enviei.

Olá,

Sei que existem homens que até não pensam como eu - viva a diversidade! - mas não são maioria.

(...)

Eu tento seguir uma cultura de não-questionamento. É quase um pensamento estóico ao afirmar que a felicidade se encontra na não-felicidade, ou seja, a abstração do conceito de felicidade. Pense na questão de andar: nós simplesmente andamos, não paramos para buscar o conceito de como é andar. Diz a lenda que se você perguntar a uma centopéia como ela consegue andar com tantas pernas, ela não vai mais conseguir andar porque vai se concentrar no conceito de andar. O andar é dificílimo (por isso que a robótica hoje em dia não fez ainda - em larga escala e com eficiência - robôs humanóides, como aqueles dos filmes "Blade Runner", "Eu, robô" ou mesmo o simpático C-3PO de "Guerra nas estrelas"), mas nós andamos porque não nos concentramos no conceito de andar, simplesmente andamos!

Análogamente, se buscamos a felicidade, dividimos nossos pensamentos em duas vias: na felicidade e na busca dela. Se trabalharmos com a não-felicidade (ou seja, com a quebra do conceito da busca da felicidade) eliminaremos a busca pela felicidade e seremos apenas felizes!

Simples né? Mas muita gente não consegue perceber isso.

Dizem que a verdade nos libertará. Se a verdade é o destino e a liberdade a conseqüência, eu acredito que a filosofia é o caminho.
:-)

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Existe traição em amor platônico?

(Historiador do cotidiano)

Ontem estava eu e um casal de amigos conversando miolo de quartinha no centro comercial do meio do caminho quando surgiu o assunto sobre amores e paixões. Para encurtar a história, alguém ventilou a possibilidade de existir traição em amor platônico.

(...)

Não sou especialista nesse assunto de chifres, mas pelo que eu saiba: você só leva um chifre de alguém que namora contigo. Se você não namora, não tem como ser corno(a). Simples, prático e concreto.

Visto que a maior parte da minha audiência é feminina, eu lhes pergunto meninas - já que vocês são mais dadas a paixões platônicas do que nós homens: Vocês acreditam em traição em casos de amores platônicos? E por que?