Extraído de: http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=12655
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Estudo assegura que cantar faz bem à saude
Para cantar não é necessário talento, se o fizer enquanto toma banho ou caminha; esta atividade pode proporcionar muito mais que diversão. De acordo a recentes estudos, a emissão de sons vocais pode beneficiar o organismo de diferentes maneiras.
cantar faz bemGertraud Berka-Schmid, psicoterapeuta e professora da Universidade de Música e Arte de Viena, descobriu que aquelas pessoas que entoam uma melodia ou cantarolam, realizam uma espécie de massagem nos intestinos, que provoca uma sensação de alívio no coração.
- "Ao cantar, retemos por instante a respiração. Portanto, é possível favorecer também a circulação, reforçar os nervos parassimpáticos, fortalecer a memória, reduzir o estresse e gerar tranquilidade", indica a especialista.
Pesquisas, como a realizada por Berka-Schmid, permitem que médicos de diferentes locais do mundo receitem atividades de canto como remédio.
A revista Medizin Populär menciona um aspecto importante do estudo. Emitir um som, além de gerar harmonia a nível psíquico, reforça o sistema imunológico para que possa se curar em frente a problemas como os transtornos do sonho, doenças circulatórias ou a Síndrome de Burnout.
Existem casos documentados onde pacientes com Alzheimer mostraram melhoria considerável quando fizeram terapias com canto. O mesmo aconteceu com pessoas com acidentes cerebrovasculares que conseguiram voltar a falar depois de cantarolar melodias repetidamente.
Como benefício adicional, comunicar-se por meio de canto pode ajudar a desalojar os sentimentos negativos, e inclusive, é um bom método para se expressar.
Cante, cantar é muito bom!
Fonte: Medizin Populär.
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Jornalistas não são meros investigadores da realidade que passam esse conteúdo apenas em forma de notícias e reportagens para a população. O jornalista caracteriza-se também pela imortalização - nas páginas do seu veículo midiático - como um historiador. Mas não um historiador de grandes eventos da humanidade e sim, essencialmente, um historiador do cotidiano. Seja, então, muito bem vindo, meu caro leitor!
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quinta-feira, 17 de junho de 2010
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Alzheimer
(autor: Roberto Goldkorn)
Alzheimer - interessante!
A cada 1 minuto de tristeza perdemos a oportunidade de sermos felizes por 60 segundos.
Sobre o Alzheimer
Roberto Goldkorn é psicólogo e escritor
Meu pai está com Alzheimer. Logo ele, que durante toda vida se dizia 'o Infalível'. Logo ele, que um dia, ao tentar me ensinar matemática, disse que as minhas orelhas eram tão grandes que batiam no teto. Logo ele que repetiu, ao longo desses 54 anos de convivência, o nome do músculo do pescoço que aprendeu quando tinha treze anos e que nunca mais esqueceu: esternocleidomastó ideo.
O diagnóstico médico ainda não é conclusivo, mas, para mim, basta saber que ele esquece o meu nome, mal anda, toma líquidos de canudinho, não consegue terminar uma frase, nem controla mais suas funções fisiológicas, e tem os famosos delírios paranóicos comuns nas demências tipo Alzheimer.
Aliás, fico até mais tranqüilo diante do 'eu não sei ao certo' dos médicos; prefiro isso ao 'estou absolutamente certo de que....', frase que me dá arrepios.
E o que fazer... para evitarmos essas drogas?
Como?
Lendo muito, escrevendo, buscando a clareza das idéias, criando novos circuitos neurais que venham a substituir os afetados pela idade e pela vida 'bandida'.
Meu conselho: é para vocês não serem infalíveis como o meu pobre pai; não cheguem ao topo, nunca, pois dali só há um caminho: descer. Inventem novos desafios, façam palavras cruzadas, forcem a memória, não só com drogas (não nego a sua eficácia, principalmente as nootrópicas), mas correndo atrás dos vazios e lapsos.
Eu não sossego enquanto não lembro do nome de algum velho conhecido, ou de uma localidade onde estive há trinta anos.. Leiam e se empenhem em entender o que está escrito, e aprendam outra língua, mesmo aos sessenta anos.
Coloquem a palavra FELICIDADE no topo da sua lista de prioridades: 7 de cada 10 doentes nunca ligaram para essas 'bobagens' e viveram vidas medíocres e infelizes - muitos nem mesmo tinham consciência disso.
Mantenha-se interessado no mundo, nas pessoas, no futuro. Invente novas receitas, experimente (não gosta de ir para a cozinha? Hum... Preocupante). Lute, lute sempre, por uma causa, por um ideal, pela felicidade. Parodiando Maiakovski, que disse 'melhor morrer de vodca do que de tédio', eu digo: melhor morrer lutando o bom combate do que ter a personalidade roubada pelo Alzheimer.
Dicas para escapar do Alzheimer:
Uma descoberta dentro da Neurociência vem revelar que o cérebro mantém a capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão de suas conexões.
Os autores desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (2000), revelam que NEURÓBICA, a 'aeróbica dos neurônios', é uma nova forma de exercício cerebral projetada para manter o cérebro ágil e saudável, criando novos e diferentes padrões de atividades dos neurônios em seu cérebro. Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um efeito perverso; limitam o cérebro.
Para contrariar essa tendência, é necessário praticar exercícios 'cerebrais' que fazem as pessoas pensarem somente no que estão fazendo, concentrando- se na tarefa. O desafio da NEURÓBICA é fazer tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional. Tente fazer um teste:
- use o relógio de pulso no braço direito;
- escove os dentes com a mão contrária da de costume;
- ande pela casa de trás para frente; (vi na China o pessoal treinando isso num parque);
- vista-se de olhos fechados;
- estimule o paladar, coma coisas diferentes;
- disque o telefone com ele ao contrario, olhando o teclado invertido
- veja fotos de cabeça para baixo;
- veja as horas num espelho;
- faça um novo caminho para ir ao trabalho.
A proposta é mudar o comportamento rotineiro!
Tente, faça alguma coisa diferente com seu outro lado e estimule o seu cérebro. Vale a pena tentar!
Que tal começar a praticar agora, trocando o mouse de lado?
Que tal começar agora enviando esta mensagem, usando o mouse com a mão esquerda?
FAÇA ESTE TESTE E PASSE ADIANTE PARA SEUS (SUAS) AMIGOS (AS).
'Critique menos, trabalhe mais. E, não se esqueça nunca de agradecer!'
Sucesso para você!!!
Alzheimer - interessante!
A cada 1 minuto de tristeza perdemos a oportunidade de sermos felizes por 60 segundos.
Sobre o Alzheimer
Roberto Goldkorn é psicólogo e escritor
Meu pai está com Alzheimer. Logo ele, que durante toda vida se dizia 'o Infalível'. Logo ele, que um dia, ao tentar me ensinar matemática, disse que as minhas orelhas eram tão grandes que batiam no teto. Logo ele que repetiu, ao longo desses 54 anos de convivência, o nome do músculo do pescoço que aprendeu quando tinha treze anos e que nunca mais esqueceu: esternocleidomastó ideo.
O diagnóstico médico ainda não é conclusivo, mas, para mim, basta saber que ele esquece o meu nome, mal anda, toma líquidos de canudinho, não consegue terminar uma frase, nem controla mais suas funções fisiológicas, e tem os famosos delírios paranóicos comuns nas demências tipo Alzheimer.
Aliás, fico até mais tranqüilo diante do 'eu não sei ao certo' dos médicos; prefiro isso ao 'estou absolutamente certo de que....', frase que me dá arrepios.
E o que fazer... para evitarmos essas drogas?
Como?
Lendo muito, escrevendo, buscando a clareza das idéias, criando novos circuitos neurais que venham a substituir os afetados pela idade e pela vida 'bandida'.
Meu conselho: é para vocês não serem infalíveis como o meu pobre pai; não cheguem ao topo, nunca, pois dali só há um caminho: descer. Inventem novos desafios, façam palavras cruzadas, forcem a memória, não só com drogas (não nego a sua eficácia, principalmente as nootrópicas), mas correndo atrás dos vazios e lapsos.
Eu não sossego enquanto não lembro do nome de algum velho conhecido, ou de uma localidade onde estive há trinta anos.. Leiam e se empenhem em entender o que está escrito, e aprendam outra língua, mesmo aos sessenta anos.
Coloquem a palavra FELICIDADE no topo da sua lista de prioridades: 7 de cada 10 doentes nunca ligaram para essas 'bobagens' e viveram vidas medíocres e infelizes - muitos nem mesmo tinham consciência disso.
Mantenha-se interessado no mundo, nas pessoas, no futuro. Invente novas receitas, experimente (não gosta de ir para a cozinha? Hum... Preocupante). Lute, lute sempre, por uma causa, por um ideal, pela felicidade. Parodiando Maiakovski, que disse 'melhor morrer de vodca do que de tédio', eu digo: melhor morrer lutando o bom combate do que ter a personalidade roubada pelo Alzheimer.
Dicas para escapar do Alzheimer:
Uma descoberta dentro da Neurociência vem revelar que o cérebro mantém a capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão de suas conexões.
Os autores desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (2000), revelam que NEURÓBICA, a 'aeróbica dos neurônios', é uma nova forma de exercício cerebral projetada para manter o cérebro ágil e saudável, criando novos e diferentes padrões de atividades dos neurônios em seu cérebro. Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um efeito perverso; limitam o cérebro.
Para contrariar essa tendência, é necessário praticar exercícios 'cerebrais' que fazem as pessoas pensarem somente no que estão fazendo, concentrando- se na tarefa. O desafio da NEURÓBICA é fazer tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional. Tente fazer um teste:
- use o relógio de pulso no braço direito;
- escove os dentes com a mão contrária da de costume;
- ande pela casa de trás para frente; (vi na China o pessoal treinando isso num parque);
- vista-se de olhos fechados;
- estimule o paladar, coma coisas diferentes;
- disque o telefone com ele ao contrario, olhando o teclado invertido
- veja fotos de cabeça para baixo;
- veja as horas num espelho;
- faça um novo caminho para ir ao trabalho.
A proposta é mudar o comportamento rotineiro!
Tente, faça alguma coisa diferente com seu outro lado e estimule o seu cérebro. Vale a pena tentar!
Que tal começar a praticar agora, trocando o mouse de lado?
Que tal começar agora enviando esta mensagem, usando o mouse com a mão esquerda?
FAÇA ESTE TESTE E PASSE ADIANTE PARA SEUS (SUAS) AMIGOS (AS).
'Critique menos, trabalhe mais. E, não se esqueça nunca de agradecer!'
Sucesso para você!!!
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Tratamento para memoria
Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0202200805.htm
Descoberta acidental leva a tratamento para memória
Britânicos testam implante de eletrodo no cérebro
JEREMY LAURANCE
DO "INDEPENDENT"
Cientistas que realizaram uma cirurgia cerebral experimental em um homem de 50 anos tropeçaram com um mecanismo que pode revelar como a memória opera.
O avanço acidental ocorreu durante um experimento cujo propósito original era inibir o apetite de um homem obeso, empregando eletricidade. Eletrodos foram inseridos no cérebro do paciente e então ligados. Em lugar de perder seu apetite, o paciente viveu uma intensa experiência de "déjà vu". Ele se recordou, em detalhes, de uma cena ocorrida 30 anos antes. Outros testes revelaram que sua capacidade de aprender teve uma melhora dramática quando a corrente foi ligada, e seu cérebro, estimulado.
Agora cientistas estão aplicando a técnica no primeiro teste clínico do tratamento com doentes de Alzheimer, oferecendo a eles uma espécie de "marca-passo" cerebral. Três pessoas já foram submetidas ao tratamento, e os resultados iniciais são promissores, de acordo com Andrés Lozano, professor de neurocirurgia no Hospital Toronto Western, em Ontario, que chefia a pesquisa.
Lozano explicou: "Esta é a primeira vez em que se implantam no cérebro de uma pessoa eletrodos que comprovadamente melhoram a memória. Estamos estimulando a atividade do cérebro, aumentando sua sensibilidade em elevar o volume dos circuitos de memória. Qualquer evento que envolva os circuitos de memória terá maior probabilidade de ser guardado e retido."
A descoberta pegou Lozano e sua equipe "completamente de surpresa", disse o professor. Eles estavam operando o paciente, que pesava 190 quilos, para tratá-lo da obesidade, localizando o ponto no cérebro que controla o apetite. Todas as tentativas anteriores de reduzir seu consumo de alimentos tinham fracassado, e a cirurgia cerebral era o último recurso.
O tratamento fracassou como combate à obesidade. Mas, enquanto os pesquisadores identificavam potenciais pontos de supressão do apetite localizados no hipotálamo, a parte do cérebro associada à fome, o homem de repente começou a dizer que sua memória estava retornando com grande força.
"Ele relatou a experiência de estar num parque com amigos de sua época de 20 anos de idade, e, quando a intensidade dos estímulos aumentou, os detalhes se tornaram mais nítidos. Ele reconheceu sua namorada da época. A cena era colorida", escreveram os cientistas em estudo na revista "Annals of Neurology", na quarta-feira.
O paciente também foi testado para sua capacidade de memorizar listas de objetos em pares. Após três semanas de estímulo contínuo do hipotálamo, seu desempenho em dois testes de aprendizado teve uma melhora significativa. Ele também memorizava melhor uma lista de objetos não relacionados em pares quando os eletrodos estavam ligados.
"O desempenho dele apresentou melhora dramática", disse Lozano. "Quando intensificamos a corrente, primeiro estimulamos seus circuitos de memória e melhoramos sua capacidade de aprendizado. À medida que aumentávamos a intensidade da corrente, ouvíamos recordações espontâneas de acontecimentos distintos. A determinada intensidade, ele retornava à cena no parque."
Fora de lugar
A descoberta surpreendeu os cientistas, já que o hipotálamo não costuma ser identificado como sede da memória. Os contatos que mais prontamente geravam as memórias estavam situados perto de uma estrutura chamada fórnix, dentro do chamado sistema límbico, envolvido em memória e emoção.
Lozano já tinha experiência com estimulação cerebral com eletrodos, tendo realizado 400 cirurgias com doentes de Parkinson, e está tentando adaptar a técnica para tratar depressão.
O uso dos eletrodos contra o Alzheimer está na fase de testes de segurança. Três pacientes já receberam os implantes cerebrais. Os eletrodos são ligados por um cabo que desce até uma bateria costurada sob a pele do peito. O "marca-passo" para a memória emite uma corrente elétrica tênue e constante que estimula o cérebro, mas não é percebida pelo paciente.
Outros cientistas elogiaram a descoberta. "Se eles tivessem proposto inserir um eletrodo no hipotálamo para modificar o mal de Alzheimer, eu teria dito "por que começar por ali?" Mas, se fizeram uma descoberta acidental feliz, então isso é ótimo", diz Andrea Malizia, farmacóloga da Universidade de Bristol.
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Tradução de Clara Allain
Descoberta acidental leva a tratamento para memória
Britânicos testam implante de eletrodo no cérebro
JEREMY LAURANCE
DO "INDEPENDENT"
Cientistas que realizaram uma cirurgia cerebral experimental em um homem de 50 anos tropeçaram com um mecanismo que pode revelar como a memória opera.
O avanço acidental ocorreu durante um experimento cujo propósito original era inibir o apetite de um homem obeso, empregando eletricidade. Eletrodos foram inseridos no cérebro do paciente e então ligados. Em lugar de perder seu apetite, o paciente viveu uma intensa experiência de "déjà vu". Ele se recordou, em detalhes, de uma cena ocorrida 30 anos antes. Outros testes revelaram que sua capacidade de aprender teve uma melhora dramática quando a corrente foi ligada, e seu cérebro, estimulado.
Agora cientistas estão aplicando a técnica no primeiro teste clínico do tratamento com doentes de Alzheimer, oferecendo a eles uma espécie de "marca-passo" cerebral. Três pessoas já foram submetidas ao tratamento, e os resultados iniciais são promissores, de acordo com Andrés Lozano, professor de neurocirurgia no Hospital Toronto Western, em Ontario, que chefia a pesquisa.
Lozano explicou: "Esta é a primeira vez em que se implantam no cérebro de uma pessoa eletrodos que comprovadamente melhoram a memória. Estamos estimulando a atividade do cérebro, aumentando sua sensibilidade em elevar o volume dos circuitos de memória. Qualquer evento que envolva os circuitos de memória terá maior probabilidade de ser guardado e retido."
A descoberta pegou Lozano e sua equipe "completamente de surpresa", disse o professor. Eles estavam operando o paciente, que pesava 190 quilos, para tratá-lo da obesidade, localizando o ponto no cérebro que controla o apetite. Todas as tentativas anteriores de reduzir seu consumo de alimentos tinham fracassado, e a cirurgia cerebral era o último recurso.
O tratamento fracassou como combate à obesidade. Mas, enquanto os pesquisadores identificavam potenciais pontos de supressão do apetite localizados no hipotálamo, a parte do cérebro associada à fome, o homem de repente começou a dizer que sua memória estava retornando com grande força.
"Ele relatou a experiência de estar num parque com amigos de sua época de 20 anos de idade, e, quando a intensidade dos estímulos aumentou, os detalhes se tornaram mais nítidos. Ele reconheceu sua namorada da época. A cena era colorida", escreveram os cientistas em estudo na revista "Annals of Neurology", na quarta-feira.
O paciente também foi testado para sua capacidade de memorizar listas de objetos em pares. Após três semanas de estímulo contínuo do hipotálamo, seu desempenho em dois testes de aprendizado teve uma melhora significativa. Ele também memorizava melhor uma lista de objetos não relacionados em pares quando os eletrodos estavam ligados.
"O desempenho dele apresentou melhora dramática", disse Lozano. "Quando intensificamos a corrente, primeiro estimulamos seus circuitos de memória e melhoramos sua capacidade de aprendizado. À medida que aumentávamos a intensidade da corrente, ouvíamos recordações espontâneas de acontecimentos distintos. A determinada intensidade, ele retornava à cena no parque."
Fora de lugar
A descoberta surpreendeu os cientistas, já que o hipotálamo não costuma ser identificado como sede da memória. Os contatos que mais prontamente geravam as memórias estavam situados perto de uma estrutura chamada fórnix, dentro do chamado sistema límbico, envolvido em memória e emoção.
Lozano já tinha experiência com estimulação cerebral com eletrodos, tendo realizado 400 cirurgias com doentes de Parkinson, e está tentando adaptar a técnica para tratar depressão.
O uso dos eletrodos contra o Alzheimer está na fase de testes de segurança. Três pacientes já receberam os implantes cerebrais. Os eletrodos são ligados por um cabo que desce até uma bateria costurada sob a pele do peito. O "marca-passo" para a memória emite uma corrente elétrica tênue e constante que estimula o cérebro, mas não é percebida pelo paciente.
Outros cientistas elogiaram a descoberta. "Se eles tivessem proposto inserir um eletrodo no hipotálamo para modificar o mal de Alzheimer, eu teria dito "por que começar por ali?" Mas, se fizeram uma descoberta acidental feliz, então isso é ótimo", diz Andrea Malizia, farmacóloga da Universidade de Bristol.
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Tradução de Clara Allain
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