Mostrando postagens com marcador passado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador passado. Mostrar todas as postagens

domingo, 12 de abril de 2009

Na minha memoria não!

(Historiador do cotidiano)

São 22:09h de domingo, 12 de abril. Na Globo, no Fantástico, está passando uma reportagem sobre memória, e sobre a capacidade da ciência em apagar as memórias.

A possibilidade é intrigante. Num dos instantes o repórter pergunta: "Se você pudesse, o que apagaria da sua memória?"

A minha resposta é curta e grossa: "Nada!"

Tenho memórias ruins, mas quem não as tem? Pode ter sido um problema intestinal, uma dor, um chute no saco, uma desilusão (amorosa, religiosa, de amizade, ou o que for), pode ter sido algo que você fez, pode ter sido algo que fizeram contigo, pode ter sido muita coisa.

Mas o que eu apagaria? Absolutamente nada. Por que? Porque quem sou hoje em dia é fruto do que eu vivi. Tanto as coisas boas como as coisas ruins.

Eu sou hoje fruto do que vivi ontem. Sem o ontem eu não seria o que sou hoje, e não teria os parâmetros corretos para ser melhor amanhã.

Alterar recordações? Na minha memória não!

E na sua?

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Deja vu

(Historiador do cotidiano)

Hoje eu senti medo

Hoje eu me assustei. De verdade. Acredito que todos nós já tivemos deja vu's - algo como "já ter visto", quando temos a impressão de vivermos algo que já vimos antes - em maior ou menor escala. Existem várias e várias teorias para (tentar) explicar os deja vus mas nenhuma é definitiva. Dizem que quanto mais você viaja - e mais altera sua rotina - mais deja vus você tem.

Normalmente isso não é problema. É estranho, é desconfortável ou mesmo desconcertante, mas não costuma ser problema. Mas hoje eu me assustei. Hoje eu estava num auditório, com umas 50 ou 60 pessoas, e me vi vivendo algo que tinha sonhado uns anos atrás.

Não sei dizer quanto tempo, sei que sonhei com isso. Na época eu ainda andava de mochila. Devo ter passado mais de uma metade de década sem usar mochilas. Lembro como se fosse hoje... o auditório, a posição que estava sentado, a mesa, as cadeiras, as pessoas, a mochila. Céus, quando eu sonhei isso o auditório nem sequer existia! E hoje foi a primeira vez na vida que botei meus pés nele.

Por alguns instantes eu me apavorei. Não sabia se o que via era meu cérebro se recordando do sonho, ou o sonho sendo pura e simples realidade. Tudo bem, eu sabia... mas me assustei. Acredito que nunca tive um deja vu como este. Nunca as coisas vieram tão à mente como hoje, parece até que eu sabia o que as pessoas iam falar.

Alguns anos atrás, quando sonhei, lembro de ter acordado e tentado lembrar as pessoas. Eram pessoas que nunca tinha visto na vida, num local que eu nunca tinha estado - o auditório sequer existia! - e hoje tudo aconteceu como no sonho de muitos e muitos anos atrás.

Hoje eu parei e pensei... pensei em tudo que já sonhei (ou pelo menos algumas coisas). Será que esses sonhos vão se tornar realidade daqui há alguns anos? Se sim, daqui há quanto tempo?

Hoje...

Hoje eu tive medo...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Cicatrizes

(Historiador do cotidiano)


Cicatrizes

Todos nós temos cicatrizes. Muitas. Uns mais que outros. Me orgulho de todas as minhas cicatrizes: elas foram escritas em mim pela minha vida. Elas são as provas irrefutáveis que vivi. As cicatrizes são escritas em nossas vidas através de sangue e lágrimas.

Todas minhas gotas de sangue e de lágrimas foram honradas, são honradas, e sempre serão!

É meu passado que carrego comigo. Minhas cicatrizes mostram quem fui ontem, quem sou hoje, como vivo e vivi, e ventilam como pretendo ser amanhã. São minhas impressões digitais impalpáveis.

Minha cicatrizes não são físicas - tenho pouquíssimas dessas - mas sim são cicatrizes da alma.

Minhas cicatrizes são o orgulho do meu passado, a glória do meu presente, e serão elas que manterão minha honra por todo sempre. Minhas cicatrizes me trouxeram até aqui.

Essas são as minhas cicatrizes.

E quais são as suas?

domingo, 26 de agosto de 2007

Ex / passado / futuro / responsabilidades

(Historiador do cotidiano)

Muito bom dia queridos(as) leitores(as),

O artigo de hoje é reflexivo, mas prometo não ser extenso.

Ontem à noite eu sai, fui dar uma volta numa rua bem frequentada daqui. É interessante ver as pessoas dos mais diversos signos interagirem entre si... Mas, mais que isso, estava uma noite bonita e a lua merecia ser admirada.

Uma das coisas que me peguei pensando foi na minha ex-namorada. Por que sempre lembramos das ex com uma saudade melancólica, ao invés de lembrarmos dos motivos pelos quais acabamos? Acredito que boa parte da humanidade não tem maturidade emocional para não viver de lembranças do passado - e aqui não me refiro só a relacionamentos, mas também às diversões lúdicas, brincadeiras da época de criança, os jogos escolares, as colas e provas, os brinquedos, as saídas, as presepadas, os amigos que não moram mais aqui, e por ai vai.

Vejam bem, não acho ruim que tenhamos boas histórias para contarmos (ou não contarmos, já que sempre tem aquelas que jamais serão reveladas). O que acredito ser ruim é quando as pessoas se prendem ao passado, não se libertam para viver o presente.

Mas essa libertação, essa quebra - de correntes, preconceitos e paradigmas - requer muito esforço pessoal. É hercúleo o trabalho de deixar o passado seguir em frente, e de se abrir à novas experiências. E eu esperava que quanto mais idade as pessoas tivessem, mais elas pudessem se libertarem.

Para toda exceção sempre tem uma regra né? Ou é ao contrário? (rs rs).

Acredito que vocês concordarão comigo: a distância não separa as pessoas - não tanto quanto poderia, num planeta com internet - e sim as pessoas que se separam umas das outras, se afastam e negam o contato pessoal.

E você? Será que você também comete esse erro de ficar se prendendo ao passado?

A outra questão de hoje é sobre responsabilidades. Eu aprendi com um mestre que, se você tem uma oportunidade na mão, aproveite-a! Não me refiro a "Lei de Gerson", mas sim à questão de você fazer o que pode na hora que deve. Projetos são para entrarmos de cabeça, ou não entrarmos. Não existe meio termo.

Vamos rever um conceito que expliquei aqui uns dias atrás: "Não tente! Faça ou não faça. Não existe o tentar". Pois é, se aplicarmos isso aos projetos teremos: não entre parcialmente num projeto. Ou entre ou não entre. Quem se engaja pensando numa possível desistência, já desistiu e não teve coragem de assumir.

Vamos supor que você seja de uma área X endenda de X/A, X/B e X/C. Mas então surge um projeto que envolve X/D, você vai deixar de participar só porque ainda não conheceu a fundo aquela área do conhecimento? Não! Principalmente enquanto ainda estamos na universidade - que é nossa hora de fazermos e termos experiência supervisionada: se fazemos algo direito, levamos a fama; se erramos, os professores levam a culpa por não terem orientado direito, e; independente do resultado, aprendemos MUITO!

Não pretendo ensinar aqui a ninguém a fazer projetos, isso é responsabilidade das pessoas aprenderem. O que importa aqui é a atitude. Faça! Lute! Batalhe! A História não é escrita pelas pessoas mais-ou-menos. Ou você já ouviu falar em alguém "O médio"? Não! É sempre "Alexandre, o grande"!

E Júlio César? Sua célebre frase "veni, vidi, vici" (vim, vi e venci) traduz toda a postura que devemos assumir: irmos ao nosso objetivo, analisarmos e cumprirmos!

E você? Como ficará na História? "O(a) grande" ou "o(a) médio(a) ou mesmo pequeno(a)"?

FAÇA SUA PARTE, AGORA!
Não deixe para amanhã o que pode ser feito agora.

Retomo aqui o artigo anterior: sobre missões. Às vezes recebemos missões (tarefas, objetivos) das quais não queremos cumprir - pelos mais variados motivos e desculpas esfarrapadas - então volta-se ao ponto: missão não se escolhe nem se discute, ela foi recebida e tem que ser cumprida. (Existem aquelas raras missões que são contrárias à ética, mas não é dessas que me refiro). Missão não se escolhe nem se discute. Missão se cumpre!

Abraços, muito obrigado pela visita, um ótimo domingo e uma excelente semana para você!