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domingo, 17 de maio de 2009

Espalhe!

Essa campanha eu faço questão de espalhar.

O Brasil só terá futuro se cada um de nós, no presente, fizer o que temos que fazer. E como infelizmente não podemos fazer uma revolução e botarmos os militares de volta no governo, pra ajeitar essa bagunça que esses merdas fazem nos quatro poderes (executivo, judiciário, legislativo e paralelo), então vamos começar com uma das principais armas que temos: o voto!




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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Campanha do cafuné

Olá,

Retirei o texto abaixo do blog da Ana Valquíria, mas parece que ele é de autoria do Xico Sá. Espero que gostem:

A CAMPANHA PELA VOLTA DO CAFUNÉ CONTINUA

Dos dengos femininos, ou historicamente femininos, o que mais nos faz falta, é o cafuné.

Nos dias avexados de hoje, não há mais tempo nem devoção para os delicados estalinhos no cocoruto do mancebo.

Pela volta imediata do mais nobre dos gestos de carinho e delicadeza. Nem que seja pago, como o sexo das belas raparigas dos lupanares, mas que devolvam vossas mãos às nossas cabeças.

Pela criação imediata da Casa de Cafunés Gilberto Freyre, como me propõe, em sociedade, a amiga Maria Eduarda Risoflora Belém. Ótima idéia a ser espalhada por todo o país. Milhares de casas, guichês, varandas, redes debaixo de coqueiros, sofás na rua... Tudo a serviço dos breves e deliciosos estalinhos dos dedos das moças.

Gilberto Freyre era um entusiasta do cafuné e a ele dedicou páginas e páginas. GF, aliás, escrevia como quem dá cafuné, prosa mole, ritmo dos mais sensoriais. Como também assenta palavras outro Freire, sem o estilingue do Y, o Marcelino de “Contos Negreiros”.

Que machos & fêmeas sejam treinados, em um programa social de emergência, para reaprenderem o hábito do cafuné.

Melhor: que seja feita uma campanha de saúde pública. Ah, quantas doenças de fundo nervoso seriam evitadas, quantos barracos de casais seriam esquecidos, quantos juízos agoniados seriam libertos!

Sem se falar no erotismo que desperta o dengo, como anotou outro sociólogo, o francês Roger Bastide, no seu belo ensaio “Psicanálise do Cafuné”. Pura libido.

Delícia de se sentir; beleza de se ver. O cafuné de uma mulher em outra, ave palavra!, puro cinema, para além muito além do lesbian chic.

Como era comum, na leseira de fim de tarde, nos quintais e nas calçadas.

Ao luar, então, sertões e agrestes adentro, era puro filme de Kurosawa. O resto era silêncio.

Ai que preguiça boa danada, ai que arrepio no cangote, quero de volta meus cafunés.

Viver de brisa, como na receita de Bandeira, numa rede na rua da Aurora, sob a graça dos dedos de uma morena jambo ou de uma morena caldo-de-feijão.

Como pode uma criatura, como esses rapazes de hoje, passarem pela vida sem provar do êxtase de um cafuné?

Pela obrigatoriedade do cafuné nos recreios escolares, nas missas, nos cultos, nos intervalos dos jogos de qualquer esporte.

Não é possível que se condene toda uma geração a viver sem cafuné. Eis uma questão de segurança nacional. Tão importante como aprender a assinar o próprio nome. O cafuné, aliás, é a assinatura em linda e barroca caligrafia de mulher.

domingo, 1 de julho de 2007

Campanha do abraço

(Historiador do cotidiano)

Há algum tempo atrás, alguns meses, um australiano chamado Juan Mann resolveu fazer sua parte por um mundo melhor. Ele iniciou a campanha dos "free hugs" (abraços grátis), como vocês podem ver em: http://www.youtube.com/watch?v=vr3x_RRJdd4



A idéia consiste em algo bem simples: abraçar! O mero fato de você abraçar todo mundo faz muito bem a todos! A campanha tomou proporções que não seriam possíveis sem a internet: Neste exato momento que digito este artigo, a comunidade do orkut "FREE HUGS [Abraços Grátis]" tem 14.548 membros, e isso só em termos de Brasil !

Se você entrar no YouTube, e digitar as palavras "free hugs", aparecerão vídeos da América do Sul, Central e do Norte, Europa, Ásia, Oceania... (só não vi ainda na África e no Oriente Médio, mas deve ter também). São pessoas ao redor do planeta abraçando as outras e, com isso, trazendo sentimentos melhores.

Aqui no Brasil, podemos dizer que o primeiro (pelo menos pelo que pesquisei) foi o Ary, o vídeo dele pode ser conferido em: http://www.youtube.com/watch?v=FNd_sBddLzM



Eu pessoalmente apóio essa campanha. Ontem fiz minha primeira experiência: numa festa da faculdade, abracei todo mundo quando cheguei, e todos que chegavam eu abraçava também. Alguns meninas ficaram sem entender direito mas o mais engraçado era a cara - visivelmente constrangida - dos homens.

Mas antes de ser engraçado, o importante é que eu percebi um clima bom. Mesmo algumas pessoas que eu mal falo foram simpáticas comigo ontem. Percebi in loco que o poder do abraço é muito maior do que sequer imaginei.

O próximo passo é preparar um cartaz e fazer a experiência na rua. Não quero publicidade, não quero a imprensa no meu pé, não pretendo nem sequer dizer meu nome, só mesmo sair à rua e abraçar pessoas. Fui inspirado pela campanha, quero fazer minha parte, e espero inspirar outras pessoas!

Você também pode participar dessa campanha! Basta preparar um cartaz escrito "abraços grátis" ou "dá um abraço?" e sair às ruas. Vale à pena! Será uma experiência que você se lembrará por toda a vida.

(se quiser melhorar ainda mais a experiência, quando abraçar alguém, diga sinceramente as palavras "muito obrigado").

A todos(as) vocês, queridos(as) leitores(as),
MEUS SINCEROS ABRAÇOS !