sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Contra-mão

(Historiador do cotidiano)

Desabafo...

O que está acontecendo com o mundo? Esse é o ano sagrado do casamento? Fiquei muito triste ano passado, por terminar um namoro muito especial para mim. Uma das promessas que fiz na virada do ano foi de reencontrar pessoas - meninas especificamente - que me fizeram bem ao longo dos meus cabelos já não tão coloridos.

Não vou nem falar dos amigos, porque parece uma maldição: nenhum dos meus sinceros amigos ainda mora na mesma cidade que eu, só três: um está na coleira da namorada e não faz mais nada sem autorização (deixei de falar); outro - um dos melhores dos melhores - está noivo e a menina fez questão de afastá-lo de mim (acho que algo a ver com eu ter levado-o para umas festas, quando brigaram); e o terceiro está num curso que não tem tempo para mais nada, o que sobra (muito justamente) reencontra a namorada.

Eu sou o único solteiro (leia-se, como que um letreiro pendurado num dirigível: "ENCALHADO") que restou.

Quanto às meninas, bem, todas, TODAS SEM EXCESSÃO, estão noivas. A maior parte o estão de homens mais velhos. TODAS! Eu realmente não entendo o que está acontecendo... e pelo que eu vi, todas estão noivas do primeiro homem que namoraram depois de mim.

Serei eu uma espécie de ponte entre elas e a felicidade? Quero não. Quero estar lá do outro lado onde tem escrito numa placa, em letras garrafais, "FELICIDADE".

Sério mesmo... quero alçar vôos mais altos, quero correr na velocidade do amor, e sentir a adrenalizar deslizar sutilmente como corredeira em minhas veias.

Sou impulsivo, sou ousado, sou o que derrama suor e sangue em projetos quando valem a pena. Talvez seja um viciado em ajudar as pessoas e trabalhar... Mas poxa... vim à vida à trabalho enquanto os outros vieram à passeio?

Eu sei que a vida é injusta, mas por quê ela não é injusta ao meu favor?





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