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sábado, 12 de julho de 2008

Filosofia do camelo

FILOSOFIA DO CAMELO

Uma mãe e um bebê camelo, estavam por ali, à toa, quando de repente o bebê camelo perguntou:

- Por que os camelos têm córcovas?

- Bem, meu filhinho, nós somos animais do deserto, precisamos das corcovas para reservar água e por isso mesmo somos conhecidos por sobreviver sem água.

- Certo, e por que nossas pernas são longas e nossas patas arredondadas?

- Filho, certamente elas são assim para permitir caminhar no deserto. Sabe, com essas pernas longas eu mantenho meu corpo mais longe do chão do deserto que é mais quente que a temperatura do ar e assim fico mais longe do calor. Quanto às patas arredondadas eu posso me movimentar melhor devido à consistência da areia! - disse a mãe.

- Certo! Então, por que nossos cílios são tão longos? De vez em quando eles atrapalham minha visão.

- Meu filho! Esses cílios longos e grossos são como uma capa protetora para os olhos. Eles ajudam na proteção dos seus olhos quando atingidos pela areia e pelo vento do deserto! - respondeu a mãe com orgulho.

- Tá. Então a corcova é para armazenar água enquanto cruzamos o deserto, as pernas para caminhar através do deserto e os cílios são para proteger meus olhos do deserto. Então o que é que estamos fazendo aqui no Zoológico???

Moral da história:
"Habilidade, conhecimento, capacidade e experiências, só são úteis se você estiver no lugar certo!"

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Frase do dia

"Em terra de sapo, mosca não dá rasante"

domingo, 5 de agosto de 2007

Debate: toda mulher quer ser puta?

(Historiador do cotidiano)


Existe uma coisa fascinante na comunicação humana, chamada "orkut". Sério mesmo, apesar de todos os males relacionados a ele, é um espaço pseudo-democrático de debates.

Uma comunidade que eu gosto muito se chama "Filosofia para não-filósofos", que você pode entrar através desse link:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=64968

Uma coisa que eu realmente adoro da comunidade são os debates desprovidos de preconceitos [na maioria das vezes] que nos levam à reflexões não antes plausíveis por estarmos sempre amarrados demais ao nosso próprio mundo umbigal.

Particularmente chamo atenção a um tópico criado pela "prof. Carla" (inclusive no perfil dela tem um vídeo muito interessante), o debate "Toda mulher quer ser puta", que pode ser acessado neste link:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=64968&tid=2547421931638903808&start=1

Na abertura do debate, a Carla dá a entender que "puta" que ela se refere é a mulher livre de preconceitos sociais (não é aquela mulher que vende o próprio corpo). Vamos desprezar algumas respostas dos homens e pegar respostas das mulheres para analisar, afinal elas que estão diretamente no cerne do debate.

Primeiro vem uma Suely (mulher mais velha, já com faculdade concluída e bem vivida) afirmar que "toda mulher é uma puta a não ser as que não pretendem ter um homem"; mais adiante a Paula (adolescente de colégio, que não se decidiu ainda sequer em qual faculdade vai entrar) reclamar da generalização; a Rose desabafa que "gostaria de ter vários homens em um homem só" (e não seria isso que nós homens também esperamos das mulheres?); a Janaína começa com uma conceituação aparentemente preconceituosa, mas deixa claro que toda mulher quer ter liberdade dentro de quatro paredes, ser uma "mulher inteira, mulher de verdade"; a Nany demonstra uma conceituação totalmente preconceituosa ao demonstrar que não conseguiu compreender os argumentos de suas antecessoras e de abordar o tema da igualdade feminina que NÃO é o que está em debate (e sobre isso tenho um sério questionamento: todas as mulheres querem ter os mesmos direitos que os homens, tudo bem, eu concordo; mas apesar de assumir os mesmos direitos, elas não querem assumir as mesmas responsabilidades. Isso já é contraditório e depreciativo)...

Mas o argumento que mais chamou a minha atenção foi o da Suely o qual transcrevo na íntegra:
"Qual a diferença da mulher que...
Troca o corpo por dinheiro para uma mulher que troca o corpo por um casamento, a posição social que esse casamento vai dar, a certeza de um investimento numa pensão caso haja uma separação e outras formas de prostituição "legalizadas"?

Quase nenhuma não é?
Mas como não posso generalizar tenho que analisar outras formas de como a mulher quer ser puta que não sejam essas formas "legalizadas", eu entendi que a dona do tópico, quando disse que toda mulher quer ser puta, estava se referindo à mulher que quer ser a amante completa e ideal para o seu homem fazendo inclusive coisas que muitos homens casados têm que pagar para uma prostituta fazer porque suas esposas puritanas, "as prostitutas legalizadas" acham indecente fazer, como por exemplo, sexo oral, sexo anal, passar leite condensado no pênis do marido e lamber todinho, 69 e outras sacanagens que todos os homens gostam mas as senhoras decentes se recusam a aceitar porque são "coisas de putas"."

Choca um pouco a posição da Suely, não concordam? Eu concordo. Mas eu também concordo 100% com ela.

O que importa aqui, mais até que o debate sobre a liberdade da mulher, é a liberdade do pensamento. As mulheres costumam se auto-engaiolarem em idéias pre-concebidas anteriormente.

Há cerca de 90 anos, uma jovem chamada Mary Phelps Jacobs inventou o sutiã, que nasceu como gesto de rebeldia contra os espartilhos. Nesse mesmo intuito de quebra de paradigmas, na década de 60 as mulheres queimaram sutiãs em praça pública.

E você, minha querida leitora, por que continua com seu sutiã psico-emocional?

Na minha memória ressoa uma frase que ouvi há alguns anos... "mente é igual a paraquedas: só funciona aberta".

E você, minha querida leitora, já queimou seu sutiã hoje?

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Filosofia versus psicologia

(Historiador do cotidiano)

Se...


Grandes mentes discutem idéias
Mentes médias discutem eventos
E mentes pequenas discutem pessoas...

Acho que já entendi a diferença entre filosofia e psicologia!
rs rs rs

E você, o que acha da afirmação acima?


Abraços, e uma excelente semana para ti

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Filosofia Playmobil

(Historiador do cotidiano)

Frase do dia

FILOSOFIA PLAYMOBIL:

"Nada do que você possa fazer vai tirar esse sorriso do meu rosto!"

Hoje é sexta-feira!!! Excelente final de semana a todo mundo!
:-)

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Realidade... ou não

(Historiador do cotidiano)

Começo a questionar a realidade. Ela não é tão física quanto tenho a sensação de tocá-la. Primeiramente que não vemos as coisas, vemos a luz que é refletida delas (ou emitida em caso de lâmpadas, televisores ou sol).

No MSN hoje tive uma conversa estranha... leia e me conte o que achou:

A pessoa me falou que "
a vida é assim mesmo; a vida só é vida porque é um conto de fatos, e não um conto de fadas"

Será?

- Já ouviu falar em RPG?
- É um jogo onde vocês criam uma situação e interpretam aquilo como se fosse realidade
- Certo... abstraia o aspecto "jogo", tire o G da sigla. Então o que você entenderia por RP?
- Realidade interpretada
- Realidade interpretada ou paralela?
- Paralela
- Porque a interpretação da realidade paralela é o fazer o RP, mas não é o RP
- ...
- Certo... Então temos pessoas com realidades reais imersas em universos paralelos, correto?
- Mas tem gente que fica doido com isso. Pelo menos fica sem noção. Conheço bem uns três que se esqueceram da própria realidade, para viver isso daí
- E o que é a própria realidade? (não responda, vamos voltar ao escopo principal): Certo... então temos pessoas com realidades reais imersas em universos paralelos, correto?
- Mas nem todo mundo vive isso de realidades paralelas
- Será?
- Então a vida também é um conto de fadas para jogadores de rpg? É isso que você quer me dizer? Eu não vivo essa imersão
- Não, o que quero provar é que a vida é um conto de fadas para todo mundo. Mas vamos devagar que o andor é de barro.
- Entendo o que você quer concluir: nossos planos e metas da vida
- Não exatamente. (...) Veja bem, você disse que nem todo mundo vive isso... Bem... Você já notou que bacana conversarmos ao vivo como agora? Olhando um no olho do outro e sentindo o vento frio da noite?
- (...)
- Ops, não estamos ao vivo! A minha realidade física não é a sua... Estamos trocando bits de cor através de vias expressas de eletromagnetismo
- Hum... concordo
- Então a realidade da nossa conversa é abstrata. Sendo abstrata, ela é paralela, não real
- Mas a conversa é real! E o contato é abstrato!
- Não. A sensação da conversa é real, a conversa em si não
- Você tem certeza que é de comunicação? Não de filosofia?
- Tenho, por isso questiono a própria comunicação. Mas vamos lá...
- Tudo bem, de forma não imaginada antes mas... admito que concordo com você
- Temos uma comunicação em um ambiente abstrato, mas estamos essencialmente inseridos na realidade paralela
- Hum... prossiga
- Então essa imersão em realidades paralelas (leia-se "RP" ) acontece com mais freqüência do que imaginamos, em tempo presente (...) (não em tempo futuro quando falamos em metas e planos)
- Ave Maria... quanta informação de uma só vez
- Então me diz o que você está achando da transformação em real do conceito de abstração da realidade que antes você imaginava só existir nos jogos?
- Interessante, mas como você conclui, até o presente instante?
- A minha conclusão é que temos um cisco no olho que não nos permite ver a realidade real: que vivemos imersos em realidades paralelas mais do que em reais


E pára por aqui. A continuação dessa conversa será publicada outro dia. Se você achou que a abstração foi longe demais agora, tem que ver a segunda parte.
rs rs rs

E aí? Começou a ver o RP com outros olhos?

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Sobre ações certas e erradas

(Historiador do cotidiano)

Hoje quero apenas deixar uma frase do filósofo John Stuart Mill, que viveu no século XIX, sobre nossas ações e atitudes:

"As ações são certas na medida que promovem a felicidade; são erradas na medida em que produzem o inverso da felicidade"

(Extraído do livro: MILL, John Stuart. Utilitarism. 2a edição. Indianópolis (EUA): Hackett, 2001; página 7)

domingo, 20 de maio de 2007

Sobre relacionamentos

(Historiador do cotidiano)

Fragmento extraído de e-mail que acabei de enviar:

Essa questão do gostar de alguém é complicada. As mulheres insistem muito em discussões de relacionamento (DR's), que é uma coisa que nós homens corremos fora.

Ando lendo sobre filosofia e a teoria libertina tem me fascinado: ela estuda que não é o amor que leva ao contato físico e sim ao contrário. Ou seja, quando estamos bem fazemos amor, mas quando não estamos, não fazemos. Esse não fazer gera um distanciamento maior, que é agravado com as brigas, que por sua vez geram mais distanciamento... e então cai-se num ciclo vicioso que, inevitavelmente, culminará no desgaste e conseqüente término da relação.

Talvez se as pessoas tentassem o caminho inverso, fossem mais felizes: homens gostam do contato físico, não de discutir relacionamento. Eles podem amar como for as mulheres, fazerem tudo para elas e não questionarem nada. Mas mesmo assim, TODOS OS HOMENS DETESTAM DISCUTIR RELACIONAMENTO. Odeiam mesmo. Eles fogem das DR's como o coisa ruim foge da Cruz. Um homem pode amar uma mulher o máximo que for possível, mas se ela insistir em DRs ele vai acabar o namoro. Ele prefere ficar só do que discutir relacionamento. Falo isso embasado nas conversas com todos os homens que conheço.

Então as mulheres não podem vir com chorumelas dizendo que fazem a parte delas. Não fazem. Chegam nem perto. A maior parte das mulheres entra em namoros já com o pé esquerdo, porque:
1. Esperam que o cara reconquiste elas todos os dias; mas não faz nada para conquistá-los
2. Esperam mil surpresas; mas não fazem nenhuma
3. Esperam que o homem as defendam emocionalmente; quando na realidade elas que deveriam ser fortes
4. Submetem suas emoções à fatores até como se vai chover; enquanto nenhum homem gosta de ser "muleta emocional"
5. Acreditam que ficar falando sobre relacionamento vai melhorar ele; enquanto os homens compreendem que não existe uma entidade física chamada relacionamento

Dentre outros pontos que prefiro não mencionar.

Esse quinto ponto é importantíssimo: as mulheres lidam com relacionamentos como se fossem seres vivos, entidades físicas. Não são. Os homens consideram que as pessoas namoram, e estão juntas, porque ambas são pessoas de bem com a vida que quando estão juntos se divertem, riem, brincam, conversam muito. Então o namoro é estar ao lado de uma pessoa feliz. Se aquela pessoa do seu lado vive triste, os homens se sentem muletas emocionais tendo que ouvir por horas a fio alguém resmungar do seu lado, e depois vem dizer que tem que botar para fora o que pensa senão vai ficar ruim o relacionamento; quando é exatamente o contrário: estamos juntos porque gostamos de estarmos juntos nos momentos felizes.

Recomendo que vocês leiam dois textos do meu blog:
http://historiadordocotidiano.blogspot.com/2007/01/medo-de-perder.html - Sobre o medo de perder, escrito pelo psicólogo Antônio Roberto Soares, e;
http://historiadordocotidiano.blogspot.com/2006/12/sobre-postura-das-mulheres-na.html - onde analiso o que penso sobre o comportamento das mulheres

EDIÇÃO DO ARTIGO: Abaixo segue a resposta que recebi, envolvendo o aspecto acima comentado.

Oie,

Gostei muito de tuas palavras, mas acho que tem um pouco de preconceito. Não acho que as mulheres gostam de DR's, acho que elas procuram organizar mais o que está saindo do trilho e às vezes cometem excessos, levando assim a muitas discussões. Na minha experiência profissional de psicóloga tenho visto muitos homens procurando ajuda porque estão justamente sentindo falta de discutir suas relações e acabam fantasiando que suas companheiras não estão mais os amando ou estão tendo um caso.

O que percebo é que depende muito da personalidade de cada um e do encontro do casal (nota do blogueiro: encontro em termos de quantidade e qualidade). Isso é que determina se eles são mais ou menos questionadores no relacionamento.


EDIÇÃO DO ARTIGO: E agora a resposta que enviei.

Olá,

Sei que existem homens que até não pensam como eu - viva a diversidade! - mas não são maioria.

(...)

Eu tento seguir uma cultura de não-questionamento. É quase um pensamento estóico ao afirmar que a felicidade se encontra na não-felicidade, ou seja, a abstração do conceito de felicidade. Pense na questão de andar: nós simplesmente andamos, não paramos para buscar o conceito de como é andar. Diz a lenda que se você perguntar a uma centopéia como ela consegue andar com tantas pernas, ela não vai mais conseguir andar porque vai se concentrar no conceito de andar. O andar é dificílimo (por isso que a robótica hoje em dia não fez ainda - em larga escala e com eficiência - robôs humanóides, como aqueles dos filmes "Blade Runner", "Eu, robô" ou mesmo o simpático C-3PO de "Guerra nas estrelas"), mas nós andamos porque não nos concentramos no conceito de andar, simplesmente andamos!

Análogamente, se buscamos a felicidade, dividimos nossos pensamentos em duas vias: na felicidade e na busca dela. Se trabalharmos com a não-felicidade (ou seja, com a quebra do conceito da busca da felicidade) eliminaremos a busca pela felicidade e seremos apenas felizes!

Simples né? Mas muita gente não consegue perceber isso.

Dizem que a verdade nos libertará. Se a verdade é o destino e a liberdade a conseqüência, eu acredito que a filosofia é o caminho.
:-)

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Filosofia

(Historiador do cotidiano)

Hoje pela manhã tive o prazer de usar a filosofia para conversar com uma senhora que atravessava problemas.

Ela me disse que depois de dois anos indo a consultórios médicos, de psicólogos e psiquiatras, finalmente alguém abriu os olhos dela em poucos minutos e de forma tão clara.

Fiquei extremamente feliz de ter ajudado alguém.

Mas sei que não fui eu sozinho, tive todo o apoio da filosofia, e Deus assim o quis.

Comecei a pensar como seria minha vida se eu não tivesse tido contato com a filosofia, e cheguei à conclusão que não, que realmente não quero mais viver sem a filosofia. Ela abriu meus olhos e quebrou as correntes dos meus ex-preconceitos.

Agradeço a Deus por ter colocado a filosofia no meu caminho.

Na realidade a filosofia está muito mais presente no nosso cotidiano do que sequer pensamos.

E você, minha querida leitora (ou leitor), por que ainda não se aproximou da filosofia?