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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Blogar ou não blogar

(Historiador do cotidiano)

Blogar ou não blogar?

Estou aqui no msn, conversando com um dos meus melhores amigos, sobre a questão do blog; blogar ou não blogar.

Eu falei pra ele que, no blog, não devemos escrever para um público X ou Y ou Z, devemos escrever para nós mesmos. Porque o blog - pelo menos minha proposta de blog - é uma conversa minha íntima comigo mesmo.

Me recordo que criei este blog porque eu queria postar coisas, minhas e de terceiros, que fossem importantes pra mim. Comecei aos poucos e meu único leitor, por algum tempo, fui ao mesmo (quem diria, o mais ferrenho dos críticos).

Blogar, quando você fala o que sente (ao invés de falar para agradar alguém), é terapêutico, é gostoso e saudável. É uma viagem alucinante pra dentro de si mesmo. A alma poética do blogueiro ganha lábios nos dedos, que vociferam as mais suaves poesias digitais. Ou não.

Então se você quer blogar, publique como se ninguém tivesse lendo. Escreva para você mesmo. Seja sincero contigo mesmo, que as pessoas que gostam da sua personalidade - e do que você publica - aparecerão.

Isso é, mais ou menos, aquele ditado: "Não corra atrás das borboletas; cuide do seu jardim que elas virão"

E aqui é meu humilde espaço. Sem identificações porque eu entendo que as idéias importam mais que as pessoas. Publico meu artigos com o coração e, queridos leitores, é exatamente isso que espero de vocês: que usem seus corações!

Apesar d'eu mesmo ser um tecno-aficionado, vamos deixar a tecnologia, a lógica e o plano cartesiano de lado, e vamos falar com o coração, para o coração. Vamos deixar todos os sentidos aflorarem (ao invés de usarmos apenas a visão). Já experimentou tomar banho no completo escuro, e declamar poesias debaixo da água quente - mesmo sem ninguém para ouvir seus versos?

E digo mais: não precisa ser Camões, Sartre ou Drummond. Os versos que você falar com o coração são até mais belos que os versos decorados de outrém.

Mas voltemos ao foco: blogar ou não blogar!

Blogue! Publique e seja fiel a você mesmo! Você merece. Sempre.

Tem três coisas que você sempre precisa ter tempo para:
1. rezar (essa é a mais importante);
2. se divertir (manter a mente sã em corpo são); e
3. blogar.

O blog é um fuga pra uma praça: Você não foge para se esconder num buraco; ao contrário, blogar é declamar versos em praça pública! (onde as pessoas podem - ou não - te olhar e/ou te ouvir)

Então páre o que estiver fazendo, não pense (só sinta), e blogue! Publique agora mesmo alguma coisa, de coração e sendo fiel consigo mesmo!

Publique e depois me envie o link, pr'eu ter o prazer de ler.
;-)

Abraços, e uma excelente sexta-feira!

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Hoje

(Historiador do cotidiano)

Hoje as coisas fugiram um pouco do meu controle
Hoje perdi noção do tempo
Hoje o tempo me chicoteou
Hoje...

Hoje me bateu saudades do mundo virtual
Hoje senti falta da minha privacidade no meu habitat eletrônico
Hoje senti falta do habitat eletrônico
Hoje...

Hoje a realidade me surpreendeu
Hoje fiquei triste
Hoje...

Hoje a vida me esbofetou
Hoje quero ser feliz
Hoje... só hoje...

quarta-feira, 14 de março de 2007

Dia da poesia!

(Historiador do cotidiano)
Poesia

Hoje é o dia da poesia mas, o que isso significa para cada um de nós? O exercício da poesia na sociedade atual muitas vezes parece coisa apenas de eruditos ou - como visto pelo público genérico não especializado - coisa de gente esnobe, abusada, que não tem nada melhor a fazer do que combinar umas palavrinhas para rimar.

A realidade extraploa isso. Na verdade a poesia é um gênero literário presente no nosso cotidiano. (Quase) todos nós somos poetas e poetisas.

"Mas... como?", você pode me perguntar.

"A poesia (...) é uma das sete artes tradicionais, através da qual a linguagem humana é usada com fins estéticos" (Artigo "Poesia", disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Poesia , acessado em 14 de março de 2007, às 9h50). Ou seja, a poesia é o uso da nossa língua para fins não técnicos (como um manual) mas sim para uso plástico ao expressar idéia de juízo de beleza ou sublimidade. Em miúdos, até aquele seu diário (principalmente das mocinhas) pode, sim, ser considerado poesia - dependendo do conteúdo.

Eu iria mais fundo, eu acredito que a vida é um mar de poesias. Poesias escritas, visuais, auditivas, cognitivas e, enfim, uma infinidade de formas. Na pólis grega o ócio era algo fundamental: era quando as pessoas não viviam exclusivamente para o auto-sustento que elas podiam ir para praças públicas desenvolver a retórica e discutir sobre temas - filosóficos ou não - que visassem o bem comum. Hoje em dia observamos uma inversão de valores e as pessoas parece que nasceram exclusivamente para morrer (quase literalmente) de trabalhar sem quase darem-se o direito ao ócio, à retórica, à discussão de temas importantes a todos, ao debate filosófico e, com toda essa renúncia, o ser-humano também nega a poesia.

Qual a conseqüência disso?

Acredito que um mundo sem poesia é um mundo vago. Não sou poeta e não vivo de publicar livros de poesia - na realidade encontro-me do outro lado deste barbante de nylon - mas percebo o quando a poesia está presente em nosso cotidiano.
Você mesmo(a) que está a ler este artigo agora, no seu computador... minimize todas as telas! Você verá que a disposição dos ícones, o papel de parede escolhido, os programas em execução, tudo isso (e mais um pouco) forma uma poesia visual. Se essa disposição imagética não lhe satisfaz, você usará o computador com alguma infelicidade (provavelmente) sem saber o porquê. Mas se esse arranjo de cores e formas lhe é agradável, acredite, você estará diante de sua própria poesia visual, complexa e suave, que lhe agrada e lhe faz bem.

Em tudo há poesia! Basta você abrir mão desse olhar cético e começar a ver a verdade ao seu redor.

FELIZ DIA DA POESIA !

quinta-feira, 1 de março de 2007

Poesia...?

(Historiador do cotidiano)

"Um olhar para o infinito"

O céu chora...
Do alto sinto ferir-lhe as plumas
Com as cores da Marinha ele me olha
Suas lágrimas pesam duros pesares
Vêm lavar nossas almas
Escorre com suas veias nossas veias
Seu coração pulsa forte, pulsamos...
Em meio ao caos, asas batem fortes
Batem, batem... flutuam no oceano do ar
Meus olhos ficam a fitar
Observar, admirar...
Voa... voa para longe!
Voe para o alto!
Voe para onde esta chuva não lhe alcance!
Voe acima dessas nuvens...
...em sua liberdade azul...
...não esqueça de me escrever...

(Historiador)

PS: Sim, esse texto é original, fui eu mesmo quem escreveu-o.