(Aldo Novak)
"Qualquer pessoa capaz de enfurecer você se torna seu mestre, mas ela só pode fazer isso com sua permissão."
Epiteto, ex-escravo e filósofo grego.
Pode parecer estranho, mas a verdade é que ninguém pode forçar você a ficar triste, chateado, bravo, nervoso ou o que quer que seja - até mesmo enfurecido. Não sem sua participação ativa neste processo, permitindo que as ações dessa pessoa causem emoções tão negativas em você.
Sei que não é o que parece, quando somos atingidos por palavras de pessoas que consideramos importantes. Mas percepção não é realidade. Ainda que pareça que nossas emoções são controladas por outras pessoas, a verdade é que ninguém as controla. Exceto você.
Somo nós quem damos poder para que outras pessoas acabem controlando o que sentimos. Isso é um erro. Quando você notar que está se enervando com alguém, lembre-se de que é você mesmo quem está gerando isso. A pessoa pode até ser um catalisador do processo, mas é você quem está autorizando este poder. Não ela.
Epiteto, autor da frase dessa semana, sabe bem o que é isso. Foi escravo de um dos mais cruéis secretários de Nero. E, com este pensamento, tornou-se filósofo e escapou da escravidão.
Se você tem um "secretário de Nero" perto de você, talvez seja o momento de repensar seu grupo de pessoas importantes. No livro A Vida Não Tem Segredo, Aldo Novak e Marcelo Ferrão explicam que você é a média das pessoas com as quais mais convive.
Mas não é necessário um livro para entender que muito do nosso sucesso e felicidade na vida são derivados das pessoas que nos cercam e da nossa capacidade em não darmos poder para as pessoas erradas. Lembre-se de que "qualquer pessoa capaz de enfurecer você se torna seu mestre, mas ela só pode fazer isso com sua permissão."
Agora pense e responda:
Quem será o mestre de sua vida hoje?
Jornalistas não são meros investigadores da realidade que passam esse conteúdo apenas em forma de notícias e reportagens para a população. O jornalista caracteriza-se também pela imortalização - nas páginas do seu veículo midiático - como um historiador. Mas não um historiador de grandes eventos da humanidade e sim, essencialmente, um historiador do cotidiano. Seja, então, muito bem vindo, meu caro leitor!
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010
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