"Parentes são amigos por obrigação, amigos são parentes por vocação".
(Luís da Câmara Cascudo)
"O tamanho da amizade não se mede pelo numero de visitas, mas pela alegria de cada reencontro"
(Luís da Câmara Cascudo)
Jornalistas não são meros investigadores da realidade que passam esse conteúdo apenas em forma de notícias e reportagens para a população. O jornalista caracteriza-se também pela imortalização - nas páginas do seu veículo midiático - como um historiador. Mas não um historiador de grandes eventos da humanidade e sim, essencialmente, um historiador do cotidiano. Seja, então, muito bem vindo, meu caro leitor!
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terça-feira, 21 de setembro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Pra que serve um amigo?
(autor desconhecido)
Pra que serve um amigo?
Pra tanta coisa... não é? Para Instalar o XP no computador
e não cobrar nada, mesmo perdendo horas e horas a fio!
Para trazer muamba do Paraguai e quase ser preso!
Para emprestar o carro e recebê-lo de volta com multa
e 21 pontos na carteira.
Pra rachar a gasolina, emprestar a prancha,
recomendar um cd, dar carona para festa, passar cola,
caminhar no shopping, segurar a barra.
Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.
A amizade é indispensável para o bom funcionamento
da memória e para a integridade do próprio eu.
Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises e choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos.
Um amigo não empresta apenas a prancha.
Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta
o tempo, empresta o calor e a jaqueta.
Um amigo não recomenda apenas um cd.
Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.
Um amigo não dá carona apenas para festa.
Te leva para o mundo dele e topa conhecer o teu.
Um amigo não passa apenas cola...
Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon.
Um amigo não caminha apenas no shopping.
Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo,
sai do fracasso ao teu lado.
Segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.
Duas dúzias de amigos assim, talvez, ninguém tem...
Se tiver um, amém!
Pra que serve um amigo?
Pra tanta coisa... não é? Para Instalar o XP no computador
e não cobrar nada, mesmo perdendo horas e horas a fio!
Para trazer muamba do Paraguai e quase ser preso!
Para emprestar o carro e recebê-lo de volta com multa
e 21 pontos na carteira.
Pra rachar a gasolina, emprestar a prancha,
recomendar um cd, dar carona para festa, passar cola,
caminhar no shopping, segurar a barra.
Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.
A amizade é indispensável para o bom funcionamento
da memória e para a integridade do próprio eu.
Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises e choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos.
Um amigo não empresta apenas a prancha.
Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta
o tempo, empresta o calor e a jaqueta.
Um amigo não recomenda apenas um cd.
Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.
Um amigo não dá carona apenas para festa.
Te leva para o mundo dele e topa conhecer o teu.
Um amigo não passa apenas cola...
Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon.
Um amigo não caminha apenas no shopping.
Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo,
sai do fracasso ao teu lado.
Segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.
Duas dúzias de amigos assim, talvez, ninguém tem...
Se tiver um, amém!
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Se seus amigos nao mudam, mude de amigos
"Se você não pode mudar seus amigos... mude seus amigos."
(If you can't change your friends... Change your friends!! autor: Jim Rohn)
Agora, pense comigo e responda francamente:
Algumas pessoas me escrevem dizendo que querem mudar, elas sabem que querem mudar, mas não conseguem. Querem parar de beber em excesso nas baladas, mas os amigos não deixam. Querem evitar falar de coisas negativas, mas os familiares (e a TV) não deixam. Querem passar a comportar-se de modo diferente, mas os amigos não querem que a pessoa mude.
Primeiro quero lembrar que elas não fazem isso por mal. Fazem porque querem você no grupo delas. Ocorre que o grupo delas pode não ser o grupo dos vencedores, dos que são felizes, dos que atingem o que outros não atingem. Nestes momentos, você precisa tomar aquela decisão dura e mudar seus amigos mudando de amigos. Não há opção. Como diz Jim Rhon, somos a média das pessoas com as quais convivemos. Por isso, cerque-se de pessoas que são como você deseja ser e torne-se uma estatística positiva. Onde estão seus novos futuros amigos neste instante?
(If you can't change your friends... Change your friends!! autor: Jim Rohn)
Agora, pense comigo e responda francamente:
Algumas pessoas me escrevem dizendo que querem mudar, elas sabem que querem mudar, mas não conseguem. Querem parar de beber em excesso nas baladas, mas os amigos não deixam. Querem evitar falar de coisas negativas, mas os familiares (e a TV) não deixam. Querem passar a comportar-se de modo diferente, mas os amigos não querem que a pessoa mude.
Primeiro quero lembrar que elas não fazem isso por mal. Fazem porque querem você no grupo delas. Ocorre que o grupo delas pode não ser o grupo dos vencedores, dos que são felizes, dos que atingem o que outros não atingem. Nestes momentos, você precisa tomar aquela decisão dura e mudar seus amigos mudando de amigos. Não há opção. Como diz Jim Rhon, somos a média das pessoas com as quais convivemos. Por isso, cerque-se de pessoas que são como você deseja ser e torne-se uma estatística positiva. Onde estão seus novos futuros amigos neste instante?
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quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Diferenças entre amigos e melhores amigos
Não existe melhor coisa que ter bons amigos para compartilhar nossas alegrias e momentos de felicidade, mas muito melhor é ter um "melhor amigo" para rir, depois, dos momentos de tristezas que atravessaram juntos. Sim, existem grandes diferenças entre amigos e melhores amigos.
Amigo : Pede permissão para pegar água ou comida.
Melhor amigo: É a razão pela qual não tem nem água e nem comida na geladeira.
Amigo : Chama seus pais de Senhor e Senhora.
Melhor amigo: tem mais intimidade que você com o Véio e com a Véia.
Amigo : Te tiraria da prisão.
Melhor amigo: Estaria ao seu lado dizendo: - "Putz, que cagada não? Será que vamos sair...
Amigo : Nunca te viu chorar.
Melhor amigo: Não diria a ninguém que te viu chorando, mas cagaria de dar risada de você depois que já não estivesse triste.
Amigo : Pede emprestadas suas coisas e em poucos dias devolve.
Melhor amigo: Perde o que pediu emprestado e diz: - "Porra meu, onde será que enfiei esta bosta?
Amigo : Só sabe algumas coisas sobre você.
Melhor amigo: Poderia escrever um livro com todas as besteiras que já fizeram junto.
Amigo : Te deixaria falar se os demais o fazem.
Melhor amigo: Manda à merda aos que te deixam falar.
Amigo : Muda o timbre para entrar na sua casa.
Melhor amigo: Chega na sua casa chutando a porta e gritando: - "Será que tem comida nesta casa..."
Amigo : Em geral somente são durante o período escolar ou de trabalho.
Melhor amigo: 24 horas do dia, 365 dias do ano pelo resto de sua vida.
Amigo : Tira a cerveja, ou o que estiver tomando quando vê que passou da conta
Melhor amigo: Cambaleando que nem um perú de véspera te convida a tomar outra em outro boteco pois o seu Zé está fechando a birosca.
Amigo : Pede permissão para pegar água ou comida.
Melhor amigo: É a razão pela qual não tem nem água e nem comida na geladeira.
Amigo : Chama seus pais de Senhor e Senhora.
Melhor amigo: tem mais intimidade que você com o Véio e com a Véia.
Amigo : Te tiraria da prisão.
Melhor amigo: Estaria ao seu lado dizendo: - "Putz, que cagada não? Será que vamos sair...
Amigo : Nunca te viu chorar.
Melhor amigo: Não diria a ninguém que te viu chorando, mas cagaria de dar risada de você depois que já não estivesse triste.
Amigo : Pede emprestadas suas coisas e em poucos dias devolve.
Melhor amigo: Perde o que pediu emprestado e diz: - "Porra meu, onde será que enfiei esta bosta?
Amigo : Só sabe algumas coisas sobre você.
Melhor amigo: Poderia escrever um livro com todas as besteiras que já fizeram junto.
Amigo : Te deixaria falar se os demais o fazem.
Melhor amigo: Manda à merda aos que te deixam falar.
Amigo : Muda o timbre para entrar na sua casa.
Melhor amigo: Chega na sua casa chutando a porta e gritando: - "Será que tem comida nesta casa..."
Amigo : Em geral somente são durante o período escolar ou de trabalho.
Melhor amigo: 24 horas do dia, 365 dias do ano pelo resto de sua vida.
Amigo : Tira a cerveja, ou o que estiver tomando quando vê que passou da conta
Melhor amigo: Cambaleando que nem um perú de véspera te convida a tomar outra em outro boteco pois o seu Zé está fechando a birosca.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Bons amigos não são mais que seis
Os bons amigos, aqueles que estão ao seu lado para o que der e vier, do tipo que chegam numa briga dando "voadora", não são mais de seis. É o que diz pesquisas recentes que ratificam o que nós já empiricamente sabíamos. Ademais, alguns estudos afirmam que, na adolescência, a amizade é fator primordial para reforçar a identidade, e na idade adulta o amigo passa a ser a testemunha de nossa história.
Tudo o que dizia o sentido comum ficou comprovado nos últimos anos com inumeráveis estudos: a amizade faz bem. É boa para a saúde, baixa o estresse, ajuda a levantar o ânimo, prolonga a vida. Outra intuição também comprovada: os bons amigos, os incondicionais, podem ser contados com os dedos das mãos, não são mais de cinco ou seis.
Difícil falar da amizade sem cair em frases feitas ou breguices comerciais. De qualquer maneira, todo mundo celebra esta relação, a mais livre e pura de todas as relações que um indivíduo pode ter. E quem não goza deste vínculo, com certeza, padece.
- "O motivo que leva uma pessoa a não ter amigos é porque está muito centrada no próprio umbigo, e costuma ser intolerante", assegura Ana Delgado, membro da Associação de Psicanalistas da Argentina. Stella Maris Rivadero, outra psicanalista, vai além:
- "A amizade é um índice de saúde mental . Na adolescência é fundamental para reforçar a identidade, e na idade adulta o amigo é uma testemunha e ator coadjuvante de nossa história. Ter amigos implica aceitar e ter o dom do amor, só assim se estabelece este circuito de dar e receber".
Por isso, conquanto esteja rodeado de pessoas, só alguns poucos terão importância.
Uma pesquisa do MSN Messenger perguntou a dez mil pessoas quantos amigos leais tinham tido na vida. 82% responderam seis. Outras pesquisas similares no MySpace e Facebook dizem que apesar das centenas de vínculos gerados na rede, os amigos reais são cinco. E esses amigos não são produto da tecnologia senão da proximidade. O cara a cara, lado a lado permanece vigente.
Os segredos para conservar uma grande amizade permanecem os mesmos: tolerância e entendimento. Aceitar o outro. Aceitá-lo com suas idas e voltas. Com seus acertos e enganos. Com suas mudanças.
Tudo o que dizia o sentido comum ficou comprovado nos últimos anos com inumeráveis estudos: a amizade faz bem. É boa para a saúde, baixa o estresse, ajuda a levantar o ânimo, prolonga a vida. Outra intuição também comprovada: os bons amigos, os incondicionais, podem ser contados com os dedos das mãos, não são mais de cinco ou seis.
Difícil falar da amizade sem cair em frases feitas ou breguices comerciais. De qualquer maneira, todo mundo celebra esta relação, a mais livre e pura de todas as relações que um indivíduo pode ter. E quem não goza deste vínculo, com certeza, padece.
- "O motivo que leva uma pessoa a não ter amigos é porque está muito centrada no próprio umbigo, e costuma ser intolerante", assegura Ana Delgado, membro da Associação de Psicanalistas da Argentina. Stella Maris Rivadero, outra psicanalista, vai além:
- "A amizade é um índice de saúde mental . Na adolescência é fundamental para reforçar a identidade, e na idade adulta o amigo é uma testemunha e ator coadjuvante de nossa história. Ter amigos implica aceitar e ter o dom do amor, só assim se estabelece este circuito de dar e receber".
Por isso, conquanto esteja rodeado de pessoas, só alguns poucos terão importância.
Uma pesquisa do MSN Messenger perguntou a dez mil pessoas quantos amigos leais tinham tido na vida. 82% responderam seis. Outras pesquisas similares no MySpace e Facebook dizem que apesar das centenas de vínculos gerados na rede, os amigos reais são cinco. E esses amigos não são produto da tecnologia senão da proximidade. O cara a cara, lado a lado permanece vigente.
Os segredos para conservar uma grande amizade permanecem os mesmos: tolerância e entendimento. Aceitar o outro. Aceitá-lo com suas idas e voltas. Com seus acertos e enganos. Com suas mudanças.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Amigos profissionais X amigos de verdade
A IMPORTÂNCIA DE UM AMIGO
Existem cinco estágios em uma carreira.
O primeiro estágio é aquele em que um funcionário precisa usar crachá, porque quase ninguém na empresa sabe o nome dele.
No segundo estágio, o funcionário começa a ficar conhecido dentro da empresa e seu sobrenome passa a ser o nome do departamento em que trabalha. Por exemplo, Heitor de contas a pagar.
No terceiro estágio, o funcionário passa a ser conhecido fora da empresa e o nome da empresa se transforma em sobrenome. Heitor do banco tal.
No quarto estágio, é acrescentado um título hierárquico ao nome dele: Heitor, diretor do banco tal.
Finalmente, no quinto estágio, vem a distinção definitiva. Pessoas que mal conhecem o Heitor passam a se referir a ele como 'o meu amigo Heitor, diretor do banco tal'.
Esse é o momento em que uma pessoa se torna, mesmo contra sua vontade, em 'amigo profissional' .
Existem algumas diferenças entre um amigo que é amigo e um amigo profissional.
Amigos que são amigos trocam sentimentos. Amigos profissionais trocam cartões de visita.
Uma amizade dura para sempre. Uma amizade profissional é uma relação de curto prazo e dura apenas enquanto um estiver sendo útil ao outro.
Amigos de verdade perguntam se podem ajudar. Amigos profissionais solicitam favores.
Amigos de verdade estão no coração. Amigos profissionais estão em uma planilha.
É bom ter uma penca de amigos profissionais. É isso que, hoje, chamamos networking, um círculo de relacionamentos puramente profissional.
Mas é bom não confundir uma coisa com a outra.
Amigos profissionais são necessários.
Amigos de verdade, indispensáveis.
Algum dia, e esse dia chega rápido, os únicos amigos com quem poderemos contar serão aqueles poucos que fizemos quando amizade era coisa de amadores.
(Max Gehringer)
Existem cinco estágios em uma carreira.
O primeiro estágio é aquele em que um funcionário precisa usar crachá, porque quase ninguém na empresa sabe o nome dele.
No segundo estágio, o funcionário começa a ficar conhecido dentro da empresa e seu sobrenome passa a ser o nome do departamento em que trabalha. Por exemplo, Heitor de contas a pagar.
No terceiro estágio, o funcionário passa a ser conhecido fora da empresa e o nome da empresa se transforma em sobrenome. Heitor do banco tal.
No quarto estágio, é acrescentado um título hierárquico ao nome dele: Heitor, diretor do banco tal.
Finalmente, no quinto estágio, vem a distinção definitiva. Pessoas que mal conhecem o Heitor passam a se referir a ele como 'o meu amigo Heitor, diretor do banco tal'.
Esse é o momento em que uma pessoa se torna, mesmo contra sua vontade, em 'amigo profissional' .
Existem algumas diferenças entre um amigo que é amigo e um amigo profissional.
Amigos que são amigos trocam sentimentos. Amigos profissionais trocam cartões de visita.
Uma amizade dura para sempre. Uma amizade profissional é uma relação de curto prazo e dura apenas enquanto um estiver sendo útil ao outro.
Amigos de verdade perguntam se podem ajudar. Amigos profissionais solicitam favores.
Amigos de verdade estão no coração. Amigos profissionais estão em uma planilha.
É bom ter uma penca de amigos profissionais. É isso que, hoje, chamamos networking, um círculo de relacionamentos puramente profissional.
Mas é bom não confundir uma coisa com a outra.
Amigos profissionais são necessários.
Amigos de verdade, indispensáveis.
Algum dia, e esse dia chega rápido, os únicos amigos com quem poderemos contar serão aqueles poucos que fizemos quando amizade era coisa de amadores.
(Max Gehringer)
domingo, 18 de maio de 2008
Sobre pessoas e relacionamentos
(Historiador do cotidiano)
Estava aqui pensando sobre o que ia escrever hoje. Pensei em começar com "notas de viagem", sobre a viagem de alguns dias que acabei de voltar. Mas não, fica para amanhã. Pensei em começar sobre a questão da síndrome de estocolmo, mas o artigo abaixo deste é suficiente.
Então pensei em escrever sobre relacionamentos. Sei que já escrevi sobre eles, mas esse é um assunto infinito. Nós - seres vivos - nos relacionamos como outros seres vivos, e todo contato é um tipo de relacionamento.
Namorar é uma das situações de relacionamento mais difíceis. Mas eu chego lá.
Relacionamentos são difíceis porque as pessoas não conseguem aceitar umas às outras. É sério... nós conhecemos as melhores pessoas em ambientes nada a ver; seja num hospital, numa livraria, ou mesmo num acidente de trânsito. O nosso amor verdadeiro aparece quando a gente menos espera, quando estamos descabelados, não vestidos de forma elegante (sabe aquela calça jeans surrada com uma camiseta básica?), quando estamos prontos para tudo - menos para encontrar alguém.
Por que faço essa ressalva? Porque quando conhecemos pessoas no colégio, universidade ou trabalho, normalmente nos relacionamos com interesses profissionais ou - quando muito - de amizade. Mas quando rola uma aproximação maior (uma amizade) você já conhece bem a outra pessoa, suas qualidades e seus defeitos. Nós entendemos que aquela outra pessoa não está pronta, não é perfeita, é falível e você aceita isso como normal.
Mas quando nós nos relacionamos com pessoas, com fundo afetivo, parece que essas expectativas mudam de figura. Não mais aceitamos que as pessoas errem, elas simplesmente precisam entrar nas nossas vidas de forma perfeita; as pessoas precisam ser perfeitas. Mas as pessoas não são perfeitas! Então construímos nossos relacionamentos em cima de pilares imperfeitos: eu e você.
Ora um relacionamento - seja de amizade, trabalho ou amoroso - se constrói em cima de pessoas imperfeitas, então não podemos esperar a perfeição da pessoa que está ao nosso lado. Não podemos esperar que as pessoas sejam exatamente o que (ou como) queremos. E é essa diferença que importa.
Ninguém é perfeito. E ninguém é perfeito para a outra pessoa.
Vou citar um exemplo pessoal: há quase uma década atrás, conheci através do irc uma menina enquanto conversávamos sobre linguagens de programação. Eu era da engenharia e ela de sistemas. Nós namoramos por um intervalo de quase dois solistícios. Ela fumava e eu sou alérgico - óbvio que ela não fumava quando eu estava por perto. Resultado? Ao longo de todo namoro conversamos sobre isso, com paciência e esforço - DOS DOIS - ela largou. O que eu quero mostrar com isso? Que as pessoas mudam, que as pessoas nunca serão iguais, que todo o universo se move - por que nós seríamos diferentes?
A única constante é a mudança. Coisas, e principalmente pessoas, não mudam da noite para o dia. Esse processo da minha ex levou meses! Eu sabia que ela tinha os problemas dela, ela sabia que eu tinha os meus, e nós sabíamos que às vezes errávamos. No início do relacionamento ela não estava pronta, não era perfeita. Mas durante o relacionamento também não e muito menos no término. Por que? Porque ninguém é perfeito! Eu também não era perfeito pra ela, nunca fui.
As pessoas não são perfeitas. Aceitamos isso em relacionamentos de amizade e em relacionamentos profissionais. Por que não aceitamos isso em relacionamentos amorosos?
Eu erro, e você também. Todos nós. Ontem posso ter sido desagradável, hoje levo meu ombro para suas lágrimas. Ontem você pode ter gritado e hoje chorado. Isso foi ontem... e hoje... não somos perfeitos, mas nos esforçamos. O futuro a Deus pertence, mas nossa experiência vai construir um amanhã melhor.
Então por que desistir numa topada? A vida é uma longa caminhada, e desistir é uma solução permanente para um problema temporário. Vejo casais completarem bodas (de casamento) de ouro, diamante, rubi... por que? Porque eles sabem que as pessoas com quem se relacionam não são perfeitas, que têm picos de humor, que riem e choram.
Os relacionamentos não são perfeitos porque as pessoas não são perfeitas. Mas cada dia construído junto é um passo adiante nessa longa e linda estrada que chamamos de vida.
Imperfeições acontecem, e errar é humano. São tropeços na estrada. Mas admitir o erro, se arrepender, levantar e sacudir a poeira, segurar a mão e continuar é exclusividade do amor.
Pense nisso, querida leitora, antes de crucificar seu relacionamento (ou a pessoa com quem você se relaciona) por uma topada.
Abraços, e lhe desejo uma excelente semana!
Estava aqui pensando sobre o que ia escrever hoje. Pensei em começar com "notas de viagem", sobre a viagem de alguns dias que acabei de voltar. Mas não, fica para amanhã. Pensei em começar sobre a questão da síndrome de estocolmo, mas o artigo abaixo deste é suficiente.
Então pensei em escrever sobre relacionamentos. Sei que já escrevi sobre eles, mas esse é um assunto infinito. Nós - seres vivos - nos relacionamos como outros seres vivos, e todo contato é um tipo de relacionamento.
Namorar é uma das situações de relacionamento mais difíceis. Mas eu chego lá.
Relacionamentos são difíceis porque as pessoas não conseguem aceitar umas às outras. É sério... nós conhecemos as melhores pessoas em ambientes nada a ver; seja num hospital, numa livraria, ou mesmo num acidente de trânsito. O nosso amor verdadeiro aparece quando a gente menos espera, quando estamos descabelados, não vestidos de forma elegante (sabe aquela calça jeans surrada com uma camiseta básica?), quando estamos prontos para tudo - menos para encontrar alguém.
Por que faço essa ressalva? Porque quando conhecemos pessoas no colégio, universidade ou trabalho, normalmente nos relacionamos com interesses profissionais ou - quando muito - de amizade. Mas quando rola uma aproximação maior (uma amizade) você já conhece bem a outra pessoa, suas qualidades e seus defeitos. Nós entendemos que aquela outra pessoa não está pronta, não é perfeita, é falível e você aceita isso como normal.
Mas quando nós nos relacionamos com pessoas, com fundo afetivo, parece que essas expectativas mudam de figura. Não mais aceitamos que as pessoas errem, elas simplesmente precisam entrar nas nossas vidas de forma perfeita; as pessoas precisam ser perfeitas. Mas as pessoas não são perfeitas! Então construímos nossos relacionamentos em cima de pilares imperfeitos: eu e você.
Ora um relacionamento - seja de amizade, trabalho ou amoroso - se constrói em cima de pessoas imperfeitas, então não podemos esperar a perfeição da pessoa que está ao nosso lado. Não podemos esperar que as pessoas sejam exatamente o que (ou como) queremos. E é essa diferença que importa.
Ninguém é perfeito. E ninguém é perfeito para a outra pessoa.
Vou citar um exemplo pessoal: há quase uma década atrás, conheci através do irc uma menina enquanto conversávamos sobre linguagens de programação. Eu era da engenharia e ela de sistemas. Nós namoramos por um intervalo de quase dois solistícios. Ela fumava e eu sou alérgico - óbvio que ela não fumava quando eu estava por perto. Resultado? Ao longo de todo namoro conversamos sobre isso, com paciência e esforço - DOS DOIS - ela largou. O que eu quero mostrar com isso? Que as pessoas mudam, que as pessoas nunca serão iguais, que todo o universo se move - por que nós seríamos diferentes?
A única constante é a mudança. Coisas, e principalmente pessoas, não mudam da noite para o dia. Esse processo da minha ex levou meses! Eu sabia que ela tinha os problemas dela, ela sabia que eu tinha os meus, e nós sabíamos que às vezes errávamos. No início do relacionamento ela não estava pronta, não era perfeita. Mas durante o relacionamento também não e muito menos no término. Por que? Porque ninguém é perfeito! Eu também não era perfeito pra ela, nunca fui.
As pessoas não são perfeitas. Aceitamos isso em relacionamentos de amizade e em relacionamentos profissionais. Por que não aceitamos isso em relacionamentos amorosos?
Eu erro, e você também. Todos nós. Ontem posso ter sido desagradável, hoje levo meu ombro para suas lágrimas. Ontem você pode ter gritado e hoje chorado. Isso foi ontem... e hoje... não somos perfeitos, mas nos esforçamos. O futuro a Deus pertence, mas nossa experiência vai construir um amanhã melhor.
Então por que desistir numa topada? A vida é uma longa caminhada, e desistir é uma solução permanente para um problema temporário. Vejo casais completarem bodas (de casamento) de ouro, diamante, rubi... por que? Porque eles sabem que as pessoas com quem se relacionam não são perfeitas, que têm picos de humor, que riem e choram.
Os relacionamentos não são perfeitos porque as pessoas não são perfeitas. Mas cada dia construído junto é um passo adiante nessa longa e linda estrada que chamamos de vida.
Imperfeições acontecem, e errar é humano. São tropeços na estrada. Mas admitir o erro, se arrepender, levantar e sacudir a poeira, segurar a mão e continuar é exclusividade do amor.
Pense nisso, querida leitora, antes de crucificar seu relacionamento (ou a pessoa com quem você se relaciona) por uma topada.
Abraços, e lhe desejo uma excelente semana!
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domingo, 26 de agosto de 2007
Ex / passado / futuro / responsabilidades
(Historiador do cotidiano)
Muito bom dia queridos(as) leitores(as),
O artigo de hoje é reflexivo, mas prometo não ser extenso.
Ontem à noite eu sai, fui dar uma volta numa rua bem frequentada daqui. É interessante ver as pessoas dos mais diversos signos interagirem entre si... Mas, mais que isso, estava uma noite bonita e a lua merecia ser admirada.
Uma das coisas que me peguei pensando foi na minha ex-namorada. Por que sempre lembramos das ex com uma saudade melancólica, ao invés de lembrarmos dos motivos pelos quais acabamos? Acredito que boa parte da humanidade não tem maturidade emocional para não viver de lembranças do passado - e aqui não me refiro só a relacionamentos, mas também às diversões lúdicas, brincadeiras da época de criança, os jogos escolares, as colas e provas, os brinquedos, as saídas, as presepadas, os amigos que não moram mais aqui, e por ai vai.
Vejam bem, não acho ruim que tenhamos boas histórias para contarmos (ou não contarmos, já que sempre tem aquelas que jamais serão reveladas). O que acredito ser ruim é quando as pessoas se prendem ao passado, não se libertam para viver o presente.
Mas essa libertação, essa quebra - de correntes, preconceitos e paradigmas - requer muito esforço pessoal. É hercúleo o trabalho de deixar o passado seguir em frente, e de se abrir à novas experiências. E eu esperava que quanto mais idade as pessoas tivessem, mais elas pudessem se libertarem.
Para toda exceção sempre tem uma regra né? Ou é ao contrário? (rs rs).
Acredito que vocês concordarão comigo: a distância não separa as pessoas - não tanto quanto poderia, num planeta com internet - e sim as pessoas que se separam umas das outras, se afastam e negam o contato pessoal.
E você? Será que você também comete esse erro de ficar se prendendo ao passado?
A outra questão de hoje é sobre responsabilidades. Eu aprendi com um mestre que, se você tem uma oportunidade na mão, aproveite-a! Não me refiro a "Lei de Gerson", mas sim à questão de você fazer o que pode na hora que deve. Projetos são para entrarmos de cabeça, ou não entrarmos. Não existe meio termo.
Vamos rever um conceito que expliquei aqui uns dias atrás: "Não tente! Faça ou não faça. Não existe o tentar". Pois é, se aplicarmos isso aos projetos teremos: não entre parcialmente num projeto. Ou entre ou não entre. Quem se engaja pensando numa possível desistência, já desistiu e não teve coragem de assumir.
Vamos supor que você seja de uma área X endenda de X/A, X/B e X/C. Mas então surge um projeto que envolve X/D, você vai deixar de participar só porque ainda não conheceu a fundo aquela área do conhecimento? Não! Principalmente enquanto ainda estamos na universidade - que é nossa hora de fazermos e termos experiência supervisionada: se fazemos algo direito, levamos a fama; se erramos, os professores levam a culpa por não terem orientado direito, e; independente do resultado, aprendemos MUITO!
Não pretendo ensinar aqui a ninguém a fazer projetos, isso é responsabilidade das pessoas aprenderem. O que importa aqui é a atitude. Faça! Lute! Batalhe! A História não é escrita pelas pessoas mais-ou-menos. Ou você já ouviu falar em alguém "O médio"? Não! É sempre "Alexandre, o grande"!
E Júlio César? Sua célebre frase "veni, vidi, vici" (vim, vi e venci) traduz toda a postura que devemos assumir: irmos ao nosso objetivo, analisarmos e cumprirmos!
E você? Como ficará na História? "O(a) grande" ou "o(a) médio(a) ou mesmo pequeno(a)"?
FAÇA SUA PARTE, AGORA!
Não deixe para amanhã o que pode ser feito agora.
Retomo aqui o artigo anterior: sobre missões. Às vezes recebemos missões (tarefas, objetivos) das quais não queremos cumprir - pelos mais variados motivos e desculpas esfarrapadas - então volta-se ao ponto: missão não se escolhe nem se discute, ela foi recebida e tem que ser cumprida. (Existem aquelas raras missões que são contrárias à ética, mas não é dessas que me refiro). Missão não se escolhe nem se discute. Missão se cumpre!
Abraços, muito obrigado pela visita, um ótimo domingo e uma excelente semana para você!
Muito bom dia queridos(as) leitores(as),
O artigo de hoje é reflexivo, mas prometo não ser extenso.
Ontem à noite eu sai, fui dar uma volta numa rua bem frequentada daqui. É interessante ver as pessoas dos mais diversos signos interagirem entre si... Mas, mais que isso, estava uma noite bonita e a lua merecia ser admirada.
Uma das coisas que me peguei pensando foi na minha ex-namorada. Por que sempre lembramos das ex com uma saudade melancólica, ao invés de lembrarmos dos motivos pelos quais acabamos? Acredito que boa parte da humanidade não tem maturidade emocional para não viver de lembranças do passado - e aqui não me refiro só a relacionamentos, mas também às diversões lúdicas, brincadeiras da época de criança, os jogos escolares, as colas e provas, os brinquedos, as saídas, as presepadas, os amigos que não moram mais aqui, e por ai vai.
Vejam bem, não acho ruim que tenhamos boas histórias para contarmos (ou não contarmos, já que sempre tem aquelas que jamais serão reveladas). O que acredito ser ruim é quando as pessoas se prendem ao passado, não se libertam para viver o presente.
Mas essa libertação, essa quebra - de correntes, preconceitos e paradigmas - requer muito esforço pessoal. É hercúleo o trabalho de deixar o passado seguir em frente, e de se abrir à novas experiências. E eu esperava que quanto mais idade as pessoas tivessem, mais elas pudessem se libertarem.
Para toda exceção sempre tem uma regra né? Ou é ao contrário? (rs rs).
Acredito que vocês concordarão comigo: a distância não separa as pessoas - não tanto quanto poderia, num planeta com internet - e sim as pessoas que se separam umas das outras, se afastam e negam o contato pessoal.
E você? Será que você também comete esse erro de ficar se prendendo ao passado?
A outra questão de hoje é sobre responsabilidades. Eu aprendi com um mestre que, se você tem uma oportunidade na mão, aproveite-a! Não me refiro a "Lei de Gerson", mas sim à questão de você fazer o que pode na hora que deve. Projetos são para entrarmos de cabeça, ou não entrarmos. Não existe meio termo.
Vamos rever um conceito que expliquei aqui uns dias atrás: "Não tente! Faça ou não faça. Não existe o tentar". Pois é, se aplicarmos isso aos projetos teremos: não entre parcialmente num projeto. Ou entre ou não entre. Quem se engaja pensando numa possível desistência, já desistiu e não teve coragem de assumir.
Vamos supor que você seja de uma área X endenda de X/A, X/B e X/C. Mas então surge um projeto que envolve X/D, você vai deixar de participar só porque ainda não conheceu a fundo aquela área do conhecimento? Não! Principalmente enquanto ainda estamos na universidade - que é nossa hora de fazermos e termos experiência supervisionada: se fazemos algo direito, levamos a fama; se erramos, os professores levam a culpa por não terem orientado direito, e; independente do resultado, aprendemos MUITO!
Não pretendo ensinar aqui a ninguém a fazer projetos, isso é responsabilidade das pessoas aprenderem. O que importa aqui é a atitude. Faça! Lute! Batalhe! A História não é escrita pelas pessoas mais-ou-menos. Ou você já ouviu falar em alguém "O médio"? Não! É sempre "Alexandre, o grande"!
E Júlio César? Sua célebre frase "veni, vidi, vici" (vim, vi e venci) traduz toda a postura que devemos assumir: irmos ao nosso objetivo, analisarmos e cumprirmos!
E você? Como ficará na História? "O(a) grande" ou "o(a) médio(a) ou mesmo pequeno(a)"?
FAÇA SUA PARTE, AGORA!
Não deixe para amanhã o que pode ser feito agora.
Retomo aqui o artigo anterior: sobre missões. Às vezes recebemos missões (tarefas, objetivos) das quais não queremos cumprir - pelos mais variados motivos e desculpas esfarrapadas - então volta-se ao ponto: missão não se escolhe nem se discute, ela foi recebida e tem que ser cumprida. (Existem aquelas raras missões que são contrárias à ética, mas não é dessas que me refiro). Missão não se escolhe nem se discute. Missão se cumpre!
Abraços, muito obrigado pela visita, um ótimo domingo e uma excelente semana para você!
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