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quinta-feira, 3 de julho de 2008

É preciso fazer alguma coisa

(Dr. Lair Ribeiro)
sintoniagrupo@uol.com.br

É PRECISO FAZER ALGUMA COISA...

Quando a fantasia toma o lugar da realidade, estamos diante de um problema. Se o indivíduo passa a vida inteira fingindo que gosta de si, sem conseguir superar aquelas crenças negativas que absorveu quando pequeno, o problema pode ser sério. Nesses casos, a única solução é o indivíduo entrar em contato com a criança que tem dentro de si e dar a ela todo o cuidado, carinho e atenção de que ela necessita.

Cuidando da auto-estima

Relaxamento
O relaxamento é fundamental para aumentar a auto-estima. Na escola, nós aprendemos que o trabalho enobrece e faz bem à saúde. Isso é verdade. Há pessoas que trabalham muito e se queixam de estresse, mas o estresse pode ser positivo. Desde que esteja ligado à emoção de realizar coisas, o estresse traz energia. O problema surge quando o estresse é resultado apenas de preocupação e ansiedade: aí, ele é prejudicial. Nesse caso, ele nem se chama estresse - chama-se distresse.
Esse lado construtivo do trabalho é verdadeiro apenas quando permitimos que a nossa mente relaxe. Quando relaxamos, travamos contato com o inconsciente e deixamos que ele harmonize o nosso trabalho com a nossa finalidade de vida.
Quem só trabalha, vira um robô: acorda de manhã para trabalhar, come para trabalhar, dorme para trabalhar. É muito importante relaxar. Relaxando, você não se separa de si mesmo.
É possível relaxar a qualquer hora, em qualquer lugar. Você só precisa saber que isso é necessário.
Existem diversas técnicas de relaxamento, e todas são válidas: respiração, músicas especiais, meditação, ioga, massagem, etc. Procure uma de que goste e pratique-a.

Visualização
Quando você faz uma visualização bem-feita, sua mente não distingue se o fato aconteceu de verdade ou se foi mentalmente criado. Existe uma experiência, feita na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, que ilustra bem este assunto. Observe:
Foram escolhidos trinta estudantes que nunca haviam atirado. Todos fizeram testes de tiro ao alvo e foram selecionados porque obtiveram a mesma média de acerto. Depois disso, eles foram divididos em três grupos, que treinaram da seguinte forma:

  • O primeiro grupo treinou vinte minutos por dia, cinco dias por semana, durante seis semanas.
  • O segundo grupo, compareceu ao local de treinamento o mesmo número de vezes que o primeiro, mas apenas se imaginou atirando no alvo, fazendo com as mãos o gesto de atirar.
  • O terceiro grupo comparecia ao local dos treinos, mas ficava brincando à toa.

Depois de seis semanas, os testes de tiro ao alvo foram repetidos:

  • O primeiro grupo, que havia treinado com revólver, melhorou 83%.
  • O segundo, que apenas visualizou os tiros e o alvo, melhorou 82%.
  • O terceiro, que ficou à toa, apresentou o mesmo desempenho anterior.

Conclusão: O revólver, usado no treinamento do primeiro grupo, serviu apenas como instrumento para manter a mente, assim como as mãos e os olhos, concentrada.

Dr. Lair Ribeiro - Palestrante internacional, ex-diretor da Merck Sharp & Dohme e da Ciba-Geigy Corporation, nos Estados Unidos, e autor de vários livros que se tornaram best-sellers no Brasil e em países da América Latina e da Europa. Médico cardiologista, viveu 17 anos nos Estados Unidos, onde realizou treinamentos e pesquisas na Harvard Unversity, Baylor College of Medicine e Thomas Jefferson University.

Webpage:
www.lairribeiro.com.br
e-mail: lrsintonia@terra.com.br
Tel.: (11) 3889.0038

sábado, 14 de julho de 2007

Harry Potter e a ordem do Fênix

(Historiador do cotidiano)

Chegou aos cinemas a 5ª aventura do jovem bruxo (aprendiz): "Harry Potter e a ordem da Fênix".

Misturando magia e efeitos especiais em cenários surreais paralelamente tão reais quanto desejamos, Harry Potter tem se tornado cada vez mais presente no imaginário coletivo, haja vista a curiosidade inerente do ser-humano por mística e mágica.

Eu explico: todos nós buscamos o desconhecido, o mágico, o que fascina nossa mente. Então cada pessoa tem a sua busca por algo surreal - algo que está além da nossa realidade física cotidiana - e a supre de várias formas diferentes... uns jogam RPG, outros assistem cinema, outros se apegam à religiões ou seitas, uns à moda antiga nutrem-se de livros de ficção (romântica ou não), e assim por diante.

Nas obras de Harry Potter o espectador é levado de Londres a outra realidade, a escola de bruxos de Hogwarts, onde tudo é possível basta apenas ter imaginação. E esse é um ingrediente que não falta nas pseudo-ficções do bruxinho.

Pseudo-ficções porque nem tudo ali é mentira. Não posso dizer o que é ve
rdadeiro ou não - cabe a você discernir - mas particularmente não acredito em poções ou varinhas mágicas.

Aliás, até que ponto a realidade é real? Isso é um questionamento que me faço a todo instante. Por exemplo: se você é um(a) leitor(a) assíduo(a) do meu blog, pode até não me conhecer pessoalmente, e essas palavras aqui escritas soam tão irreais quanto seria o conteúdo de um filme de ficção, mas o conteúdo delas é tão presente no seu cotidiano que torna-se hipodérmico e não percebemos. Surreal, concorda?

Voltemos ao filme: observado que é apenas uma obra de ficção sem cunho ideológico onde a dicotomia "bem versus mal" fica patente e o espectador é levado tendenciosamente a optar pelo bem, então eu pergunto:

O que você pensa sobre os filmes de Harry Potter?

























*****


Se você ficou curioso, segue a sinopse do 5º filme (recomendo que assista aos anteriores antes do atual, se quiser ter alguma noção... não faça feito um amigo meu que foi assistir "Senhor dos anéis - o retorno do rei" sem antes ter assistido "Senhor dos anéis - A sociedade do anel" e "Senhor dos anéis - as duas torres" e passou o filme todinho me pertubando):

Sinopse: Harry Potter volta à Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts para cursar o quinto ano. Lá, ele toma contato com a Ordem da Fênix, que reúne um grupo de magos, liderados por Alvo Dumbledore, que se prepara para se defender da ameaça que acompanha a volta de Lord Voldemort. Em Hogwarts, o vilão torna-se mais presente ainda com a chegada de Dolores Umbridge, a nova professora de Defesa Contra as Artes das Trevas.
Aventura - 138 min. - Censura Livre



PS: Atualizei o blog, postei um vídeo abaixo desse artigo. Espero que gostem! Eu adorei, ri muito mesmo. Vale a pena

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Realidade... ou não

(Historiador do cotidiano)

Começo a questionar a realidade. Ela não é tão física quanto tenho a sensação de tocá-la. Primeiramente que não vemos as coisas, vemos a luz que é refletida delas (ou emitida em caso de lâmpadas, televisores ou sol).

No MSN hoje tive uma conversa estranha... leia e me conte o que achou:

A pessoa me falou que "
a vida é assim mesmo; a vida só é vida porque é um conto de fatos, e não um conto de fadas"

Será?

- Já ouviu falar em RPG?
- É um jogo onde vocês criam uma situação e interpretam aquilo como se fosse realidade
- Certo... abstraia o aspecto "jogo", tire o G da sigla. Então o que você entenderia por RP?
- Realidade interpretada
- Realidade interpretada ou paralela?
- Paralela
- Porque a interpretação da realidade paralela é o fazer o RP, mas não é o RP
- ...
- Certo... Então temos pessoas com realidades reais imersas em universos paralelos, correto?
- Mas tem gente que fica doido com isso. Pelo menos fica sem noção. Conheço bem uns três que se esqueceram da própria realidade, para viver isso daí
- E o que é a própria realidade? (não responda, vamos voltar ao escopo principal): Certo... então temos pessoas com realidades reais imersas em universos paralelos, correto?
- Mas nem todo mundo vive isso de realidades paralelas
- Será?
- Então a vida também é um conto de fadas para jogadores de rpg? É isso que você quer me dizer? Eu não vivo essa imersão
- Não, o que quero provar é que a vida é um conto de fadas para todo mundo. Mas vamos devagar que o andor é de barro.
- Entendo o que você quer concluir: nossos planos e metas da vida
- Não exatamente. (...) Veja bem, você disse que nem todo mundo vive isso... Bem... Você já notou que bacana conversarmos ao vivo como agora? Olhando um no olho do outro e sentindo o vento frio da noite?
- (...)
- Ops, não estamos ao vivo! A minha realidade física não é a sua... Estamos trocando bits de cor através de vias expressas de eletromagnetismo
- Hum... concordo
- Então a realidade da nossa conversa é abstrata. Sendo abstrata, ela é paralela, não real
- Mas a conversa é real! E o contato é abstrato!
- Não. A sensação da conversa é real, a conversa em si não
- Você tem certeza que é de comunicação? Não de filosofia?
- Tenho, por isso questiono a própria comunicação. Mas vamos lá...
- Tudo bem, de forma não imaginada antes mas... admito que concordo com você
- Temos uma comunicação em um ambiente abstrato, mas estamos essencialmente inseridos na realidade paralela
- Hum... prossiga
- Então essa imersão em realidades paralelas (leia-se "RP" ) acontece com mais freqüência do que imaginamos, em tempo presente (...) (não em tempo futuro quando falamos em metas e planos)
- Ave Maria... quanta informação de uma só vez
- Então me diz o que você está achando da transformação em real do conceito de abstração da realidade que antes você imaginava só existir nos jogos?
- Interessante, mas como você conclui, até o presente instante?
- A minha conclusão é que temos um cisco no olho que não nos permite ver a realidade real: que vivemos imersos em realidades paralelas mais do que em reais


E pára por aqui. A continuação dessa conversa será publicada outro dia. Se você achou que a abstração foi longe demais agora, tem que ver a segunda parte.
rs rs rs

E aí? Começou a ver o RP com outros olhos?

terça-feira, 13 de março de 2007

Para refletir

(Historiador do cotidiano)

Até que ponto o que vemos é realmente a realidade?

Morfeu: "Neo, você já teve um sonho que parecesse real? Tão real que você não conseguisse distinguir entre sonho e realidade?"