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domingo, 7 de março de 2010

Diagrama da cultura geek

Um interessante mapa geek feito por Julianna Brion que inclui inclui tipos de geek (em amarelo), atividades geek (em laranja), obsessões geek (em rosa), comunidades sociais geek (em azul), termos geek (em azul claro) e ídolos geek (em verde). Geek é uma gíria que define pessoas peculiares ou excêntricas obcecadas com tecnologia, eletrônica, etc.



(Clique na imagem para ver maior)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Televisão

Comentário que escrevi em resposta ao artigo "A TV destrói relacionamentos"

Olá,

Enquanto jornalista, lamento o mal uso da televisão... mas lamento mais ainda não podermos simplesmente jogar fora os aparelhos devido à importância que eles têm.

A televisão ela é quase tão democrática quanto o rádio: você não precisa saber ler, ou escrever, para ver aquele repórter A ou B lhe informar que agora você tem direitos X ou Y.

Ela penetra tanto na nossa intimidade, que eu mesmo já vi pessoas responderem "boa noite" aos âncoras dos telejornais.

É uma realidade difícil. Vejamos a televisão enquanto entretenimento... a questão lúdica de sobrevivermos ao dia-a-dia: nem todo mundo tem um cotidiano do qual se orgulha plenamente, então a televisão passa a ser uma válvula de escape.

É muito complicado tudo isso. Ela pode ser geradora de discórida - enquanto não há o diálogo nem o crescimento social - mas pode também ser geradora de funções sociais aproximantes.

Existem alguns teóricos das ciências da comunicação (ou "comunicólogos") que estudaram a comunicação de massa e afirmam até que toda ela deveria deixar de existir.

Eu tenho secretas esperanças que, com a inserção da televisão digital, possamos ter um controle maior sobre o controle remoto. Hoje em dia as pessoas se agendam para assistir televisão (ver teoria do agendamento para maiores detalhes). No futuro espero que consigamos controlar melhor nosso tempo: se tem um programa televisivo imperdível (algo relacionado à saúde, por exemplo) e não vai ter ninguém em casa para assistir, você programa (e grava) e assiste depois com a família reunida. Já em contrapartida se for algo de interesse profissional que só importa a você, basta gravar e assistir num dia/hora que não atrapalhe as atividades familiares.

Mas não apenas esses problemas diretos, a televisão (e todo meio de comunicação de massa) costuma desenvolver técnicas incrivelmente eficazes de mensagens subliminares, mas aí já é material para outro artigo.

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Homens x mulheres

(Historiador do cotidiano)

Artigo feito sob encomenda: uma (linda) mulher me escreveu... elogiou meu blog (obrigado, eu me esforço para ser autêntico. É recompensador saber que me estilo agrada às pessoas), e me pediu que escrevesse sobre a diferença entre homens e mulheres.

Poderíamos começar pelo básico: nós podemos fazer xixi em pé e elas não, já que nós é que somos os possuidores das torneirinhas! (rs rs rs) Mas seria quase irresponsável de minha parte restringir as diferenças à aspectos fisiológicos. Afinal, a sociedade é complexa e permite que mulheres chorem e homens se embriaguem (os inversos sempre são constrangedores, perante nossos costumes / cultura).

Então o problema da seleção de tema para o artigo não há: já está definido que será sobre a eterna diferença entre homens e mulheres. Caímos então no efetivo primeiro problema: qual a limitação do tema? Devo restringir o assunto à meros aspectos fisiológicos?

Nossos órgãos reprodutores são diferentes (sem comentários); o semblante é diferente: o nosso é mais firme e largo enquanto o delas é mais esguio; o corpo é diferente: proporcionalmente falando, nossas pernas são maiores enquanto elas têm o tronco maior; elas possuem seios para poder alimentar corretamente os descendentes; e... só! A esse nível existem pouquíssimas diferenças. Pode até ser que no nível de moléculas e códigos de DNA existam infinitas não-semelhanças diretas, mas já será motivo para outro artigo.

Então poderemos nos prender a aspectos psico-sociais. Vamos partir do básico: quando somos gerados e pelos ecos latentes do som inaudível que brinda nossos pais com a forma a qual deles puxaremos (quando o ultrassom indica se é menino ou menina), começa - se já não havia antes - as conjecturas sobre nossos futuros nomes.


Crescemos e somos educados - ou treinados, ou doutrinados, depende do ponto de vista - de formas diferentes: meninos vão para quartos de cor azul e brincam com bonecos e tanques, enfim, coisas que remetam à guerra, à independência e ao individualismo. As meninas são levadas para quartos de cor rosa, brincam de bonecas e casinha, constróem laços familiares fictícios e brincam em grupo, fortalecendo a dependência emocional mútua.

Não que isso seja certo ou errado, essa separação por sexo.

Vamos espelhar nosso comportamento no dos animais: os machos sempre andam solitários ou com muitas fêmeas ao redor. O macho é o caçador, o guerreiro! Já as fêmeas andam ao redor dele, andam de bando para defesa mútua, e sempre com um macho por perto. Por mais que cacem também, o macho que é - em essência - o provedor. Então por analogia simples com a mãe natureza, as mulheres (as não tão esclarecidas ou com poucos estudos) consideram que os homens são os provedores, enquanto elas seriam apenas donas-de-casa, ou algo do gênero.

NÃO ! As mulheres são tão - ou mais - inteligentes quanto nós, meninos, e merecem uma posição de destaque na sociedade! Eu não consigo aceitar mulheres que dependem emocionalmente dos outros, ou de qualquer outra forma excessivamente. Elas deveriam ser tão independentes quanto nós! Por que não são? Porque INFELIZMENTE foram doutrinadas por uma sociedade machista que é essa que vivemos, a qual não respeita a mulher e à envia para uma posição social secundária. EU CONSIDERO ERRADO MENOSPREZAR AS MULHERES !


Então essencialmente o que encontramos de diferenças entre homens e mulheres é como eles são vistos e - principalmente - como eles próprios se vêem perante a sociedade.


Mulheres fracas emocionalmente não fazem as coisas sozinhas, têm que andar de bando com mais umas dez, e são dependentes de terem homens que lhe dêem segurança, e; as mulheres fortes são totalmente independentes, trabalham, estudam, não necessitam de nenhum tipo de muleta emocional. Gosto - e admiro - mais o segundo tipo (as mulheres que não se protegem sob redomas de preconceitos para justificar suas covardias perante o mundo) do que o primeiro. As mulheres do primeiro grupo (as inseguras) possuem mentalidades calcadas no preconceito machista que ainda impera em nossa cultura. Já as mulheres do segundo grupo (as independentes) habitam uma posição de destaque, já que são auto-suficientes e possuem mentalidades abertas e progressistas.


Se as mulheres não se amarem, quem vai amá-las? Ninguém! O mesmo vale para os homens.

Então, se alguém me perguntar qual a principal diferença entre homens e mulheres, responderei imediatamente: "como cada um encara a vida"!

Abraços a todos(as) vocês queridos(as) leitores(as)! E desejo-lhes uma excelente semana!

Adoro a visita de cada um de vós!!

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Borat

(Historiador do cotidiano)

Borat - o filmeAcabei de voltar do cinema. Fui assistir ao "documentário" Borat. Eu realmente ri até não poder mais. O comediante inglês Sasha Cohen tem esse personagem - Borat, um repórter do Cazaquistão - e o tal Borat é enviado aos Estado Unidos para aprender sobre a cultura local.

Na realidade, o que o filme mostra não é exatamente ele aprendendo, mas ele escrachando a cultura estadunidense. A questão dos carros-imãs, as convenções, o texano de Dallas dizendo que adoraria matar uns árabes, ele cantando o suposto hino do Cazaquistão no meio de um rodeio, a tentativa de casamento com Pâmela Anderson, o encontro com uns garotos de uma fraternidade universitária, a compra do carro, o cãozinho de estimação (um urso), ele andando com uma galinha na mala, a crítica às regras de etiqueta, a diferença cultural entre o contato (no caso os dois beijos da cultura russa, quando homens se conhecem) e o não-contato (o estadunidense padrão não aceita ser tocado), sátira com um culto evangélico, sátira com um congressista sobre a questão do queijo, participação na parada gay de Nova Iorque, sátira com ex-candidato afro-estadunidense à presidência, o cara sem vender armas a ele porque parece árabe... e por ai vai.

A única cena que não gostei é quando ele briga com o produtor dele, que os dois de atacam nus, no quarto. Mas depois disso, eles correndo pelados no hotel, que entram no elevador cheio de gente, é engraçado demais o constrangimento das pessoas no elevador.

Exceto essa porcaria de cena, no conjunto da obra o filme vale a pena. Eu recomendo!

Ele é uma crítica à nossa hipocrisia social disfarçada de cultura apreendida, já que alguns elementos do que chamamos "cultura brasileira" foram deliberadamente importados da porcaria da cultura estadunidense, tornando nossa população um pouco americanalhados.

(mas para deixar bem claro, apesar dessa lúcida análise, eu NÃO sou de esquerda, eu NÃO simpatizo com a esquerda, e eu NÃO gosto de esquerdistas)


Borat - personagem do comediante inglês Sasha Cohen